A Namorada Do Papai
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Estou postando mais um capítulo para vocês!!
Primeiramente, obrigada a todas que comentaram!! Fiquei muito feliz com os comentário.
bmasen e jeomvb um milhão de beijos em cada uma de vocês. Lindas as recomendações, sério, gostei muito, muito mesmo!! Portanto, este capítulo é inteiramente dedicado a vocês duas ♥
Bem, vamos ler?
Boa leitura a todas!
Renesmee’s Pov
Eu não sabia ao certo para que era todo aquela reunião familiar, nem ao menos fui avisada. Sentia-me deslocada, como se não fizesse mais parte desta família, todos me odiavam por causa da Isabella.
Estava conversando com Natalie pelo facebook.
- Renesmee – era a voz do meu pai, eu só não tinha descido ainda porque queria ver se iriam ou não me incluir neste jantar.
Desci a escada, olhando para todos. Meus avôs, tia Rose e tio Emm. Isabella.
- Não sabia que teria um jantar em família hoje – menti, olhei para o meu pai. Ignorei Isabella.
- Foi tudo de ultima hora, querida, sente – vovó me disse sorrindo.Dei de ombros e me sentei como os outros.
- Edward tem algo especial para nos contar – disse meu avô, mas ao mesmo tempo sorriu para Isabella.
Rapidamente olhei para ela, sem que percebesse meu ato.O que era tão importante?
Por que eles estavam todos sorridentes para a Isabella?
Cruzei os braços na barriga, esperando a tal noticia. O que quer que fosse se tivesse a ver com Isabella e ele, não seria interessante para mim de qualquer forma.
- Não é especial... – comentou o traidor, quer dizer, meu pai. – No entanto, importante.
- Importante? – tio Emm colocou a mão no queixo pensativo. – Bella está grávida? Vocês vão se casar?
Ouvir aquelas palavras me fizeram sentir um frio imenso na barriga. Ela não poderia, quer dizer, era o fim dos tempos... impossível.
- Não – ela respondeu um tanto surpresa, meus pensamentos suspeitos se acalmaram em minha mente. Graças a Deus!
- Chega de enrolar, já guardei isso só para mim por muito tempo... – disse meu pai.
- Você é gay?
- Porra, Emmett, cale a boca – o traidor quase gritou, estava nervoso, ansioso e não muito feliz para dizer: Eu e Isabella vamos nos casar.
Ele olhou para Isabella, a mesma segurou sua mão. Depois seus olhos seguiram até eu e se fixaram.
Coloquei o queixo apoiado nas mãos, tudo aquilo era um tédio.
- Eu... eu escondi algo de todos vocês, na verdade, apenas Alice é ciente disso. Sei que foi totalmente errado, mas naquela época meu sofrimento e a dor falavam mais alto... – meu pai ainda olhava para mim. Quando começou a falar as palavras dor e sofrimento me endireitei na cadeira. – Todos nós sofremos quando... Rachel se foi – não estava muito confortável ali, falando da minha mãe... por que estava tocando naquele assunto justo agora? Por que hoje? O que ele escondeu de nós? – O que eu quero dizer é que... – meu pai se calou por um momento. Como se esquecesse o que ia falar ou como se não tivesse coragem de dizer.
Uma ansiedade tremenda estava em mim. O que ele tinha a dizer sobre a minha mãe?
– Rachel não morreu.
Demorei certo tempo para absorver as palavras.
Todas passavam em minha mente, sendo filtradas uma a uma. Eu jurava que tinha entendido errado, mas cada letra, cada timbre fazia a junção de palavras. Palavras que em segundos fizeram minha pulsação aumentar, meu coração disparou desesperado. Eu negava a mim mesma, claro que ele não estava falando a verdade, mas em seus olhos estava tão convicto que eu acreditei. Milhares de coisas passaram em minha mente, não sei por quanto tempo meu corpo ficou inerte, eu não sabia qual reação tomar. Minha boca havia secado totalmente, minha garganta ardia em protesto ao meu silencio, meus olhos ardiam desejando libertar a lágrima e assim se fez, apenas uma lágrima.
