A New Chance To Love
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Mais um capítulo
Eu espero que vcs gostem...
Tentei fazer uma cena um pouco mais engraçada e coloquei um pouco de Stebekah tbm, adoro eles juntos *>*
Críticas sao bem vindas, tá?
P.O.V. Elena Gilbert
Eu já estava trabalhando no escritório há uma semana e enquanto eu estou trabalhando eu me sinto bem. Quase normal. Todos são me tratam tão bem e para alguém como eu isso é uma novidade. Eu e a Caroline ficamos amigas, embora eu ainda evite contar minha vida para ela. Eu tenho muita vergonha da minha vida. Eu disse que eu era solteira, não precisava contar sobre o meu casamento, como tudo aconteceu, não contei que eu sou abusada anos. Isso não! Ela pensa que eu sou uma garota normal de vinte e cinco anos, essa é uma mentira confortável de se falar. E eu também evito falarmos sobre vida pessoal de qualquer pessoa só para que eu não tenha que falar da minha. Ainda assim, eu fico muito feliz de poder conversar com ela.
Faz tantos anos que eu não tenho nenhuma amiga. Às vezes, eu também converso com o Damon. Ele sempre pede as coisas para mim em vez de pedir para a Carol, então, nós sempre conversamos um pouco. É estranho, mas nós dois sempre temos assunto e eu gosto de conversar com ele. E ele sempre me trata tão bem. A Caroline fica brincando que está rolando um clima entre mim e ele, que eu sou a única garota com quem ele perde tempo conversando, mas é lógico que isso não tem nada a ver. Ela não sabe, mas eu sou casada e mesmo se eu não fosse, eu não quero me envolver com ninguém. Eu nunca estarei pronta para amar, nunca! E nem quero isso. E embora eu nunca dê tempo para que o assunto continue, eu acho que o Damon é casado também, eu vejo a aliança que ele usa. Eu também não pergunto para a Caroline, eu sempre termino a conversa antes que ela fale qualquer coisa. Eu não tenho nada a ver com a vida dele.
...
Hoje é mais um dia de trabalho, estava tudo correndo como o usual, até que uma garota loira e muito bonita chegou. Eu não tinha reparado em nada até que a Caroline começou a falar.
-Aimeudeus! –Exclamou. –A Rebekah chegou! O hoje o dia promete!
-Por que você está dizendo isso? –Perguntei sem entender nada.
-Porque ela é completamente louca!! –Explicou. –Ela é a namorada do Stefan. –Continuou me contando. –Eles estão juntos a mais ou menos sete anos entre idas e vindas. –Fez uma pausa. –Entre muitas idas e vindas. –Enfatizou.
-Mas por que ela é louca? –Eu interrompi.
-Eles vivem brigando e quando ela se aborrece com ele, ela aparece aqui e é um escândalo! –Riu. –É melhor nós nos escondermos para ela não vir perguntar nada para a gente!
-Ela parece tão calma... -Observei.
-Só parece, vai só olhando!
Por um instante, eu achei que a Caroline estava exagerando, mas ela não estava, não mesmo. Demorou cerca de cinco minutos para o Stefan aparecer para conversar com ela.
-Oi, Bekah. –Ele falou naquele tom costumeiro dele. Ele era sempre tão calmo.
-Por que você não me ligou? –Rebekah perguntou em um tom exigente.
-Porque eu estava em reunião. –Respondeu naturalmente.
-Você foi um idiota comigo ontem! E nem me ligou hoje! Eu estava esperando que você me ligasse para pedir desculpas hoje de manhã bem cedo! –Ela parecia revoltada. –Mas não, você veio trabalhar e me ignorou!
-Eu não te ignorei, Rebekah, e eu também não fiz nada demais!
-Lógico que não! –Ela falou cinicamente. –Depois de sete anos juntos, eu pergunto quando nós vamos casar e você se faz de desentendido! –Gritou. –É você não fez nada! –Mais uma vez, ela estava sendo irônica.
