A New Chance To Love
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Não sei se ficou muito bom
Eu pensei que no Carnaval eu iria poder ficar de boa e escrever bastante, mas parece q toda a minha familia decidiu me encher o saco :(
Nng merece né? kkk
Em fim, comentem bastante, críticas sao bem vindas, elogios muito mais né?
Comentem por favor
E recomendem se gostam da fic!
beijos
P.O.V. Elena Gilbert
Pela primeira vez em tantos anos, eu me sentia bem, muito bem. Apesar de ter que viver com o Matt, eu não estava sentido a mesma dor, não hoje pelo menos. Eu ainda estava encantada por tudo que o Damon tinha me dito e estava completamente entorpecida pelos seus beijos. Ele me faz feliz de verdade, ela faz com que eu me sinta uma garota especial e amada. De tudo que poderia acontecer em minha vida, tê-lo conhecido foi a melhor de todas. Ele é realmente maravilhoso. Hoje, eu acordei mais cedo só para poder ter tempo de me arrumar para ele, eu estava me sentindo vaidosa e isso era algo muito raro em minha vida.
Não que eu tenha nenhuma peça de roupa absolutamente linda, eu nunca me incomodei com isso até agora e bem, eu ainda estou indo trabalhar, eu tenho que estar vestida com uma roupa social e isso limita muito o que eu poderia escolher. Ainda assim, escolhi uma blusinha branca e uma saia preta. Para completar, faltava a maquiagem. Escolhi um batom vermelho, sombra dourada, bastante rímel e delineador. Quando me olhei no espelho, eu fiquei satisfeita. Por sorte, o Matt já tinha saído para trabalhar também, isso me poupou um pouco, eu pude sair como uma pessoa normal de casa, sem que ele estivesse brigando comigo por algum motivo. Quando eu cheguei ao escritório, o Damon estava já estava lá. Abri um sorriso ao vê-lo, meu coração se acelerou instintivamente. Todo meu corpo reagia, eu ficava absolutamente feliz perto dele.
Chegou cedo... -Observei.
Eu estava ansioso para te ver, princesa. Se não bastasse suas palavras para me encantar, ele abriu um daqueles sorrisos irresistíveis.
Eu também estava com saudades. -Confessei. Nossos olhares se cruzaram e eu senti como se nossas almas tivesse se tocado. Eu estava tão apaixonada.
Isso é bom. Puxou-me para perto, fazendo nossos corpos se colarem. Cada vez que isso acontecia, eu me arrepiava por inteiro. Seus lábios tocaram os meus e me deram o que eu tanto queria, um beijo delicioso. Correspondi avidamente, quanto mais eu o beijava, mais queria beijar. Quanto mais tempo ficava com ele, mas tempo eu queria ficar.
Sabia que eu queria passar o dia inteiro só com você? Falei em um doce sussurro. Por mais que eu falasse, eu nunca iria conseguir expressar com palavras o quanto eu gostava dele.
E hoje nós vamos ficar o dia juntos. Respondeu. Eu vou te levar para sair hoje.
Mas eu ainda estou com a minha família em casa... -A mesma desculpa estava de volta.
Eu sei, não tem problema. Nós vamos sair agora. Explicou.
Mas nós não temos que trabalhar? Perguntei confusa.
Eu sou seu chefe, Elena e eu não ligo que você falte um dia. Abriu um sorrisinho.
Mas e você? Você tem um monte de reuniões hoje. Eu cuidava da agenda dele e sabia disso, não queria que ele perdesse o dia dele por minha causa.
Eu pedi para a Caroline desmarcar tudo ontem. Respondeu. Eu só tenho uma audiência às 16horas, mas podemos fazer alguma coisa de manhã, almoçar e então nós voltamos para o escritório.
Será que nós podemos fazer um passeio romântico no Central Park? Perguntei, já imaginando cenas que eu via em filmes. Eu não tinha uma ideia muito realista sobre isso. Eu nunca tinha namorado. Eu só sabia que em todos os filmes que se passavam em Nova York, o casal saía para passear no Central Park e eu queria fazer isso também.
Claro. Sorriu, ele parece ter achado graça da minha sugestão. Se você quiser ir mesmo lá, nós vamos.
Eu queria ir... -Falei baixinho. Mas se você tiver outra ideia ou...
Eu acho ótimo. Respondeu.
Tem certeza? Perguntei insegura.
Tenho, princesa.
...