Todos diziam e não falavam nada ao mesmo tempo, era confuso, era estranho.
Por que meu peito doía tanto? — Renesmee eu... – ouvi ao longe meu pai dizer. — Por que escondeu isso de mim? – foi a única coisa que consegui pronunciar, se quer ele ao menos ouviu.
- Me desculpe... eu só queria acabar com todo o sofrimento...- Você nunca acabou com ele, nunca... não tinha esse direito. – Sem que eu realmente quisesse meu cérebro recebeu o comando.
Meu corpo agia mais por impulso do que racionalmente. Levantei-me da cadeira, eu queria gritar... correr e ir para bem longe, onde eu pudesse chorar sem que ninguém visse meu fracasso. Eu queria ficar sozinha, e pensar, e pensar...Minha pernas, tremulas por sinal, caminhavam para o caminho até porta de saída.
- Renesmee – chamou, uma voz feminina.Virei-me e olhei Isabella.
Ela olhou em meus olhos, como suplica para que eu ficasse. Fiz o mesmo por um tempo, mínimos segundos e depois voltei a andar.- Filha, por favor espere, eu vou contar como realmente aconteceu. Senti braços tentando me impedir, mas os ignorei.
Abri a porta e então uma brisa gelada inundou meu corpo. O vento protestava contra meu corpo, fazendo me tremer enquanto eu corria sem saber para realmente ir.
Meus cabelos vezes ou outra ricocheteava meu rosto grudando-se as lágrimas, mas eu não me importava.
Eu não sabia se a dor que estava em meu peito era a dor que sentira antes, ou a dor de prender a respiração enquanto corria... talvez as duas.
Percebi que corria, ofegante, e quase chegando a via principal. Eu sabia onde eu queria estar, com quem eu queria estar.
Alguns dois ou três quilômetros, eu chegaria à casa de Jacob.Meus olhos estavam ofuscados.
Em minha mente milhões de coisas passavam, nada muito concreto para falar a verdade, confusão de vozes, cores, sentimentos...
Uma luz me cegou por um momento, uma luz muito forte. Ouvi um barulho muito próximo a mim, como uma buzina, não sei muito bem.
A luz se aproximava a cada segundo, então uma freada brusca, algo se chocou contra meu corpo.
Parece que tudo havia sido em câmera lenta, choquei-me contra algo de ferro, a lataria de um carro, ouvindo o mesmo se retorcer com o peso do meu corpo, então depois sendo arrasta para algum lugar embaixo do mesmo.
Uma guinada de rodas. Primeiros minhas costas impactou com o chão frio depois minha cabeça, causando um barulho alto e uma dor horrível, suspirei.
Meu corpo parecia estar em alerta em cada ponto, sentia cada centímetro dolorido; em alguns pontos ardia, em outros doía demais, era insuportável.
Eu queria gritar, pedir para que tirassem aquela dor de minha perna, mas o único som não passava de um gemido.Não conseguia me mexer, tinha uma das pernas, a que doía menos, no entanto estava presa.
Minha visão ficou turva, algumas lágrimas se concentravam ali. Minha respiração era escassa, isso eu podia perceber, era como se eu estivesse afastada de tudo.
A voz de alguém me chamando, mas era longe, muito longe.Meu peito doía, eu estava com medo, com muito medo.
-... Hei, garota... fique comigo... olha para mim.... consegue falar? – meu olhar seguiu até a voz masculina.
Era um homem moreno, minha cabeça pendia em seus braços e sua mão segurava meu rosto, ele falava e falava, mas a cada segundo eu o via mais longe.
Fechei os olhos, um sono me inundou, mas algo batia em meu rosto e fazia abrir os olhos novamente.
-... Não dorme... fica comigo, ok...
- Está... doendo – consegui murmurar, foi tão baixo que o homem de cabelos escuros e oleosos abaixou-se para ouvir.
