A Mágica De Dentro

7 CAPÍTULO SETE-O Inesperado.


Eu acordo caída no chão e rio, sentindo uma dor leve no abdômen, mas mesmo assim me levanto, vou à cozinha para tomar o meu café e encontro meu pai e o Enrico tendo uma discussão. Saio da cozinha sem comer e saio para a escola sem me despedir, quando recebo uma mensagem.

N: Rebeca, temos que treinar hoje, tente não chegar muito tarde.

R: Ok.

Eu vou até o metrô e encontro a Cami me esperando na estação.

—Oi Cami! -Falo animada. -Não precisava me esperar. Como foi seu primeiro dia de aula?

—Foi ótimo Beca. Conheci umas pessoas muito legais.

—E o Fernando? Te abandonou ou vocês viraram amigos?

—A gente tá na mesma sala, nos falamos direto, ele só fala da Gabi. -Ela fala rindo.

—É reciproco.

A minha estação chega e eu tenho que sair, olho meu relógio e vejo que estou atrasada, então eu saio correndo em direção do colégio, esbarrando nas pessoas, até a hora que eu caio em cima de uma pessoa.

—AI! -O cara grita.

—Ai meu deus, desculpa moço. -Falo envergonhada.

—Não, relaxa tá tudo bem. -Ele fala se levantando e me ajudando.

Eu olho para ele e o reconheço.

—Sombrio! Quer dizer professor. -Falo envergonhada, corando muito.

-Você me chamou de sombrio? -Ele pergunta rindo, enquanto andamos em direção ao colégio, já que já estou tão atrasada.

-Sim... Minha amiga te chama assim, e aí ficou na minha cabeça. Desculpa. -Falo rindo.

Ele me encara por uns segundos.

-Você é tão desastrada assim? Sempre caindo...

-Juro que não. -Falo rindo. -Mas eu comecei a cair mais vezes desde que eu te conheci.

-Então eu tirei o seu centro de gravidade? -Ele pergunta e me dá uma piscadinha.

Eu o encaro sorrindo.

-Acho que pode se dizer isso.

Ele me olha rindo, com uma aura alaranjada. Mas será? Eu penso.

-Chegamos. -Ele fala me tirando dos meus pensamentos. -Cuidado na escada. -Ele me provoca.

Eu sorrio e entro no colégio. Espero o sinal tocar e o professor sair da sala para eu entrar, mas antes de eu entrar na minha sala vejo o Leo saindo da sala da Laila.

-Leo! -Eu o chamo. -O que você estava fazendo na sala da Laila?

-Me matriculando, minhas aulas começam amanhã.

-Já? – Eu falo animada.

-Sim. -Ele fala rindo.

-Eu encontrei o professor sombrio hoje. -Falo cantando, que nem a Gabi.

-E deu uns pega nele?

-Leonardo! -Eu falo batendo no braço dele.

-Você vai almoçar com a gente hoje?

-Não posso, minha nonna quer que eu vá pra casa rápido.

-Tendi. Beca eu vou na sala do sombrio, a Laila pediu pra eu fazer a prova que você fez ontem, já que não estava aqui para o trabalho. Te encontro no intervalo.

-Okay.

Eu vou até a minha sala e vejo o Enzo dormindo, passo pelo corredor de cadeiras até sentar no meu lugar, tenho cuidado para não acordar ele, quando a Melissa entra na sala e começa a fazer um barraco, acordando ele.

-ENZO! QUANDO VOCÊ ME FALOU QUE ESTAVA COM OUTRA PESSOA VOCÊ QUIS DIZER ESSA ABERRAÇÃO? -Ela grita com a aura mais avermelhada possível.

Todo mundo olha para ela e para o Enzo, sem piscar.

-Sossega menina. -O Enzo fala tentando manter a calma. -Eu não estou com a Beca. Eu estou com outra pessoa.

Ela olha para ele com lágrimas nos olhos e depois olha para mim, sem saber o que pensar e saí correndo, sem olhar para trás. O Enzo me olha e revira os olhos, eu sorrio e agradeço. Eu espero a aula acabar, e quando acaba, continuo sentada esperando o próximo professor, quando eu olho o relógio percebo que é a hora do intervalo, e saio da sala, encontrando o Leo.

-E aí? Como foi?

