A Namorada Do Papai
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Mais um capítulo novinho para vcs. atrasado, eu sei, mas esse capítulo foi meio difícil de sair, não sei o que aconteceu.
Só para preparar vcs: POV da Rachel O.O e Lemon hot de Beward, preparem os corações.
E mais uma coisa, as novas leitoras que sempre deixam comentários: amores, muito obg, fico muito feliz e de toda forma, sejam bem-vindas!
Até a nota final.
Boa leitura!
Meu coração acelerou de forma repentina. Naquele momento senti-me como uma criança que faz artes escondida e é pego de surpresa pelo pai.
Ela continuou me olhando, seu rosto sereno esperando por uma explicação. Então era dela o celular, claro que era.
Sorri minimamente.
- Desculpe Rachel – disse lhe entregando o celular. – Eu pensei que fosse do Edward.
- Oh, não precisa se desculpar Isabella – deu de ombros.
- Aliás, o que o seu celular está fazendo aqui, no quarto de Edward? – cruzei os braços.
- Ah, é que...
A porta se abriu novamente, um Edward sorridente passou pela mesma e nos olhou confuso.
- O que estão fazendo? – perguntou e se aproximou de mim.
Olhei para ele e depois para Rachel.
- Eu esqueci meu celular aqui hoje mais cedo e vim pegá-lo – Rachel explicou com a voz ainda calma.
- Esqueceu? – Edward ergueu as sobrancelhas.
O fitei por um momento, semicerrei os olhos o analisando.
- Sim, Edward – ela suspirou. – Eu estava precisando de uma toalha de banho, só que Heidi me disse mais cedo que as únicas toalhas limpas estariam no closet do seu quarto, por isso entrei aqui quando ainda estava dormindo e acabei esquecendo o celular ali – apontou para a mesinha de onde eu o havia tirado. – Desculpe, esqueci-me de avisá-lo. Até cogitei a ideia de ter perdido o celular.
- Ah, então tá – ele sorri.
Francamente, por que ele sorri toda hora? Idiota!
- Bem... Eu vou ir ver a Mel – aponta para a porta.
Lembro-me de que ainda seguro o envelope escondido atrás de meu corpo, mas Rachel me olha mais uma vez.
- Será que poderia me entregar isso, Isabella?
- Isso o que? – Droga, ela descobriu.
- O envelope em suas mãos – aponta.
Sem escolhas lhe entrego.
Merda! Merda! Merda!
- É algo que procurei por muito tempo – ela sorri alisando o papel. – É uma carta da minha mãe, ela escreveu antes de falecer. Você chegou a ler? – ela pergunta desconfiada.
Arrá, pega na mentira, pois a carta era destinada a Edward.
- Não. – meneio a cabeça esboçando um sorriso.
Ah Rachel, Rachel, o que você está escondendo?
Ela assentiu um tanto satisfeita com a minha resposta e solta o ar, aliviada.
- Bem, desculpe se atrapalhei em algo. Com licença. – Rachel da meia volta e sai pela porta.
Culpada!
Edward descruza os braços e faz um biquinho olhando para mim.
- Não entendi nada – diz ele e se senta na cama.
- Ela está mentindo – murmuro para mim mesma, mas Edward escuta.
- Mentindo, sobre o que?
- A carta.
- Por que acha isso, meu amor? – Ele se levanta e se posta a minha frente e me abraça.
- Sabe Edward, estou achando você muito sorridente – digo e o sorriso em seu semblante some.
- E isso não é bom?
- Não.
- Não entendo.
- Você e Rachel estão muito sorrisinho pra cá, sorrisinho pra lá...
- Ah não, Bells, ciúme de novo não.
- Não é ciúme é que... Poxa, Edward eu não consigo ficar tranquila sabendo que sua ex-mulher mora no mesmo teto que você e o quarto dela é ao lado do seu e ainda entra no seu quarto quando está dormindo e esquece o celular aqui, ah, por favor, conta outra.
- Bella, você não confia em mim, não é?
- Não com ela tão perto de você – confessei e mordi os lábios com força, senti o gosto de sangue.
Ele suspira.
