Notas iniciais
hey, amores td be?
Eu sei, eu sei que este capítulo está muitooooooo atrasado, desculpe, por favor, me desculpem!!
Não vou nem justificar pois vcs já sabem o motivo né?
Espero que tenha alguma leitora ainda ai, kk.
Boa leitura!!

Capítulo 22

Renesmee’s POV

Ficaria devendo essa a Bella, graças a ela eu iria poder sair pela primeira vez desde o acidente. Me sentia livre novamente, podia – mesmo com dificuldades ainda – andar sem a ajuda de ninguém. Carlisle disse que eu estava saudável, mas meu pai estava mais cuidadoso do que nunca.

Eu tinha mentindo sobre ir ver Natalie, na verdade eu iria encontrar com Jacob eu precisava vê-lo novamente, depois de um mês, eu não aguentava mais de saudade. Precisava saber como ele estava, precisava sentir o sabor de seus lábios nos meus novamente, dizer que o amava e saber por que nunca me ligara por todo esse tempo.

Demorei a escolher uma roupa, mas no fim decidi vestir meus jeans velhos, meu All star, minha camiseta surrada da Joan Jett e minha jaqueta de coro preta, perfeita.

Poderia enfim pela segunda vez dirigir minha BMW, estava tão linda na garagem, intacta, intocável. Arranquei a capa cinza que a protegia, sorri.

Deveria ligar para o Jake e dizer que eu estava a caminho ou seria melhor fazer uma surpresa a ele? Surpresa!

Suspirei ao girar a chave e meu novo bebê roncar alto com seu motor potente aos meus pés.

Nunca disse a ninguém, mas amava alta velocidade.

Tio Emmett tinha cuidado da parte do som, enquanto estive no hospital, era um presente de boas vindas disse-me ele.

Sai com cuidado da garagem, não podia arranhar aquela belezinha no nosso segundo passeio.

Liguei a rádio que tocava uma música qualquer e segui viagem, chegaria à casa de Jake em menos de 10 minutos.

Ele gostaria de me ver, tenho certeza que sim.

Tinha planos de voltar antes de meu pai e Bella. Eu sabia e tinha prometido não mentir nunca mais para ele, mas se dissesse que iria ver Jacob ele não me deixaria sair. Quando é que ele iria entender que eu não era mais a garotinha dele?

Suspirei. Eu sei que ele só queria o melhor para mim.

Ao virar a esquina reduzi a velocidade, motor rugindo mais baixo, o som sendo mascarado pela alta música que vinha da casa de... Jacob.

Ele estava dando uma festa?

A enorme casa de Jacob se destacava das demais em sua rua, ainda mais agora que havia centenas de adolescentes e adultos por toda parte, a rua era tomada por carros e a música alta abrangia as risadas e gritos das garotas.

Alguns dançavam, outros apenas bebiam, e evitei olhar para o lado da pegação, aquela festa estava uma ferveção.

Talvez seja melhor voltar outro dia, quando tudo estiver calmo – pensei.

Claro que não, porque voltar outro dia se estava ali, a dois passos da casa de Jake e logo poderia dizer que o amava, pela primeira vez?

Desliguei o carro. De onde saíram tantas pessoas? Não sabia que Jake tinha tantos amigos.

Senti-me mal vestida, as garotas presentes abusavam de decotes e cumprimentos em seus vestidos. Dei de ombros, coloquei a franja para o lado, Jake gostava de mim da forma que eu era e me vestia, era o que importava.

Pisei na grama molhada pelo sereno, meu All Star afundou, senti-me segura, seria o mico do ano se minha perna fraquejasse e eu caísse na frente de todas aquelas pessoas.

Tocava Wild Ones, eu adorava aquela música, mas meu foco agora era procurar por Jake.

Enfim me aproximei de um grupo de garotos, cinco no total, com copos de cerveja nas mãos.

- Hei, gatinha!! – chamou um dos garotos.

Virei-me, era o mais alto, seu cabelo louro arrepiado de forma exagerada, segurava com força seu copo de cerveja. Ele se aproximou.

- Junte-se a nós – disse colocando seu braço envolta de mim, seu hálito não era dos melhores. – Você é muito gatinha! – murmurou, os outros garotos riam.

Suspirei. Desvencilhei-me de seu abraço.

- Não, obrigada! Estou à procura de outra pessoa.

Os garotos riram ainda mais de seu amigo enquanto eu lhes dava as costas, Jake tinha que estar algum lugar daquela casa.

Desvie dos corpos dançantes, dos casais exagerados e enfim cheguei à escada da casa de Jacob.

Havia mais pessoas no lado de dentro, espalhadas pela escada, cozinha, sala, ouvi portas batendo, quartos estavam sendo usados.

Cara, era uma festa e tanto, onde estaria o senhor Black?

Algumas garotas riram quando eu passei, uma delas tinha um cigarro em seus lábios.

- Eai pirralha, está procurando quem? – perguntou uma delas.

Pirralha? Só a Bella pode me chamar assim.

- Acho que já tenho idade suficiente para não ser considerada uma pirralha, diferente de você que só tem tamanho porque o cérebro...

- Garota, qual é a tua? – a garota metida a adulta se aproximou me encarando.

Isso chamou atenção do restante das pessoas.

- Só acho que não deveria sair chamando de “pirralha” as pessoas que não conhece.