-Eu não estou pronto para me casar com você ainda. –Stefan argumentou. Ele não deveria ter falado nada, ela ficou ainda mais nervosa.
-E quando você vai estar pronto? Nunca? –Rebekah estava descontrolada! –Você está me enrolando! Você tem outra, não tem?
-Que outra? Rebekah, você está indo longe demais. –Ele estava perdendo a paciência.
-Ora, não se faça de sonso, Stefan Salvatore! Eu sei que você está me traindo!
-Você está louca! –Ele exclamou.
-Você me chamou de louca! Eu não acredito nisso!
-Você está se comportando como uma! Toda a vez você vem aqui no escritório brigar comigo!
-Só assim para você conversar comigo!!
Eu parei de ouvir a briga quando a Caroline fechou a porta.
-Chega desses dois loucos! –Ela ainda estava rindo muito.
-Nossa, eles realmente gostam de um briga. –Concordei.
-Você ainda não viu nada, Leninha! –Caroline estava se divertindo. –Teve um dia que ela quebrou um vaso, foram às plantas, água... para tudo quanto foi lado.
-Ele não quer casar com ela, é isso? –Perguntei ainda tentando entender tudo aquilo. A verdade é que os dois brigavam por motivos muito bobos. Só eu sei o que é um briga de verdade. O Matt briga comigo por tudo e eu nem posso discutir. Se eu gritasse com ele do jeito que a Rebekah acabou de fazer, eu nem sei o que ele faria comigo.
-Ah, ele está enrolando ela! Sete anos e nada de casar! –Rolou os olhos. –Mas também do jeito que ela é!
-Mas eu acho que eles devem se gostar! Você falou que eles brigam muito, não é?
-Demais!
-Mas eles sempre voltam! Devem gostar um do outro!
-Eu acho que sim!
...
Quando o meu horário de ir embora estava quase chegando, a Carol me disse que nós teríamos que trabalhar até mais tarde. O escritório tinha pegado um caso muito importante e urgente e nós teríamos eu ficar lá para ajudar os advogados. Eu não posso trabalhar até mais tarde. É ridículo, mas eu tenho hora para chegar em casa. O Matt sabe que eu saio as 18horas e que eu demoro mais ou menos quarenta minutos para chegar. Eu tenho uma tolerância de 15 minutos. E eu tenho que chegar dentro desse horário, ou então, ele vai brigar muito comigo.
E não adianta nada eu ligar avisando que ainda estou no escritório, ainda assim, ele vai brigar. Quando ele chegar do trabalho dele, o jantar não vai estar pronto e ele vai ficar ainda mais irritado. Eu já estava desesperada. Ainda assim, estava tentando me concentrar no trabalho. Era a única coisa eu poderia fazer. Finalmente, por volta das 21horas, o trabalho havia acabado. Eu estava aliviada e ao mesmo tempo triste. Aliviada porque eu poderia ir embora. Já imaginava como o meu marido deveria estar com raiva. Eu estava triste porque, por mim, eu passaria o dia no escritório. Era onde eu me sentia bem. Caroline foi embora o mais rápido que pode e eu ainda estava arrumando minhas coisas quando Damon veio falar comigo.
-Elena... -Damon me chamou.
-Sim? Você precisa de alguma coisa? –Perguntei tentando disfarçar o quão desesperada eu estava para ir embora.
-Eu preciso que amanhã assim que você chegar, você ligue para esse cliente e marque uma reunião. –Pediu. –Você não pode esquecer, tudo bem?
-Claro. –Peguei a minha agenda para anotar. –Eu fiquei absolutamente nervosa quando ouvi o barulho do meu celular tocando. Era o Matt. Eu tive eu atender. Ele já estava gritando comigo, dizendo que eu estava demorando demais. Eu tive que me desculpar tantas vezes. É horrível e foi ainda pior porque o Damon estava do lado. Ele estava ouvindo.
-Aconteceu alguma coisa? –Damon me perguntou preocupado. Ele estava preocupado comigo? É isso mesmo? Ninguém nunca ficou preocupado comigo em toda a minha vida. Nos últimos dez anos, eu venho sendo tratada como um objeto e não como um ser humano. –Você está bem?
