A Máscara de Loki
1 Capítulo único
Notas iniciais
Astrid e Michel estavam dentro do ônibus escolar, era uma viagem rápida, cerca de vinte minutos, ambos estavam dormindo.
- Hey garotos! Chegamos. O motorista falou chacoalhando os dois amigos, que, de tão amigos eram confundidos com irmãos.
Astrid praguejou em voz baixa enquanto Michel ria da reação da garota, meio grogue pelo sono. Saíram do ônibus. O loiro olhou ao redor e avistou um pássaro diferente em cima do muro, de penugem escura e olhos negros que pareciam ler sua alma.
- Um corvo! Astrid exclamou olhando para o pássaro negro, o qual levantou vôo e começou a grasnar, e, apesar do som ser considerado perturbador para muitos, para os “quase-irmãos” soou como um chamado, e eles o seguiram.
O corvo os guiou até a quadra de basquete abandonada, na parte de trás da escola. O mato alto chegava até seus joelhos, mas isso não era importante, diferente do corvo na cesta de basquete. Ele grasnou na direção dos adolescentes que sentiram uma lufada de ar em seus rostos.
Michel abriu a boca, mas a fechou antes de falar algo. Uma voz ecoou em sua mente, e notou que não era o único, pois Astrid olhava ao redor procurando quem falara.
- Eu sou Odin, o Pai de Todos. Rei de Asgard. Eu vos convoco para uma missão, jovens guerreiros. A voz masculina retumbante e grossa ecoou em suas mentes.
- Missão, Odin, mas que diabos... Astrid conseguiu falar, a confusão e certo temor explícitos em seu rosto. – Michel é alguma gracinha sua?
- Ei! Eu gosto de pegadinhas, mas não sei implantar uma voz na cabeça das pessoas. Retrucou olhando ao redor.
- Sei que é difícil para vos acreditar em minhas palavras após tanto tempo sem o contato entre os povos de nossos reinos. Contudo, tenho para vós, jovens guerreiros de Midgard, uma missão, que provará para Asgard que Midgard ainda possui força e honra. Retumbou Odin.
- Midgard? Sussurrou Michel para a amiga que traduziu:
- Terra.
- Mostrar a força e a honra da Terra? Isso interessou o garoto. — Qual é a missão?
- Encontrem a Máscara de Loki, crianças, tal objeto é poderoso e não deves cair nas mãos de um indigno. A voz falou. Também não falem o nome de Loki. Ele é esperto, vossa voz pode chamar-lhe a atenção.
- Okay... Mas como vamos encontrar a máscara? Questionou Astrid, sem receber uma resposta.
- Senhor Odin? Michel chamou olhando na direção do corvo que desapareceu em meio à fumaça azulada, deixando para trás um objeto prata que atravessou a cesta indo de encontro com o chão.
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Já estavam seguindo a bússola à quase três horas, o que era chato na concepção de Michel.
- Estou com fome, Tris. A gente ta chegando? Perguntou pela terceira vez desde que haviam entrado naquele táxi.
- Eu. Não. Sei. Michel. Isso é uma bússola, não um GPS. Respondeu olhando o objeto de prata. — Para aqui!
Michel pagou o motorista não muito feliz, e os dois entraram correndo no shopping.
- Ar condicionado. Comemorou o loiro em voz baixa.
- Olha! Acho que é no cinema. Astrid falou. Os olhos brilhando de animação. Puxou o garoto pelo braço, enquanto o mesmo reclamava:
- Você vai me deixar liso, Tris.
- Aquele filme. A morena apontou para o filme em cartaz. — Sala seis.
O garoto pagou, e a balconista entregou os ingressos.
- É... Agora estou definitivamente liso. Choramingou olhando a carteira.
Entraram e sentaram nas últimas cadeiras do canto esquerdo do cinema.
- Okay, e agora?
- Não tenho ideia. A bússola ficou doida. Respondeu a garota chacoalhando o pequeno objeto.
- Ei! Assim você vai quebrar ela. Deixa eu ver... Aqui tem um botão. Falou apertando o mesmo. As coisas ao redor começaram a embaçar, uma forte tontura atingiu ambos e quando abriram os olhos novamente já não estavam mais na sala escura e fria do cinema. Parecia um campo de batalha. Homens armados corriam em batalhões para lá e para cá. Caças cortavam o céu atirando e explodindo.
- Abaixa! Gritou Astrid em desespero ao ver uma parede caindo. O garoto num impulso agarrou a amiga e saiu correndo.
- A gente tem que achar logo a Máscara ou vamos morrer. Ele falou olhando ao redor. Ela assentiu e olhou para a bússola de prata.
- Pra lá.
Correram pelo que pareceu uma eternidade aos dois. Desviando de paredes e helicópteros, tropeçando, e, óbvio, gritando sempre que algo vinha em sua direção.
Entraram num vagão de metro abandonado, para recuperar o fôlego após conseguirem escapar de uma “granada perdida”. Astrid sentou no chão massegeando os pés, sorte deles que só podiam ir para a escola de tênis. Enquanto Michel olhava ao redor.
- A máscara! Gritou ao ver um objeto de madeira escura com detalhes que pareciam ser de ouro. Se essa não for a Máscara do Loki, não sabia que outra coisa poderia ser. – Nós conseguimos! Comemorou orgulhoso procurando a amiga que tinha sumido de sua visão periférica. Sentiu um baque forte na nuca.
- Não. Eu consegui. Disse Astrid em suas mãos uma barra de ferro ensangüentada, à sua frente jazia o corpo inerte do garoto loiro conhecido por Michel. – Desculpa irmão. Falou se virando como se temesse que o morto pudesse ver as lágrimas que manchavam seu rosto pálido.
Alguns minutos depois, em uma localização desconhecida, Astrid se ajoelhava perante um homem jovem, de brilhantes olhos verdes.
- Aqui está sua máscara, Senhor Loki.
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