Quando nós chegamos ao Central Park, eu estava encantada. Eu tinha vindo aqui uma ou duas vezes quando eu era criança, depois não voltei visitar. Os anos todos que eu vivi com o Matt, eu os passei, em sua maioria, trancada em casa. Ele nunca me levava a lugar algum, a não ser para eventos onde ele poderia me exibir como o seu troféu pessoal. Eu jamais tive um momento romântico antes de conhecer o Damon. Meu coração batia vergonhosamente alto enquanto nós dois passeávamos de mãos dadas pelo local. Era tudo tão lindo, as enormes árvores recobertas de flores das mais variadas cores. Seus jardins eram mesmo o cenário perfeito e combinavam perfeitamente com o que eu estava sentindo, era como se eu estivesse vendo a primavera pela primeira vez. Meu coração batia acelerado o tempo inteiro, eu até podia sentir minha alma pulsando. Eu estava feliz, muito feliz. Nesse instante não havia nada além de mim e o Damon, além de nossas mãos unidas, quando ele envolveu meu corpo em seu abraço, dos beijos que nós trocávamos apaixonadamente.
Esse lugar é tão lindo... -Falei encantada.
É verdade. Concordou. Faz algum tempo que eu não venho aqui... Fez uma pausa. Mas eu acho que o que está deixando o Central Park tão lindo é a sua presença.
Meu rosto corou imediatamente, se meu coração já estava acelerado antes, agora batia vergonhosamente alto. Quando eu percebi, eu estava sorrindo, eu estava sorrindo por causa dele, porque só ele faz com que eu me sinta desse jeito. Por que ele tinha que ser tão perfeito. Tudo que ele me diz, tudo que ele faz me deixa cada vez mais apaixonada.
Se você continuar me tratando assim, você vai me conquistar de um jeito que não vai ter mais volta. -A verdade é que o que eu estava sentindo era muito mais forte do que apenas paixão, eu já o amava.
Esse é o plano. -Respondeu em um tom bastante sedutor. -Eu quero você seja só minha, Elena.
Eu já sou sua. -Um sorriso se desenhou em minha face. E no instante seguinte, nós estávamos nos beijando. Os beijos dele me deixavam completamente enfeitiçada, mexiam comigo de um jeito tão intenso. Cada vez que eu sinto a pele dele tocando a minha, como quando ele acaricia o meu rosto com tanto carinho como agora, eu sinto tão amada. Sorri nos lábios dele e nós nos beijamos novamente. Poderia ficar desse jeito para sempre. Quando nós nos afastamos um pouco, olhei ao redor e achei que estava protagonizando algum dos filmes que eu sempre assistia tendo a certeza que eu jamais teria um amor. -Sabia que nós nos beijando desse jeito aqui parecemos àqueles casais de filmes?
De filme? -Damon achou graça e a risada dele era tão gostosa de ouvir. -Ah, Elena...
Sério! -Eu ri também. -Você nunca reparou que os casais sempre vêm ao Central Park e se beijam aqui na ponte, igual nós estávamos fazendo?
Se é assim, todos os casais que estão aqui hoje se beijando parecem estar em algum filme.
Isso não é verdade! Eu só me sinto em um filme porque eu estou beijando você! E as outras garotas não tem a mesma sorte que eu!
Se é assim, eu sou o cara mais sortudo que pode existir, porque ninguém tem uma namorada tão linda e tão doce quanto eu.
Namorada? -Eu precisava confirmar se eu tinha ouvido direito. Ele tinha mesmo dito que eu era namorada dele? Porque se tivesse, ele realmente gostava de mim.
Sim. A menos que você não queira.
Claro que eu quero! -Eu tinha noção que eu jamais seria a namorada dele de fato, mas naquele instante nada disso estava importando, eu apenas queria estar com ele, era o que bastava.
Então você é a minha namorada! -Sorriu. Por que o sorriso dele tinha que ser tão lindo? -Ou melhor, como os caras pedem as garotas em namoro nos filmes que você gosta?
Depende do filme. -Respondi sem jeito. -Você deve estar me achando uma idiota.
Claro que não, Elena. -Segurou a minha mão entre as suas. -Eu acho que você é uma garota romântica e isso fica lindo em você, eu gosto do seu jeito.
Tem certeza? -Estava insegura.
Sim, por mim você não precisa mudar em nada, eu gosto de você assim. -Beijou os meus lábios suavemente.
Eu amo você. -Confessei mesmo não sabendo se eu deveria ter feito isso.
Eu também te amo. -A resposta dele soou como uma música linda em meus ouvidos e afetou todo o meu ser. Isso era tudo o que eu queria ouvir.