Pega meu rosto em suas mãos, ergue meu queixo para que eu olhe em seus olhos.
- Bella, eu já estou à procura de um apartamento para ela, por favor, me de um voto de confiança.
- Eu não posso confiar nela, nem você. Não vê quem ela realmente é? Ela está mentindo para você.
- De onde tirou isso?
Sorri.
- Só você não vê isso, ela está te cegando.
- Bella, pare, por favor, você está enganada. Nessie está tão feliz com tudo, tudo está calmo novamente.
- Nessie está feliz? Só a Nessie está feliz? E você? A família Cullen está completa agora?
Edward passa as mãos pelo cabelo.
- Eu estou feliz, é claro que eu estou. Tudo está tão certo... Renesmee está bem, eu a tenho de novo e pensar que por um momento ela lutou com a morte. Estou feliz porque tenho você, Bella.
Suspirei.
- Já pensou em pedir um exame de DNA?
Ele sorri, não por diversão, por desacreditar.
- Acha que a Mel não é minha filha?
- Tem a possibilidade de não ser – dei de ombros.
- Tudo bem, se isso vai te deixar mais tranquila, vamos fazer o exame então.
Assenti.
- Bella... – ele se aproxima novamente. – Eu sei que você tem todos os motivos para sentir medo e se sentir ameaçada depois de tudo o que aconteceu, mas, por favor, tem que confiar em mim. Eu te amo mais que tudo nesse mundo, eu nunca, nunca mesmo vou voltar a te magoar.
Assenti novamente e o abracei.
- Tenho medo de te perder – murmuro com a voz embargada.
- Pois não tenha, o que eu disse lá em baixo é verdade. Eu quero construir um futuro com você, Bella. É com você que eu quero passar o resto da minha vida.
- Eu vou provar para você quem ela realmente é, Edward.
Ele fingiu não ouvir minhas palavras e beija meu cabelo.
- Só não quero que se machuque ou se magoe com tudo isso, ok? Vou ficar de olho nela também, vou me esforçar mais para achar o apartamento. Eu quero ver você feliz, Bella.
- Estou feliz.
Ele sorri.
- Vamos fazer algo diferente hoje? – pergunto-lhe.
- Vamos! – responde animado.
- Aquele cinema ainda está de pé?
- Claro – sorriu.
Assenti.
- Vou tomar um banho, quer me acompanhar?
- Claro, amor, se eu tivesse uma roupa limpa...
- Não seja por isso, as roupas da Nessie cabem perfeitamente em você.
- Edward, acha mesmo que iremos ao cinema hoje se eu entrar naquele banheiro com você?
- Hmmm... não – fez um biquinho.
Sorri.
- 15 minutos! Te espero aqui – dei um tapinha na cama. – Não demore, Sr Cullen.
Edward rosnou sorrindo e entrou em seu banheiro.
Esbravejei sozinha. Eu tinha que pegar aquela carta da Rachel, havia algo ali da qual eu podia provar a Edward quem ela realmente era.
Só não entendia porque estava ali àquela carta, era tão confuso e duvidoso.
Custe o que custasse a verdade sempre aparece.
Edward não demorou muito e logo saiu vestindo apenas uma boxer branca, seu abdômen ainda molhado, fitei as gotículas escorrendo pelo seu corpo, só de imaginar que eu podia secar uma a uma apenas com a língua...
Edward sorriu para mim quando percebeu meu desejo e se aproximou de mim. Podia sentir a temperatura que emanava de seu corpo, quente!
- Certeza que ir ao cinema? – sussurrou em meu ouvido.
Droga!
Grudei meus lábios aos seus o puxando para a cama. Edward gargalhou e voltou a me beijar enquanto e tentava ter forças para não fazer aquilo. Sentei em seu corpo, uma perna de cada lado de sua cintura e o beijei fervorosamente...
Meu celular tocou no bolso.
Foi ai que eu lembrei que deveria estar fazendo aquilo. Me separei dele no segundo toque.
- Ah não, Bella... não atende – murmurou descendo o zíper de minha jaqueta.
Olhei no visor. Era Alice.
- Eu preciso atender...
- Não. – Edward continuou tentando tirar minha roupa.
- Alô – disse ofegante.
