Muitas vezes Renesmee pegava-me desprevinida e sempre queria saber o que eu estava pensando. Não era todos os pensamentos que eu podia contar para ela, alguns eram meio que pessoais. Mas durante todo esse ano eu só me preocupava com duas pessoas, Charlie e ela. Charlie estava doente e Nessie sofria com a morte de Rachel, sua mãe. Tentava consola-la, afinal foi através disso que nos conhecemos. É uma garota tão boa com as pessoas, não merecia passar pelo que estava passando. Mas minha mãe sempre diz que o destino sempre nos prega peças, às vezes, temos que sofrer para aprender.

-... Já faz quatro anos que somos amigas e eu nunca conheci o seu pai! – falei quebrando o silêncio que rondava o meu quarto.

- Você sabe, ele vive para o trabalho e quando não está na droga da empresa está no motel com alguma vadia. — Nessie reclamou. — Um desrespeito para com a minha mãe!

- Ele nunca fica com você, não é? – Mas um fator que complicava a vida dela, a ausencia do pai.

- Eu não ligo para isso, ele faz isso desde que a mamãe morreu, ás vezes sinto falta dela.

- Ah, não fique assim Nessie, sabe que a mamãe a considera como filha.

- O que seria de mim sem a tia Renée? — perguntou sarcástica.

- Seria a pessoa mais faminta deste mundo. — respondeu a minha mãe, invadindo o meu quarto. — Se depender da Bella vocês vão morrer de fome.

- Acho que prefiro a fome do que comer a comida da Bella, não tenho boas lembranças do último invento calórico dela. — sorriu tirando sarro do meu super calórico sanduíche.

Só pude sorrir junto com ela, começando uma guerra de travesseiros que nem Renée escapou, mas a parte mais legal foi quando eu e minha mãe fizemos cocegas na Nessie.

- Rá, rá, rá, parem... por favor – implorou.

- Não até você pedir água – gritei atacando o seu pescoço novamente.

- Água, rá, rá, rá, eu me rendo. Água. — gritou no mesmo momento.

No momento em que tudo se acalmava, fomos até a cozinha comer o lanche que a minha mãe preparou. Já era tarde, Charlie havia chegado do hospital — mas uma sessão de quimioterapia que o deixava chateado e de mau humor — e o pai de Nessie não vinha buscá-la. Resolveu ligar.

- Pai, onde é que você está? — perguntou com a voz alterada.

Nessie ouvia de longe o discurso do seu pai e a cada palavra ficava mais nervosa.

- Tudo bem, não vai ser preciso... vou pegar um ônibus ou táxi, não sei. — desligou furiosa.

- O que foi que ele disse? — perguntei curiosa.

- Ele simplesmente esqueceu de mim, como todas as outras vezes. — emburrou-se, pegou sua mochila e colocou nas costas.

- Não vai embora sozinha, já está tarde, durma aqui hoje!

- Não posso, tenho aula amanhã, esqueceu que eu estou no terceiro ano? — ergueu as sobrancelhas.

- Pois é, eu sempre me esqueço, estou acostumada com a faculdade. — brinquei, Nessie odiava a ideia de ainda não estar na faculdade.

- Ah, é, com certeza as amigas da faculdade são bem mais interessantes, quem quer ser amiga de uma pirralha? — deu de ombros, fazendo manha.

- Awn, você é a pirralha mais ciumenta e amiga que eu conheço – baguncei o seu cabelo.

- Ok, eu também te amo Bella.

- Espere, vou te levar para casa.

Forks andava meio perigosa, Nessie tentou dizer que estava tudo bem ela ir de ônibus, mas a interrompi.

Estacionei na entrada dos Cullen.

- Não esqueça que amanhã temos academia, passo na sua casa depois da aula – disse a ela, fez uma careta.

A luz da varanda ascendeu, Nessie foi correndo para dentro, alguém abriu a porta e dei a partida no carro.

Olhei para trás com curiosidade, para ver o famoso despreocupado pai de Nessie. A luz fazia sombra em seu rosto, mas pude ver a forma de seu corpo, forte e musculoso e seus cabelos eram exageradamente bagunçados. Charmoso!

