A New Chance To Love
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Mais um capÃtulo.
Espero que gostem!
Deixem a opiniao de vcs por favor, eu quero saber o que vcs estao achando da historia
Perdao pelos meus (não) conhecimentos em medicina... eu não entendo nada de medicina nem de gravidez, acidentes e essas coisas :(
tudo que eu coloco na história é ficcional :)
POV Damon
É incrível como o tempo em um hospital parece não passar nunca. Estava lá há menos de uma hora e já parecia uma eternidade. Stefan e a Caroline estavam lá também, mas eu precisava ficar sozinho, não estava muito interessado nas palavras de apoio dos dois., pedi para que me deixassem em paz e depois de muita insistência, eles acabaram cedendo. Eu estava ansioso, eu estava tão preocupado com a Elena e com o bebê. A realidade é que enquanto ela ainda estava na ambulância, às dores abdominais estavam cada vez mais fortes. Eu ainda me lembrava da expressão de dor que marcava sua face. Ela não merecia passar por tudo isso e mesmo com tanta dor, ela não estava preocupada com si mesma, só perguntava se iria ficar tudo bem com o bebê. O instinto maternal estava completamente aflorado nela, ela seria a melhor mãe de todas, isso eu não tinha dúvidas. E eu queria estar ao lado dela, queria estar segurando a sua mão o tempo inteiro, mas eu não podia, tinha que aguardar enquanto os médicos a tratavam. Tudo que eu conseguia pensar era nela, em tudo que ela tinha passado nas últimas horas. Matt a tinha torturado de todas as formas, ele a agrediu, ele a abusou... Isso era terrível e o pior de tudo é que eu não pude evitar nada disso. Quando eu e a Elena ficamos juntos, eu prometi a ela que o Matt jamais iria encostar nela de novo, que ele jamais faria mal a ela. E eu tinha quebrado a minha promessa. Eu era um péssimo namorado. Eu tinha permitido que ela sofresse de novo, passasse por tudo de novo, por tudo de horrível que o Matt tinha feito com ela nos últimos dez anos. Senti a raiva pulsar dentro de mim novamente. Eu odiava o Matt e tê-la agredido não fez com que a raiva passasse. Tinha sido muito pouco, ele merecia mais. Ele merecia que fizessem com ele exatamente o que ele tinha feito com a Elena, ele merecia morrer. Eu esperava que ele sofresse durante cada minuto que passasse na cadeia. E ele realmente iria sofrer, nem mesmo entre os presos um homem como o Matt era bem vindo. Nem eles toleravam alguém que fazia com uma mulher o que o Matt fez com a Elena. Ele teria o que merecia. Não, ele não teria, ainda era pouco. A verdade é que nunca seria suficiente. Nem a morte seria castigo suficiente para ele. Suspirei. A imagem de Elena veio novamente a minha mente e ficava repetindo incessantemente. Eu nunca esqueceria a sua expressão torturada. E eu sempre iria me culpar pelo que tinha acontecido a ela. Fechei os olhos, respirei fundo, desejando que ela ficasse bem. Desejei que o bebê ficasse bem, como eu queria a oportunidade de ser pai novamente. Elena não podia perder aquele bebê. Meus dois filhos já tinham morrido, eu não podia perder mais um. Seria devastador demais. O médico chegou para falar comigo, tirando-me dos meus devaneios.
–Damon, eu sou o Dr. Dorian, eu vim falar um pouco sobre o estado de saúde da Elena.
–Ela está bem? –Perguntei apreensivo.
–Ela quebrou o braço, e fraturou duas costelas, mas ela vai ficar bem.
–E o bebê?
–Infelizmente quando a Elena deu entrada no hospital, ela já estava em processo de aborto. Não havia mais nada que nós pudéssemos fazer.
–Não... -Balancei a cabeça negativamente. Isso não podia estar acontecendo! Senti uma dor tão forte percorrer todo o meu corpo. Era terrível.
–Eu sinto muito. –O médico lamentou.
–Eu posso pelo menos ficar com ela, agora? –Perguntei abalado.
–Pode, ela deve acordar daqui a pouco.
