Mais um dia na ensolarada Califórnia,

O sol brilha forte lá fora, a praia deve estar lotada de modelos lindos e espetaculares, enquanto celebridades andam com seus carrões para cima e para baixo fingindo estarem bravos com os paparazzi enquanto provavelmente eles mesmos pagariam para serem perseguidos pelos flashes.

O centro de Los Angeles deve estar apinhado de turistas com suas câmeras insistentes enquanto acham tudo maravilhoso. Pessoas sorrindo, milionários bancados pelos pais, jovens que nunca pensaram em trabalhar na vida, andando de patins, desfilando pela Rodeo Drive, acordando das suas festas nas suas mansões em Hollywood Hills ou Bel Air.

Eu sei, UM SACO!

Eu realmente deveria ter ido para o MIT. A nebulosa Boston era bem mais a minha cara!

Esse é o problema em não se gostar de mudanças drásticas. Além do que, meu pai insistiu tanto para que eu ficasse: “Você é uma garota da costa oeste, nascida e criada na cidade dos Anjos. O que irá fazer naquele pedaço cinzento em que só chove se pode ter o sol todo dia?”.

Aham, claro. Porque eu realmente me adapto completamente aqui. Sou uma típica Californiana, se claro, as garotas daqui fossem magricelas e branquelas, e andassem com um livro no meio da fuça invés de um pobre cachorrinho desmilinguido debaixo do braço.

Tive vontade de me matar quando meu celular apitou de novo. Meu pescoço e minhas costas doíam por eu ter dormido na cadeira. E melhor, meu livro de Mecânica dos Fluidos estava todo babado.

Eu definitivamente tinha que parar de dormir encima dos livros ou não saberia mais identifica-los de tão sujos que estavam!

Achei um cheetos achatado na minha bochecha. Dei de ombros e o engoli – pronto, já tinha tomado meu café! Tateei pela mesa a procura dos meus óculos quando escutei um barulho alto de um dos meus amigos no quarto ao lado seguido de um sonoro palavrão. Corri para o banheiro escovar os dentes, lavar o rosto e lutar com meu cabelo até me decidir por um rabo de cavalo.

Talvez eu devesse ter seguido os passos do meu pai...

O apartamento estava uma zona. Havia refrigerantes e salgadinhos espalhado por toda a mobília. – Que era nossa refeição diária uma vez que a louça ainda estava nas caixas. Ainda tinha livros esparramados pelo chão e uma grande poça de baba molhando o tapete branco saindo do infeliz que tinha apagado ali mesmo. Cutuquei Jacob com o pé para ter certeza que não estava morto, mas ele se remexeu me espantando como se eu fosse uma mosca.

Era como se eu tivesse acabado de sair de uma balada em casa. A balada dos engenheiros da Caltech. O que é patético quando na verdade passamos a noite estudando para as provas e trabalhos finais.

- Bella? – Jasper colocou a cara amassada na porta da cozinha. – UAU! Você esta linda! – sorriu.

Minhas bochechas ficaram vermelhas, mas eu sorri para ele. – Valeu.

Eu sabia que era mentira, eu estava um bagaço. Mas meus amigos andavam preocupados desde que o colega de Jacob resolveu dizer que eu era só uma nerdizinha feia. Eu não estava nem ai para ele ou para sua falta de inteligência que sai em forma de merda pela boca, mas os meninos ficaram preocupados e agora me elogiavam mesmo quando eu usava meu gigante moletom da universidade.

Sorri de novo lembrando porque eu não segui os passos do meu pai: Por mais que eu reclamasse jamais mudaria quem eu era. A nerd com os melhores amigos do mundo, e não uma celebridade carregada de pessoas falsas.

1 semana atrás

LOS ANGELES, CA – 26 DE FEVEREIRO DE 2012

Flashes pipocavam de todas as direções. Nossos nomes eram gritados com exaustão. Algumas meninas choravam desesperadas apenas por nós estarmos ali. Coloquei minha mão na cintura da loira ao meu lado que me olhou, e então sorrimos um para o outro. E assim, todo o alvoroço se intensificou.