Mais um beijou para selar a nossa declaração. Se eu não estava em um filme, eu tinha que estar sonhando porque tudo isso era muito mais do que perfeito. Depois disso, voltamos a caminhar abraçadinhos pelo Central Park até que eu vi uma carruagem. Eu sempre morei em Nova York, mas eu até havia me esquecido sobre esse passeio tão tradicional, afinal, a minha vida tão terrível nunca deixou que eu pensasse nisso. Damon percebeu que eu fiquei olhando e logo me ofereceu o passeio.
Quer passear de carruagem, minha princesa?
Não, não... -Eu queria, mas eu não queria parecer chata e nem queria deixá-lo entediado com tudo isso.
Eu sei que você quer, Elena. -Insistiu.
Sério, não precisa. -Sorri.
Lógico que precisa, eu sei que isso vai te deixar feliz e eu gosto de te ver desse jeito.
Eu não tive mais como nem tentar recusar, aceitei no mesmo instante. Não pude negar que eu me senti literalmente como uma princesa. Foi lindo!
...
Nós voltamos ao escritório por volta das 14 horas. Eu ainda estava radiante, tinha sido o passeio mais lindo de toda a minha vida. É incrível, mas cada minuto que eu passo com o Damon é melhor do que o anterior. Cada cena, cada momento ainda se repete em minha mente e eu fico ainda mais hipnotizada. Ele é muito melhor do que qualquer sonho que eu poderia ter. Quando ele disse que também me amava e queria me namorar, ele fez com que eu fosse a garota mais feliz do mundo. Eu nunca pensei que eu pudesse ser amada desse jeito, que alguém pudesse me tratar tão bem quanto ele me trata. Ele é mesmo perfeito. E eu realmente queria ficar com ele para sempre, não havia mais ninguém no mundo que eu desejasse ficar do que com ele. Eu fui passar o resto da tarde que nos restava na sala dele. Eu sei que ele estava ocupado e que logo teria que sair para a audiência, ainda assim, eu me contentava de ficar apenas ali fazendo companhia enquanto ele trabalhava. Bem, eu também tinha que trabalhar, então avisei a Carol e as outras meninas que eu estaria lá. Peguei o notebook na minha sala e pronto.
Quer dizer que você se mudou para minha sala, princesa? -Damon provocou.
Eu acho que sim. -Respondi envergonhada. -Você se importa que eu fique aqui? -Perguntei assustada, eu deveria ter falado com ele antes que de ter simplesmente ido para a sala dele desse jeito.
Não, eu não me importo. -Sorriu. -Eu adoro que você esteja aqui comigo, Elena. -E eu adoro quando ele diz que gosta da minha companhia.
Quer dizer que eu não serei despejada? -Brinquei.
Só se você não pagar o seu aluguel.
Eu tenho que pagar?
Claro que sim. Eu estava esperando ganhar muitos beijos seus como pagamento. -Aquele sorriso de tirar o fôlego surgiu em seus lábios.
Então eu vou te cobrir de beijos para poder ficar aqui com você o tempo inteiro...
Minha boca buscou a dele ansiosamente iniciando um beijo delicioso. Só que o toque estridente do telefone cortou o clima. Nós tentamos ignorar o barulho, mas era insistente demais.
Alô? -Damon atendeu. Eu não sabia quem era, mas presumi que era a telefonista pela resposta dele. -Pode passar a ligação. -Houve uma breve pausa. -Quem quer falar com a Elena? -Perguntou. -Matt, de onde? -Meu coração se acelerou quando eu entendi o que estava acontecendo. O Matt nunca ligava no escritório, mas exatamente no dia que eu estava na sala do Damon, ele decidiu ligar a telefonista transferiu a ligação conforme eu tinha orientado que fizesse. Se alguém ligasse, eu estaria com ele. Só que eu jamais imaginei que ele fosse me ligar, ele só me liga no celular, mas eu não escutei porque tinha o deixado apenas para vibrar. Quando alcancei o aparelho, haviam mais de cinquenta ligações não atendidas. Meu corpo pareceu congelar em um misto de medo e dor. Eu já sabia o que vinha pela frente. Seria horrível.
Eu sei quem é, deixa que eu atendo! -Ainda assim, tentei evitar que o Damon descobrisse qualquer coisa. Ele não podia saber que eu era casada! Não podia descobrir que eu vim mentido o tempo inteiro. Eu tinha traído a confiança dele. Eu iria perdê-lo e isso era tudo que não poderia em acontecer! Ele é tudo para mim, eu o amo, ele faz com que eu me sinta de um jeito que eu nunca me senti antes! Eu não posso viver sem ele!