-Sim, está tudo bem. –Respondi tentando ser natural. –Eu só estou correndo para pegar o ultimo ônibus! Eu preciso ir para a casa. –Falei ansiosa, eu não podia continuar conversando, eu não podia perder o ônibus, se não eu não iria conseguir chegar em casa. Eu não sei o que o meu marido iria fazer comigo.
-Eu te dou uma carona. -Damon ofereceu. Em seu rosto, um sorriso se desenhou. Cada vez que ele sorri desse jeito, eu perco o ar. Ele é tão cativante. Elena, o que você está pensando? Você não pode nem olhar para ele!
-Não, não precisa. –Recusei de imediato. Eu não podia me aproximar de outros homens. A verdade é que mesmo ele sendo tão educado, eu tinha medo dele. Eu tenho medo de qualquer homem que apenas vale comigo. Eu penso que todos vão fazer a mesma coisa que o Matt faz.
-Eu faço questão. –Ele insistiu. –Eu não quero que você corra o risco de perder o ônibus e de carro você vai chegar muito mais rápido.
-Tudo bem. –Eu ainda não sei por que eu aceitei, eu não deveria ter aceitado. Mas ele é sempre tão educado comigo, sempre tão legal que eu não consegui dizer não.
Nós saímos do escritório e fomos até o estacionamento onde o carro dele estava parado. Ele abriu a porta para mim, e eu fiquei até sem jeito. Eu não estava acostumada a isso, não mesmo.
-Você não precisava ter se incomodado comigo. –Quebrei o silencio. –Eu poderia ter ido de ônibus.
-Não me custa nada. –Ele me respondeu.
-Mesmo assim, eu estou te dando trabalho. –Sussurrei. Já estava achando um jeito de me desculpar. Eu sempre tinha me desculpar por tudo quando eu estava com o Matt, que eu acabava fazendo isso com todo mundo. –Eu sinto muito. –Continuei. –Você deve estar louco para ir para casa, sua esposa deve estar te esperando...
-Eu não sou mais casado. –A voz dele mudou, seu tom era diferente, mas sombrio talvez, quase triste.
-Ah, me desculpa... -Falei sinceramente, meu rosto queimou de vergonha. Eu já tinha dado um fora. –É que eu vi... -Nem continuei. Eu não deveria falar nada. O Matt estava certo quando dizia que eu era inconveniente e completamente burra.
-A Aliança? –Ele ergueu a mão mostrando-a. Eu analisei a sua expressão, ele não parecia ter ficado bravo comigo.
-Sim. –Respondi evitando olhar para ele. Baixei o olhar e olhei para o lado, como se olhasse a paisagem pelo vidro do carro.
-Minha esposa faleceu há um ano junto com os nossos dois filhos... -Contou. Deveria ser por isso que ele parecia estar sempre tão triste.
-Eu sinto muito pela sua perda. –Falei delicadamente. Deve ser muito difícil perder as pessoas que se mais ama.
–Eu nem sei por que eu ainda uso essa aliança. –Falou como se ele fosse muito estúpido por isso.
-Deve ser porque você ainda a ama... -Sussurrei. Eu estava impressionada, ele realmente deveria amar a esposa dele. Isso é tão bonito. Eu nem imagino como é, não tenho ideia de como é ser amada por alguém.
-Eu acho que sim. –A expressão dele se modificou, ele ficou mais distante, como se não quisesse que eu percebesse como ele estava se sentindo.
-Qual era o nome dela?
-Katherine.
-Vocês devem ter sido muito felizes enquanto ficaram juntos, eu tenho certeza. –Eu nem sabia o que falar.
-Sim, nós fomos. –Ele admitiu. –Eu tinha uma família perfeita.
-Mas eu tenho certeza que você vai encontrar outra mulher por quem você vai se apaixonar e vocês vão ficar juntos e ter filhos...
-Eu não quero outra. –Ele me respondeu com firmeza. Ele não queria outra mulher, claro que não queria. Ele ainda amava a Katherine.