- Nós não conhecemos você estranha, acho que entrou na festa errada.

- Na verdade não, eu estou na festa certa... aliás, meu nome é Renesmee, namorada do Jacob – dei de ombros.

As garotas começaram a rir, olhavam para mim e riam mais ainda, não entendi ergui as sobrancelhas.

- Jacob não tem namorada, querida...

- Nessie? – reconheci a voz atrás de mim, meu coração disparou.

Virei-me rapidamente e ali estava ele, parado, com uma fisionomia um tanto confuso, mas ainda assim um sorriso brincava em seu rosto.

- JAKE! – Sorri e o abracei repentinamente, hesitou um pouco depois ele me abraçou. – Senti tanto a sua falta – confessei ainda abraçada a ele, seu cheiro era tão bom.

- Ah... é... – Jake tentou me afastar. – O que faz aqui?

Olhei em seus olhos.

- Eu não aguentava nem mais um minuto longe de você. Preciso beijá-lo – sorri.

Aproximei meus lábios do seu, mas senti que os mesmo tocaram seus dedos.

Abri meus olhos rapidamente. Jake ainda sorria.

- Você sumiu – ele coçou a cabeça.

- Estive doente, há muito para lhe contar, mas antes eu preciso...

- Shhh – pediu. – Venha até aqui.

Jake pegou minha mão na sua e me puxou para o canto, não era nada silencioso e algumas pessoas ainda podiam nos ouvir.

Jacob me olhou confuso.

- O que? – perguntei. – Por que não me procurou, não me visitou nos hospital?

- No hospital? – ergueu as sobrancelhas. – Esteve mesmo doente?

- Sim, sofri um acidente, há um mês, fiquei em coma...

- Uau!

- Pensei que eu fosse vê-lo quando acordasse como todos os outros.

- Poxa, gata! Eu nem sabia que você esteve doente, se não dissesse agora... – deu de ombros.

- Tudo bem, minha família deveria ter lhe falado. Por que não respondeu minhas mensagens ou atendeu minhas ligações? Quer dizer, ainda estamos juntos, não é?

- Jake – disse a garota que estava rindo de mim minutos atrás, apoiou seu braço no ombro de Jacob, estavam próximos demais.

Eu a fitei.

- Essa pirralha disse que é sua namorada.

- Ah... ela? – Jacob apontou para mim.

- Sim, é verdade? Quer dizer, pensei que nós... – Jacob colocou um dedo nos lábios da garota, puxou ela para outro canto. – Depois conversamos. – Ouvi ele dizer a ela.

Jacob voltou sorrindo.

- Então...

Suspirei.

- Qual é Jake? Não estou entendendo.

- O que? Quer saber, você ainda é minha garota – disse se repente.

Sorri.

- Quem é ela?

- Uma garota qualquer – deu de ombros. – Está bêbada! – murmurou.

Por um momento sentiu um alívio, afinal Jacob ainda era meu.

- Sinto muito não ter lhe visitado...

- Tudo bem – repeti. – Será que posso lhe beijar agora?

Jacob se aproximou de minha orelha e sussurrou:

- Podemos matar essa sua saudade no andar de cima... você sabe – sorriu, em seus olhos percorreu um sentimento da qual eu não conhecia, mas não era verdadeiro, o afastei por um momento.

- Não sei... não posso demorar muito, meu pai não sabe que estou aqui.

- Seu pai é um babaca!

- Hei, não o chame assim, quer dizer, ele é um cara legal.

Jacob gargalhou.

- Está amiginha dele agora? Lembro-me quando você o odiava e aquela garota, qual mesmo o nome? Isabella?

Assenti.

- Ela é linda, claro...

- Está bêbado?

- Eu? Não, não – coçou a cabeça, se aproximou de mim, seu rosto tão próximo, sua respiração calma, seus lábios tocaram os meus por um momento. Sorri.

Quente e lento, doce e delicioso era seu beijo. Ah, Jake!

Ele se separou de mim rápido demais.

- Tenho que cuidar da festa, ser anfitrião não é fácil... pegue isso – entregou-me um copo médio, o cheiro forte chegou em meu nariz.

- Obrigada, mas não posso beber.

Ele me olhou confuso.

- Estou tomando remédios ainda... se tiver um refrigerante.

- Não temos... aproveite a festa – gritou entrando em sua cozinha.

- Hei, Jake... – eu tinha que dizer a ele, mas já tinha desaparecido.

A garota me encarou novamente antes de segui-lo até a cozinha.

Sentei-me na escada, sei que ele voltaria.

Fiquei observando aquelas pessoas, eu não combinava com aquele lugar, não mesmo.

Como podiam gritar tanto? Beber tanto? Falar tantas coisas desconexas?

Pelo menos as músicas eram boas, por enquanto.

Passaram-se alguns minutos, talvez uma hora, não sei, mas já não aguentava mais, eu podia esperar um dia mais calmo para dizer a ele... dizer que eu o amava.

Aquelas pessoas eram sem limites, em toda minha vida eu não tinha consumido tal quantidade de álcool como eles consumiam. Billy sabia dessa festa? Onde estava? Dei de ombros, quem se importa.

Olhei para trás a procura de Jacob, onde havia se metido esse garoto?

Levantei emburrada, tinha sido uma péssima ideia vir até aqui. Suspirei.