- Bellinha, você está aonde?
- Em casa... não, estou na casa de Edward.
Edward não tinha desistido, enquanto lutava comigo para tirar minha blusa. Desceu seus lábios ao decote da blusa regata que eu usava e começou a beijar e chupar o vale dos meus seios. Mordi os lábios.
- Eu e Rose precisamos falar com você, é sobre a missão adeus Rachel.
Missão adeus Rachel?
- Acontece que... – porra, Edward tinha desistido de minha blusa e agora tirava meu sapato.– Alice... podemos falar depois, estou meia ocupada.
- Ok, depois falamos então.
Alice desliga o celular e Edward se deita ao meu lado.
Olhei para ele que ainda estava sorrindo.
- Você confia em mim? – murmurou.
Assenti.
Edward levantou e foi até seu guarda roupa. Eu não sabia o que ele iria pegar ali, mas percebi depois em suas mãos o pano de seda e cumprido. Uma gravata.
Arregalei os olhos, o que ele iria fazer? Por que disse que confiava nele?
- O que você...?
Edward tapou meus lábios com um dedo, subiu em meu corpo, uma perna de cada lado como eu havia feito antes.
- Fique bem quietinha.
Edward pegou minhas mãos e juntou uma a outra, depois fez com que eu estendesse os braços acima de minha cabeça, foi quando senti o pano em meu dorso. Edward amarrou minhas mãos junto á cabeceira da cama.
- Boa garota – sorri contornando meu lábio inferior com a ponta da língua. Verifica se fez um bom nó e sorri novamente.
Seus olhos brilham de excitação e seus lábios encostam-se aos meus em um rápido beijo.
- E agora, o que faço com você? – pergunta a si mesmo, lambe os próprios lábios quando seu olhar caí para o decote da minha blusa.
- Eu vou beijar cada centímetro do seu corpo, Srta Swan.
Srta Swan? Oh meu Deus!
Suas mãos percorrem meu corpo, Edward levanta minha blusa até onde pode deixando meus seios seminus a mostra.
Ele abre com destreza o fecho frontal do lingerie e sorri vitorioso ao ter meus seios em suas mãos. Eu gemo.
Com as mãos ergui meu queixo, empurrando e dando acesso ao meu pescoço.
Torturante sua língua percorre minha garganta, mordendo, chupando, beijando, beliscando minha pele até que chega a base de meu pescoço fazendo-me arrepiar violentamente.
Eu quero tocá-lo, mas era impossível. Ergui meu corpo e Edward parou.
- Não se mova, ou vamos começar novamente.
Maldito!
Edward volta a beijar minha garganta percorrendo o mesmo caminho anterior.
- Eu quero te tocar, por favor... – peço.
- Eu sei, Srta Swan, mas fique quietinha.
Por que tinha que ser tão frustrante?
Edward desce seus lábios pela minha barriga, circula meu umbigo com a ponta da língua, morde.
Sinto-me molhada.
Suas ágeis mãos descem o zíper de minha calça jeans e a arranca do meu corpo lentamente, sem desviar seus olhos dos meus uma vez que fosse.
Olho para a sua ereção, seu membro duro pulsava na cueca pronto para ser acariciado.
Minha calça antes na mão de Edward foi para o chão.
Edward segurou meu pé esquerdo e o beijou delicadamente cada dedo mordendo com força o dedo mínimo o que me fez arfar, foi sexy!
Seus lábios subiram para o meu tornozelo, panturrilha, perna, coxa, quanto mais perto de minha entrada, mas molhada eu me sentia. Seus lábios pararam em minha virilha e depois desceram para o pé direito.
Droga! Aquilo era tão frustrante.
- Edward...
- Sr Cullen, Srta Swan me chame de Sr Cullen.
- Sr Cullen – gemo quando seus lábios voltam a minha coxa.
- Me diz o que quer Srta Swan.
- Quero você...
- Me dizcomovocê me quer.
Mordi os lábios reprimindo outro gemido.
Edward trouxe seus lábios a minha entrada.
- Eu amo seu cheiro, Srta Swan – ronronou.
- Edward...
- Sr Cullen! – repetiu.
