A New Chance To Love
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Mais um capítulo! Vou tentar postar com regularidade agora.
Eu estou muito feliz que vcs ainda estão lendo a fic! Sério, muito obrigado mesmo por todos os comentários ♥
Bem, eu espero que vcs gostem desse capítulo, críticas são bem vindas também.
Beijinhos!
POV Elena
Eu acordei me sentindo completamente desorientada, minha cabeça doía tanto, ou melhor, todo meu corpo doía. A dor era tão forte, que, por um longo instante, eu não tive coragem de abrir os olhos e quando os abri, nada pareceu mudar. Era a mesma escuridão. Senti-me tão assustada, tentei gritar, mas um pano em minha boca impedia qualquer som. Eu não conseguia me mexer, meus braços estavam amarrados, minhas pernas também. Tentei me soltar, mas foi inútil, a única coisa que eu consegui foi fazer com que as cordas que me prendiam machucassem meus pulsos. Pior do que a dor física foi o desespero que eu senti cortar minha alma quando eu pude entender exatamente o que estava acontecendo. Era o Matt, só podia ter sido ele. Quem mais iria fazer isso comigo? Senti medo, ou melhor, eu estava apavorada, totalmente apavorada. Eu estava totalmente indefesa, ele poderia fazer o que quisesse comigo. Não, isso não podia acontecer. Eu precisava fugir dali, eu precisava fugir antes que ele chegasse. Então um arrepio gelado percorreu minha espinha. Ele já deveria estar ali, era apenas eu que não podia vê-lo por causa da maldita venda que cobria meus olhos. O Matt deveria estar se deliciando enquanto assistia o meu desespero. E ele estava mesmo. Senti todo meu corpo se arrepiar quando senti a respiração dele na minha pele e em seguida sua voz sussurrando em meu ouvido.
-Com medo, Elena? –Senti a ironia em tom, mas principalmente senti toda a maldade que ele exalava.
Eu não podia responder evidentemente, na verdade, mesmo se eu pudesse, eu não teria conseguido. Eu estava congelada de medo, não conseguia mexer um músculo sequer. Meu corpo não respondia a nenhum comando, aliás, minha mente também não conseguia enviar nenhum comando. Eu estava paralisada. Eu estava apavorada e eu nunca tinha sentido tanto medo em minha vida. Fiquei ainda mais arrepiada ao ouvir a risada do Matt, ele estava se divertindo com isso. Ele estava adorando me ver desse jeito. Ele era tão cruel. Ele passou a mão por dentro da minha blusa e eu tive vontade de vomitar. Isso não. Ele podia fazer qualquer coisa comigo, ele só não podia me tocar desse jeito. Ele já tinha me abusado o suficiente ao longo dos anos em que nós ficamos casados. As lágrimas verteram de meus olhos e a mordaça abafou um grunhido quando ele apertou meu seio direito. O Matt deu mais uma risada, ele era tão sádico. Eu já nem conseguia definir como eu estava me sentido. Eu estava com medo, eu estava me sentindo humilhada, eu estava me sentindo horrível. Eu sentia como se eu fosse um lixo.
-Calma, Eleninha... -Matt falou num tom ainda mais debochado enquanto tirava a venda de meus olhos.
Eu senti ainda mais medo quando eu o fitei, quando vi a expressão vil em seu rosto. Senti a minha cabeça girar, eu estava tonta. Por um instante, eu achei que iria desmaiar e teria sido melhor se tivesse acontecido. Ao mesmo, se eu estivesse inconsciente não iria ver ou sentir o que ele iria fazer comigo. E eu já conseguia imaginar as coisas horríveis que ele iria fazer comigo e só imaginar me deixava ainda mais nauseada. Senti meu coração se apertar e em seguida quebrar-se em milhares de fragmentos. Era terrível. Eu tentei me soltar mais uma vez e é claro que eu não consegui. Senti apenas o meu pulso arder, a corda tinha me cortado.