Murmúrios e mais murmúrios, as vozes aumentavam a medida que o tempo passava, minutos que pareciam horas dolorosas. Fechei os olhos novamente.
Cada lufada de ar ardia quando chegava aos meus pulmões, eu sentia que sufocaria a qualquer momento.Uma sirene ao longe fez com que eu abrisse os olhos me tirando daquela confusão mental, tampouco consegui mantê-los abertos.
Uma voz feminina perguntou algo ao homem de cabelos negros, algo que eu não fui capaz de entender.
Eu podia sentir a umidade em minha cabeça, meu cabelo. Deliberadamente minha mão foi para o lugar, algo viscoso, meio grudento de certa forma manchou minha mãe.
Pelo cheiro era sangue.Ouvi passos ao meu lado e então abri os olhos novamente.Um para-médico abaixou-se ao meu lado, meu corpo voltou para o chão frio e o homem de cabelos negros se afastou.
Tentei me levantar, mas foi em vão, mãos me impediram.
- Fique quietinha... ok. – Uma voz feminina.Murmúrios vinham de todas as partes.Sentia-me cansada, fechei os olhos novamente.
Tudo o que eu queria naquele momento era poder respirar e que a dor passasse.
-... A perna direita está quebrada... – informou ao longe. – Sinais vitais baixos... está com dificuldade para respirar...
Minha visão – agora – mas ofuscada e confusa que antes percebeu mais pessoas ao meu lado.
Senti meu celular sendo tirado do meu bolso e alguém o usava. A inconsciência me tomou novamente.
-... Hei, garota... fica comigo... me diz seu nome – sua mão se chocando de leve com o meu rosto.
Abri os olhos, as lágrimas fluíam a dor aumentava.
- Me diz seu nome – perguntou uma voz masculina.
- Está... doendo muito – conseguiu murmurar.
- Eu sei... me diz o seu nome.
- Rene... Renesmee – sussurrei.
- A respiração dela está muito fraca... temos que levá-la logo – alguém gritou.
Alguns movimentos ao meu lado, uma contagem e então eu estava deitada em algo plano.
Choraminguei.
Eu não queria morrer.Colocaram uma espécie de mascara em mim, não sei muito bem o que era... mascara de oxigênio ouvi alguém dizer.
Pude respirar novamente.
Mas minha cabeça doía tanto... e porque eu me sentia tão fraca, como se algo me arrastasse para a escuridão, para o estado de inércia.
- RENESMEE – alguém gritou. Mais uma lágrima escapou, era o meu pai... eu ia poder vê-lo mais uma vez, eu poder dizer que o amava.
- Ela é minha filha – ouvi seu resmungo, angustiado, preocupado.
Fui colocada então em uma maca, enxerguei uma luz forte em meu rosto, mas era só a luz do veículo da qual me colocavam.
- O que aconteceu com ela? – Ouvi meu pai perguntar. – Renesmee? – chamou-me.
Abri meus olhos e lá estava ele, senti sua mão na minha, eu sorri.
- Pai...
— Eu estou aqui, filha... o papai ta aqui – sua voz era lancinante. Chorosa.
- Pai... está doendo...
- Vai passar meu amor, vai passar.
- Eu... não quero morrer papai – lágrimas e mais lágrimas. Meu pai estava debruçado sobre a maca, para melhor ouvir meu farfalhar.
- Você não vai, filha. Claro que não vai – senti o aperto de sua mão afrouxar, sua voz cada vez mais longe.
- Pai... eu te...
Edward’s Pov
- Renesmee? Renesmee, filha fala comigo – implorei.
Vê-la ali naquele estado, seus olhos fechados sem responder a mim.
- O que aconteceu? – gritei me afastando dela. – Por favor... ela...
- Calma, senhor. Ela só desmaiou, temos que levá-la – informou-me um dos para-médicos.
A maca foi para dentro da ambulância. Olhei as portas se fecharam.
Mordi os lábios reprimindo toda e qualquer dor que eu sentia naquele momento.