Você é o marido dela? -Damon estava perplexo. E eu não tinha nem como tentar inventar uma história. Eu não tinha nenhuma desculpa. Instantaneamente, eu coloquei a mão sobre o gancho do telefone para desligar a ligação e isso me denunciou ainda mais. Ele não precisava ouvir mais nada e muito menos o Matt. Seria ainda pior se o Matt soubesse que eu o tinha traído, ele iria me matar. Só que não era esse medo que estava me correndo, mas, sim, a certeza que o Damon não iria mais me querer. Eu me senti totalmente devastada e essa sensação horrível se tornou ainda pior quando o olhar dele se cruzou com o meu. Ele estava magoado, eu podia perceber. E não era apenas isso, ele também estava com raiva, ele estava com raiva de mim. Senti um arrepio gelado percorrer a minha espinha. Eu não sabia o que fazer, senti apenas a dor forte chegando e me destruindo por dentro.
Você mentiu para mim esse tempo inteiro, Elena. -Damon estava visivelmente ferido, decepcionado. E a culpa disso tudo era minha. -Como você pode?
Por favor, me desculpa. -Sussurrei. -Eu não fiz por mal. -Tentei explicar. -Quando eu menti, eu não imaginei que isso iria tão longe, eu nunca quis te magoar... -Mal conseguia falar, minha voz vacilava o tempo inteiro. Odiava tê-lo machucado, odiava a forma como ele me olhava agora. Tudo que eu queria era que ele me abraçasse e me dissesse que estava tudo bem, mas isso era tudo que não iria acontecer.
Eu deveria ter imaginado! Era por isso que você nunca podia sair comigo! A família que você tanto falava era o seu marido! Exclamou, estava afetado. Eu percebia que ele me olhava com repulsa, como se eu fosse a pior pessoa do mundo e isso me feria ainda mais.
Eu sei que eu não deveria ter mentido, mas eu tive os meus motivos... -Tentei me explicar novamente. Eu precisava contar a verdade para ele, eu precisava contar toda a verdade. Eu precisava dizer que eu nunca amei o Matt, que eu fui obrigada a me casar, eu precisava contar que ele me bate. Só a verdade pode fazer com que ele entenda.
Eu sei muito bem quais foram os seus motivos, Elena. -Falou irritado. Ele estava se sentindo traído, não era difícil notar. -Você deixou eu me envolver com você, deixou eu te pedir em namoro! Você nunca planejou me contar! -Seu tom estava alterado. -E sabe por quê? Porque você só pensa em si mesma, você quer se divertir às custas dos outros. Você traiu a minha confiança!Você é uma vagabunda! Eu comecei a chorar quando ele disse que eu era uma vagabunda, eu nunca quis usá-lo, ou fazê-lo de idiota, nunca! Eu nunca planejei me envolver com ele, ou com ninguém! Eu só menti porque tinha vergonha da minha vida.
Isso não é verdade! Meu coração estava despedaçado, sentia um vazio imenso me invadindo. Eu te amo! Exclamei, mas ele já não acreditava mais.
Sabe? O pior de tudo não foi eu ter pensado que você gostava de mim, as foi eu ter achado que você poderia preencher o vazio que a Katherine deixou em mim! Só que você nunca vai ser como ela!Você nunca vai ser boa o suficiente.
Eu sei que você está com raiva, mas antes de você falar tudo isso, me escuta, por favor. Implorei. Deixa eu te contar a verdade. Eu precisava contar.
Não importa o que você tenha para me falar, eu não quero saber! Gritou.
Por favor!
Eu já disse que não!
...
Naquele dia, eu saí mais cedo, não iria conseguir ficar no escritório até as 18horas. E eu acho que a essa altura, ninguém mais se importava com o que eu fazia ou não. A verdade é que todos enquanto eu passava me olhavam como se eu fosse a vagabunda que estava tentando se aproveitar do chefe. Eu não sou nada disso, só que elas também não acreditam. A única que não me olhou desse jeito, foi a Carol, ela é mesmo uma ótima amiga. Ela tentou conversar comigo, mas eu não tinha nem condições de falar, eu chorava tanto que foi ela mesma quem sugeriu que eu fosse para casa. Durante todo o caminho, eu chorei, eu chorava copiosamente. Eu nunca pensei que o vazio que se abriu em mim pudesse provocar tanta dor, era apenas vazio, mas ainda assim, doía. Doía muito. A dor era tão forte, era excruciante. Eu tinha perdido o Damon e eu não sei como eu vou sobreviver sem ele. Ele era o único que me fazia feliz e agora eu não tenho mais isso. E ele não tinha nem deixado com que eu explicasse. Ele nem quis me ouvir. Eu deveria ter contado tudo antes a ele.