Tive que me desvencilhar de braços de garotos bêbados sem pudor. Mal pude beijá-lo da forma que imaginei. Ah, Jacob!

Pisei na soleira da porta e uma gritaria uniforme de garotos infantis chegou aos meus ouvidos, como todos os outros eu olhei para trás.

Jacob acompanhado de uma dezena de garotos seguia para fora, vinham em minha direção.

- Atenção galera – disse um rapaz ruivo cujo suas sardinhas pareciam cataporas. Todos pararam para olhá-lo. Ok. – Jake me desafiou em um racha, ambos iremos disputar... vamos escolher uma garota para ser nossa companheira e no final quem vencer... – o garoto olhou debochado para um Jacob sorridente. – A garota dorme com o cara que vencer, Uh! – gritou levantando o copo de cerveja.

Como assim? Mas que coisa... ridícula.

- É isso mesmo, se preparem lindas, pois eu vou vencer – Jake gargalhou.

- É o que veremos garotão – disse o ruivo socando o ombro de Jake e abraçando uma garota da qual se sentia sortuda por ter sido escolhida.

Jake era meu, ele não tinha que escolher ninguém.

Ele olhou em volta! Ah! Quantas garotas queriam que ele as envolvesse com um abraço e viver adrenalina de um carro a 200 Kmh.

- Vocês são todas lindas... – assoviou. Passou a mão no cabelo. – Mas...

- Jake, eu vou com você – disse parando em sua frente, algumas garotas grunhiram.

- Nessie! – exclamou animado, até parece que não estive com ele em menos de minutos... ou horas?

- Não precisa escolher nenhuma garota – sorri. – Eu vou com você – falei novamente enfatizando o “eu”.

- Ok, você é um belo prêmio – seu braço estava apoiado em meu ombro.

Isso, eu era sua escolhida!

De repente tudo aquilo teve importância para mim.

O sorriso em meu rosto era evidente.

Jacob, eu, o ruivo e a escolhida dele caminhavam para fora do jardim da casa. Jacob pediu para que eu o esperasse enquanto ruivo se sentava em sua super- moto verde fluorescente; passou o capacete para a garota e a mesma vitoriosa sentou no espaço atrás de seu corpo. Jake tinha uma moto também?

Da garagem eu pude ouvir o ronco do motor.

Uma Ducati Streetfighter vermelha, OMG!

Meu coração acelerou. Eu era louca por aquela belezinha!

Jacob se aproximou de mim, segurando-a pelo guidão.

- Eai, está pronta? – alisou a pintura reluzente.

- Sim – sussurrei. – Sim! – exclamei sorrindo.

Ele deu um tapinha na parte traseira montou na mesma e me passou um capacete.

Subi na moto, meu corpo automaticamente se inclinou para frente curvando meu corpo, segurei na cintura de Jake.

O ruivo esperava ansiosamente por Jake acelerando sua moto incessantemente.

As pessoas nos olhavam ansiosas algumas torcendo para Jake, outras para o ruivo.

- Hei, eu quero que guarde isso para mim – Jake gritou um oitavo mais alto que o ronco do motor da Ducati. – Você tem um bolso ai, não tem?

- Sim, o que é?

- Uma coisa! – sorriu. – Guarde bem, ok?

Dei de ombros. Jake me entregou um pacote pequeno, o plástico era de um verde desbotado e parecia haver mais sacolas enroladas no que quer que fosse aquilo.

Guardei o pequeno pacote no bolso de minha jaqueta e segurei com mais força na cintura de Jake.

Jake se colocou do lado do ruivo, apostos. A rua de Jake era de uma grande extensão reta, foi estabelecida uma linha de chegada e quem a ultrapassasse primeiro era o grande vencedor.

No momento me lembrei que Jake tinha bebido mais do que devia e se acontecesse algo? Meu Deus, que merda estou fazendo?

- Jake, quero descer...

- Tarde demais, baby – ele acelerou a moto encarando o ruivo.

- 5!

Alguém anunciou começando a contagem regressiva, Jake acelerou em resposta.

- Jake! – murmurei.

Eu precisava dizer.

- 4! – O ruivo gargalhou.

- Jake, preciso lhe dizer algo...

- 3!

O motor roncou novamente.

- Droga, Jacob eu te amo! – grunhi.

- 2!

Jake não respondeu.

- Jake, você me ouviu?

- 1!

Mais uma vez ele acelerou.

- Go! – gritou à multidão, a bandeira improvisada sacolejou desajeitada na mão da garota seminua e senti o impulso quando Jake acelerou.

Meu coração de súbito acelerou. Jake disparou na frente, segurei com mais força enquanto sentia que estávamos cada vez mais rápido.

Tudo ao nosso redor era um borrão amarelo devido as luzes dos postes e varandas das casas. O zumbindo do vento em meus ouvidos, meu cabelo ricocheteava meu rosto mesmo que o capacete os prendia de certa forma.

Segurei em Jake com mais força. O ruivo passou do nosso lado, senti o vento que sua moto deixou, tão perto.

Jake voltou a acelerar, não sei, mas acho que estávamos a 250 por hora. Meu Deus.

Tive vontade de abrir os braços, me sentia tão livre ali.

O vento em meu rosto a sensação de liberdade, tinha vontade de gritar, era pura adrenalina. Sentia-me viva novamente, tudo o que passei nesses últimos meses estava sendo libertador. Eu podia andar novamente, podia falar, eu estava viva, eu estava viva!