-Passei! -Ele fala me abraçando e me levantando, causando a minha risada.

-Parabéns Leo.

-Valeu. Ah, e o sombrio falou pra você checar o e-mail hoje.

-Leo...

-Que foi Beca?

-Posso falar com você em particular?

-Claro. -Ele fala me guiando para o canto vazio do andar.

Eu quero falar para ele, tudo. Mas não sei se devo, olho para ele com os olhos apreensivos.

-Nada, deixa pra lá.

-Tem certeza? -Ele me olha preocupado.

-Sim. -Eu sorrio.

Sinto meu celular vibrar. Pego ele e vejo uma notificação.

Novo E-mail:

Rebeca,

A diretora Laila me pediu para escolher alguns alunos, para uma orientação específica e como você passou com uma nota cinco, eu tive que te escolher.

Isso significa que todo dia após o almoço você precisa ir para a sala de provas especiais para ter, basicamente, um plantão de dúvidas.

Professor Sombrio

Eu rio sozinha. E vou até a sala dele, quando chego vejo que a porta está aberta, e bato no batente. Ele para de digitar e olha para mim.

-Quando a porta está aberta significa que você não precisa bater. -Ele fala rindo.

-Eu queria falar sobre essa orientação. -Eu falo mostrando o celular para ele, enquanto entro na sala e fecho a porta. -Tem como eu não fazer isso?

Ele me olha curioso.

-Por que Rebeca?

-Eu não quero ter um plantão de dúvida de Geografia, com uns malas.

Ele ri.

-Primeiro: Geografia é legal, segundo: a aula é privada, um aluno por vez.

-Geografia é um saco. -Eu falo rindo.

Ele finge fazer uma cara triste e solta uma gargalhada. Ele chega mais perto de mim, me fazendo corar.

-Eu acho que vou indo. -Falo recuando até bater na porta, que eu esqueci ter fechado.

Quando me viro para abrir a porta sinto a respiração dele no meu pescoço, ele coloca a mão na porta, me impedindo de abri-la. Eu me viro e sinto seus lábios quentes e macios se encostarem nos meus. Ele se afasta um pouco, olha nos meus olhos e me beija novamente. Quando ele se afasta novamente eu estou sem palavras, olho pra ele e vejo sua aura rosada, sorrio e olho para ele, sem saber o que dizer. E então eu resolvo sair da sala dele, já estava atrasada para a aula, nem escutei o sinal tocar. Resolvi esperar o sinal tocar novamente no corredor, para não interromper a aula.

Enquanto eu esperava a Gabi passou por mim, em direção ao banheiro e eu sigo ela.

—Gabi -Eu falo causando um pulo assustado.

—Que susto garota. -Ela fala rindo.

—Preciso te contar uma coisa. -Falo olhando para ver se o banheiro está vazio.

—O que?

—O sombrio me beijou.

—O QUE? -Ela grita.

—Quieta. -Eu falo. -Eu fui falar com ele pra pedir pra não fazer as aulas especiais lá, e quando eu ia sair da sala... Aconteceu.

Ela fica me encarando de boca aberta.

—Pois é, e agora? Eu tenho essa aula hoje. Não sei o que fazer. -Eu olho para ela esperando uma resposta, mas nenhuma vem, ela ainda está me encarando. -Gabi?

—Desculpa. -Ela fala voltando a si. -Eu não faço a mínima ideia.

—Vou faltar nessa aula aí, melhor, vou pra casa agora.

—Não sei se essa é a melhor solução Beca.

Eu a encaro por um tempo, mas já me decidi vou sim para casa. Quando estava na saída do colégio encontrei o professor, indo em direção ao metrô. Ele me vê e encara por um tempo.

—Você tá indo embora? -Ele pergunta enquanto andamos em direção ao metrô.

—Tô. -Eu falo forçando um sorriso.

—Por minha causa?

—Não, que isso. -Eu rio. -Eu tô com dor de cabeça só.

Ele me olha levemente preocupado.

—Você vai faltar na aula de tarde? -Ele pergunta preocupado.

—Acho que sim. Desculpa. -Falo chegando no metrô.

Nos despedimos com um aceno, e fomos cada um em uma direção. Quando chego em casa minha nonna vem até mim.

—Chegou cedo, pronta pra treinar.

—Sim, só deixa eu tomar um banho antes.