Eu sentia uma certa raiva por esse homem. Ele fazia Nessie sofrer, uma garota de dezesseis anos precisa da atenção e do amor de pai, já que fazia dois anos desde a partida de sua mãe, mas ele não entendia isso. Nunca estava presente, era por isso que eu e Nessie eramos amigas, tínhamos muitos aspectos em comum.

Cheguei em casa me sentindo exausta, desejei boa noite para o meu pai que se aborrecia com o jogo de beisebol. Tomei um banho rápido e respondi a mensagem de Mike, garoto chato que estava na mesma turma que eu . Estávamos no segundo ano de psicologia, ele achava que eu era afim dele, só ficamos uma vez, em uma festa que por acaso eu estava bêbada. Agora ele não largava do meu pé, parecia um cachorrinho atrás, dizendo que me ama. Muito chato.

Tive uma noite tranquila, algo que não acontecia há algum tempo. No fim da noite, quase de manhã tive um sonho, um sonho quente com... Edward Cullen, acordei assustada. Meu Deus, por que com ele? Nem o conhecia e ele era o pai de Nessie, não podia nem imaginar essas coisas. Nem sabia como era esse homem, mas no sonho ele era muito bonito, e nos beijamos apaixonadamente e bem o resto do sonho preferia nem lembrar.

Faltava poucos minutos para as seis horas da manhã, decidi levantar e tomar um banho. Graças ao bom Deus, hoje era sexta-feira, só ia mesmo hoje para a faculdade porque teria prova. A preguiça estava me dominando. Coloquei uma roupa não muito quente, parece que o sol resolveu aparecer.

Minha mãe e meu pai já estavam acordados como sempre, café pronto à mesa.

- Bom dia! — disse animada, primeiro dando um beijo em Charlie que corou e depois em Renée.

- Bom dia família! — gritou Jasper, logo cedo.

Esqueci de um detalhe, Jasper é meu irmão mais velho.

- Oi irmãzinha linda – deu-me um beijo molhado certamente para me irritar, ele sabia que eu odiava isso.

- Jasper não começa a pirraça-la. — ralhou Renée. Jasper sorriu sentando-se à mesa.

- Isabella, quem é Edward? — Renée perguntou, no mesmo momento engasguei com um pedaço de torrada, Charlie me ajudou e Jasper riu de mim.

- Edward? Não sei! Por que? — menti.

- Você falou esse nome durante a noite toda, teve pesadelos?

- Sim, horríveis. — menti novamente – Preciso ir, tchau!

Eu precisava sair de lá. Entrei no carro estarrecida com aquela situação. Além de sonhar com alguém que eu não conhecia, estava chamando pelo nome dele para todos ouvirem. Ótimo!

Dirigi absorta, só percebi que tinha chegado no estacionamento da faculdade quando Mike bateu na janela do meu carro.

- Você me assustou. — reclamei saindo do carro.

- Desculpe. — cumprimentou- me com um abraço demorado. — Pensei que estava paralisada, estava muito pensativa, aconteceu algo? — fomos para o ginásio.

- Não, não aconteceu nada. — dei de ombros.

- Então você recebeu a mensagem de ontem? — disse sem graça.

- Sim, Mike eu...

- Bells – chamou Angela interrompendo-me, Mike olhou feio para ela. — Casa do Jacob sábado, música, bebida e garotos – pulou animada, apenas sorri. — Não me diga que você não vai, foi um sacrificio para conseguir estes convites – apontou para os objetos. Comprei um suco de laranja, minha garganta estava seca, enquanto sentávamos a mesa antes de começar a aula.

- Desculpe, não vou poder, combinei de sair com Nessie, e além disso tenho que estudar, tenho trabalhos para fazer...

- Isabella, o que está acontecendo com você? Não participa de mais nenhuma festa.

- Só não estou afim de ir nesta, ainda mais sendo na casa de Jacob, sabe que não vai dar certo, nas festas dele sempre rola drogas, da última vez fiquei um mês de castigo, meu pai é policial, esqueceu?

- Claro que não – disse emburrada. — Quem é essa tal de Nessie que você tanto fala?

- Minha melhor amiga – disse naturalmente, Angela era a minha amiga, mas não a melhor.