Éramos amados, saudados e idolatrados. Eu me sentia o rei do mundo.

O fodido rei do mundo!

PASADENA, CA – 26 DE FEVEREIRO DE 2012

- Acho que essa são as ultima caixa. UFA!

Jasper, exausto, escorregou pela porta. – Cara, eu realmente não fui feito para fazer esforços físicos. Ele foi! – Apontou para Emmett, que tinha praticamente feito todo o trabalho duro da mudança sozinho, e diferente de nós não tinha uma gota de suor pelo corpo.

Mesmo assim Emmett estava estirado no chão junto com Jacob.

Fiz uma força hercúlea e me levantei. – Esta na hora de irmos. – Um bolo se formou na minha garganta, mas eu não ia chorar. Eu estava com os caras, e os caras nunca choravam – capítulo 1, paragrafo 5 de “como ser um de nós”, o livro que o brutamontes do Emm escreveu quando fomos morar junto, sabe, para ajudar na adaptação... Minha? Não... Eu tinha orgulho em dizer que Jasper era muito mais fresco do que eu.

Eles me imitaram.

- Dá para acreditar que vamos sair daqui? – Jacob suspirou.

- E nos mudar definitivamente para L.A?

- Eu sei, isso significa muitas gatas. – os olhos brilhavam.

Olhamos para ele com a sobrancelha arqueada.

- Que foi? Vocês são os nerd esquisitos, eu só entrei na Caltech pelo talento nato que sou no futebol. – se defendeu, beijando os músculos ridículos.

- Cara, suas notas são quase, repito, QUASE tão boas quanto as nossas.

- Sim, mas eu ainda sou bonito.

Revirei os olhos querendo mudar de assunto antes que eles começassem a brigar e isso aqui virasse uma zona maior. – Não é como se Los Angeles fosse grande coisa. – Eles olharam para mim como se eu tivesse proferido uma blasfêmia. – Que foi? Esqueceram-se de que eu sou de lá?

- Lá? Bella, você fala como se Pasadena fosse muito distante. Praticamente somos o subúrbio da capital...

- A capital é Sacramento. – nós três o corrigimos automaticamente.

- PUFF. – Ele bufou irritado. – Tanto faz!

- Na verdade, Emmett. – Jasper arrumou seus óculos e nós reviramos os olhos sabendo o que estava por vir. – É de suma importância saber a capital de um estado para fim cultural e demostra respeito aos nativos...

Emmett fazia caretas repetindo o que ele falava. Perdi a paciência com a infantilidade dos idiotas. Dei um chute em Jacob que já estava caindo no sono e me virei para os outros dois.

- Lá.Fora.AGORA!

Logo nós quatro colocávamos as ultimas caixas no caminhão. Jasper, Jacob e eu nos esprememos na frente enquanto Emmett assumiu o volante. Eu mal conseguia respirar.

- Ei Bella, já estava esquecendo. Pega aí. – o brutamonte tirou um livrinho do bolso do jeans e jogou no meu colo.

- O que é isso? – folheei as páginas repletas de nomes de mulheres e telefones.

Ele mostrou todos os dentes no sorriso, o que me fez ter um arrepiou. – São os telefones das gatas de Pasadena. Não vou mais precisar com as gostosas de Los Angeles, e nós – inseriu os outros dois que fingiam que nem era com eles. — achamos que você pudesse querer. Você sabe...

Senti meu rosto ficando vermelho, e Jasper e Jacob tentando se afastar de mim, mas não conseguiram muita coisa naquele aperto. Emmett se encolheu no banco.

- PELA ÚLTIMA VEZ, EU NÃO SOU LÉSBICA!

Notas finais
Olá,
Essa é minha segunda fanfic, e eu penso em tanta coisa para ela... Só torço para conseguir colocar tudo no papel como esta na minha cabeça - tenho sérias dificuldades com isso kk
Bom, espero que tenham gostado!
Beijos!