-E uma vagabunda como você vai adorar o que eu vou fazer com você não é mesmo? –Provocou, sua voz era doentia. Ele era desumano. Acariciou meu rosto. Eu fechei os olhos, achando que seu eu não olhasse seria mais fácil, mas não foi. Eu ainda estava sentido. Tudo que eu queria era tirar suas mãos de mim e sair correndo dali, só que isso era tudo que eu não conseguiria fazer. –Mas sabe, Elena? Antes disso, você vai ter que me responder algumas perguntinhas... -Continuou falando, e apenas a sua voz causava um efeito devastador em mim. Eu tinha medo dele, eu tinha nojo, muito nojo. –Eu vou tirar a mordaça, saiba que você pode gritar a vontade, ninguém vai te ouvir mesmo. E eu vou adorar ver o quão assustada você está. Quando ele tirou a mordaça, eu senti um alivio, aquilo estava machucando a minha boca, meus lábios estavam ardendo tanto.
-Matt, por favor, me solta, me deixa ir embora. –Pedi mesmo sabendo que ele não iria me atender. –O pessoal no escritório vai sentir a minha falta, o Damon vai sentir a minha falta. Todo mundo vai perceber que aconteceu alguma coisa, eles vão chamar a polícia... –Argumentei, mas o Matt não deu atenção a nada que eu falei.
-Elena, eu passei o ultimo mês planejando isso. Eles podem até chamar a polícia, mas quando te encontrarem você vai estar morta. –Abriu um sorriso satisfeito. –Sinto muito, mas não tem nada que o seu namoradinho possa fazer por você... -Matt foi interrompido pelo barulho do meu celular tocando. É claro que ele era quem estava com aparelho, pegou-o para verificar quem estava ligando. -“Caroline chamando” –Repetiu o que estava escrito no celular. –Quem é Caroline? –Perguntou.
-É uma colega do escritório. –Respondi. –Eu disse que eles iam sentir a minha falta...
Matt gargalhou. –Nem foi o seu namorado quem te ligou. –Riu mais uma vez. -Que merda de namorado ele é, não é mesmo? Eu pensei que iria ser mais difícil conseguir te seqüestrar, mas foi tão fácil. Acho que ele não deve estar tão preocupado assim com você. Aliás, ele não deve estar nenhum pouco preocupado, ele nem está ligando. -Fez uma longa pausa, enquanto passava a mão nas minhas coxas. Por que ele tinha que me tocar desse jeito? Tudo que eu queria era fazê-lo parar. Meu celular continuava tocando, tocou por um bom tempo, e o barulho que fazia piorava ainda mais a minha dor de cabeça. Mas ao menos, a Caroline tinha percebido que eu estava demorando a voltar para o escritório. Ela deveria estar esperando o documento para eu sair para buscar para a reunião das 17 horas. Deveria ter passado das 17 horas, não tinha idéia das horas, eu não tinha idéia de quanto tempo eu tinha ficado inconsciente... Por um momento, eu senti um fio de esperança, a Caroline iria contar para o Damon que eu estava demorando demais, eles iriam perceber que aconteceu algo comigo. Talvez, eu ainda pudesse ser salva, eu realmente esperava que sim... –Falando em namorado...-Matt cortou os meus pensamentos, me trazendo novamente a dura realidade. -Nós chegamos a um ponto importante, você me traiu, Elena. Como você pode fazer isso?