Vê-la machucada daquela forma me destruía de dentro para fora.
Passei as mãos no cabelo, eu não sabia se minha filhinha, minha única filhinha iria sobreviver.
Senti braços envolta de mim. Era a Bella, ela chorava assim como eu, mas mesmo assim tentava me reconfortar.
- Vai ficar tudo bem, amor – chorou.
Limpei minhas lágrimas. Olhei para o carro da qual tinha atropelado ela e o irresponsável.
- Por que você não parou? Por quê? – gritei e parti para cima do motorista.
O mesmo me segurou pelo ombro.
- Calma cara, eu não tive culpa... ela apareceu do nada na estrada e não deu tempo... fica calmo, ela vai ficar bem.
- Edward, pare – olhei para o meu pai.
Balancei a cabeça negativamente e segui para o meu carro. Bella veio atrás de mim, um tanto apressada, ao invés de ir para o banco do carona ela apareceu em minha janela, abriu minha porta e estendeu a mão.
- O que?
- Acha que vou deixar você dirigir desse jeito?
- Está tudo bem...
- Edward? – interrompeu-me.
Assenti e passei para o banco do carona.
Bella assumiu o volante e logo deu a partida quando a ambulância seguiu estrada adentro.
***
Bella’s Pov
Dirigi atônita a tudo ao meu redor. Ver Nessie naquele estado foi a pior coisa a acontecer até agora.
A única coisa que eu sentia era pena, dela e de Edward.
Medo, muito medo de algo mais grave acontecer, ela estava realmente muito machucada; Edward nunca se perdoaria se algo acontecesse.
Em meio minuto tínhamos chegado ao hospital regional de Forks. Carlisle estacionou em uma vaga ao lado do carro de Edward.
Todos tinham fisionomia de preocupação. Emmett estava arrasado o tanto quanto Edward.
Segurei a mão de Edward enquanto caminhávamos pela entrada de emergência.
Agora Nessie estava com uma agulha intravenosa em sua veia, tomando soro.
Ver ela no balão de oxigênio me agoniava. Ela não conseguia respirar sozinha... meu coração pulsou com uma dor lancinante.
Edward seguiu ao lado de Nessie sempre segurando sua mão e murmurando que estava ali com ela, mas foi impedido quando entrou na sala de cirurgia.
Apenas Carlisle que era médico poderia acompanhar tudo. Edward sentou-se na cadeira e suspirou. Em seus olhos havia marcas de lágrimas.
- Ela vai ficar bem – murmurei e sentei ao seu lado. Ele olhou em meus olhos e assentiu.
- Como ela está? – perguntou o homem da qual tinha atropelado Nessie. Ao seu lado uma mulher.
- Vai passar por uma cirurgia agora, ela tem uma perna quebrada – expliquei, já que Edward não iria falar.
- Olha, eu juro que não deu tempo de parar... se eu puder ajudar em algo – disse olhando para Edward.
Dei de ombros.
- Você está aqui conosco, já é uma grande ajuda – Rose comentou.
- Ok – ele sorriu.
Liguei para a minha mãe, contando tudo o que tinha acontecido. Ela e Charlie queriam vir para o hospital.
- Não... mãe, já tem muitas pessoas aqui. Fique ai e cuide do papai, não é bom ele ficar em hospital, pode ficar doente.
- Você também, querida... qualquer noticia me ligue.
- Ok, mãe... E reze por ela mamãe, reze muito – sussurrei.
Renée murmurou que faria isso e depois desliguei.
Voltei para a sala de emergência.
Edward ainda estava quieto em um canto, seu queixo apoiado em suas mãos.
Peguei um copo com água no bebedouro ao lado e levei para ele.
Estendi o copo na sua frente, mas ele balançou a cabeça.
- Beba só um pouco, vai te fazer bem – murmurei.
Ele olhou para mim e depois pegou o copo da minha mão.
O copo de plástico tremia em seus dedos frios.