O médico pediu licença e foi checar seus outros pacientes, disse apenas assim que a Elena acordasse, iria conversar com ela e explicar tudo que havia acontecido. Eu fiquei no corredor do hospital um bom tempo sem reação alguma. Não sabia o que fazer. Aquela noticia tinha me atingido em cheio. Meu filho estava morto e eu nem pude conhecê-lo. Ele não deve sequer a chance de viver, isso tinha sido tomado dele. Se eu já estava arrasado, não pude imaginar como Elena se sentiria ao receber a noticia. Ela não agüentaria, ela já tinha sofrido tanto. Não podia passar por mais essa. O aperto em meu coração tornou-se ainda mais forte. Desejei chorar, mas eu não tinha esse direito. Tudo isso tinha acontecido porque eu não protegi a Elena como deveria. Além de toda a culpa, eu sabia que eu precisava ser forte, não por mim, mas por ela. A Elena iria precisar do meu apoio para conseguir lidar com tudo isso. E eu tive medo da reação dela, tive medo que ela também me culpasse pelo que tinha acontecido. Talvez, ela nem quisesse ficar perto de mim e eu não conseguiria ficar sem ela. Elena era tudo para mim, era a pessoa mais importante da minha vida. Eu ainda não sabia o que fazer, eu não sabia como eu iria olhar para a Elena e vê-la sofrer mais ainda com aquela noticia. Respirei fundo. Eu precisava ir até ela, quando ela acordasse, eu daria todo o apoio e o amor que ela precisava. Quando eu estava me dirigindo ao quarto dela, encontrei o Stefan e a Caroline. Eles já tinham ficado sabendo do que aconteceu.
–Eu sinto muito, Damon. –Stefan me abraçou.
–Isso é tão triste, eu sinto tanto... –Caroline falou com a voz embargada. –Eu nem sei mais o que dizer... -A loira também me abraçou, eu me afastei.
Aquele momento lembrou-me do dia em que recebi a noticia que Katherine e os bebês haviam falecido naquele maldito acidente. Todos os “sinto muito”, todos os abraços, nada disso parecia, de fato, ajudar. E não ajudavam mesmo, não aplacavam a dor, só fazem com que se tenha certeza que se está vivendo um momento terrível.
–Eu vou ficar com a Elena, agora... –Falei enquanto tentava me desvencilhar dos dois, não estava com vontade de conversar com ninguém. –Não quero que ela acorde e não encontre ninguém do lado dela...
–Eu também quero ver como ela está... -Caroline pediu.
A loira não tinha noção do quão inconveniente ela era. E eu não a queria por perto. A verdade é que eu estava com muita raiva dela, se ela não tivesse falado do maldito documento para a Elena e tivesse feito o seu trabalho direito nada disso teria acontecido. A culpa também era dela. Stefan percebeu a minha reação e interferiu. Ele era um ótimo irmão, eu sabia disso, mesmo que não admitisse.
–Carol, os dois vão precisar de um momento para conversar sozinhos. –Explicou. –Depois, você vai poder visitar a Elena, tudo bem?
Ela acabou concordando.
...
POV Elena
Abri os olhos lentamente, eu tinha acabado de acordar, mas ainda estava cansada e atordoada. Eu observei o ambiente cuidadosamente e aos poucos fui tomando consciência de tudo. Eu estava repleta de ferimentos, de fraturas. Eu mal conseguia me mexer por causa da costela que eu havia quebrado, eu teria que ficar bom tempo de repouso. Entretanto, eu não estava mais sentindo dor alguma. Imaginei a quantidade de analgésicos deveriam estar no meu sistema naquele momento. Desejei que o médico que estava em meu quarto prescrevendo mais medicamentos, pudesse dar algum remédio para minha alma, pois essa estava totalmente quebrada. Embora eu não estivesse sentindo nenhuma dor física, afinal, por dentro, eu estava destruída. Era como se eu ainda pudesse ver o Matt em minha frente, ouvir a sua voz, e, principalmente, sentir tudo que ele havia feito comigo. Era uma sensação imensamente dolorosa. Eu jamais esqueceria tudo que ele fez comigo, jamais esqueceria toda a dor que ele me causou. Jamais esqueceria tamanha crueldade. Isso me marcou para sempre. Ao menos, eu tinha sobrevivido. Mesmo assim, senti uma necessidade imensa de chorar, a única coisa que fez com que eu me contivesse foi a presença do Damon. Sua mão estava pousada sobre a minha, seus olhos azuis como o mar estavam fitando os meus carinhosamente. Eu abri um sorriso, estar com ele acalmou a minha alma.
–Elena... -Damon me chamou em um sussurro. Gostava quando ele falava meu nome desse jeito, era tão romântico. –Como você está se sentindo?
–Bem... -Respondi vacilante. –Eu acho... -Meu tom de voz baixou.
–Você está com dor? –Perguntou preocupado.
–Não, eu só ainda não me recuperei de tudo que o Matt me fez. –Fui sincera. Percebi que a expressão dele se tornou sombria. Saber que eu estava afetada desse jeito também o abalava.
–Eu sinto tanto, Elena. -Falou em um tom entristecido. -Eu sinto tanto por não ter te protegido, como eu deveria. Você me perdoa por isso?
–A culpa não foi sua. -Abri um sorriso verdadeiro. Eu jamais o culparia por isso, o único culpado é o Matt. Fechei os olhos, respirei fundo, tentando afastar as imagens que atormentavam a minha mente. -Eu só quero esquecer tudo isso... -Desabafei. Levei a minha mão até minha barriga e acariciei. -Nós temos o nosso bebê, é só nele que eu quero pensar.