- Ah pode levar ela na festa se não quiser furar o encontro de vocês.

- Nessie é menor de idade, quer dizer, ela já tem dezesseis vai completar 17 daqui uma semana, mas não vou levar ela em lugar como a casa do Black, o pai iria matá-la só de pensar.

- Ok, fique com a pirralha que eu arrumo outra pessoa – saiu trotando.

Bem, eu não ia ligar para isso, Nessie era a pirralha mais legal que eu conhecia.

A aula começou, depois de minutos entrei. O professor distribuía as provas. Questões difíceis e eu não havia estudado muito.

O resto da manhã foi tranquila. Fui para o trabalho ouvindo Have a nice day, minha música preferida do Bon Jovi.

Cantei o refrão animada, tocando uma guitarra imaginária, mas foi engraçado quando estava parada no semáforo cantando e no lado tinha uma família inteira rindo da minha cara. Acelerei rápido e fui para a editora rindo. Que vergonha! Da próxima vez eu cantaria com as janelas do carro fechadas.

Ser secretária não é a tarefa mais fácil do mundo, mas eu gostava da minha vida atual. Estava cursando o que eu gostava e sempre sonhei, tinha um trabalho fixo e podia pagar minhas contas, tinha uma carro de segunda mão e uma familia estável, não podia reclamar. Bem, a única coisa que eu não tinha era tempo, o que algumas vezes me estressava.

**

Troquei de roupa rapidamente e segui para a casa de Nessie, próxima parada, academia.

Buzinei umas três vezes e nada de Nessie aparecer; tive uma enorme vontade de bater em sua porta, mas logo a lembrança do sonho veio a minha cabeça. Acho que não estava afim de dar de cara com Edward.

Mandei-lhe uma mensagem, minutos depois a porta se abriu e uma Renesmee confusa e um alegre Jacob Black passavam pela porta. Espere ai, eu disse Jacob Black? Que diabos ele estava fazendo ali? Jacob saiu depois de beijar Nessie – no rosto – demoradamente e seguiu o caminho contrário, entrando em seu carro.

Renesmee entrou no meu carro, com o sorriso em volta da cabeça.

- Oi Bells. — sorriu dando-me um beijo.

- O que o Jacob Black está fazendo aqui? E de onde o conhece? — perguntei, um pouco nervosa.

- Ah, o nome dele é Jacob? Ele não me falou o seu nome, uma gato ele, não acha? — sorriu, ajeitando seus cachos pelo retrovisor do carro. Dei partida.

- Sim, ele é bonito. Mas o que ele estava fazendo com você, sozinhos?

- Hei, calma, porque está nervosa? Ele está na faculdade.

- Eu sei, é exatamente por isso que eu estou nervosa.

- Bem, na verdade eu não sei o que ele veio fazer, mandou que eu assinasse um papel no nome do meu pai e entregou-me um pacote, fiquei curiosa, mas não abri.

- Você assinou o papel?

- Sim.

- Não podia ter feito isso. Conheço esse cara, não é boa pessoa.

- Como sabe?

- Como eu disse, ele está na faculdade, na mesma que eu.

- Bem, eu só sei de uma coisa, ele é um gato e ficou caidinho por mim.

- Renesmee Carlie Cullen, nem pense em se envolver com ele.

- Rá, rá.

- Estou falando sério. — olhei firme para ela.

Era minha melhor amiga, não deixaria que ela se apaixonasse por alguém assim.

- Ok, ele me convidou para uma festa, neste final de semana.

- Também fui convidada, mas essas festas sempre rolam drogas.

- Só usa quem quer.

- Eu disse que não ia porque tinha marcado de ir ao cinema com a minha melhor amiga.

- Awn, tem razão esqueci, final de semana de ação, certo?

- Sim.

- Então, não irei a festa nenhuma – sorriu.

Ótimo! Consegui tirar a ideia de Jacob ser o homem ideal para Nessie. Pesadelo!

Chegamos depois de alguns minutos. Sessões árduas e seguidas de esteira e depois de descansar por 30 minutos fizemos mais uma hora de pilates. As horas passavam no meu dia a dia, que eu não era capaz de perceber.

