A New New York
11 Things happened
Notas iniciais
POV Chris
Para a minha surpresa a pessoa na porta era a Angel.
–Oi-ela disse-Você ta ocupado?
–Não- o vídeo podia esperar.- Porque?
–Eu to no tedio, a Gwen saiu e me deixou em casa sozinha. A gente podia fazer alguma coisa- ela disse, meio sem-graça.
–Pode ser. Você quer ver um filme?
–Claro!
–Entra aí!-eu abri passagem para ela entrar. Acho que ela é a primeira garota com menos de vinte anos que já entrou aqui.
–Você tava fazendo o que?- ela perguntou.
–Nossa! É mesmo!-eu subi correndo as escadas, entrei no escritório do meu pai e desliguei a câmera.
Angel subiu as escadas atrás de mim, ela ficou na porta do escritório e disse:
–O que foi?
–Eu tinha esquecido a câmera ligada.-respondi.
–O que você tava gravando?
–Pro meu pai. Ele me pediu um negócio.
Ela entrou no quarto e observou as miniaturas de Harry Potter numa prateleira.
–São seus?-ela perguntou.
–Infelizmente, não. Na verdade, eu não posso nem respirar em cima deles.-eu disse, fazendo-a rir.-Você gosta de Harry Potter?
–Vai parecer muito estranho se eu disser que sou fã?-ela disse, corando.
–Não, eu também sou!-eu me aproximei dela, deixando a câmera no tripé.
–Todo mundo que descobre que eu gosto me acha estranha.- ela disse.
–Não é estranho. É fofo.-eu disse, coloquei uma mão no rosto dela, a outra na cintura e a beijei. Mesmo não sendo a primeira vez que a beijo, ainda me sinto nas nuvens.
–Que filme vamos ver?-ela me perguntou quando nos separamos.
–Surpresa.-eu disse, indo para o meu quarto. Na minha casa, não tem tv na sala. Para compensar tem tv no meu quarto, o que (pelo menos para mim) é melhor.
–Surpresa? Sério isso?
–Não confia em mim, fogaréu?
–É... não muito- ela disse, rindo.
–Nossa! Agora me senti ofendido!-eu disse rindo também.
Eu abri uma gaveta e peguei um DVD de Harry Potter. Coloquei na tv, peguei o controle e sentei na cama, esticando as pernas. Angel fez o mesmo. Assistimos o filme, que era bem longo. Depois assistimos outro, juntinhos. Com o meu braço por cima dos seus ombros e sua cabeça apoiada em mim. Foi anoitecendo e o tempo passava tão rápido.
Quando o terceiro filme acabou, eu ia me levantar mas Angel tinha adormecido no meu ombro. Por um segundo, pensei em acordá-la. Mas ela fica tão fofa dormindo que eu não tive coragem. Me aconcheguei melhor e aos poucos, adormeci também.
...
POV Angel
Acordei sendo abraçada por alguém. Eu não estava em casa, olhei e parecia ser o quarto do Chris. Eu observei a situação. Christian estava ditado embaixo de mim(literalmente) com as mãos em volta da minha cintura. Minha cabeça estava apoiada no peito dele. Eu me levantei devagar para não machucar Chris e o meu braço quebrado. Pelas minhas contas hoje era sábado.
Eu fui ao banheiro e quando votei, Chris estava sentado na cama. Ele me disse, sorrindo:
–Bom dia, fogaréu.
–Bom dia, Chris. -respondi- acho melhor eu ir pra casa, ninguém sabe que eu dormi aqui. Minha mãe deve ter ficado preocupada.
–Eu te levo.
–Somos vizinhos, é aqui do lado.
–Só por isso, eu não posso ir?
–Tanto faz.
Nós saímos e eu tomei um susto. A rua estava cheia de carros da polícia, policiais entravam e saiam da minha casa. Uma ambulância estava no meio dos carros. Eu e Chris nos entreolhamos, soltei a mão dele e corri para minha casa seguida de Chris.
Meus tios conversavam com um policial, resolvi não atrapalhar. Procurei o lugar de onde os policiais iam e vinham. Era do segundo andar. Quando alcancei os pés da escada, alguém me abraçou com força. Gwendoline.
–Meu Deus! Você nos deixou preocupados. A gente ia te avisar mas o seu celular estava aqui em casa e não sabíamos aonde você estava quando aconteceu, eu...- ela cuspia as palavras. Seus olhos estavam vermelhos e inchados.
–O que aconteceu, Gwen?- eu disse mas não esperei a resposta. Subi as escadas e segui as trilhas dos policiais. Eles vinham do quarto da minha mãe.
Esperei um grupo de policiais passar e entrei no quarto, aquela cena era horrível. Minha mãe estava deitada no chão, toda ensanguentada. Ela não respirava, seus olhos estavam abertos, mas ela parecia olhar para o nada. Gwen apareceu atrás de mim.
–Eu ia te contar...- ela disse.
–Ela...-eu disse devagar, temendo a próxima palavra- morreu?
–Quando cheguei em casa, a encontrei assim.
Eu abracei minha prima, começando a chorar. Ela me abraçou de volta e começou a chorar também.
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