A New Chance To Love
26 Capítulo 26
Notas iniciais
POV Caroline
O relógio marcava quase nove horas quando eu cheguei à casa do Klaus, nós não tínhamos combinado nada, eu simplesmente decidi aparecer. Fazia alguns dias que nós não saíamos e eu estava com saudades da companhia dele. E mais, eu realmente gostava dele e não deixaria isso escapar, principalmente agora, que eu não tinha mais nenhum motivo para me incomodar com o Tyler. Eu acho que eu já não gostava dele há tempos, mas eu me prendia no fato de que ele tinha sido o meu primeiro amor. A verdade é que não importa quem é o seu primeiro, segundo ou décimo amor, o que importa é o sentimento, um amor não é mais importante do que o outro só porque aconteceu primeiro. As coisas acabam e eu e o Tyler estávamos definitivamente acabados como casal. E eu o Klaus estávamos apenas começando. Respirei fundo e toquei a campainha. Demorou um longo momento para que alguém viesse atender. Klaus abriu a porta e eu não pude deixar de observar a bela visão que tive de seu corpo. Ele estava sem camisa, vestindo apenas uma calça jeans, seu cabelo estava molhado. Parecia ter acabado de sair do banho.
–Oi, loirinha. –Abriu um sorriso. –Eu não esperava pela sua visita...
–Eu estou atrapalhando? –Precisava perguntar, afinal, eu tinha mesmo aparecido sem avisar.
–Eu disse que sua visita era inesperada e não indesejada. –Explicou. –Eu adorei que você esteja aqui.
–Isso é bom. –Conclui.
–Claro que é. –Fez uma pausa. –Mas se você quiser entrar, vai ter que me dar um beijo...-Provocou.
–Eu posso dar até mais de um beijo…-Provoquei.
Klaus me puxou pela cintura, seu corpo másculo colou no meu. Seus lábios quentes buscaram os meus avidamente e tudo que eu fiz foi corresponder ao beijo. Gostava da forma como nossas bocas se encaixavam, gostava do sabor dele, era tão bom. Os beijos dele eram sempre deliciosos, sempre sedutores. Havia algo muito forte que acontecia cada vez que nós estávamos juntos. Era diferente de tudo que eu já havia sentido, era melhor. Klaus realmente me encantava, tudo nele era absolutamente atraente e conquistador.
Depois daquele beijo que me tomou o folego, Klaus me levou para conhecer sua casa. Nossas mãos estavam unidas enquanto caminhávamos em direção a sala.
–Uau! Sua casa é linda! –Exclamei impressionada com a imponência daquele lugar. A casa possuía uma decoração barroca, haviam obras de arte por toda a parte. Era realmente muito bonita. Fui até um dos quadros para admirá-lo de mais perto. –Monet? –Perguntei perplexa. Ele tinha mesmo um quadro desses em casa?
–Comprar esse quadro foi uma das loucuras que eu fiz. –Admitiu. –Mas valeu a pena.
–Eu imagino que tenha sido uma fortuna...
–Foi sim, eu o comprei em um leilão, nem acreditei quando o meu lance foi o mais alto de todos e eu consegui o quadro!
–Ao menos valeu a pena, afinal, ele é lindo.
–É sim. –Concordou. –Mas o que eu mais gosto é que quando se olha de longe o quadro é lindo, mas de perto, tão apenas pontos. Tudo depende de como se olha, assim como tudo na vida. Tudo várias perspectivas. Tipo eu e você. Parecia impossível, você não gostava muito de mim, mas agora, parece que as coisas mudaram...
–Talvez eu esteja olhando de outra perspectiva. –Concordei.
–Exatamente.
Nossos lábios se aproximaram mais uma vez iniciando um novo beijo. Esse beijo foi mais tranquilo, mais doce, era apaixonado. Quando nos afastamos e meus olhos se abriram novamente, eu observei um quadro ainda mais bonito.
–Nossa, esse quadro é simplesmente perfeito! –Falei animadamente enquanto caminhava em sua direção. O quadro representava dois amantes se beijando em um cenário envelhecido, uma daquelas cidades tão históricas da Europa. –É como se eu conseguisse “sentir” essa cena...-Eu estava tocada pela profundidade daquela imagem, que era tão simples e ao mesmo tempo tão especial. –Quem pintou esse quadro? –Eu estava muito curiosa!
–Fui eu. –Klaus respondeu em um tom bastante tranquilo.
–Eu não acredito! –Exclamei. Eu estava absolutamente surpresa com aquela nova informação, eu mal acreditava.
–Sim, eu pintei esse quando estava em Praga, na Replica Tcheca. –Contou. –Eu vi esse casal tão apaixonado e decidi retratar o momento.
–Por que você não me contou que pintava quadros tão lindos?
–Você nunca perguntou!
–E como eu iria saber? Essa não é uma coisa que nós costumamos perguntar! –Argumentei. –“Oi, você pinta quadros?” –Fiz uma brincadeira e nós dois rimos.
–Mas agora que você já sabe, você poderá ser a minha modelo, o que você acha? –Flertou.