—Non non, banho depois.

—Okay nonna. Esse treinamento é demorado?

—Não é não, relaxa.

—Aonde começamos?

—Primeiramente temos que liberar nossas mentes. O que é a primeira coisa que vem na sua cabeça?

—O meu professor. -Eu falo sem pensar.

Ela ri.

— Eu quis dizer o primeiro objeto.

—O colar que você me deu. -Eu falo colocando a mão nele.

—Bom. Agora se concentra nele e pensa no que você quiser.

—Qualquer coisa? -Eu falo olhando para ela.

—Vai logo, e fecha os olhos.

Eu penso no meu Felipe favorito.

—Abre os olhos.

Quando eu abro os meus olhos vejo o Felipe, e fico chocada, mas quando vou encostar nele ele desaparece.

—Wow nonna!

Ficamos algumas horas praticando, até a hora que eu consigo começar a controlar uma habilidade nova, de telecinese, quando o Enrico chega, encharcado. Eu olho para a janela, e vejo que está uma tempestade do lado de fora, olho de novo para ele e rio. O que faz ele ficar puto comigo. Eu me levanto vou até ele e entrego uma toalha.

—Cuidado pra não estragar o chão.

Ele chega perto de mim muito bravo.

—PARA DE ME TRATAR COMO SE EU FOSSE IDIOTA MENINA ATREVIDA! -Ele grita me dando um tapa na cara que me derruba. Me deixando puta.

Eu me levanto e olho para ele com tanta raiva, quando o tapete que ele estava parado em cima, vai com força para o lado, fazendo ele cair, o que me faz rir muito forte. Eu saio de perto dele em direção ao meu quarto.

-Nunca mais encosta em mim. -Falo para ele enquanto ele me olha bravo. -E não pense que eu não mostrar essa marca da sua mão na minha cara, otário. -Eu falo fechando a porta atrás de mim.

Vou até o banheiro e tomo um banho longo, me deixando mais sonolenta ainda. Quando meu pai chega conto tudo para ele, e mostro a marca vermelha na minha cara, ele fica sem reação e pede para o Enrico sair da nossa casa. Me deixando no paraíso. Deito no sofá feliz, ansiando amanhã.

Eu acordo caída no chão e rio, sentindo uma dor leve no abdômen, mas mesmo assim me levanto, vou à cozinha para tomar o meu café e encontro meu pai e o Enrico tendo uma discussão. Saio da cozinha sem comer e saio para a escola sem me despedir, quando recebo uma mensagem.

N: Rebeca, temos que treinar hoje, tente não chegar muito tarde.

R: Ok.

Eu vou até o metrô e encontro a Cami me esperando na estação.

—Oi Cami! -Falo animada. -Não precisava me esperar. Como foi seu primeiro dia de aula?

—Foi ótimo Beca. Conheci umas pessoas muito legais.

—E o Fernando? Te abandonou ou vocês viraram amigos?

—A gente tá na mesma sala, nos falamos direto, ele só fala da Gabi. -Ela fala rindo.

—É reciproco.

A minha estação chega e eu tenho que sair, olho meu relógio e vejo que estou atrasada, então eu saio correndo em direção do colégio, esbarrando nas pessoas, até a hora que eu caio em cima de uma pessoa.

—AI! -O cara grita.

—Ai meu deus, desculpa moço. -Falo envergonhada.

—Não, relaxa tá tudo bem. -Ele fala se levantando e me ajudando.

Eu olho para ele e o reconheço.

—Sombrio! Quer dizer professor. -Falo envergonhada, corando muito.

-Você me chamou de sombrio? -Ele pergunta rindo, enquanto andamos em direção ao colégio, já que já estou tão atrasada.

-Sim... Minha amiga te chama assim, e aí ficou na minha cabeça. Desculpa. -Falo rindo.

Ele me encara por uns segundos.

-Você é tão desastrada assim? Sempre caindo...

-Juro que não. -Falo rindo. -Mas eu comecei a cair mais vezes desde que eu te conheci.

-Então eu tirei o seu centro de gravidade? -Ele pergunta e me dá uma piscadinha.

Eu o encaro sorrindo.

-Acho que pode se dizer isso.

Ele me olha rindo, com uma aura alaranjada. Mas será? Eu penso.