Fechei os olhos absorvendo tal liberdade. Foi questão de minutos para eu poder sentir que paramos. As pessoas correram para Jake, o parabenizando, bem, tínhamos vencido.

Jake desceu da moto e me ajudou também, olhei meio confusa para a multidão. Ainda perdida em meu transe, um delicioso devaneio.

Ainda sorrindo Jake me pegou em seu colo e me rodopiou.

- Uh! – gritou.

- Hei, amanhã, no mesmo horário cara – disse o ruivo irritado.

Jake gargalhou.

- Não adianta, eu sou o melhor.

- Aproveita seu premio – ele apontou para mim.

- Com certeza!

Muitas pessoas estavam felizes por Jacob, bem, isso é ser popular. Por um momento me perdi na multidão, ótimo para me recuperar daquela estranha sensação.

Talvez agora fosse a melhor hora, pensei.

Jake se aproximou de mim.

- Hei, baby, pode me entregar aquela coisinha que eu te dei? – sorriu e segurou-me pela cintura, seus lábios beijaram os meus por um momento.

Sorri.

- Claro, mas antes eu preciso lhe dizer uma coisa...

- Pode dizer depois, temos uma coisa muito melhor para fazer, você não vai poder falar porque sua boca estará muito ocupada.

Engasguei. O que?

Claro, o premio! Porra!

- Jake... é que...

- Vamos lá, baby, não tem ninguém em casa – mordeu o lóbulo de minha orelha.

Merda! Aquilo era bom, sexy! Porém eu não podia fazer o que ele tinha em mente, não hoje, não agora.

- Eu não posso.

- Não pode o que?

- Não posso fazer o que você tem me mente.

- E o que acha que eu tenho em mente?

- Droga! Não posso fazer amor com você – corei. Graças a Deus as pessoas estavam afastadas o bastante para não ouvir.

Jake gargalhou.

- Fazer amor? – ergue as sobrancelhas.

- Sim.

- Não era exatamente essa palavra que eu tinha em mente, mas tudo bem, pensei que sim, porque se voluntariou?

- Porque não deixaria nenhuma outra garota tocar em você, você é meu namorado.

Jake gargalhou novamente.

- O que é tão engraçado?

Ele deu de ombros e se virou para ir embora.

- Jake – segurei em seu braço. Ele não iria embora, não dessa vez. – Preciso te dizer algo.

Ele assentiu.

- Eu... eu te amo – suspirei.

Jake continuou paralisado. Olhei em seus olhos esperando ouvir o mesmo.

- Jake, você vem? – perguntou a garota da qual riu de mim minutos antes.

- Por que você sempre chega na hora errada? – cruzei os braços.

Jake beijou o cabelo da garota.

- Desculpa gata, mas nunca quis um lance sério com você – Jake disse.

O que? Como?

- Jake, como?

- Não sou homem de uma mulher só – sorriu e sai andando com a garota.

Jake? Por que?

Senti meus olhos arderem. De repente minha boca ficou seca em um gosto amargo, ah uma dor estranha em meu peito, eu estava sufocando?

Senti a lágrimas escorrer pelo meu rosto.

Ele não me amava. Nunca me amou! Por que esperava isso dele? Por que tive esperança? Como pude ser tão tola? Meu Deus!

Respirei fundo. Eu precisava sair dali, fugir, correr para longe. Eu queria chorar, eu queria gritar. O sentimento de liberdade já não estava mais ali.

As pessoas me olhavam como se eu fosse uma estranha. Sim, eu estou chorando por um amor não correspondido; em pensar que eu sonhei com dia em que ele dizia “eu também te amo, Nessie”

Tola, burra, ingênua! Ele nunca gostou de mim de verdade, ah ele apenas me usou, eu sou só mais uma em sua grande lista.

Por que Jacob? Por que esperou que eu o amasse?

-... Hei, garota, encosta ali, não me ouviu? – Olhei para cima, um guarda alto me encarava.

Policiais? Quando é que eles chegaram?

Balancei a cabeça esquecendo o torpor e a dor lancinante em meu peito.

Onde foram parar todos? Quer dizer, boa parte das pessoas não estavam mais ali.

Uma policial chegou perto de mim, fardada e cheia de si.

- Você é menor de idade?

- Sim, quer dizer, já tenho 17 – limpei a garganta, minha voz ainda embargada.

- O que estava acontecendo aqui?

- Não sei.

- Não minta. Me entregue seu documento.

Por um momento lembrei que minha carteira estava no BMW.

- Não estou com meus documentos.

A guarda revirou os olhos.

- Claro que não! Você bebeu? Usa drogas?

- Não, não, eu só...

- Sem desculpas, estava participando de um racha. Por lei isso é proibido mocinha.

- Mas eu só estava...

- Tem certeza de que não usa drogas? Posso revistar você e não vou encontrar nada?

Assenti.

A policial revistou-me dos pés a cabeça, suas mãos ágeis a procura de qualquer coisa para me incriminar.

Sua mão rastejou-se para meu bolso da jaqueta.

De dentro ela puxou o pacote. Jacob!

- O que é isso?

- Não sei, foi o Jacob que... – procurei por Jake. – Onde ele está? – murmurei.

A policial entregou para o outro soldado que abriu o pacote, rasgando com destreza os sacos plásticos, olhei com curiosidade, pois não sabia o que se encontrava naquele pacote.