Quando voltamos para casa já era noite.

- Você podia dormir na minha casa hoje, meu pai disse que quer te conhecer, eu disse para ele que tenho uma melhor amiga.

- Hmmmm... vamos deixar para semana que vem, já que a sua festa vai acabar tarde – opinei.

- Ok. eu espero sinceramente que o meu pai não esteja em casa no sábado.

- Por quê? Não vai convidar a sua família?

- Não, não é uma festa para família, é uma balada.

- Deveria convidá-los.

- O que aconteceu com você entre ontem e hoje? Parece até a sua mãe falando.

- Bem, eu só estou dando a minha opinião.

- Tudo bem – disse derrotada – Você tem razão em quase tudo o que fala.

- Eu sei! — sorri, convencida.

Deixei Nessie em sua casa e corri para a minha.

Hoje tinha o famoso espaguete com almondegas da Renée e minha tia Sue, seu marido Harry e Seth seu filho viriam para jantar.

Cheguei, rapidamente tomei um banho e desci para o jantar.

Estavam todos no sofá, um falando mais alto que o outro, gargalhando.

Seth e Jasper jogavam vídeo-game, mas assim que me viu na ponta da escada correu para me abraçar.

- Seth. — baguncei seu cabelo. — Há quanto tempo, hein? E puxa, como você cresceu.

O garoto miúdo e esguio que eu conhecia havia crescido, desenvolvido músculos e voz. Tinha apenas 17, novo bastante para namorar Nessie, mas nunca disse isso a ela. Eramos amigas e não mãe e filha.

- Bem... você está muito gata! — elogiou-me e não pude deixar de rir com os outros que prestavam atenção em nós.

Dei um abraço apertado em Sue e Harry, eram os únicos parentes que tínhamos aqui por perto.

- Casa cheia, família reunida, então vamos comer. — anunciou Charlie.

Fiz questão de sentar ao lado dos meus tios, não nos víamos há bastante tempo.

- Então Isabella, já está namorando? — perguntou a minha tia.

- Ah, — engasguei. — não – disse de boca cheia. — Não!

- Vocês não sabem... a Bella vai ficar para titia. — disse Jasper. Sempre o engraçadinho.

- Cale-se Jasper. Quem aqui mesmo tem vinte e dois anos e ainda mora com os pais? — zombei.

- Crianças não briguem – Renée disse.

- Não tem nenhuma criança aqui, Jasper fala mais que a boca.

- Tudo bem, assunto encerrado, os dois estão encalhados! — gargalhou Charlie.

- Já chega de falar da minha vida. — disse. Não queria ser o centro das atenções.

Tudo isso só porque eu nunca havia levado nenhum rapaz para o papai conhecer. Não queria entrar em relacionamento nenhum, não tive interesse por ninguém. Já cheguei a ficar algum tempo com alguns garotos, mas nada sério.

O resto da noite foi agradável. Falei um pouco sobre Nessie para Seth e ele pareceu interessado.

Eles foram embora algumas horas depois, agora só viriam nos visitar no próximo mês.Eu acho!

Nessie ligou confirmando o cinema de amanhã e logo depois eu dormi.

**

Estávamos na fila para comprar o ingresso quando meu celular começou a tocar alto o suficiente para todo mundo ouvir E.T da Katy Perry. O número era desconhecido e quando disse alô a pessoa desligou. Sempre faziam isso. Compramos pipoca, refrigerante e chocolate. Quando entramos na sessão já estava nos trailer. Eu e Nessie éramos apaixonadas por filme de ação, caras bonitos, poderosos e sempre salvama mocinha no final. Como eu tinha muita sorte deixei refrigerante cair na minha blusa e calça.

— Droga! — Renesmee ao invés de me ajudar estava rindo.

— Não se preocupe gata, deixa que eu limpo. — disse uma voz masculina, passando a mão em minha perna.

— Hey, tira a mão de mim, idiota! — esbravejei.

O cara sorriu e levantou os braços como culpado.

Tudo estava escuro, só era possível ouvir sua voz e seu sorriso safado.

Nessie olhou para mim, pegou o balde de pipocas e refrigerante, sorriu.

