Notas iniciais
Oiiiii! Mais um capitulo. Eu gostei bastante de escrever esse! Boa leitura!

POV Chris

Depois que deixei Angel na enfermaria todos começaram a me encarar mais do que o normal, se é que isso é possível. Resolvi que tinha algumas coisas para acertar com Taylor. Quando a encontrei ela começou a gritar comigo.

–Christian!! O que você pensava que estava pensando?- ela gritava. Aqui, com ela, ninguém me encara. Por medo dela.

–Ela não te fez nada. Ninguém aqui fez. Não entendo porque você insiste em fazer essas coisas.- tentei parecer calmo.

Comecei a andar até o meu armário, tentando dar o assunto como encerrado mas ela veio atrás de mim, falando. Dessa vez, em um tom mais baixo.

–O que aconteceu com você, cara? Não vai me dizer que você voltou a ser aquele idiota que era antes!

–Olha, eu só estou dizendo que isso não é legal. E eu não era idiota.

–Era sim.

–Uma pessoa fez eu me tocar que isso é errado.- eu disse, abrindo meu armário.

–E quem seria?

Falei demais. Não posso falar que foi Angel.

–Meu pai.- menti.

–Não acredito em você.

–Tudo bem.

–Espera aí! Não foi a novata que disse isso, foi?

–Quem? Não foi ela não!- ok. Eu não sei mentir.

–Não acredito! Você confia mais numa pessoa que conheceu essa semana do que na gente? Você é, sim, um idiota!- ela disse batendo o pé no chão como uma criancinha de 5 anos.

–Eu confio mais em um hamster do que em vocês.- eu disse tentando parecer ameaçador.

–Não acredito que disse isso!

–Bom, acredite. Porque foi isso que você ouviu.

–Cristian Davis, se considere um homem morto. Você e a cara de cenoura!- ela gritou e saiu batendo o pé no chão, empurrando um garoto do ensino fundamental no caminho e chamando a atenção de muita gente.

POV Angel

Eu não tinha percebido quanto tempo eu havia passado no hospital, mas quando cheguei percebi que foi muito. Gwen já havia voltado da escola, sua mochila estava jogada no sofá. Aparentemente só tinha ela em casa. Fui para cozinha comer alguma coisa e subi para o quarto que eu dividia com Gwen. Eu mal abri a porta do quarto e ela me encheu de perguntas.

–Meu Deus! O que você fez? A Taylor vai acabar te matando! Ela quebrou o seu braço? Porque o Davis te ajudou? Ele gosta de você? Quanto tempo você vai ficar com essa coisa no braço? Angel! Me responde, cara!- ela falava tão rápido que eu não conseguia acompanhar.

–Não entendi uma palavra do que você falou agora. E como você sabe o que aconteceu?- eu perguntei, sentando na minha cama. Ela sentou no meu lado.

–Todo mundo sabe. Você é a primeira pessoa que enfrenta a Taylor desde que ela entrou na escola! Você também é primeira pessoa que o Davis ajuda. Foi épico.

–Eu não enfrentei ela. Eu nem falei nada!

– E o seu braço?

–Enfaixado por um mês. Ela conseguiu quebrar meu braço com um armário.

–É típico da Taylor fazer esse tipo de coisa. Uma vez ela disse que ia matar um garoto e ninguém nunca mais viu ele.

–Ela matou o menino?- isso já era exagero. Agora fiquei até com medo.

–Não. Ele mudou de escola de tanto medo. Mas mudando não totalmente de assunto, e o Davis?

–O que tem ele?- perguntei.

–Ele brigou com a Taylor hoje. Ela ficou uma fera. Ficou mais vermelha que o seu cabelo. Ele nunca fez nada assim por ninguém.

–Eu não...- comecei, mas fui interrompida pela campainha. Gwen foi atender.

–Angel! É pra você!- ela gritou do andar de baixo. Eu desci e Chris estava na porta. Ele sorriu quando me viu.

–Eu já volto.- disse para Gwen, saí, fechei a porta e olhei para Chris.- Oi.

–Ham...Oi, fogaréu.- ele disse meio sem jeito. É a primeira vez que ele fala de verdade comigo desde que me beijou.- Ela quebrou o seu braço?

–Pois é.- eu disse. Nós começamos a andar pela rua, lado a lado.

–Nós temos um problema. Quero dizer, além desse.- ele disse.

–E qual seria?- perguntei.

–Nós...ham... Fomos ameaçados de morte hoje.

–Taylor disse que vai matar a gente?- perguntei, rindo.

Ele me olhou preocupado. Acho que ele não esperava essa reação minha.

–É serio.- ele disse- Eu conheço Taylor. Ela pode ser impulsiva, mas é uma pessoa de palavra. Se ela quisesse nos machucar, machucava. E olha o que ela fez.- ele olhou para o meu braço enfaixado.

–Ela é uma pessoa diferente. Mas não a esse ponto. Ela não mataria alguém. Não é?- eu disse, nervosa.

–Na verdade, eu acho que mataria.

POV Chris

–Você tá com medo dela, Chris?- Angel perguntou.

–N-Não! Eu? Nunca! –eu disse, gaguejando. Eu odeio quando isso acontece. Por um segundo pensei que ela ia rir de mim, mas ela apenas abriu um sorriso. Um sorriso lindo, devo dizer.

–O que foi?- perguntei.

–Nada. É que você fica muito fofo quando está nervoso.- ela disse, me fazendo sorrir também.

Nós fomos até o Central Park e voltamos conversando. Eu não havia percebido, mas no meio do caminho eu comecei a segurar na mão que não estava enfaixada dela. Paramos na porta da casa dela.

–Tchau, fogaréu!- eu disse.

–Tchau, Chris.- ela disse e me deu um beijo rápido, depois abriu a porta e entrou na casa dela.

Senti meu rosto esquentar. Desse jeito essa garota vai acabar me matando antes que Taylor faça isso.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Bjs -gih-