- Sr Cullen... pelo amor de Deus – choraminguei.
Edward sorriu.
Seus lábios voltaram aos meus, nos beijamos por um longo tempo. Podia sentir seu membro roçando em meu sexo.
Edward se concentrou em meus seios, dando atenção aos dois. Mordendo, chupando, beliscando.
Eu estava a ponto de explodir em um orgasmo. Arqueei meu corpo já que não podia tocá-lo. Tentei controlar meus gemidos, mas era quase impossível.
Quando estava chegando ao clímax Edward parou.
Bufei.
Senti seus dedos afastando minha calcinha encharcada para o lado e me invadindo.
- Oh, porra – gemi enquanto Edward fazia um movimento de entra e saí com seus dedos ágeis.
Ele parava com frequência, eu já aguentava mais.
Nossos corpos suados se roçavam, meu cabelo grudava em meu rosto enquanto eu implorava para que deixasse eu chegar.
- Humm, você é muito apressadinha, temos que dar um jeito nisso.
- Sr Cullen... por favor... – choraminguei novamente quando senti que seus dedos me abandonaram.
- Você não me disse o que quer, Stra Swan – sua voz rouca de prazer murmurou em meu pescoço.
- Porra, me fode... agora – supliquei.
No momento seguinte senti algo se rasgando nas mãos de Edward.
Sem mais, Edward me penetrou de uma só vez, com força.
O orgasmo veio de imediato e não reprimi o grito.
Edward estocou com força e rápido até que chegou ao seu próprio orgasmo enquanto eu começava a ter outro, um orgasmo múltiplo.
Ainda ofegante Edward se deitou ao meu lado, um sorriso brincava em meus lábios.
- Então... ainda quer ir ao cinema? – perguntei minutos depois.
Revirei os olhos como resposta e o beijei.
- Que estória é essa de Sr Cullen e Srta Swan?
- Você que começou com está estória – lembrou-me.
- Certo – assenti. – Isso me deu uma ótima ideia – murmurei para mim mesma.
- Que ideia? – ele perguntou.
- Nada... só pensei alto. – sorri.
Ele deu de ombros e me abraçou.
- Fica comigo essa noite?
- Não posso, amanhã começa as aulas na faculdade, tenho que estar bem cedo lá.
- Humm... quer dizer que não terei mais você entrando pela minha porta toda linda pela manhã?
- Não, mas me terá pela tarde – sorri.
Edward sorriu também.
- Eu te amo.
- Eu também te amo, muito. – Respondi.
***
Rachel’s POV
Senti-me tão feliz quando encontrei a carta, quer dizer, quando vi que a mesma estava nas mãos da Isabella.
É horrível a sensação de pensar que ela possa ter lido. Eu tinha mentido sobre o conteúdo, é claro, mas se Bella tivesse lido ela saberia a verdade e contaria a Edward.
Eu não podia perdê-lo, eu ainda o amo e quero ficar com ele, mas era difícil. Ele não me amava mais, só tinha olhos para Isabella. Não que eu a odiasse, pelo contrário, ela é uma boa pessoa e se não consegui fazer Edward me amar novamente eu irei entender, mas não seria por isso que eu iria desistir dele. Eu sabia que lá no fundo ainda existia algum sentimento por mim. Ele amava a Mel e a Nessie e sei que faria qualquer coisa pelas nossas filhas.
Assim que os deixei no quarto sozinhos engoli em seco e tentei limpar as lágrimas, era difícil ver Edward beijando outra pessoa, tocando outra pessoa.
Entrei no meu quarto. Mel ressonava tranquila em seu berço.
Eu deveria queimar aquela carta, picar em milhões de pedacinho e jogar fora.
Meu celular tocou uma mensagem. Coloquei a carta em cima do criador mudo e verifiquei a mensagem.
Droga! Era James.
Na mensagem dizia:
“Não me ignore. É urgente.”
Não ignorá-lo?
Entrei no histórico de mensagens e percebi que havia um número a mais do que da última vez.
Meu coração disparou. Isabella tinha lido aquela mensagem.
James dizia que meu tempo estava acabando. Que história e essa?
Suspirei.