- Acho melhor você ficar mais calmo ou vai acabar em uma cama de hospital, com certeza a Nessie vai querer te ver quando acordar.
- Não consigo ficar calmo, Bella. Só de pensar que é culpa minha... de novo...
- Não – coloquei meus dedos em seus lábios impedindo-o de falar. – Não foi culpa sua, por favor, não diga isso.
- Primeiro Rachel, agora ela... quem vai ser o próximo? Você? Por que todos ao meu redor acabam machucados de todas as formas?
- Não diga isso, Edward pare de se martirizar dessa forma.
- Estou com medo – sussurrou. Suspirei e o abracei.
- Vai ficar tudo bem, ela vai ficar bem...
- Eu a amo muito, Bells.
- Eu sei, é claro que ama. Ele se soltou dos meus braços.
- Acho que você deveria avisar Alice e Jasper – disse.
Ele assentiu.
Pegou o telefone e discou o numero.
Ouvi de longe a voz animada da fadinha.
Edward explicou angustiado e com poucas palavras o que tinha acontecido.
-... Não, Alice não. Fique ai, não estraguem a lua de mel de vocês... ela... vai ficar bem – ele olhou para mim. – Sim... claro. Eu prometo. Tchau.
Edward desligou o telefone.
- Ela queria voltar, mas disse que não era preciso – informou-me.
Rose e Emmett levantaram.
- Nós vamos ter que ir para casa, já passou do horário da Heidi ir para casa, alguém ter que cuidar do Brian – Rose falou.
Edward assentiu.
- Qualquer noticia nos avise – Emmett pediu.- Ok.
Todo minuto passado era um martírio para todos nós. Esme conversava algo com Edward. Eu estava inerte ao assunto, não prestava atenção.
O homem e a mulher estavam lá também, esperando noticias.
- Desculpe, nós conversamos, mas eu não sei o nome de vocês.
- O meu nome é Heath, ela é minha esposa Lucy – sorriu fracamente.
- Eu sou Isabella, ele é Edward e Esme – apontei.
- Ele ainda está muito nervoso? Queria conversar com ele, mas acho que agora não é uma boa hora, não é?
- É, talvez depois... Edward é cabeça dura. Perdoe-o pelo que aconteceu antes.
- Tudo bem, no lugar dele eu faria a mesma coisa.
Edward e Esme levantaram em um movimento só.
Carlisle apareceu, com uma ficha na mão. Sua fisionomia não era nada boa.
Aproximei-me deles.
- Como ela está? Ela vai ficar bem, pai? – Edward perguntou.
Carlisle olhou para Esme, depois para mim. Ele estava hesitando demais.
- Me diz, ela está bem?
- Ela ainda está na sala de cirurgia... tem uma perna quebrada, contusões na cabeça. Tem dificuldade para respirar... e perdeu muito sangue, vai ter que passar por uma transfusão... O caso dela é grave.
Vi Edward morder os lábios com força.
- Quando eu vou poder vê-la e falar com ela? – ele perguntou.
Carlisle não respondeu de imediato. Algo a mais tinha acontecido.
- Edward... nós... – ele parou.
- Nós o que? Me diz logo pai.
- Tivemos que induzi-la ao coma... ela tem um grave edema no cérebro.
- Como assim? Ela... ela está em coma? Minha filha, em coma?
- Edward, acalme-se – Esme segurou seu braço.
Mais algumas lágrimas surgiram nos olhos de Edward e nos meus também.
- Meu Deus, porque isto está acontecendo comigo? – perguntou desconsolado.
- Precisamos de um doador compatível, a transfusão precisa ser feita ainda hoje – Carlisle disse.
- Carlisle eu... eu posso fazer isso – informei.
- Qual o seu tipo sanguíneo, Bella?
- O negativo – respirei rapidamente. – Sei que posso doar, já que é o tipo sanguíneo doador universal...
- Sim, você tem razão, mas ainda sim depende muito do DNA dela, vou colher uma amostra de seu sangue e vou ver se é dosável, se não houver alteração então você poderá doar.
