A Mágica De Dentro
5 CAPÍTULO CINCO-O Amuleto.
Eu acordo com o meu pai falando que vamos buscar a nonna no aeroporto.
-Rebeca. -Ela fala feliz enquanto me abraça.
-Oi nonna! -Eu falo quando eu sinto meu celular vibrar.
Era o celular do Leo me ligando.
R: Oi Leo que foi?
L: Rebeca, é a mãe do Leo. -Ela fala chorando.
R: O que aconteceu? Tá tudo bem com ele?
A minha nonna me encara, e pega meu telefone. E eu escuto ela falar.
—Amélia, é a Graziela, me fala o que aconteceu.
...
—Mas ele está bem, não é?
...
—Então calma, foi só um susto.
...
—Tchau querida.
E minha nonna desliga o telefone e me entrega.
—Nonna, como você sabia o nome dela?
Ela me olha.
—Tudo no seu tempo.
—Como assim? O que tá acontecendo? -Eu olho para o meu pai e para o Enrico, mas ninguém entende o que ela quis dizer.
Quando chegamos em casa eu ajudo a minha nonna a se acomodar no meu quarto, enquanto eu levo minhas coisas para a sala, quando acabamos ela fecha a porta do quarto e senta na cama, enquanto eu sento na cadeira da minha escrivaninha.
—Rebeca... Quando você completou dezesseis anos o seu poder começou a se manifestar, e a cada ano esse poder fica mais forte e mais difícil de controlar. -Eu olho para ela com a boca aberta sem saber o que falar. -Por exemplo, você deve estar vendo luzes, auras, ao redor das pessoas, mas não de todas, alguma pessoa pode parecer ilegível, mas quando você aprender a controlar, isso não vai mais ser um fardo.
Eu fico encarando ela, sem saber o que falar, enquanto ela fala eu penso em quando eu vi o Enzo pela primeira vez, em como eu fiquei curiosa quando eu não vi a aura ao redor dele.
—Rebeca, você acredita em mim, né?!
—Claro... Eu tô passando por tudo isso.
—Se você se comprometer a aprender, você pode aprender coisas que nem sabia que existiam. -Ela tira um colar da bolsa, o mesmo do meu sonho e me mostra. -Esse é o seu amuleto, ele foi feito pra você. Ele serve pra te proteger, pra te guiar nos momentos difíceis. -Ela fala me entregando.
—Eu sonhei com esse amuleto.
Ela me olha apreensiva.
—Imaginei. O Amuleto tem uma consciência própria.
—Ah tá. -Falo rindo
—Estou falando sério. -Minha nonna diz me encarando.
—Eu sei, tô rindo de desespero. -Ela me olha soltando um sorriso de lado.
—Eu sei que é difícil, mas você vai conseguir.
—Nonna, como você conhece a mãe do Leo? E o que ela falou no telefonema?
Ela me observa por um tempo.
—Ela queria avisar que o Leonardo teve uma crise de asma. Ela só estava muito preocupada por que isso não acontecia fazia anos, eles cancelaram a viagem por enquanto.
Eu demoro um tempo para absorver tudo.
—E como você conhece ela?
—Você sabe que eu morei aqui por um tempo, e enquanto eu morava aqui eu conheci ela, foi antes de você ficar amiga do Leonardo, isso foi apenas uma coincidência.
Eu a observava muito desconfiada, sem saber o que pensar. Eu pego o meu celular e mando uma mensagem para o Leo.
R: Leo tá melhor?
L: Tô sim. Minha mãe te preocupou?
R: Claro! Ela me ligou chorando, eu achei que você tinha morrido.
L: Exagerada.
R: Ela ligou pra mais alguém? Pra Gabi ou o Enzo?
L: Não, só pra você, era o primeiro nome das mensagens.
R: Tendi.
L: Minha mãe disse que ela falou com a sua vó... Como assim?
R: Pois é... Minha nonna veio me visitar. Nem sabia que elas se conheciam.
L: Será que a gente estava indo pra Itália por causa dela?
R: Sua mãe não tinha recebido uma proposta de emprego?
L: Sim, mas... Essa história está estranha.
Eu saio do meu quarto, agora habitado pela minha nonna e fui para sala, pegando meu celular novamente.
R: Eu também acho, a gente precisa conversar.
L: Vamos sair amanhã?
R: Vc pode estar livre, mas amanhã eu tenho aula.
L: Porra é verdade, e agora? Eu não sei o que eu vou fazer hahaahaha.
R: Passa lá amanhã depois da aula.
L: Okay. Preciso falar com a minha mãe sobre a escola. Tchau.
R: Tchau.
Eu sento no sofá e ligo a TV, mas nada de interessante está passando. Eu me levanto do sofá e vou até a cozinha para tomar um copo de água. Quando entro na cozinha encontro o Enrico falando no telefone, ele não me vê e continua falando.
E: Sim, eu entendo, vou tentar conseguir as informações que você pediu.
...
E: Não, eles não fazem ideia.
...
E: Eu quero ir embora logo, não aguento mais aquele cara.
Ele vira e me vê com um copo de água na mão olhando pra ele.
—Oi Beca! -Ele me diz sem jeito. –Eu estava falando com o professor Gildo, de Inglês.
—Tá. -Eu falo fingindo uma cara de indiferença.
Ele passa por mim com uma cara de aliviado. Suspeito, ele ficou muito assustado quando me viu, vou investigar depois. Eu acabo de tomar a água e me deito no sofá, olhando para o teto, até me adormecer.
Fale com o autor