–Eu iria adorar! –Exclamei. –O quão incrível não é isso? –Eu fiquei super animada só de pensar na possibilidade.
–Você seria, com toda a certeza, a modelo mais bonita que eu já tive. –Concluiu e eu adorei aquelas palavras. Após isso, o silencio se fez por um longo período até ser quebrado mais uma vez pelo Klaus. –Mas você ainda não me disse por que veio aqui hoje. –Ele parecia intrigado.
–Para conversar, só isso.
–Você quer sair para fazer alguma coisa? –Ofereceu.
–Não, não. –Balancei a cabeça. –Eu gostei da sua casa. –Sorri e caminhei até o sofá me jogando nele. Eu estava me sentindo muito confortável e bem vinda ali.
–Eu poderia tentar fazer o jantar para você... –Falou enquanto se sentava ao meu lado. –Mas você me odiaria depois de experimentar a minha comida. –Sorriu e eu adorava a forma como ele sorria, era tão lindo. –Eu não sei cozinhar.
–Eu também não! –Admiti. –Da última vez que eu tentei fazer um macarrão, ficou tudo grudado!
–Eu acho que nós dois juntos iriamos colocar fogo na cozinha! –Nós dois começamos a rir. Era tão bom ver o quanto nós dois tínhamos em comum e o quanto conseguíamos nos divertir juntos.
–É melhor a gente ficar bem longe da cozinha! –Concordei.
–Com toda a certeza! –Balançou a cabeça afirmativamente. –Mas eu ainda posso te oferecer vinho, não posso?
–Eu adoro vinho!
–Ótimo, eu tenho uma adega enorme, acho que você vai gostar.
–Aposto que sim!
Nós fomos até lá e a adega era enorme mesmo, tinha uma coleção com um incontável número de vinhos.
–Uau! –Eu estava boquiaberta, aquilo era incrível. –Eu não sei qual eu vou escolher! –Fiz uma pausa e o olhei. –Eu posso escolher, não posso?
–Claro que pode, loirinha!
–Deixa eu ver... -Sussurrei enquanto olhava todas aquelas garrafas de vinho, até que uma me chamou a atenção. Ela tinha a embalagem mais bonita que eu já tinha visto, eu iria ficar com ela. –Que tal esse? –Perguntei ao pegar a garrafa.
–Bom gosto...–Respondeu naquele tom de voz sexy que só ele tinha. –É um dos meus preferidos. –Contou.
–Eu acho que nós temos muito mais em comum do que eu imagino...-Concluí.
–Eu sempre soube que nós tínhamos tudo a ver. –Flertou. Pegou duas taças, abriu a garrafa de vinho e nos serviu.
Dei um gole na bebida, o gosto era delicioso. Reparei no ambiente, estava uma temperatura tão gostosa, a luz era fraca e deixava o ambiente aconchegante. Klaus estava ao meu lado e ele era tão bonito. Como ele era bonito, ainda mais daquele jeito, sem camisa. Achei tudo aquilo tão sexy que eu não pude resistir. Aproximei-me dele, meu corpo colado ao dele, nossos lábios se encontraram selando um beijo. As mãos dele estavam na minha cintura e depois desceram ousadamente para as minhas nádegas, foi para as minhas coxas e depois voltou para o meu quadril, puxando-me, meu quadril estava colado no dele. Aquela atitude me arrancou um gemido. Eu também queria explorar seu corpo gostoso, minhas mãos passeavam por suas costas, eu arranhava de leve a pele branca, passei para os braços musculosos. Ele era tão forte, seu corpo era todo definido, lindo! A mão dele subiu pelas minhas costas, eu me arrepiei, continuou pela minha nuca até chegar aos meus cabelos, entrelaçando seus dedos nos fios loiros. Trocamos mais um beijo, sendo esse mais quente que o anterior. Meu corpo inteiro pulsava por ele. Em um momento repleto de luxuria, Klaus me jogou contra a parede, só que esta era onde a imensa “estante” que armazenava os vinhos ficava. Nada caiu, mas nós ouvimos o tilintar das garrafas.
–É melhor nós tomarmos cuidado. –Sorri, estava achando graça da situação.
–Tem razão. –Concordou. –Não queremos nenhuma garrafa caindo em cima da gente. –Fez uma piada. –É melhor nós irmos para o quarto... -Sugeriu.
–Mas aqui é tão sexy...-Sussurrei. O ambiente, a bebida... -Estiquei o braço para alcançar a garrafa que já estava aberta. Tomei um gole dela mesmo, algumas gotas deslizaram da minha boca, descendo pelo meu pescoço. –Eu posso te dar um beijo com gosto do vinho... — Eu estava tão à vontade com ele, tão solta. E aquela era a primeira vez que nós tínhamos um contato assim tão íntimo. Das outras vezes em que nós saímos, o máximo que fizemos foi nos beijar. Nós realmente tínhamos uma ótima sintonia.
