A New New York
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Notas iniciais
POV Angel
Uma mão apareceu na minha frente para me ajudar a levantar. O dono dela era o Chris. Eu a ignorei.
–Valeu para ajuda.- eu disse ironicamente, guardando os cadernos na mochila.
–Eu disse pra você não mexer com eles.- ele disse.
–Eu mexi com eles o tanto quanto você se mexeu pra me ajudar.
–Eu só estava representando o meu papel.
–Bom, parabéns! Você merece um oscar!- eu disse com raiva, me levantei e comecei a andar pra casa.
–Hey! Espera aí, Angel!-ele disse tentando me acompanhar. – Você não está brava por causa disso, né?
Eu parei. Ele parou de frente pra mim. Coloquei uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. Me empurraram em um lago! É claro que eu estou brava!
–Eu não sei. Só... me dá um tempo, ok?- eu disse, desviei dele e continuei a andar pra casa. Dessa vez ele não me seguiu.
Eu ainda estava pingando quando cheguei em casa e eu sentia lagrimas escorrerem pelo meu rosto. Assim que eu entrei em casa eu vi a Gwen sentada no sofá mexendo no celular.
–Oi, Angel.- aí ela olhou pra mim e o queixo dela caiu- O que aconteceu?
–Eu realmente não quero falar sobre isso agora.- eu falei e fui tomar um banho.
POV Chris
Eu fiquei parado no meio do parque esperando algum milagre acontecer. Mas ele não aconteceu. Fiquei lá até um garotinho de triciclo bater na minha perna. Isso me fez acordar. Eu voltei pra casa bem devagar. Eu sei que Angel não é de ferro e eu não quero vê-la chorar.
“Parabéns, Chis!” pensei “A única garota legal que sabe quem você de verdade e você assusta ela”
Quando eu cheguei em casa, fui direto para o meu quarto e deitei na cama. Olhei pela janela, se eu conversar com ela talvez eu tenha alguma chance. A cortina da casa dela estava fechada, Gwen nunca fecha a janela, apenas Angel podia ter fechado. Ela estava me ignorando. Droga.
Resolvi que isso não ia ficar assim. Levantei e fui até a casa dela, que era aqui do lado, e bati na porta.
Gwen me atendeu dizendo (ou melhor, gritando):
–Você tem alguma coisa a ver com isso, não tem?
Grossa. Resolvi ir direto ao ponto.
–Posso falar com Angel?- ela ficou surpresa ao perceber que meu tom era calmo.
–Eu vou chama-la.- ela se virou, um pouco envergonhada por ter gritado enquanto eu estava super calmo, e foi chamar a prima.
Um tempo depois, a ruiva apareceu na porta. Ela já estava seca e tinha trocado de roupa.
–Que foi?- ela disse.
–Só me deixa explicar- ela revirou os olhos- por favor.
Angel respirou fundo saiu da casa e fechou a porta atrás dela.
–Pode falar.- ela disse.
–Taylor não fez de propósito- eu disse, percebi que escolhi as palavras erradas.
–Ela me joga num lago e não é de propósito? Ela riu de mim, Chris!- ela disse.
–É um costume dela.
–Jogar pessoas no lago?
–Não! Irritar os novatos. É costume de todos eles.
–Você disse que é amigo deles, você devia ensinar pra eles a ter outros costumes. Você quer que todo mundo continue sofrendo por causa deles? Não vai me dizer que foram eles que roubaram o armário da Emily?
Então o armário era dela!
–Se você não quer que isso continue acontecendo, faça alguma coisa em vez de ficar parado olhando!- eu fiquei em silêncio.- Viu? Está fazendo de novo! Você tá parado aí!
Eu a beijei. Se isso não é fazer alguma coisa, eu não sei o que é. Abracei sua cintura e senti suas mãos na minha nuca. Nem sei quanto tempo ficamos ali, acho que muito. Até que ela se afastou e me olhou nos olhos.
–Eu só... vim dizer que sinto muito por não ter feito nada.- eu disse e voltei para casa.
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