-Eu entendo. –Isso era algo que eu realmente entendia. Ele não queria mais se envolver com ninguém e eu também não queria. Eu sei exatamente como é. –Eu sinto muito por ter falado...
-Tudo bem. –Respondeu. –E você, Elena, você é casada?
-Não... -Respondi baixinho. Eu não tinha orgulho algum de ser casada. Ao contrário do Damon, eu não sei o que é ser feliz no casamento. -Eu não pretendo casar com ninguém. -Continuei mentindo.
-Por quê? -Damon pareceu curioso. -Teve uma decepção.
-Sim. -Casar aos quinze anos com um cara que você não ama e que ainda te trata mal é uma decepção. Dessa vez eu não estava mentindo.
-O que aconteceu?
-É um assunto complicado... -Desconversei.
-Eu entendo. Eu nem deveria ter te perguntado. -Damon se desculpou. -Eu sinto muito.
-Não tem problema. -Sorri. -Talvez, nós pudéssemos conversar sobre assuntos menos delicados. -Suspirei profundamente. -Se eu conseguir conversar sobre algum assunto. A minha vida anda tão bagunçada ultimamente que eu não tenho muitos amigos... -Admiti. -Eu não sei muito bem sobre o que falar...
-Eu acho que nossos estamos iguais nisso. -Damon riu. -Desde que eu perdi os meus filhos e a minha esposa, eu tenho evitado falar com qualquer pessoa. Todos só querem me perguntar sobre a Katherine! Eu acho que você foi a primeira pessoa que me pediu para falar sobre outra coisa. -Admitiu e ele não parecia muito confortável em me falar sobre a vida dele e eu entendo isso. Depois de uma longa pausa, ele quebrou o silêncio. -Em fim, você está gostando de trabalhar lá no escritório?
-Sim. -Respondi sinceramente. -Eu realmente estou adorando.
-Pelo visto você ainda não descobriu que todos são loucos lá. -Brincou.
-Não! -Balancei a cabeça negativamente! -Ao contrário! -Eu achei que todos são muito normais e simpáticos!
-Eu estou ficando preocupado com você, Elena! Tem certeza que você está trabalhando no mesmo lugar do que eu? -Continuou brincando.
-Eu acho que sim. -Ri. -Talvez, seja eu a mais louca de todos!
-É uma possibilidade. Mas tem muita gente lá disputando a posição de mais louco! Nunca que a novata iria conseguir!
-Talvez com mais tempo, eu consiga. -Eu realmente estava me divertindo. Eu nem consigo acreditar que eu estou rindo de verdade. O Damon é alguém incrível. Eu gosto da companhia dele. -Mas sério, eu adoro todo mundo ali! Todos são ótimos!
-Você vai mudar de opinião quando conhecer o meu irmão! Ele sempre foi tedioso. -Eu achei graça, ele era um irmão mais velho implicante. Eu sempre achei isso legal! Sempre quis ter um irmão!
-Eu ainda não conversei com ele, mas eu já o vi passando... -Respondi. -Hoje eu vi a namorada dele hoje, a Rebekah! Ela estava tão nervosa!
-Então, você já conheceu as ovelhas negras!
-Se você está dizendo!
Nós dois rimos, mas infelizmente, já estávamos chegando perto na minha casa! Eu não podia deixar com que ele me deixasse em frente. Se o Matt me visse chegando com outro homem, ele iria pensar outra coisa e iria brigar mais ainda comigo. Eu pedi para que o Damon me deixasse um pouquinho mais longe de casa, é lógico que ele insistiu me dizendo que não custava me deixar na porta, mas eu inventei uma desculpa que a minha rua era sem saída e que iria dar o maior trabalho para ele. Depois de tanto que eu também insisti, para minha sorte ele acabou concordando e me deixou onde eu pedi. Nós nos despedimos com um beijinho na bochecha. Eu suspirei quando saltei do carro, já esperava o que iria acontecer quando eu chegasse em casa.
Notas finais
=*
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