Envie-lhe outra mensagem marcando lugar e horário que poderíamos nos encontrar amanhã.
Dei um beijo em Melanie e desci as escadas tentando me recuperar da hipótese de Isabella ter mesmo lido a mensagem. A minha única sorte, ou não, era que não tinha o nome de James.
Desci para ficar um pouco com Nessie. Ela estava vendo uma série e parecia mais entediada que tudo.
Nessie sorriu e deitou a cabeça em meu colo, fiz carinho e brinquei com seus cabelos.
- Você está bem, mamãe? – perguntou.
Eu não estava prestando atenção na série, nem sabia por qual motivo Nessie estava gargalhando há um tempo.
- Sim – minha voa sairá um pouco embargada, pigarreei. – Sim – respondi novamente.
Nessie se levantou e olhou para mim. Sorte minha que a luz estava apagada.
- Está chorando? – sua voz mostrou a tonalidade de preocupação.
- Não, não estou – menti.
- Quer que o chame o papai? Está passando mal?
- Não, não chame seu pai. Eu estou bem, querida. Não se preocupe comigo, está bem?
Nessie assentiu, mas continuou me olhar.
- Mãe... – pausou. Pensou por um tempo a procura de palavras. Fixei meu olhar no seu. – Você ainda ama o papai, não é?
Suspirei. Nessie segurou minha mão, deu um mínimo sorriso.
- Sim, Nessie. Eu o amo, muito. – Confessei.
Nessie fez uma careta.
- Você não merece isso, sinto muito.
- Tudo bem, eu entendo.
- Sabe, por muito tempo eu tive medo de que isso acontecesse. Não queria que voltasse e visse que o papai estivesse com outra.
- Nessie, eu fiquei tempo suficiente fora. Ele tinha todo o direito de se apaixonar novamente, de amar novamente.
- Sim, você tem razão.
- Tenho certeza que Isabella é uma boa pessoa.
- Ela é – Nessie assentiu.
- Sabe, acho que eu deveria procurar um apartamento e...
- Não. Como assim? Não é porque você não está com o papai que não pode morar aqui. Aqui também é sua casa, ainda somos uma família.
- Sim... mas é complicado, filha. Você não irá entender agora, mas será melhor. Imagine se o seu pai se casar com a Isabella. Não poderei ficar morando aqui.
- Não precisa ir embora, mamãe. Você prometeu que nunca mais me deixaria.
- Não vou te deixar. É pelo bem de vocês, ok?
- Como assim?
- Você não irá entender nada disso agora.
Nessie assentiu e me abraçou.
Assisti a mais um episódio com ela. Uma série de comédia e desta vez eu entendi a piada. Fiz pipoca, tomamos sorvete. Foi uma longa noite, até decidi ir para cama. Teria um longo dia.
***
A manhã estava gelada. Vesti Melanie com seu casaco mais quente, iria levá-la comigo.
Tinha muita coisa a fazer neste dia, incluindo procurar um emprego. Não tinha me formado na faculdade de direito para fica desempregada.
Mel estava inquieta, agitada demais para o normal.
Descemos para o café da manhã. Apenas Edward se encontrava a mesa. Vestindo seu terno habitual, o cabelo penteado de uma forma sexy. Lia um jornal.
- Papai! – Mel sorriu ao ver Edward e o mesmo largou o jornal pegando a pequena de meus braços. Um grande sorriso tomou conta de Edward.
- Oi, minha bebê, linda!
- Bom dia, Edward! – assenti me sentando ao seu lado.
- Bom dia, Rachel – sorriu para mim. – Acordou cedo, hoje! – completou assim que colocou Mel em seu cadeirão.
- Sim, tenho uma entrevista de emprego às 8h00 AM. – Não era mentira, somente o horário eu tinha alterado.
- E vai levar a Mel? – perguntou, depois de beber seu café.
- Sim... vou comprar roupas para ela depois.
- Não é recomendado levar uma criança a uma entrevista de emprego.
- Eu sei que não, vou deixar Mel com a Esme e depois volto para apanhá-la.
- Claro! – sorriu. – Rachel, você sabe que pode voltar a trabalhar na editora.
- Sim, mas não sei se é isso que quero...