-Chegamos. -Ele fala me tirando dos meus pensamentos. -Cuidado na escada. -Ele me provoca.

Eu sorrio e entro no colégio. Espero o sinal tocar e o professor sair da sala para eu entrar, mas antes de eu entrar na minha sala vejo o Leo saindo da sala da Laila.

-Leo! -Eu o chamo. -O que você estava fazendo na sala da Laila?

-Me matriculando, minhas aulas começam amanhã.

-Já? – Eu falo animada.

-Sim. -Ele fala rindo.

-Eu encontrei o professor sombrio hoje. -Falo cantando, que nem a Gabi.

-E deu uns pega nele?

-Leonardo! -Eu falo batendo no braço dele.

-Você vai almoçar com a gente hoje?

-Não posso, minha nonna quer que eu vá pra casa rápido.

-Tendi. Beca eu vou na sala do sombrio, a Laila pediu pra eu fazer a prova que você fez ontem, já que não estava aqui para o trabalho. Te encontro no intervalo.

-Okay.

Eu vou até a minha sala e vejo o Enzo dormindo, passo pelo corredor de cadeiras até sentar no meu lugar, tenho cuidado para não acordar ele, quando a Melissa entra na sala e começa a fazer um barraco, acordando ele.

-ENZO! QUANDO VOCÊ ME FALOU QUE ESTAVA COM OUTRA PESSOA VOCÊ QUIS DIZER ESSA ABERRAÇÃO? -Ela grita com a aura mais avermelhada possível.

Todo mundo olha para ela e para o Enzo, sem piscar.

-Sossega menina. -O Enzo fala tentando manter a calma. -Eu não estou com a Beca. Eu estou com outra pessoa.

Ela olha para ele com lágrimas nos olhos e depois olha para mim, sem saber o que pensar e saí correndo, sem olhar para trás. O Enzo me olha e revira os olhos, eu sorrio e agradeço. Eu espero a aula acabar, e quando acaba, continuo sentada esperando o próximo professor, quando eu olho o relógio percebo que é a hora do intervalo, e saio da sala, encontrando o Leo.

-E aí? Como foi?

-Passei! -Ele fala me abraçando e me levantando, causando a minha risada.

-Parabéns Leo.

-Valeu. Ah, e o sombrio falou pra você checar o e-mail hoje.

-Leo...

-Que foi Beca?

-Posso falar com você em particular?

-Claro. -Ele fala me guiando para o canto vazio do andar.

Eu quero falar para ele, tudo. Mas não sei se devo, olho para ele com os olhos apreensivos.

-Nada, deixa pra lá.

-Tem certeza? -Ele me olha preocupado.

-Sim. -Eu sorrio.

Sinto meu celular vibrar. Pego ele e vejo uma notificação.

Novo E-mail:

Rebeca,

A diretora Laila me pediu para escolher alguns alunos, para uma orientação específica e como você passou com uma nota cinco, eu tive que te escolher.

Isso significa que todo dia após o almoço você precisa ir para a sala de provas especiais para ter, basicamente, um plantão de dúvidas.

Professor Sombrio

Eu rio sozinha. E vou até a sala dele, quando chego vejo que a porta está aberta, e bato no batente. Ele para de digitar e olha para mim.

-Quando a porta está aberta significa que você não precisa bater. -Ele fala rindo.

-Eu queria falar sobre essa orientação. -Eu falo mostrando o celular para ele, enquanto entro na sala e fecho a porta. -Tem como eu não fazer isso?

Ele me olha curioso.

-Por que Rebeca?

-Eu não quero ter um plantão de dúvida de Geografia, com uns malas.

Ele ri.

-Primeiro: Geografia é legal, segundo: a aula é privada, um aluno por vez.

-Geografia é um saco. -Eu falo rindo.

Ele finge fazer uma cara triste e solta uma gargalhada. Ele chega mais perto de mim, me fazendo corar.

-Eu acho que vou indo. -Falo recuando até bater na porta, que eu esqueci ter fechado.

Quando me viro para abrir a porta sinto a respiração dele no meu pescoço, ele coloca a mão na porta, me impedindo de abri-la. Eu me viro e sinto seus lábios quentes e macios se encostarem nos meus. Ele se afasta um pouco, olha nos meus olhos e me beija novamente. Quando ele se afasta novamente eu estou sem palavras, olho pra ele e vejo sua aura rosada, sorrio e olho para ele, sem saber o que dizer. E então eu resolvo sair da sala dele, já estava atrasada para a aula, nem escutei o sinal tocar. Resolvi esperar o sinal tocar novamente no corredor, para não interromper a aula.