Klaus sorriu maliciosamente e me beijou ferozmente. Eu me arrepiei inteira com aquele beijo, fiquei ainda mais excitada quando seus lábios quentes e úmidos foram para o meu pescoço como se seguissem a trilha que o vinho havia traçado. Passou a língua pela minha pele para depois beijá-la, intercalando a isso, mordidinhas. Aquilo era tão provocante, tão delicioso. Klaus tirou a minha blusa e fez com que eu virasse de costas. Colocou meu cabelo para o lado, deixando minha nuca livre, foi beijando-a, beijou minhas costas. Eu estava enlouquecendo. Abriu meu sutiã e continuou beijando minhas costas. Depois foi passando a mão no meu corpo. Apertou meus seios já nus, ficou massageando. Soltei um gemido e eu o ouvi abafando o risinho de satisfação. Quando eu percebi, já estava de frente para ele novamente e nossas bocas estavam se acariciando novamente. Nunca iria me cansar de beijá-lo. Enquanto nós nos beijávamos, as mãos dele deslizavam em minha, em minhas curvas.
Eu estava tomada por um ímpeto, por tanto desejo, que foi a minha vez de tomar uma atitude. Eu o joguei no chão e nós nos beijamos ardentemente e eu queria mais, queria muito mais do que apenas o sabor dos seus lábios, queria o sabor de todo o seu corpo. Enquanto ainda beijava a boca dele, movimentei meu quadril no dele, sentindo sua ereção e fazendo com que ele gemesse. Adorei aquilo e fui além. Minha boca fugiu da dele para explorar todo o seu corpo. Eu o beijei inteiro, minha língua passeava por ele, desenhava o contorno que os seus músculos definiam, depositava beijos pelo seu peitoral. Deixei a mão passar nele também, minhas unhas arranhar aquele corpo perfeito. Continuei pelo peitoral, pela barriga sarada até chegar a calça dele. Abri os botões e o livrei daquele tecido, fiz o mesmo com a cueca box que ele usava. Ele estava totalmente nu. Deliciei-me com aquela visão. Ele era muito bonito mesmo.
Cheguei ao seu membro ereto e passei a estimulá-lo com a mão, fazia movimentos de vai e vem. A respiração dele ficou mais pesada, eu o estava enlouquecendo. Depois de um tempo assim, deixei a minha boca tocar o seu sexo, passando a língua nele, lambendo por inteiro. Dei um beijinho na ponta antes de abocanhá-lo. Chupei com vontade.
–Sua boca é tão gostosa...-Sussurrou.
Adorei aquilo, ele estava delirando comigo. Continuei chupando, sugando. Conforme eu ouvia os seus gemidos, eu me dedicava mais ainda.
Eu o chupei por longos momentos até que ele estava por cima de mim. Estava me beijando e eu retribui na mesma intensidade. Foi distribuindo beijos no meu corpo até alcançar meus seios. Passou a língua ao redor deles como se desenhasse o formato deles. Dei um gritinho de prazer. Continuou me tocando, dessa vez nos mamilos, massageava com a língua. Mais um gemido. Dessa vez, era eu quem estava alucinando. Chupou meus seios na intensidade certa. Ele era tão gostoso! Pensei que eu deveria ter transado com ele antes, afinal, ele era o melhor de todos. Ele era muito bom de cama.
Colocou a mão dentro da minha calça, invadindo não somente essa, como a minha calcinha também, sentiu o quanto eu já estava úmida. Percebi a expressão maliciosa dele. Então, ele estava trilhando beijos pelo meu corpo, saboreando a minha pele. Foi descendo, até tirar a minha calça, mas me deixando ainda com a calcinha, a única peça de roupa que ainda cobria meu corpo.
Apalpou as minhas coxas, beijou-as com afinco. Meu sexo já estava pulsando por ele, queria que ele me tocasse ali, mas eu ainda teria que esperar. Continuou pelas minhas coxas, desceu por toda a extensão das minhas pernas até chegar aos pés. Beijou os dedinhos e me fez massagem. Isso era maravilhoso.
Traçou o caminho de volta até minhas coxas, beijou-as. Finalmente, tirou minha calcinha, beijou minha virilha, foi explorando meu sexo com a boca até chegar ao ponto mais sensível. Lambeu de leve, fez movimentos com a língua, estimulando. Eu estava gemendo tão alto, estava sentindo tanto prazer. Quanto mais ele continuava, mais eu delirava. Chegou o momento em que meu corpo estava pulsando tão forte, estava tão estimulado por ele que eu atingi o orgasmo. Sentia ondas de prazer se espalharem por todo o meu corpo como uma forte corrente elétrica. Era a sensação mais gostosa que existia.
Enquanto eu curtia aquele momento, ele beijava meu corpo, caminhando lentamente para a minha boca. Nós nos beijamos suave e longamente, adorava o gosto da boca dele na minha, gostava daquela sensação.
Soltei um gritinho quando ele me penetrou. Nós dois nos encaixávamos perfeitamente. Fez movimentos lentos dentro de mim. Eu já estava ficando repleta de prazer novamente. Os movimentos se intensificaram um pouco, mas foi o suficiente para que eu tivesse o segundo orgasmo da noite. Movimentou-se mais rápido e atingiu o ápice logo depois de mim. Nós ficamos deitados no chão mesmo, estávamos exaustos, eu apenas apoiei meu rosto no peitoral dele e ele me envolveu em seus braços.
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