Notas iniciais
Boa leitura, ♥

Stratford (Ontário)


Suspirei jogando minha bolsa em meu ombro enquanto andava em direção á minha cama logo em seguida pegando meu celular, dei passos largos até a porta e saindo da mesma. Mais antes mesmo de descer e tomar café com todos, fechei a porta do meu quarto e depois taquei as mesmas em minha bolsa. Não daria mais uma chance para Matt, aquele pirralho, entrar em meu quarto e como na semana passada encontrar o mesmo pulando igual a retardado em minha cama com meus sutiãs em sua cabeça enquanto dançava e cantava alguma música da Katy Perry. Desci as escadas com uma baita de uma preguiça, sim, sou dominada por ela. Em seguida jogando minha bolsa no sofá da enorme sala de estar logo depois andando para cozinha. Lá encontrando papai lendo atentamente seu jornal enquanto bebericava seu chá de ervas doce – diz ele que não gosta de café, que faz mal e essas coisa. af –. Matt estava ao seu lado, mais ainda um pouco longe. Claro, senhor Josh sempre na ponta da mesa distante de nós. Meu pequeno brincava com algum brinquedo que acabará da achar no seu cereal. Mamãe já não se encontrava em casa, a mesma não dormiu em casa pois ficou de plantão no hospital dessa pequena cidade, mais também era raro dona Tish dormir em casa, seu trabalho sempre em primeiro lugar.


Sorri fraco encarando Rose, nossa empregada, segunda “dona” dessa casa e principalmente nossa segunda mãe. Pelo menos para mim e para Matt, por falta de atenção dos nossos pais é ela quem sempre esta presente em todos os momentos. Ela é até mais nossa mãe/pai do os nossos próprios.


– Bom dia querida. – sorriu fofa para mim enquanto tirava os olhos do fogão, e pelo cheiro bom deduzir ser panquecas. As sagradas panquecas.


– Bom dia – devolvi o sorriso e logo tratei de me sentar junto a mesa, que por sinal, estava repleta de guloseimas. O que me fez soltar uma leve careta. – Bom dia pirralho – disse passando as mãos em seus cabelos lisos e loiros. – Papai, bom dia. – disse o encarando, o mesmo apenas assentiu me fazendo bufar.


– Ansiosa para a escola? – encarei Rose que me estendeu o prato com panquecas, apenas assenti vendo em seguida a mesma depejar duas panquecas.


Logo peguei a calda de caramelo e despejei em meu prato e em seguida pegando um copo e colocando meu suco preferido de maça.


– Hó, muito ansiosa – ri fraco de meu sarcasmos.


– Eu gosto da escola – disse Matt dando de ombros.


– Claro, você esta, sei lá... Na primeira série? – disse rindo, fazendo o mesmo bufar e sair andando para a sala, mais depois voltando para pegar seu mine Tiranossauro Rex em cima da mesa.


Não demorou muito e meu prato já estava mais que vazio, soltei uma leve careta e me levantei e corri para meu quarto. Lá entrando no enorme banheiro do meu quarto e escovando os dentes. Encarei o despertador que estava no criado mudo ao lado de minha cama, 07h32, não estava tão atrasada. Suspirei saindo do quarto e novamente fechando a porta. Desci as escadas com presa, encontrando Matt assistindo animadamente Bob Esponja. Sorri fraco para meu pequeno enquanto pegava minha bolsa em cima do sofá, em seguida deixando um beijo estralado no rosto dele que apenas soltou uma leve careta, murmurando algo enquanto limpava o lugar.


– Tchau Rose, tchau papai – acenei para os mesmo saindo da cozinha e andando em direção agora á saída de casa.


Suspirei colocando meus fones de ouvido e dando play em uma música qualquer, sorri fraco para Petter que já me aguardava encostado do carro preto. Sim, eu tenho um motorista, mais não porque quero e sim porque meus pais me obrigam. Mais também tem o lado bom, não me canso para ir á escola, mesmo ela sendo quatro ou cinco quarteirões da minha casa. Revirei os olhos quando Petter fez menção de abrir a porta para mim, neguei com a cabeça abrindo eu mesma a porta do carro e em seguida me jogando dentro cantarolando a música que agora passava em meu celular.


O caminho não foi nada demorado, como disse minha casa é quase grudada com a escola então nem tempo de escutar mais de três músicas. Dei um breve tchau para meu motorista já saindo do carro, agora encarando a escola e diversos alunos espalhados por diversos cantos.


– Bem vinda de volta ao inferno, Amy. – murmurei para mim mesma começando a andar e já ouvindo as piadinhas das pessoas ao meu redor.


Eu nunca fui a garota mais popular, creio também que nunca vou ser. Além do mais, como uma nerd estranha que nem eu iria se misturar a essas pessoas, vamos se dizer... Descoladas. Mais também não ligo para isso, sempre gostei de ser aquela pessoa invisível, mais quem dera essa proeza. Ainda existia aquelas malditas pessoas que não tem o que fazer que infernizam minha vida, me deixando para baixo e me humilhando. Que sentem prazer em nos fazer mal e nos ver chorar, sempre sofri com isso, o famoso bulliyng, de todas as formas tentei superar e mostrar que sou forte, dar a volta por cima e pisar em cada uma dessas gente por tudo que me fazem passar. Mais nunca fui forte o bastante para isso.


Fraca.


Neguei com a cabeça sentindo meus olhos marejarem.