- Rosalie está precisando de um novo advogado, caso queira falar com ela...
Ele deu de ombros. Servi-me de chá e mordisquei um pãozinho. Mel bebia seu leite na mamadeira preparada por Heidi.
Assenti como resposta. Eu gostaria de trabalhar em lugar sabendo que Edward estaria ali também e que logo mais a frente estaria Isabella e que ele a amava e que não teria mais chances... Suspirei.
Edward olhou-me por um momento, cruzou as mãos apoiando o queixo.
- Rachel... nós... eu preciso te dizer alguma coisas, espero que entenda.
Edward disse cada palavra lentamente, olhando nos meus olhos.
Endireitei-me, eu tinha medo. Eu era culpada.
- A Bella... – ele pausou, pensou. – Eu e a Bella passamos por muitas coisas juntos, nosso relacionamento sobreviveu a um terremoto de situações difíceis. Nessie não facilitou para ninguém. Eu amo a Bella...
Ah, se ele soubesse o quando era difícil ouvir ele dizendo essas palavras e continuar olhando em seus olhos sem demonstrar a dor que eu sentia.
- E ela se sente ameaçada tendo você tão perto de mim. Eu não a julgo, eu entendo e faria o mesmo se estivesse em seu lugar. É complicado e desconcertante para ela que moremos na mesma casa...
- Tudo bem – engoli em seco. – Eu entendo, Edward. Quer que eu saia?
- Calma, não é assim... – Edward pareceu sem graça sem saber o que dizer.
Aquele era Edward, tentando agradar a todos.
- Eu consegui um apartamento legal para você. Fica há quinze minutos daqui, então não precisa se afastar da Nessie. Vou lhe passar o endereço, e tenho uma visita agendada com o corretor hoje, as 19hrs. Tudo bem para você?
Edward explicou tudo muito rápido.
- Sim, tudo bem.
- Olhe, Rachel, vai ser melhor assim, para nós dois.
- Não se preocupe. Eu estava mesmo procurando um apartamento.
- Eu vou arcar com as despesas de vocês, fique tranquila.
- Não se preocupe, assim que estiver empregada eu irei lhe devolver seu dinheiro.
Edward meneou a cabeça negativamente, bebeu mais de seu café.
- Eu preciso ir – fitei relógio e me levantei.
- Também estou de saída. Aliás, tem outra coisa... sei que é desnecessário, mas eu faço tudo pela Bella, então hoje eu vou falar com Carlisle e pedir para ele marcar um exame de DNA no hospital.
Meu coração disparou.
- Um exame de DNA? – minha voz saiu alterada.
- Sim, sei que a hipótese de Melanie não ser minha filha é ridícula, mas eu acho melhor fazermos. Tudo bem?
Engoli em seco. Demorei a responder.
- Rachel?
- Sim... – respirei profundo. – Tudo bem – sorri forçadamente.
- Bem, eu preciso ir trabalhar. Quer uma carona?
- Não... não precisa, eu pego um táxi – sorri minimamente.
Edward assentiu e me desejou um ótimo dia. Sentei-me no sofá. Aquilo não estava acontecendo comigo.
Por que Isabella tinha que ser tão enxerida? Ela sabia da verdade?
Peguei Mel em meu colo e saímos. O táxi estacionou no meio fio, entramos. Disse ao motorista o endereço e seguimos.
Encontraria com James em uma cafeteria um pouco afastada de Forks.
Alguns minutos se passaram. Em minha mente, centenas de coisas passavam.
Paguei o taxista pelo serviço e entrei na cafeteria.
Não tinha visto James até o momento em que o mesmo entra pela porta com um sorriso esnobador.
- Vamos nos sentar ali – disse ele apontando para a mesa mais afastada e vazia.
James brincou com Mel que o reconheceu de pronto. Ela gostava dele.
Nos sentamos.
- O que quer, James? Seja breve. – Disse.
- Não deveria tratar-me assim, você me deve.
- Não te devo nada, você sabe disso.
- Vejo que você já se esqueceu de tudo o que fiz por você.
- Escute aqui, James. Eu não pedi sua ajuda em momento algum. Você prometeu que me deixaria em paz.