O policial olhou para mim, balançou a cabeça negativamente.

O que?

- Você é filha de Edward Cullen, não é?

- Sim.

- Ok, está detida, acompanhe-nos até a delegacia, acho que o seu pai vai gostar de saber que sua filhinha faz uso se entorpecentes.

- Não. – disse desesperada, enquanto a policial segurava-me pelo braço. — Hei, isso não é meu, por favor, têm que acreditar em mim, não é meu, eu juro, é do Jacob, ele pediu para que eu guardasse...

– POR FAVOR! — pedi pela ultima vez quando apenas conseguia enxergar ao longe as luzes ficando mais distantes.

Edward’s POV

O delegado continuava a falar comigo e explicar o endereço da delegacia, mas a única coisa que eu conseguia fazer era ouvir os batimentos acelerando a cada palavra.

Aquelas palavras não podiam ser verdadeiras, minha Renesmee não podia ter feito àquilo comigo, nunca.

Desliguei o celular, segurei com mais força na pia de mármore a minha frente, por um momento tudo ficou escuro, um grande zumbido em meu ouvido, tudo rodava.

Suspirei. Limpei as lágrimas, aquilo não estava acontecendo, porque me sentia tão sufocado?

- Está tudo bem, cara? Está passando mal? – ouvi ao longe um garoto me perguntar, sua mão repousou em meu ombro, sua voz repetia como eco em minha cabeça.

Balancei a cabeça, joguei água fria da torneira em meu rosto, o que estava acontecendo?

- Quer que eu chame alguém? – perguntou o garoto.

- Não... – proferi. Minha boca de repente seca. – Eu estou bem, obrigado.

Respirei fundo, minha visão voltara ao normal, as lágrimas de decepção nunca deixaram de escapar, não era só decepção, era medo, era angustia, raiva, compaixão, o que eu tinha feito de errado?

Eu tinha que sair dali, tinha que ir buscar Nessie, eu sabia que havia algo de errado nesta história, minha Nessie jamais faria isso comigo, faria?

Sequei meu rosto na manga da camisa, continuava tentando respirar uniformemente, mas tudo estava tão errado naquele momento.

- Demorou, amor – Ouvi a voz de Bella assim que passei pela porta de saída, sua voz animada.

Olhei para ela.

- Edward, o que foi? – perguntou, seu tom de divertimento havia sumido, agora estava preocupada. – Você está pálido, amor. Está passando mal, sente-se aqui – disse pegando em meu braço e me levando até um banco próximo.

- Não, Bella, não posso sentar – disse me negando a sentar, Bella continuava a segurar meu braço.

- Sente-se um pouco, vou comprar uma água e logo vai se sentir melhor.

- Não posso – disse novamente. – Renesmee está na delegacia, Bella. Ela... encontraram um pacote de drogas no bolso de sua jaqueta – disse enfim.

Bella se aquietou, pareceu não acreditar, ficou boquiaberta, por um momento até sorriu, mas depois voltou a ficar séria, tão surpresa como eu.

- Eu... Edward, eu sinto muito – disse me abraçando.

Meneei a cabeça.

- Tem algo errado nesta história, Bella. Eu sei que tem e vou tira minha filha dessa – suspirei.

- Eu vou com você – ela disse firmemente, segurou minha mão na sua e partimos para a garagem subterrânea do shopping.

Assenti.

Bella não esperou e tirou as chaves de minha mão e assumiu a direção, não argumentei, pois meus pensamentos estavam longe, tentando entender o porque de tudo aquilo.

Bella sabia o endereço da delegacia, era onde Charlie trabalhava antigamente.

Suspirei.

- Vai dar tudo certo, amor – ela segurou minha mão, apertou de leve meus dedos nos seus.

Tê-la ali era melhor do que qualquer outra pessoa, só ela tinha aquele dom de me acalmar me fazer... feliz até em momentos difíceis. Beijei sua mão.

- Deveria avisar Rachel sobre isso? – Bella disse, soou como uma pergunta.

- Sim, eu faço isso – respondi pegando o celular.

- Tem certeza?

- Claro!

Rachel atendeu no segundo toque, sua voz animada.

- Hei Edward, querido!

Bella revirou os olhos e suspirou. Ela tinha ouvido?

- Rachel... eu preciso te dizer algo.

- O que? O que foi Edward? Você está bem? O que aconteceu?

- Estou bem, é com a Nessie...

- Ela se machucou? Ah meu Deus, o que aconteceu?

- Fique calma Rachel, deixe que eu explique.

- Me de esse celular, Edward – Bella estendeu a mão.

- Não, você está dirigindo.

- Então seja direto.

Por que ela estava tão brava?

Voltei com Rachel.

- Renesmee está na delegacia, encontraram-na com uma quantidade de drogas – engoli, dói ter que repetir aquilo.

Rachel não respondeu, deveria estar surpresa. Depois de um longo minuto proferiu:

- Onde?

Eu tinha entendido perfeitamente sua pergunta.

- Delegacia Regional de Forks.

- Ok, estou a caminho – ouvi seu suspiro pesado depois desligou.

Bella continua a dirigir, suas mãos rígidas ao volante pensativa.

- O que foi? – perguntei de repente.

- Nada. – Deu de ombros.

Seu humor havia mudado, algo aconteceu.