Damon baixou o olhar, evitando fitar os meus olhos. Ele parecia abalado demais, tão triste. Senti uma pontada de dor correr pela minha espinha dorsal. Por que ele estava tão triste? Um pensamento terrível brotou em minha mente. Não, não podia ser! -Damon... -Chamei o nome dele ansiosamente, quase desesperada. -Está tudo bem com bebê, não está? -Meu corpo inteiro se contorceu de nervoso a espera daquela resposta.
Damon vacilou. -Elena... -Fez uma longa pausa, suspirou. -Elena... -Ele não conseguia concluir aquela frase.
–Elena, eu preciso conversar com você. -O médico interrompeu nossa conversa. Aquele não era um bom sinal.
–Doutor, por favor, me diz que meu bebê está bem... -Implorei.
–Infelizmente, não. Você sofreu um aborto. Eu sinto muito por isso.
–Não, não, não... -Não consegui falar mais nada, o choro e o desespero abafaram as minhas palavras.
–Eu realmente sinto muito. -Repetiu. -Se eu puder ajudar em mais alguma coisa ou se você sentir dor, você pode me chamar. -O medico pediu licença e se foi, deixando espaço para que eu e o Damon pudéssemos conversar.
Se antes eu estava devastada, agora, não existia mais nenhuma palavra para definir o que eu estava sentindo. Era uma sensação de vazio, mas era um vazio diferente. Era como se aquele vazio me consumisse e me fizesse um nada. Era isso, não tinha sobrado nada de mim. Absolutamente nada. Eu tinha perdido o meu bebezinho, isso era horrível, era mais do que doloroso.
–Elena... -Damon me chamou, apertou minha mão com força. -Eu... -Ele iria prosseguir, mas eu não permiti. Eu não estava agüentando. A dor emocional era forte demais.
–Eu perdi o nosso filhinho... -Falei em meio as lágrimas. -Eu sou uma péssima mãe...
–Não fala isso, Elena. -Ele acariciou o meu rosto com tanto amor. -Você é maravilhosa, eu sei disso, eu vi isso. Eu vi como você só se preocupava com o bebê, você nem pensou em si mesma, você só pensou nele.
–Não... -Eu me negava a aceitar o que ele estava me dizendo. -Eu deveria ter feito mais por ele, eu deveria ter lutado mais...
–Você fez tudo que você pode, eu tenho certeza disso.
–Se eu tivesse feito, eu não teria perdido o bebê... -Lamentei, eu não conseguia parar de chorar. –Eu deixei o Matt bater na minha barriga, eu não deveria ter deixado... -Tudo que eu conseguia fazer era me culpar pelo que tinha acontecido. Eu deveria ter protegido o meu filho e eu não protegi. –E ele me bateu tanto... -O desespero se tornou ainda maior conforme as cenas apareciam na mina memória. –E eu não fiz nada para impedi-lo.
–O Matt fez coisas horríveis com você e você não pode se culpar por nada que tenha acontecido. –Ele tentava me acalmar, mas não estava adiantando. –Você lutou o máximo que você pode, você fez de tudo, eu sei disso, você também sabe.
As imagens voltaram a me aterrorizar, eu me lembrava de cada segundo que eu tinha passado com o Matt. As imagens eram tão vividas que parecia que eu estava revivendo tudo aquilo. Era um pesadelo. Eu me lembrava de cada ofensa, de cada tapa, da forma como ele tinha me abusado...
–Ele me disse que se eu fizesse sexo com ele, ele iria... -Não conseguia falar direito, eu soluçava, eu chorava tanto. Era horrível. –Ele me fez falar aquelas coisas horríveis para você ouvir, eu me sinto péssima por isso... Eu sinto muito.
–Elena, não tem problema, eu sei que ele estava te obrigando. -Falou de um jeito compreensivo. –Eu te amo, Elena. –As palavras dele me trouxeram um pouco de paz, ele me amava.
Porém a paz não durou mais do que alguns segundos. –Eu quero meu bebê. –Fiz uma pausa, tentando conter o choro. –Eu queria ver a minha barriga crescendo, sentir ele me chutando...
–Ah, Elena, eu sinto tanto. –Ele lamentou, eu podia ver o quanto ele também estava triste. –Quando você melhorar, nós podemos tentar de novo.
–Eu não sei... -Hesitei.
–Por que não, Elena? Eu quero ser pai e eu sei que você também quer ser mãe, não é mesmo?
–É verdade. –Aquela possibilidade fez com que eu me acalmasse. Eu podia ter um outro filho e agora, eu queria um filho mais do que tudo.
Notas finais
E bem, isso vai fortalecer o amor entre a lena e o damon, eles vao ter que superar tudo que aconteceu juntos :)
em fim, é isso.
Por favor, me digam o que vcs acharam
bjinhos
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