- Sim, eu disse isso, mas houve um imprevisto e não sei mais a quem ocorrer se não for você.
- O que foi desta vez?
- Preciso de dinheiro – foi direto.
- Quanto? – disse tirando a carteira da bolsa. – Depois que eu te der dinheiro vai me deixar em paz?
James gargalhou e empurrou minha carteira para dentro da bolsa.
- O que?
- Enriquecei de um dia para o outro?
- 100 dólares são tudo o que tenho no momento.
James riu novamente.
- Eu preciso de 100 dólares sim, mas multiplicados – deu de ombros.
- Não entendo – ergui as sobrancelhas.
- Preciso de 10.000 dólares, Rachel.
- Meu Deus! – gargalhei. – Acha mesmo que eu tenho esse dinheiro?
- Você não, mas Edward tem.
- Nem pense nisso.
- Já pensei, eu preciso desse dinheiro, ok?
- Porque precisa tanto? O que vai fazer com essa quantia?
- Estou devendo três agiotas, ok? Três – repetiu. – Os caras estão atrás de mim e quando me encontrarem e eu não tiver a grana deles vão me matar.
- Isso é problema seu James. – Disse me levantando.
- Hei – segurou em meu braço. – Sente-se.
Olhei nos olhos ameaçadores de James. Sentei-me.
- Edward não vai me dar este dinheiro, e eu também não vou te dar.
- Bem... nós temos muito segredos, minha querida.
- Não estou mais com Edward, não me importa mais.
- Ah sim, ele sabe que você o traiu durante dois anos?
- Cale a boca!
James gargalhou.
- Você ainda gosta dele, não é?
Não respondi.
- Ah, Rachel! Bons tempos. Sinto a sua falta. Não sente a minha?
- James, por favor.
- Eu ainda gosto de você – agora ele estava sério e por incrível que pareça acarinhou minha mão. Puxei para mim.
- James, eu não posso fazer nada para ajudá-lo, sinto muito.
- Ok. Vamos fazer assim, você quer o Edward, certo?
Assenti.
- Por mais que isso seja difícil para mim eu posso te ajudar, posso tirar aquela garotinha do caminho dele, me entende.
- Deixe-a em paz, James.
- Não posso acreditar que está ajudando a Isabella.
- Não vai ser jogando sujo que vou ter Edward, não o quero assim. Quero reconquistá-lo sim, mas com caráter, não preciso passar em cima de ninguém.
- Se não me ajudar, eu conto toda a verdade a Edward e a família dele.
Suspirei.
- Ele irá saber a verdade de qualquer forma.
- Como assim?
- Hoje cedo ele pediu um exame de DNA.
- Bem... Se você cooperar comigo ele saberá a verdade – James sorriu.
Continua...
Notas finais
Poxa, Rachel pegou a carta. Quem ai está curioso para saber o que tem de tão importante? Alguém arrisca um palpite?
Vcs viram que a Rachel não é tão vadia, ela protegeu nossa Bellinha,né. Ou está se fingindo de boazinha.
E ela ama mesmo o Ed e está disposta a fazer tudo para te-lo de volta, veremos.
Momento Beward sem comentários. Só acho que Bella tem que revidar e fazer Edward implorar tbm ,kkkkkk
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Momento Marketing
Amores, não sei se vcs já sabem, mas estou com um novo projeto de fanfic. Em uma parceria junto com a Jess M Cullen ( ela escreveu Sixteen e Sixteen in another life - hiper recomendo, fanfic ótima., então estamos nesta parceria. Não sei se será uma long ou short, aliás não sabemos, depende do desenvolver da história. Postamos o prólogo há pouco tempo, vamos esperar chegar até 10 reviews e postar o primeiro capítulo. Se vcs se interessarem e ler e entrar em mais uma aventura comigo é só acessar o link: https://fanfiction.com.br/historia/253205/True_Colors/
Espero ver vcs por lá e espero que gostem!
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Bem, depois do momento descarado de marketing eu vou indo.
Espero realmente que tenham gostado deste capítulo.
Comentem e me façam feliz e inspirada.
Até breve.
Beijos Mil da LSCullen
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