- Pode me dizer, amor.

- Poxa, se eu não tivesse insistido tanto para que você deixasse a Nessie ir isso não teria acontecido, me sinto culpada, me des...

- Não peça desculpa – interrompi. – Por favor, amor, isso não tem nada a ver com você, é claro que não foi sua culpa, aliás tem algo errado nesta história, certo?

Ela sorriu e assentiu. Seu corpo voltou a relaxar enquanto estacionava em uma vaga em frente à delegacia.

Saímos do carro juntos, batemos a porta em sincronia. Meu coração voltou a bater forte, Bella se juntou a mim, segurou minha mão na sua afagando com o polegar.

- Vai dar tudo certo! – sussurrou.

A delegacia estava vazia. Uma mulher de idade nos olhou de cima abaixo pelo balcão.

- Sim?

- Ah... preciso falar com o delegado Brad... minha filha está detida...

Não sabia muito bem como explicar a ela, eu nunca havia entrado em uma delegacia antes.

- Ok, me acompanhe.

A mulher saiu crepitando seu salto pelo piso de granito. Bella me olhou de soslaio enquanto a seguíamos.

- Senhor Brad? Edward Cullen – apontou para mim.

Brad me conhecia?

- Ok, pode deixá-lo entrar. – ouvi a voz rouca de Brad, o mesmo que falara comigo há poucos minutos por telefone.

- Delegado – murmurei, não fiz reverencia, não deveria.

- Edward Cullen, sente-se.

Sentei-me e Bella fez o mesmo.

- Recebemos uma denuncia anônima à uma hora de um residente cujo qual em sua rua estava havendo um racha. Fomos averiguar o local e verificamos que jovens irresponsáveis estavam fazendo uso de drogas e bebidas alcoólicas em publico e sim ocorreu um racha...

- Podemos ir direto ao ponto, o que Renesmee tem a haver com isso?

Bella apertou meus dedos nos seus.

- Desculpe-me irrompê-lo, mas minha filha jamais faria isso...

- Encontramos no bolso da jaqueta de sua filha 100 gramas de entorpecentes, o bastante para ser considerada uma usuária e...

- Não diz... essa palavra – interrompi novamente, passei a mão no cabelo. – Eu... ela não faria isso, tem algo errado, posso vê-la?

- Sim, ela já foi interrogada, a única coisa que diz é que um tal de Jacob pediu para que ela colocasse as drogas em sua jaqueta.

Jacob! Eu ia matar esse moleque, eu juro que lhe darei uma boa surra.

Rosnei ao ouvir o nome dele, soquei a mesa enquanto o delegado saía.

- Edward, fica calmo, por favor...

- Foi ele, Bella! Ela foi encontrar com ele.

Saímos da sala onde estávamos e fomos para outra ao lado.

- Senhorita Renesmee?

Nessie estava de cabeça baixa, seu cabelo sobre a mesa, seus braços tampavam parte de seu rosto. Assim que chamado seu nome ela nos olhou, seus olhos vermelhos assustados.

- Pai, eu juro que não fiz nada, isso não é meu. Bella diz a ele que eu estou falando a verdade, por favor, pai não me deixe aqui, por favor...

- Tudo bem, tudo bem, filha – me aproximei dela, abracei ela – Sei que não fez nada de errado, eu acredito em você, sei que não seria capaz.

Renesmee chorou.

- Me conte a verdade Renesmee, agora.

- Eu fui encontrar com Jacob, na casa dele. Eu não sabia que ele estava dando uma festa, quando cheguei lá tinha muitas pessoas, muita bebida e todos faziam a mesma coisa, por um momento eu conversei com o Jake e então decidiram competir uma corrida. Jake deixou que eu fosse com ele em sua moto...

- O que? Renesmee você ainda está se recuperando do acidente...

- Deixe que eu termine, pai. E então eu fui com ele e foi... legal. Antes ele me entregou um pacote e disse para que eu guardasse, eu não sabia do que se tratava e então guardei. Quando tudo acabou e... – Renesmee engoliu em seco, sua voz estava rouca novamente. – Ninguém mais estava lá, então percebi que tinha policiais em todos os lugares e Jake não estava mais lá.

Olhei para Brad.

- Essa droga não é dela, senhor Brad e sim de Jacob – pronunciei.

- Por enquanto não temos como comprovar nada, sinto muito Edward Cullen, já está aberto inquérito sobre o caso, vamos acompanhar, por ela ser menor terá que cumprir medidas sócio educativas e serviço voluntario até que se prove o contrário.

- Não... por favor, isso não é meu, vocês precisam acreditar.

- Não pode decidir isso assim, sem provas...

- Sem provas? Ela foi pega em flagrante, agora por favor venha comigo, preciso que assine alguns documentos.

- Não irei assinar nada, sinto muito, mas eu não vou fazer isso. Por que não fazem um exame de sangue nela, vão ver que ela não ingeriu nenhuma gota de álcool ou se drogou.

- O fato de ela usar ou não usar não muda em nada. Ela estava com quantidade o bastante para traficar.

Renesmee apertou mais minha mão na sua suplicando, o que eu poderia fazer?

Olhei para ela, depois para Bella.

- Desculpe — sussurrei.

Brad imprimiu alguns papéis. Renesmee foi ordenada a cumprir serviço voluntário duas horas todos os dias da semana por três meses.