Droga, eu já não aguento mais, ficar me culpando e me machucando de formas horríveis. Tudo por não me achar boa o bastante, por não me achar perfeita. Até quando será assim? Até quando eu vou ter que aguentar tudo isso, uma vida medíocre e sem graça. Suspirei andando mais depressa e com a cabeça abaixada, escolhendo qualquer música em meu iPhone. Segui em direção aos armários, parando em frente ao meu e logo o abrindo, peguei alguns livros que seria necessário para minhas primeiras aulas. Guardei os mesmos em minha bolsa.


– Estava te procurando. – dei um pulo fechando com tudo meu armário. Minha mão foi direto ao meu peito, enquanto tinhas os olhos arregalados encarando minha amiga que acabará de gritar em meu ouvido quase estourando meus tímpanos.


– Mad, me assustou. – disse me recuperando do susto, em seguida rindo.


– Há, desculpas, não foi minha intenção. – soltou uma leve careta me fazendo soltar uma gargalhada baixa. – Estava com saudades, vadia. – me abraçou, apenas revirei os olhos.


– Passamos o dia inteiro ontem e até a noite, Mad. – me permiti soltar uma risada.


– Qual é, não posso sentir saudades da minha melhor amiga? – ela bufou, fazendo bico.


Eu não entendo Mad, tão linda e perfeita e andará com uma nerd ridícula com eu. Ela só pode ser louca, mais eu a amo. Sempre esta comigo nas horas boas e ruim, me ajudando a enfrentar mal bocados. Uma boa amiga, para todos os momentos. Meio louquinha, mais uma ótima companhia.


– Também estava com saudades, vadia. – dei um leve soco em seu ombro. – Agora vamos? Já bateu o sinal. – sorri torto encarando em volta e vendo todos correm para suas salas.


– Claro, mais antes tenho que ir na biblioteca. Entregar aquele maldito livro que você me fez ler essas férias. – Apenas revirei os olhos. – Mais então, me espera? É rapidinho. – piscou saindo andando, nem ao mesma dando chance de eu responder.


– Não demore. – gritei já quando ela estava um pouco afastada.


Suspirei alto encarando agora o corredor, que antes se encontrava completamente cheio de alunos, agora vazio. Apenas o som da minha respiração e a música abafada que vinha do meus fones de ouvido jogado em meu busto por cima da roupa eram ouvidos ali. Mais logo tratei de colocar um deles, fechando os olhos e me concentrando na letra da música.


– Nossa, foi rápida. – disse logo depois que ouvi barulhos de saltos apresados. Abri os olhos sorrindo mais desmanchando o mesmo quando encarei o sorriso sarcástico á minha frente. Engoli a seco.


– Hm, Amy. – soltou uma risada me olhando dos pés a cabeça.


– O que quer Britney? – a encarei.


– Tec tec tec. – fez um barulho com a boca se aproximando mais. – Você ainda não entendeu né garota?


Britney percorreu com os olhos todo meu corpo, parando em meus braços e pulsos. Um sorriso sarcástico brotou em seu rosto o que me fez estremecer.


– Problemática. – senti meu braço ser puxado. Britney arrancou com tudo minhas pulseiras a tacando longe fazendo com que meu pulso ardesse e que eu soltasse um gemido de dor. – Sua mamãe já viu todos esses cortes Amy? – sorriu vitoriosa como se acabará de ganhar um óscar, vadia. Mais ela sabia como me provocar, cutucar a ferida ainda recém machucada. E ela se aproveita disso, e muito bem. Ela a única que saberá desse segredo que guardo a sete chaves, que nem mesmo Mad sabe. Como isso? Simples, por incrível que pareça eu e Britney já fomos melhores amigas, aliais, mais que isso. Praticamente irmãs, inseparáveis.


Ela era que nem eu, nerd e estranha, mais depois de se revoltar contra todos que a maltratavam – não só verbalmente –, mudou seu visual completamente, ficou mais bonita assim entrando para o “ninho” das lideres de torcida, logo virando a líder. Esquecendo-se de mim e do que era antes. Começou a me humilhar e dizer que não podia andar com uma vadia nerd que se automutila. Em pensar que chorei meses por causa de todas as suas palavras cuspidas em minha cara. Hoje eu apenas sinto raiva e nojo de dela.


Senti um nó em minha garganta ao sentir Selena apertar meu pulso, não nos parávamos de nos encarar. Era como se uma matasse a outra em suas mentes. As lágrimas já fazia menção de transbordarem, mais não, eu não iria chorar na frente dessa vadia magricela. Puxei com tudo meu braço, fazendo Britney se afastar e se desiquilibrar um pouco e quase cair se a mesma não tivesse se segurado em um dos armários. A encarei mais uma vez antes de correr para longe.


Encarei a porta do ginásio, em seguida abrindo a mesma e correndo para arquibancada e me sentando em qualquer uma das cadeiras. O meu choro era alto e meus soluços também não ficavam para trás. Eu abraçava meu corpo como se aquilo de alguma forma iria me proteger ou até mesma passar a dor que eu sentia.


Fraca e Problemática.


Essas simples frase que faziam uma enorme diferença em minha vida, rondavam a minha cabeça. Talvez ela esteja certa, sou fraca e problemática.


Bem-vindos a minha vida idiota.


.


Amy Lewis, 18 anos. (http://weheartit.com/entry/38658928)


Mad Thompson, 18 anos. (http://weheartit.com/entry/27085365)


Britney Clark, 18 anos. (http://weheartit.com/entry/38715933)


Austin Parker, 18 anos. (http://weheartit.com/entry/38470826)

Notas finais
Contínuo??