A New Direction
2 Amores Perdidos e Novas Amizades
Notas iniciais
E de novo... Pezberry? Ou Faberry? Ou as duas? Um 3some? Quintana e Rachel com outro alguém?
Primeiro de Setembro. New Haven.
Luto em uma briga perdida contra o lençol que não quer servir no colchão. Meu dormitório tem paredes amarelas e é decorado com as cores da universidade. Como cheguei cedo para pegar uma cama boa, ainda não conheci minha colega de quarto. A ideia de morar com alguém que não conheço é estranha, mas tenho um bom pressentimento quanto a isso. Afinal, nunca tive problemas em me enturmar.
-Hey, loirinha! Precisa de ajuda?
Olho para trás e uma garota ruiva de olhos verdes olha para mim, provavelmente me julgando. Ela veste uma blusa larga só de um ombro com o símbolo de Yale e shorts de lycra. Seus cabelos alaranjados estão presos em uma trança lateral como a de Katniss Everdeen.
- É... Uma ajuda seria bom... – Respondo e a garota, com toda habilidade, veste o lençol no colchão e o coloca na cama.
- Pronto! – Ela fala com ar de vitória e nós duas rimos.
- Whoa! Você, por acaso, é minha colega de quarto? Por que acho que vou ter que te manter por perto.
- Sou sim! Aliás, meu nome é Charlie. Charlie Lace. – A menina se apresenta e estende a mão direita.
- Quinn Fabray! – Respondo e aperto sua mão.
Estar longe de casa, longe de tudo o que você conhece e ama é difícil. Mas acho que comecei com sorte. Charlie parece ser legal. Sinto uma amizade começando. Espero que esteja certa, pois não seria fácil estar sozinha em um lugar completamente novo.
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Dois de Setembro. Ohio.
No caminho ao aeroporto senti um aperto no coração e acabei voltando para Lima. Só para me despedir. Não acho justo fazer Britt esperar por mim enquanto estou em Nova York seguindo meus sonhos, e ela, presa em Ohio. Não considero o que aconteceu em Louisville traição. Não tinha nenhum sentimento envolvido além de raiva e fome por vingança. Mas em Nova York tudo vai mudar. Vou ser aceita pelo o que sou. Vou conhecer mais gente como eu. Não sei por quanto tempo conseguiria ser leal a Brittany. Não digo sexualmente. Nunca a trairia sexualmente. Mas emocionalmente. E a pior traição é aquela que envolve sentimentos. Aquela que você sabe que foi traída porque a outra pessoa já não te ama mais. Prefiro terminar tudo agora, com honestidade e perdão, do que depois, com culpa e corações partidos. Estaciono o carro na frente da casa de minha namorada e uma lágrima escorre pelo meu rosto. Ainda é cedo e ela não está acordada, mas é hora de partir. De seguir em frente.
- Britt? Acorda... – Falo baixinho e passo as mãos em seus cabelos loiros. Ela abre os olhos.
- Tana? Você não foi pra faculdade? – Ela pergunta, ingênua como sempre.
- Britt... Eu to indo pra Nova York. Vim me despedir. Eu te amo. E sei que parte de mim sempre vai te amar, mas a gente não pode mais fazer isso. Temos que terminar antes que uma de nós se machuque. Eu sinto muito. – Falo e a beijo pela última vez.
Uma lágrima escorre pelo seu rosto, assim como muitas já escorreram pelo meu e ela responde:
- Eu te amo, Tana. Espero que consiga tudo o que quer. E quando você for famosa e eu te ver na televisão, ou numa revista, vou falar para todo mundo “ aquela ali foi a primeira mulher que eu amei”. Adeus.
- Adeus. – Respondo entre soluços. Plantei um beijo em sua testa e fui para o aeroporto.
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Dois de Setembro. Nova York.
- Will you light my candleeeeee? – Canto junto com o filme quando meu celular toca. – Alô?
- GayBerry? – Disse a voz do outro lado do telefone.