Eu deveria ter contado a verdade quando ela ainda era importante. Agora, não faz mais nenhuma diferença. O mais irônico é que a verdade ficou só para mim, ficou em tudo que me resta. A minha vida é apenas a verdade que eu tentei esconder. Quando eu chegar em casa, eu já imagino que o Matt vai brigar comigo porque eu não o atendi, ele sempre tem um motivo para brigar comigo, para desaprovar qualquer coisa que eu tente fazer. Meus dias vão voltar a ser completamente nublados, sem nenhum raio de sol para me acalmar. Só de pensar nisso, meu corpo inteiro se contrai em um sofrimento avassalador. As durar palavras do Damon ainda ecoam em minha mente e me machucam, me ferem como eu nunca fui ferida antes. Se antes eu achava que estava vivendo em um romance, agora eu tenho certeza que estou vivendo um pesadelo. E eu estava mesmo, quando cheguei em casa o Matt me recebeu com um olhar furioso.
Por que você não me atendeu, Elena? Exigiu uma resposta.
Eu deixei o celular para vibrar e não escutei. Falei assustada. Eu sinto muito.
Eu não quero saber de desculpas. Senti sua mão estalar um forte golpe em meu rosto. Eu já disse que cada vez que eu te ligar, você tem que atender. -Outro golpe, ainda mais forte.
Eu sei, me desculpa. Respondi em uma voz abalada pela dor.
E quem foi o cara que me atendeu no escritório? Ele estava mais furioso do que antes. Por que ele desligou o telefone na minha cara?
Eu não sei Matt. Menti.
Você não estava com ele, estava? Perguntou irritado.
Não, eu não estava. Eu estava tremendo de tanto medo.
Se eu tentar falar com você novamente e não conseguir, você vai sair do emprego, entendeu?
Sim, eu entendi.
Só para que você não se esqueça do que eu digo é bom deixar marcado! Matt me deu um soco com toda a sua força e eu caí no chão, chorando. -Se você fizer qualquer coisa errada, você vai apanhar mais! E se eu descobrir que você está me traindo, você morre! Ele me deu um chute. -Agora sai da minha frente. Gritou. Aproveita que você chegou mais cedo hoje e vai fazer um jantar decente.
Eu caminhei até a cozinha ainda chorando, esse era um dos piores dias da minha vida. Eu ainda não tinha me recuperado da dor de ter perdido o Damon, das palavras dele, da forma como ele me olhava e o Matt já tinha brigado comigo, já tinha me batido. Eu me sentia completamente oca de tão vazia que eu me sentia. Era uma dor desesperadora, eu mal conseguia me mover. Sentia minha alma se rasgar por dentro e não havia nada que eu pudesse fazer, não havia nada que fosse capaz de diminuir a dor. Fui tentar cozinhar, mas eu não conseguia, eu simplesmente não conseguia. Eu ficava pensando no Damon o tempo inteiro. Eu ficava pensando se ele iria me ouvir quando se acalmasse. Provavelmente, ele não iria. Ele não queria mais saber de mim. E esse pensamento estava me devastando. Eu estava tão nervosa que acabei derrubando todas as travessas de vidro no chão da sala enquanto colocava a mesa. Matt ficou furioso, muito furioso.
Sua burra! Olha o que você fez! Gritou.
Eu sinto muito. Eu já tinha perdido as contas de quantas vezes me desculpei hoje.
Você vai limpar isso agora! O Matt me jogou no chão em cima dos cacos de vidro, fazendo com que eu me cortasse. Tentei me levantar e ele me jogou novamente. Por favor... -Implorei, mas ele não me deu ouvidos.
Você tem que aprender a fazer as coisas direito! Gritou.
Matt me obrigou a levantar e me jogou contra a parede, apertou o meu pescoço como se me estrangulasse. -Hoje eu estou sem paciência para os seus erros. -Eu não conseguia falar, o ar faltava aos meus pulmões. Quando ele me soltou, eu estava tossindo muito, mas ainda assim, ele me deu um novo soco. O anel que ele usava abriu uma ferida em minha face. Meu rosto estava tão dolorido, tão marcado. O Matt acertou um chute me minha barriga e eu soltei um grito de dor.
Por favor, você não precisa me bater tanto por isso... -Implorei.
Cala boca, vagabunda! Eu já disse que eu não vou tolerar mais nenhum erro. -Acertou mais um chute e mim e eu caí no chão. Eu não tinha nenhuma chance de me defender e ele me batia mais e mais até eu não conseguir nem mais falar de tanta dor.
Notas finais
Tadinha da Elena né?
Damon tbm nem ouviu a menina =[
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