Enquanto eu esperava a Gabi passou por mim, em direção ao banheiro e eu sigo ela.

—Gabi -Eu falo causando um pulo assustado.

—Que susto garota. -Ela fala rindo.

—Preciso te contar uma coisa. -Falo olhando para ver se o banheiro está vazio.

—O que?

—O sombrio me beijou.

—O QUE? -Ela grita.

—Quieta. -Eu falo. -Eu fui falar com ele pra pedir pra não fazer as aulas especiais lá, e quando eu ia sair da sala... Aconteceu.

Ela fica me encarando de boca aberta.

—Pois é, e agora? Eu tenho essa aula hoje. Não sei o que fazer. -Eu olho para ela esperando uma resposta, mas nenhuma vem, ela ainda está me encarando. -Gabi?

—Desculpa. -Ela fala voltando a si. -Eu não faço a mínima ideia.

—Vou faltar nessa aula aí, melhor, vou pra casa agora.

—Não sei se essa é a melhor solução Beca.

Eu a encaro por um tempo, mas já me decidi vou sim para casa. Quando estava na saída do colégio encontrei o professor, indo em direção ao metrô. Ele me vê e encara por um tempo.

—Você tá indo embora? -Ele pergunta enquanto andamos em direção ao metrô.

—Tô. -Eu falo forçando um sorriso.

—Por minha causa?

—Não, que isso. -Eu rio. -Eu tô com dor de cabeça só.

Ele me olha levemente preocupado.

—Você vai faltar na aula de tarde? -Ele pergunta preocupado.

—Acho que sim. Desculpa. -Falo chegando no metrô.

Nos despedimos com um aceno, e fomos cada um em uma direção. Quando chego em casa minha nonna vem até mim.

—Chegou cedo, pronta pra treinar.

—Sim, só deixa eu tomar um banho antes.

—Non non, banho depois.

—Okay nonna. Esse treinamento é demorado?

—Não é não, relaxa.

—Aonde começamos?

—Primeiramente temos que liberar nossas mentes. O que é a primeira coisa que vem na sua cabeça?

—O meu professor. -Eu falo sem pensar.

Ela ri.

— Eu quis dizer o primeiro objeto.

—O colar que você me deu. -Eu falo colocando a mão nele.

—Bom. Agora se concentra nele e pensa no que você quiser.

—Qualquer coisa? -Eu falo olhando para ela.

—Vai logo, e fecha os olhos.

Eu penso no meu Felipe favorito.

—Abre os olhos.

Quando eu abro os meus olhos vejo o Felipe, e fico chocada, mas quando vou encostar nele ele desaparece.

—Wow nonna!

Ficamos algumas horas praticando, até a hora que eu consigo começar a controlar uma habilidade nova, de telecinese, quando o Enrico chega, encharcado. Eu olho para a janela, e vejo que está uma tempestade do lado de fora, olho de novo para ele e rio. O que faz ele ficar puto comigo. Eu me levanto vou até ele e entrego uma toalha.

—Cuidado pra não estragar o chão.

Ele chega perto de mim muito bravo.

—PARA DE ME TRATAR COMO SE EU FOSSE IDIOTA MENINA ATREVIDA! -Ele grita me dando um tapa na cara que me derruba. Me deixando puta.

Eu me levanto e olho para ele com tanta raiva, quando o tapete que ele estava parado em cima, vai com força para o lado, fazendo ele cair, o que me faz rir muito forte. Eu saio de perto dele em direção ao meu quarto.

-Nunca mais encosta em mim. -Falo para ele enquanto ele me olha bravo. -E não pense que eu não vou mostrar essa marca da sua mão na minha cara, otário. -Eu falo fechando a porta atrás de mim.

Vou até o banheiro e tomo um banho longo, me deixando mais sonolenta ainda. Quando meu pai chega conto tudo para ele, e mostro a marca vermelha na minha cara, ele fica sem reação e pede para o Enrico sair da nossa casa. Me deixando no paraíso. Deito no sofá feliz, ansiando amanhã.