Ninguém mais de minha família sabia do fato ocorrido, o que eu iria dizer a eles.

Renesmee estava ao lado de Bella, ela ainda chorava. Iria pagar por algo que não tinha feito.

Ao sairmos da delegacia Renesmee ainda chorava, estava ao lado de Bella, Rachel a olhava com compaixão, mas nada dissera.

A única coisa que eu queria era que a verdade fosse provada.

Mas a frente de nós eu vi um corpo vindo em nossa direção, um homem alto moreno.

Jacob! A única vontade que tive naquele momento foi socá-lo até que ele confesse.

- Seu filho da puta de merda – soquei seu rosto assim que olhou para mim, foi para o chão com o golpe repentino.

Seu braço se formou feito escudo em seu rosto para se proteger.

- Está feliz com o que fez? – levantei-o pelo colarinho. – Ela está pagando por uma merda que você fez...

- Desculpe, desculpe... eu vim aqui me entregar... Renesmee.

- Edward solte-o – Bella gritou.

Soquei seu rosto novamente.

- Você a enganou – cuspi.

Meus braços soltaram Jacob e foram presos com toda força para trás de meu corpo. Senti algemas em meu pulso me impedindo de socar aquele garoto.

Bella’s POV

Enfim havia conseguido fazer Edward dormir. Essa noite ele estava arrasado e depois de muita conversa e toda a confusão da noite ele decidiu descansar.

Eu havia percebido o modo em que Renesmee chorara, não era só medo que ela sentia naquele momento e eu sabia que havia algo errado com ela.

O relógio marcava três horas da manhã. Como Edward não estava muito bem emocionalmente eu decidi ficar com ele essa noite, dormiria ao seu lado como me pedira depois de ter seus pulsos libertos das algemas.

Senti um grande alivio ao poder abraça-lo e sentir seus braços envoltos de mim. Jacob bêbado e arrependido confessou e contou à história que Nessie nos contou em sua versão.

O resultado do exame de Nessie fora negativo, não havia ingerido álcool muito menos drogas e por Jacob ter se confessado Nessie não precisaria mais cumprir ordem ou medida.

Fitei Edward adormecido, sua respiração próxima ao meu pescoço, seu corpo quente colado ao meu, seu braço pesado e relaxado em volta de minha cintura.

Fiz carinho a sua feição nada tranquila, brinquei com seus cabelos. Juntos há tão pouco tempo, nem um ano se passara, mas eu sentia que o conhecia há muito tempo, passamos por tantas coisas que 50 anos eram o mínimo de tempo.

Não entendia como podia amá-lo tanto. Eu o queria só para mim, há todos os segundos todos os dias. Suspirei.

- Não suportaria te perder – sussurrei para ele. – Te amo tanto que seria capaz de fazer qualquer coisa por você. Por favor não me magoe... eu tenho tanto medo de que um dia tenha que lhe dizer adeus... e quero que saiba que se um dia isso acontecer eu direi adeus da boca pra fora, pois será impossível esquecer você, será sempre meu eterno amor, te amo Edward – Eu tinha sorte de ele não ouvir aquilo.

- Também te amo, Bella, muito, jamais precisara me dizer adeus.

Meu coração disparou. Seus lábios tocaram os meus. Nos beijamos por um momento.

- Por que está dizendo essas coisas? – perguntou minutos depois, seus olhos verdes brilhando de excitação.

- Não sabia que estava acordado – murmurei.

- Então quer dizer que você se declara quando estou dormindo – sua risada gostosa se espalhou pelo quarto.

Houve um silencio.

- Sei que esse meu medo é tosco, desculpe, mas é inevitável. Vou tentar me controlar.

- Não tenha medo, pequena. Nós pertencemos uma ao outro.

- Dói só de imaginar.

- Não imagine.

- Eu te amo, muito.

- Eu te amo, muito, muito, para sempre.

Beijei-o novamente. A sensação de seus lábios nos meus, sua língua roçando com a minha era a melhor sensação naquele momento.

Lembrei-me de Nessie.

Levantei-me.

- Aonde você vai? – perguntou confuso.

- Ver se está tudo certo com Renesmee.

- Ok, não demore, a cama fica fria sem você.

Sorri.

Pensei em bater na porta, mas se enfim ela tivesse adormecido. Entrei sem hesitar.

Apenas a luz fraca do abajur iluminava o quarto. Nessie estava coberta dos pés a cabeça.

Houve movimento, o cobertor tremulava de acordo com seu corpo e seus soluços.

Droga, ela estava chorando.

- Nessie?

Houve um movimento, os soluços cessaram.

- Nessie, vocês está bem, é a Bella.

Renesmee se sentou na cama. Pela fraca luz eu pude ver seus olhos molhados, inchados e vermelhos. Seu cabelo bagunçado, sua feição triste, sua dor.

- O que aconteceu? Você está se sentindo bem? Não precisa mais se preocupar, já foi tudo resolvido.

- Eu não estou bem, Bells. – chorou novamente e me abraçou.

Deixei que ela chorasse um pouco mais, apenas afaguei seu cabelo, de toda forma eu já sabia o que tinha acontecido.

- Ele não me ama, nunca me amou – soluçou. – Nunca. Ao menos gostava de mim. Só me usou todo esse tempo. Por que ele esperou que eu me apaixonasse? Eu o amo, Bells? O que eu faço?