- Hey panaca. — chamou o cara assim que ele olhou para ela o balde de pipoca e o copo de refrigerante virou todo em seu colo. Meu coração disparou. O homem ficou furioso.

- O que? Você é louca garota? — gritou o homem se levantando sacudindo a calça ensopada. OMG! Nessie era louca. Gargalhou.

- Sua mãe nunca lhe ensinou a não mexer com uma dama?

Saímos de lá no mesmo momento, o homem estava muito bravo. Nessie e eu nos dobrávamos de tanto rir.

- Sério, nunca mais faça isso. — disse entre gargalhadas.

- Mexeu com a minha amiga, mexeu comigo. — sorriu.

- Valeu, aquele idiota mereceu.

- Acho que o conheço de algum lugar – ela deu de ombros.

- Sério? De onde?

- Não me lembro, talvez eu esteja enganada, não dava para ver direito.

- É, talvez.

- Perdemos o filme. — fez um biquinho.

- Hmmm... podemos ver outro dia. Vem, vamos comer alguma coisa agora.

O shopping estava cheio, mas não impedia nada.

- Então, Mc Donald's

- Claro. — sorriu, reservando uma mesa para nós.

**

- Depois daqui, podemos ir na minha casa e assistir filme. — opinou depois de alguns minutos.

- Ah, não sei...

- Ah, qual é Bells? Hoje é sábado, ainda está cedo e você nunca foi na minha casa.

- Mas, é que...

- Por favor? — pediu me interrompendo.

- Nessie é melhor não, seu pai pode não gostar.

- Meu pai não vai estar em casa. E por que ele não gostaria? Uma vez ele disse que queria te conhecer.

Não sei porque, mas eu tenho medo de conhecer ele. Fiquei em silêncio.

- Vamos Bella vai ser legal! — sorriu.

- Ok. — aceitei. Já estava na hora de conhecer parte da família de Nessie.

- Isso, depois do filme nós podemos tomar sorvete...

- Fazer cup cakes. — sorriu.

- Pular na cama e fazer guerra de travesseiros. — riu.

- Hmmm... obrigada Bella. — olhou em meus olhos.

- De nada... mas pelo que exatamente você está me agradecendo? — tombei a cabeça de lado.

Nessie demorou a responder.

- Bem... obrigada por ser a minha amiga, obrigada por tudo, desde que mamãe morreu eu sinto muito a falta dela, mas quando estou com você, que sempre me faz sorrir, o buraco em meu peito se preenche. Sei que isso é estranho, mas você lembra a mamãe... um pouco — uma lágrima serpenteou pelo seu rosto e é óbvio que eu também iria chorar com tanta fofura.

- Ah Nessie, eu realmente agradeço todos os dias a Deus pela sua amizade, fico muito feliz em saber que gosta de mim o tanto quanto eu gosto de você, irmãzinha! — ela sorriu me abraçando.

- Ok, chega de tanta melação, as pessoas vão pensar que somos lésbicas. — sussurrou e gargalhei.

- Amigos também dizem eu te amo.

Ela apenas sorriu.

Flashback

Nessie sempre foi muito alegre, quando a sua mãe Rachel morreu, ficou muito triste, mas não deixou de viver nem sequer um minuto. Nessie dizia que Edward ficou muito mal, ele a amava muito. Teve até uma época em que Nessie passou na minha casa, pois Edward estava deprimido e não queria que Nessie o visse daquele jeito. Depois de todo aquele acontecimento a rotina de Edward era de casa para empresa de empresa para casa, esquecendo-se da vida e da própria filha. Só alguns meses atrás que Renesmee me contou que ele está saindo com todas as mulheres da cidade. Mas que toda noite ele chora e sempre dorme com uma foto da Rachel em suas mãos. Não cheguei a tempo de conhecê-la, conheci Renesmee dois dias depois da morte de sua mãe, sozinha e olhando para o mar com os olhos ofuscado, chorando como criança. Naquele dia eu também estava mal, tinha acabado de receber a notícia de que Charlie tinha câncer.Nessie implicou comigo, disse que aquela praia era dela e que não podíamos ser amigas. Mas eu não liguei, mesmo estando mal eu queria consolá-la. Ela, Rachel e Edward eram unidos, mas um acidente de carro a matou. Aos poucos Nessie se acostumou com a ideia e desde então somos amigas.