Eu assenti freneticamente torcendo para que desse certo.
Nessie precisava de todos agora, de sua fé e de seu carinho.Eu a amava e faria de tudo para que ela ficasse bem.
Eu faria tudo por ela.
Segui Carlisle até uma sala que cheirava a álcool. Sentei-me em uma cadeira enquanto Carlisle vestia sua luva de látex e preparava uma seringa com agulha intravenosa.
- Você tem medo? – perguntou, enquanto passava um algodão molhado com álcool perto de minha veia evidente aos olhos.
- Não – sussurrei.
- Nem vou precisar usar o garrote, sua veia está bem evidente.
- Fica assim quando estou nervosa.
- Tudo bem... relaxe um pouco, vai doer menos.
- Ok.
Tentei fazer o que dissera, mas era impossível.
Meus pensamentos iam até Renesmee depois voltavam para Edward.
Senti algo sendo perfurado; uma picada incomoda e depois o sangue fluindo vermelho- escuro para dentro do tubo.
- Prontinho.
- Vai demorar muito para saber o resultado?
- Não muito, pode espera lá fora. Edward precisa de apoio.
Assenti.
Fui em direção a saída, mas parei antes de sair.
- Carlisle, ela vai ficar bem, não vai?
- Nós estamos fazendo tudo, Bella. Estou fazendo tudo o que está ao meu alcance. Eu a amo assim como todos que estão aqui... só nos resta ter fé e rezar muito por ela.
- Se eu puder ajudar em mais alguma coisa...
- Você já está ajudando, Bella. Muito obrigada, você é realmente alguém especial. Depois de tudo o que aconteceu com você naquela ilha... e você ainda está aqui, chorando por ela, orando e fazendo tudo para salva-la...
- Eu a amo, Carlisle.
- Eu sei. Obrigada por tudo.
Assenti e sai.
Edward olhou-me nos olhos novamente e eu percebi que ele precisava de mim naquele momento mais do que tudo.
Eu sabia que palavras de reconfortamento e repetir centenas de vezes que ela ficaria bem não diminuiriam seu medo, sua dor ou sua sensação de culpa. Mas o aliviava de certa forma.
Cada minuto ali passado era precioso para todos nós. A única coisa que eu queria era poder vê-la e dizer que eu a perdoava por tudo.
Que não tinha magoas ou ressentimentos e que sim, eu a amava muito.
Edward permanecia inquieto na cadeira. A cada vez que a porta era aberta ele olhava atento para o médico que passava batido por nós.
O que ele mais queria naquele momento era ouvir que ela estava acordada e que queria vê-lo, disse-me em um murmúrio abafado.
-... E se ela demorar a acordar? Uma semana, um mês... Um ano? – comentou.
Eu não respondi. Pois não havia argumento. Apenas segurei sua mão na minha o tempo todo e apertava quando ele se sentia desesperado com a situação.
Eu queria que ele soubesse que eu estaria ali, para sempre ao lado dele, sempre quando precisasse de mim.
- Meu Deus, amanhã é a formatura dela... ela estava tão animada – contou-me, passado vinte minutos desde a ultima vez que falara.
- Eu deveria ter dito a ela que a amo hoje, mas não disse...
- Ela sabe que você a ama, Edward.
- Nunca disse exatamente com essas palavras.
Só percebemos as coisas na pior das hipóteses, precisou acontecer isso para eu descobrir que sou o pior pai do mundo.
Suspirei pesadamente.
- Desculpe, você não precisa ficar ouvindo os meus lamentos, Bella. Parece cansada, que ir para casa?
- De maneira alguma, não saio daqui enquanto não sair o resultado da transfusão. Eu quero ajudar.
- Bella, eu te amo! – escondeu seu rosto em meu pescoço.
- Eu também te amo. Estamos juntos nessa, ok?
Assentiu e depois suspirou pesadamente. Era um suspiro de cansaço.