Eu não respondi, qualquer coisa que eu falasse iria ser ainda pior e eu podia perceber a raiva que ele estava sentindo. Eu não podia deixá-lo ainda mais irritado. Eu estava aterrorizada. Eu precisava fugir. Senti a mão dele atingir meu rosto com um forte tapa. –Responde, vagabunda! –Eu não consegui falar nada, eu estava me sentindo horrível. A verdade é que eu nunca iria me livrar do Matt. Eu estava vivendo o pesadelo dos últimos dez anos novamente. E ter passado o último mês livre dele, com alguém que eu amava foi ainda pior. Agora eu sabia como era ter uma vida feliz, como era amar. E eu não teria isso de novo. O Matt tinha me encontrado e bem, eu sabia que eu não iria sobreviver. Era óbvio que ele iria me matar. E se antes eu ficaria feliz em morrer, porque acabaria com toda a minha infelicidade, hoje eu não quero morrer, eu quero voltar para o Damon e ficar com ele. Eu queria ser feliz com ele, mas isso não vai mais acontecer. Não mesmo. Um novo tapa levou embora os meus pensamentos, substituindo-os pela dor. Um novo tapa. –Responde! –Matt cobrou minha resposta mais uma vez e se não bastasse o tapa que tinha acabado de me dar, ele chutou minhas costelas. Doeu tanto que eu perdi o fôlego. E a dor não melhorava, não iria melhorar nunca. Eu mal conseguia respirar. Era horrível. O Matt segurou o meu rosto com força fazendo com que eu o olhasse. –Eu estou falando com você, vadia! E eu quero uma resposta e você vai me responder agora ou eu vou te bater mais ainda!
Suspirei profundamente, eu estava me sentindo péssima, eu estava me sentindo doente. A tontura não tinha passado e para piorar eu estava ainda mais enjoada do que antes e eu já nem sei se era pela presença dele, se era apenas uma doença ou a mistura das duas sensações. Tentei organizar meus pensamentos, eu precisava falar alguma coisa para o Matt, ele iria me bater até que eu respondesse e eu não agüentava mais. –Matt, eu sinto muito por isso, eu nunca deveria ter te traído. –Eu me desculpei mesmo não me arrependendo nenhum pouco. Ter ficado com o Damon seria a única coisa da qual eu jamais me arrependeria, eu o amava, eu queria ficar com ele. Entretanto, desculpar-me parecia à melhor resposta, talvez, a única que não enfurecesse ainda mais o Matt.
Matt parece não ter dado nenhuma atenção a minha resposta. Isso parecia ser bom, eu não o aborreci, talvez, ele fosse me poupar de mais alguma agressão. Eu não sei o que estava acontecendo comigo, talvez, fosse toda a tensão do momento, mas eu estava me sentindo tão fraca, como se eu fosse perder a consciência a qualquer momento. E para piorar, a vontade de vomitar não passava.
-Você transou com ele? –Perguntou irritado. Seus olhos tinham um brilho maquiavélico. Eu estremeci. Mais uma vez eu não consegui responder de imediato. A tontura piorou mais ainda quando eu senti o Matt abrindo os botões da minha blusa lentamente. Que nojo!
-Não. –Menti, eu jamais confessaria. Eu não sei o que o Matt faria comigo. A minha blusa já estava totalmente aberta, expondo os meus seios cobertos apenas pelo sutiã preto. Ele aproximou seu rosto de da minha pele e beijou o vão entre os seios. Se eu já estava enjoada, eu fiquei mais. Eu vi tudo girando ao redor de mim, fechei os olhos por um longo momento e só os abri ao sentir outro tapa no meu rosto, dessa vez ainda mais forte do que os anteriores.
-Mentirosa! –Matt gritou e meu outro chute, agora no estomago. Eu tossia tentando recuperar o ar que foi roubado dos meus pulmões. A minha costela ainda doía do outro chute, talvez estivesse quebrada, eu não sabia, eu só sabia que a dor estava beirando o insuportável. –Eu consigo sentir o cheiro do outro em você, sua piranha! –Mais um tapa e mais outro. Ele já tinha me batido tanto e não iria parar nunca. Se não bastasse isso, o enjôo não passava de jeito nenhum. E se fosse só isso, nem seria tão ruim, mas não era. O medo me consumia, a sensação de inferioridade era enorme. Ele estava me destruindo de todas as formas. –Eu sinto muito... -Choraminguei. –Por favor, Matt... -Implorei.
-Sente muito? Cala a boca, vadia! –Berrou. –É de sexo que você gosta, não é? -Falou enquanto rasgava o meu sutiã. –Então é isso que você vai ter. Eu vou te foder toda até você dizer que eu sou melhor do que ele.