- Ah Nessie, sinto muito. Não chore, ele não merece uma lágrima sua.

- Nunca gostei de ninguém antes, pensei que daria certo, que suas palavras eram verdadeira, eu me declarei e ele simplesmente riu de mim, todos riram de mim.

- Droga Nessie, quantas vezes eu te falei, eu tentei impedir, eu tentei –limpei suas lágrimas. – Eu sei que é difícil entender algo assim, nossa mente não aceita, nosso coração fica apertado, é uma dor horrível. Eu nunca sofri uma perda, mas sempre cheguei perto disso, senti essa dor por meses... Por favor, não chore por ele, não sofra por isso. Você merece alguém muito melhor.

Ela assentiu.

- Sei que vai demorar um tempo, sei que quando eu virar às costas as lágrimas iram aparecer novamente, só não se prenda a isso, não se prenda a uma relação que nem aconteceu, não vale a pena realmente.

Ela assentiu novamente. Dei lhe um beijo na testa.

- Durma bem minha pirralha, Deus tem planos para você.

Deixei-a sozinha.

Jacob mereceu os socos que levou de Edward. Fizera muitas pessoas sofrerem em pouco tempo.

Voltei para o quarto. Edward estava de braços abertos assim que passei pela porta.

- Está tudo bem, querida?

- Sim... Nessie só está um pouco triste com tudo, mas ela vai ficar bem.

Assentiu.

- Não sei o que eu faria sem você.

Dei de ombros.

- Você é um ótimo pai, sei que pode aguentar a barra.

- E você está bem?

- Sim, por que não estaria?

Deu de ombros.

- Vamos dormir? Você está péssimo – sorri.

- Obrigado! E você continua linda depois de um dia agitado.

- Obrigada, boa noite, anjo.

- Boa noite, amor.

***

O despertador de Edward tocou pela terceira vez naquela manhã, ao invés de descansada eu me sentia péssima. Edward grunhiu batendo a mão no aparelho e o derrubou no chão.

- Vamos, querido, já é tarde!

- É sexta, Bella.

- Sim, porém já é 10hrs00 da manhã, e se não estou enganada você tem uma reunião marcada com uma acionista daqui uma hora exatamente.

Edward xingou baixinho.

- Quem mandou dormir com a sua secretária!!

- Todo chefe dorme com suas secretárias!

- O que? Sr Cullen, estou realmente chocada com isso.

Edward riu.

- Quantas antes de mim?

- O que?

- Quantas secretárias, Edward?

- Nenhuma.

- Mentira.

- É sério, eram todas velhas, a mais gostosa é você – me puxou para o seu colo.

- Fala sério – revirei os olhos.

- Estou falando – suspirou enquanto suas mãos passeavam em minhas pernas envolta de seu corpo. – A mais gostosa, a mais linda, a mais inteligente, só minha.

Gargalhei.

- Você é minha? – mordeu o lábio enquanto rebolei provocando-o.

- Vai se atrasar.

- Porra, você é minha? – suas mãos subiram para os meus seios, ergueu seu membro de encontro ao meu corpo.

- Sou sua! – respondi e levantei ou não iríamos para canto nenhum.

Edward suspirou frustrado.

- Aonde vai com tanta pressa?

- Comprar minha fantasia.

Edward ergueu as sobrancelhas.

- A festa do Emmett a fantasia, esqueceu?

- Não, aliás, vou fazer isso hoje também.

- Ok, eu vou com Alie, Rose e Nessie.

Sorriu como quem diz: Boa sorte!

Edward terminou de vestir a calça quando bateram na porta.

- Edward, Edward querido? – revirei os olhos, por que ela tinha que ser tão irritante?

- Edward, eu posso entrar?

Ele olhou para mim emburrado e respondeu:

- Claro!

Rachel abriu a porta até demais, havia um envelope em suas mãos.

- Ah, Isabella está aqui?

Não respondi.

- Que bom! Isto – apontou para o envelope – é algo que lhe interessa também.

- O que é isso? – Edward perguntou.

- Veja você mesmo.

Edward pegou o envelope, tirou de dentro um papel branco, havia algo escrito, um sorriso brincou em seus lábios.

- O que foi, meu amor? – fitei Rachel, eu posso chamá-lo de meu amor, você não.

- O resultado é Positivo, Bella, eu sou pai da Melanie! – um sorriso sincero em seu rosto.

Rachel estava radiante diante disso, mas eu sabia, ainda havia mentira escondida atrás de seu comportamento e eu ia descobrir.

Continua...

Notas finais
Vish!
Agora a Bella ficou fera!
Amoores, desculpem os erros no capítulo pois este não betado porque demoraria muito.
Peço novamente desculpas por todo o tempo de atraso, o próximo virá antes eu juro.
Não ficarei mais todo esse tempo sem postar, até então porque eu não gosto disso.
No capítulo anterior houve um numero baixissimo de review, isso me deixou muito desmotivada, comentem galera!!
Senti falta de muitas leitoras, leitoras especias que me acompanham desde o começo. Por favor não abandonem a fic estamos juntas desde o começo vamos terminar juntas, certo??
Espero ver o comentários de vcs e saber que ainda tenho leitoras.
Espero que tenham gostado do cap apesar de não ter ficado tão bom, desculpem, compenso no 23 ok.
Bjos, até a próxima.
LSCullen