Fim do Flashes

Terminamos de comer e depois fomos para a sua casa.

- Você podia dormir em minha casa hoje, não sei se o meu pai vai voltar. — fez um biquinho.

- Não vai dar, tenho que terminar um trabalho da faculdade.

- Ah.

Chegamos em sua casa depois de alguns minutos. Estacionei do lado de um carro que me deixou embasbacada, um Aston Martin V12 Vanquish lindo, aquele que era o meu sonho de consumo. Fiquei ali, babando, parada em frente ao carro enquanto Nessie ria de mim.

- Bells, você vem? — sorriu.

- Claro, claro. — dei um adeus ao carro, tropecei na escada, Nessie riu de novo e depois com muito sacrifício eu consegui entrar em sua casa. Nem preciso dizer que a mansão Cullen era linda, grande demais para morar só duas pessoas. Suas paredes eram brancas, os móveis antigos combinando com boa parte da tecnologia.

- Bela casa! — elogiei, adentrando a sala, que tinha um piano lindo. — Você toca piano? — perguntei tocando de leve nas teclas.

- Não, minha mãe tocava, ela ensinou a meu pai, mas eu nunca tive interesse em aprender.

- Hmmm... — andei alguns metros, do lado esquerdo tinha uma enorme TV e do outro lado uma lareira. Havia quadros e porta-retratos de Nessie e Rachel, mas nenhuma foto do Edward.

- Meu pai não gosta de tirar fotos. — pegou uma foto de Rachel na mão e me mostrou.

Ela era linda, parecida com Nessie, seu corpo magro e esguio mostrava suas curvas definidas. Só não entendia o motivo por Edward não gostar de tirar fotos.

Senti algo lambendo e cheirando o meu tornozelo, no começo eu me afastei e tomei o maior susto, mas depois que olhei para baixo vi uma coisa fofa. O cachorrinho de Nessie. Spoc um vira-lata da pesada como dizia Nessie. Brinquei e fiz carinho nele.

- Senhorita Renesmee – chamou uma voz masculina, viramos as duas no mesmo momento. Um homem alto, louro e bonito sorriu.

- Olá Caius, deixe eu lhe apresentar a minha amiga Isabella. — indicou-me.

- Olá Isabella. — estendeu a mão para um cumprimento.

- Caius diga a Heidi que vamos usar a cozinha.

- Sim, senhorita.

O homem saiu sorrindo.

- Quem é este?

- O mordomo... vem temos muita bagunça para fazer;

Mordomo? Renesmee sem duvidas vivia em um mundo totalmente diferente do meu.

Seguimos para a cozinha enorme. Tinha todos os ingredientes para os cup cakes, separamos todos os ingredientes e começamos a seguir a receita.

Aquilo estava muito sério. Joguei um pouco de farinha na Renesmee e claro que ela revidou jogando uma quantidade maior. Quando nos demos conta estávamos toda cheias de farinha. E um homem parado na porta olhando para toda bagunça, no mesmo momento eu parei de gritar.

Ele era tão perfeito, seu corpo musculoso, seu cabelo bagunçado, seus lábios... e o lugar que me prendeu, seus olhos verdes olhavam para mim, ele estava boquiaberto, olhando para o meu corpo assim como eu olhava para o dele. Aquele era o homem do meu sonho, era Edward Cullen.

Notas finais
Hey amores!
Aqui compartilhando mais uma fic com vocês.
Capa linda feita pela Jess M Cullen!!
Devo confessar que estou amando escreve-la,é muito divertida.
Bem, se leram o sinopse viram que a história é intrigante.
Escrevendo os capítulos com muito amor e carinho, espero que essa fic traga diversão e entretenimento a todos os leitores.
Quanto aos dias de posts, isso irá depender de vocês, se tiver reviews terá posts, ok. Então, não tenham medo de deixar a opinião de vocês, critica ou sugestão, coloquem os dedinhos para trabalhar.
Então, espero que gostem do primeiro cap.
Divertam-se!
BJOBJO
LSCullen