-Não, Matt, por favor, não faz isso comigo... -Implorei novamente.As lágrimas vertiam incessantemente dos meus olhos. Queria me encolher, queria fugir, mas eu não conseguia me mexer. Eu estava tão indefesa, eu não podia fazer nada, tudo que eu poderia fazer era chorar, era rezar para que de alguma forma, eu não sentisse nada. Agora eu queria morrer. As mãos dele passeavam pelos meus seios, apertavam com tanta força.
Quanto mais ele me tocava, pior eu me sentia. Eu não conseguia parar de chorar, eu estava me sentindo horrível, usada. Eu me sentia imunda, cada parte do meu corpo que ele tocava, ficava suja, envergonhava-me. E para completar, eu estava vendo tudo girar, eu estava mais tonta ainda. Ele ainda me deu outro tapa, vários tapas. –Matt, para, por favor....-Pedi. –Eu não agüento mais.
-Não agüenta mais? –Pareceu estar se divertindo. –Você vai ter que agüentar muito mais do que isso, você vai ter que agüentar eu transar com você bem forte. Você gosta, não é? Você deveria gostar quando estava com ele... –As palavras dele me enjoaram mais do que tudo. Tentei me soltar novamente e mais uma vez, foi inútil.
-Eu preciso vomitar... -Nem sei porque falei em voz alta, mas era isso que o Matt me fazia sentir, ele me dava nojo.. Ele iria me estuprar e, provavelmente, iria me matar, depois. Era isso que ele iria fazer.
Ele me deu um chute na barriga, eu nunca senti tanta dor, quis me encolher, para tentar amenizar o que eu sentia, mas eu não conseguia, eu estava presa. E mais do que estar presa fisicamente, eu estava presa emocionalmente, eu estava presa em todo o sofrimento, em todo o medo que ele me causava e essa era a pior sensação de todas.
Ele se afastou um pouco de mim apenas para desamarrar as minhas pernas, que estavam juntas, precisava delas separadas. Isso me assombrou, eu sabia o que ele iria fazer. Era horrível. Ele tirou minha calça, restava apenas à calcinha. Passou a mão pelo meu sexo ainda coberto. –Para, por favor. –Pedi novamente, ele me ignorou. Matt só parou quando meu telefone tocou novamente. Ele pegou o aparelho e abriu um sorriso satisfeito.
-É o seu namoradinho ligando. –O mesmo sorriso sádico continuava em seu rosto. –Eu devo deixar tocando? –Perguntou, parecia estar se divertindo. –Se eu deixar tocar, ele vai ligar de novo e vai ficar mais preocupado ainda, porque você não atende. –Balançou a cabeça negativamente. –Não, não me parece tão interessante. –Decidiu. –Será que eu devo atender? –O sorriso se alargou. –Será que você deve atender e dizer que você não o quer mais? –Pareceu gostar mais dessa hipótese. –Ou será que eu devo atender e deixar que ele ouça o barulho de nós dois transando? Eu tenho certeza que ele iria adorar ouvir isso, você não acha, Elena? –Acariciou o meu rosto com aquelas suas mãos imundas. –Você não quer me responder, vadia? –Perguntou enquanto tirava a minha calcinha. –Eu decido, não tem problema. Eu acho que eu vou atender. –Sorriu satisfeito. Aquela situação toda o estava deixando ainda mais feliz.
Notas finais
Agora mudando de assunto....
Gente, eu to super triste com uma coisa. A minha fic Unexpected Love foi plagiada :( Não é a primeira vez que plagiam uma das minhas fics, isso é muito desmotivante. Ver alguém pegar algo que vc escreveu durante horas, com todo o amor! Eu já denunciei a vadia.
Se alguém tiver conta no animespirit, denuncie também. Aqui o link: http://animespirit.net.br/fanfics/historia/fanfiction-idolos-nina-dobrev-loves-unexpected-1079477
Só clicar em "denunciar essa fanfic"
Daí só escrever no motivo
Motivo da denúncia:
Plágio
Essa fanfic é cópia da fanfic postada no Nyah! conforme link: http://fanfiction.com.br/historia/254737/Unexpected_Love_-_Versao_Delena/
Obrigada, lindas!
=*
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