- Santana?
- GayBerry, eu queria saber se aquele negócio de sermos amigas ainda está valendo...
- Claro que sim! Mas por que?
- Vem me buscar no aeroporto que eu te explico.
- O que?
- Só vem!
Ela encerra a chamada e eu vou procurar pela chave do carro.
- Kurtsie! Cadê a chave do carro?
- Na mesa da cozinha. Onde você vai?
- Buscar a Santana no aeroporto.
- Santana? Mas o que ela tá fazendo aqui? Amanhã começam as aulas!
- Não sei Kurtsie! Ela disse que ia explicar depois... Tenho que ir!
Vou para o carro e dirijo até o aeroporto. Lá está Santana, vestindo uma saia azul, uma blusa preta florida na cor da saia e com algumas folhas verdes, e um sobre-tudo combinando com essas. Em uma de suas mãos, segura uma mala pequena, e na outra, uma maior com rodinhas. Corro até ela e a abraço com força.
- Tá tudo bem, GayBerry! Eu também te amo, mas já pode me soltar!
- Ahhh! Eu tava com tanta saudades! – Muito mais do que sentia de Finn – Vamos, Kurtsie tá esperando! Ah, e eu também te amo. – Na última frase ela corou.
Não era típico de ela falar algo assim. Nem mesmo brincando. Acho que as palavras simplesmente escaparam. O que as faz ainda mais verdadeiras. É bom saber que finalmente ganhei sua amizade. Chegando em casa, ela cumprimenta Kurt com um abraço. Me sinto mal, pois posso ver que não está feliz, mas deixo passar. Santana é dura, ela não se abriria para mim tão fácil.
- Santana! O que você tá fazendo aqui? – Perguntou Kurt animado.
- Bom, LadyFace, GayBerry, para fazer longa história curta, minha colega de quarto em Louisville era uma vadia homofóbica. Eu bati nela, fui expulsa, resolvi vir pra cá e preciso de um lugar para ficar até conseguir um emprego. – Disse ela em um fôlego.
- Você tá brincando? Você pode morar com a gente! Temos um quarto sobrando já que decidimos dividir um... – Kurt ofereceu.
- Vo-vocês tem certeza? Eu não quero incomodar... – Uau! Que... UnSantana...
- Claro! Será um prazer te ter como roomate, Santie! – Eu digo e jogo meus braços em volta dela. Ela ri.
Mostramos à Santana seu novo quarto e a ajudamos a arrumar suas coisas. Sinto que ela está mais relaxada, mas ainda não está contente. Enquanto Kurt toma banho vou até o quarto dela.
- Santie?
- Fala, Rach.
- Você tá chateada assim por causa daquela garota? Porque ela é uma completa vadia. Você sabe que não tem nada de errado com você...
- Não! Não é isso... Eu até queria sair de lá mesmo, sabe...
Sento ao seu lado e ela apóia sua cabeça em meu ombro. É estranho tê-la tão perto. Quando propus que fôssemos amigas, só queria ficar em bons termos. Nunca imaginei que um dia nós seriamos tão próximas.
- Uau! Nunca imaginei que um dia eu realmente seria sua amiga. – Ela falou e nós duas rimos. -Mas estou feliz que sou...
- Eu também. E como boa amiga... Eu quero te ajudar, Santie. Quero saber o que há de errado. Não gosto de ver meus amigos assim.
- Eu terminei com a Britt. – Ah! Então é isso... Deve ter sido difícil. Eu lembro que toda vez que olhava pras duas, desejava que eu tivesse alguém que me amasse tanto quanto Santana amava Brittany. – Eu não queria. Mas fiquei com medo. Eu a amo. Mas fiz isso pro bem dela. Desse modo, ninguém se machuca.
- Só você...
- Não... Isso passa...
Não falo mais nada. Só a abraço e fico lá. Depois de um tempo caímos no sono. Uma nos braços da outra. Como boas amigas.
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