Passaram-se algumas horas, uma ou duas, não sei exatamente. Edward estava adormecido, sua cabeça em meu colo, ele apenas descansava, pois a cada movimento ele levantava a cabeça atrás de alguma noticia.
Carlisle ainda não me informará. Tinha medo de que não fosse compatível, então teríamos que ir atrás de um doador. Esme apareceu com dois cafés na mão. Entregou-me um.
- Obrigada.
Ela deu de ombros e sentou ao meu lado.
Seus olhos pesados às vezes fracassavam fechando-se, mas depois de mais um gole de café permanecia acordada.
Eu estava no mesmo estado.
Decidi descansar um pouco e então Carlisle apareceu.
- Ela já saiu da sala de cirurgia, está no quarto – informou-nos. – Bella, vamos?
Levantei no mesmo instante.
- Eu posso vê-la?
- Vamos começar a transfusão agora, filho. Talvez amanhã.
Ele assentiu.
Olhei para ele antes de seguir Carlisle.
O abracei por um momento. Seus lábios beijaram meu cabelo e depois o deixei.
Seguimos um corredor comprido, estreito e muito bem iluminado.
Dezenas de portas indicando o numero de quartos. Pensei que ficaríamos em algum daqueles quartos, mas passamos direto.
Havia outra entrada, uma porta maior; entramos em outro setor. Estávamos em uma UTI. O relógio de parede marcava 1:00 AM, era silencioso, exceto pelo bip constante.
Carlisle parou a uma porta, abriu a mesma e então entrou.
Hesitei um pouco, pensando se eu queria mesmo vê-la naquele estado.
Entrei e fechei a porta atrás de mim.
O bip incessante continha a sala. Nessie estava deitada, seu semblante calmo.
Milhares de fios pareciam estar ligados a ela. Em suas veias cateteres com soro. Aproximei-me. Sua respiração lenta, mas ao menos agora ela conseguia respirar sozinha. Deliberadamente eu segurei em sua mão. Sequei as lágrimas que se seguiram.
- Hei... você vai ficar bem, garota – murmurei. Eu sabia que ela podia me ouvir. – Eu... eu sinto muito por tudo. Fica bem logo Nessie. Edward precisa de você... eu... eu preciso de você. Eu te amo, garota. Seja forte! – suspirei.
- Bella? – Carlisle chamou. Soltei sua mão e segui para ao lado de Carlisle. — Deite-se aqui. Fique calma... isso pode acabar só amanhã de manhã.
Assenti freneticamente.
Carlisle saiu da sala, chamaria algum enfermeiro para ajudá-lo.
Aproveitei o momento em que estava sozinha e o silencio para fazer uma prece. O tempo todo fiquei ao lado dela, segurando a sua mão.
O que eu mais sentia falta era do seu sorriso naquele momento.
Eu queria a minha Nessie aqui comigo. A minha pirralha.
Eu sabia, eu sentia. Ela ficaria bem.
Continua...
Notas finais
Sério, to tisti!! Apesar de tudo, a Nessie não merece sofrer. Tadinha, caso dela é gravíssimo.
Tadinho do Edward, está sofrendo. Vocês acham que ele deve se sentir culpado??
Ahhh, nossa Bellita é tão sensível. Estão vendo, quando uma pessoa ama a outra não importa o que ela tenha feito de errado,ela sempre vai estar ali. Sempre dizemos: Só vemos quem realmente são nossos amigos nas hora difíceis e quem está lá no hospital chorando pela Nessie, rezando e fazendo o impossível para vê-la bem?
Essa Bella é mesmo especial gente tenho orgulho dessa personagem que criei.
Bem, capítulo foi um pequeno e bem dramático, né?
Não adianta, eu tenho dom para escrever dramas, incrível.
Espero que tenham gostado o tanto quanto eu. Vamos torcer pela Nessie!!
Comentem e recomendem muito!!
PS: Quem vai ver SWATH amanhã, levanta a mão!!
Até breve!
Milhões de beijos Robsten.
LSCullen
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