A Mystical Love
3 Capítulo 3 - O futuro cada vez mais perto.
Notas iniciais
Ficamos bastante tempo em silêncio. Até que ele resolveu falar.
– Alie, não fica assim. Ele não te merece. Por favor, para de chorar. — levantou o meu rosto, para que olhasse em meus olhos.
Ele estava certo. Jason realmente não me merecia. E eu não ia ficar chorando por ele. Doeu claro que doeu, eu o amava, e infelizmente ainda o amo. Mas chega de chorar, chega de sofrer. Ainda esta doendo, mas não vou mais chorar, já estava decidido. Além disso, Dexter não merecia me ver chorar. Não mesmo.
(...)
Dexter era alto — mais alto do que eu, pelo menos — e tinha os olhos verdes mais lindos que eu já vi — sim! Ele, assim como eu, tinha olhos verdes — e o cabelo macio repleto de cachos em um tom de castanho que só ele tinha. Os ombros largos, assim como o porte físico magro e forte ao natural, lhe davam um ar bem mais adulto que muitos de nossa idade. Os lábios, levemente avermelhados, eram um contraste perfeito com sua pele rósea. Dexter era lindo! Com toda a certeza!
Seus olhos verdes estavam muito mais lindos naquele dia. Estavam hiptinotizantes.
(...)
Ele me disse tantas palavras bonitas, que a única coisa que eu pude fazer foi abraça-lo. Nunca o vi falar coisas desse tipo. Ele realmente é o melhor amigo que uma menina pode ter!
Eu realmente estava grata por ele ser meu amigo. Ter me contado a verdade e estar comigo ali agora. Era bola pra frente. Seguir minha vida. Passei no concurso, vou morar em Londres! Merda. O concurso! Eu ainda não havia contado para o Dex que eu havia passado no concurso, e que, ia morar em Londres.
Lembro-me até hoje de quando falei que ia fazer este concurso, já havia me inscrito, estava tudo certo. Ele ficou que nem um idiota imaginando comigo como ia ser a minha vida se eu passasse. Durante aquela conversa lembramos que teríamos de nos separar, mas como ainda havia o prazo de uma semana para as novas inscrições, tivemos a ideia de increve-lo, era a nossa única maneira de continuarmos juntos.
Fiquei muito triste em pensar que, se passasse iriamos ficar longe um do outro. Fiquei bastante tempo pensando nisso, cheguei até em pensar em não fazer a prova, para que não corressemos o risco de um passar e o outro não. Mas como sempre, Dexter me convenceu que teria de fazê-la, não importando a nossa distância — caso algo não corresse como imaginavamos.
– Dex, eu esqueci-me completamente! O concurso lembra? Do colégio em Londres? Então, saiu o resultado ontem... — sai do abraço, olhando pra ele e cossei a nuca.
– Sério? Nossa. Eu fiz, mas não cheguei a ver o resultado. Também não sabia que já tinha saido. Mas não estudei, fiz só por fazer. Acho que não passei. – ele disse, gesticulando como sempre.
"I'm gonna pick up the pieces, and build a lego house".
◄►
– Número desconhecido. Será que minha avó está bem? – Estranho. Pouquíssimas vezes recebi um telefonema de um número desconhecido. Fiquei preocupado.
Ligação on:
– Alô? — Disse.
– Poderia falar com o senhor Dexter De La Fontan?
– É ele, quem é?
– Bom, me chamo Jhenifer, mas não é isso que o senhor precisa saber. Gostaria de confirmar somente, se já sabe que passou no concurso para o colégio Lady Lebouski.
– Eu passei? Ainda não vi o resultado, mas, passei?
– Sim, senhor La Fontan. O senhor passou. E na lista dos meninos ficou em 2º lugar na classificação. Já na lista geral, ficou em 4º.
– Deixa-me entender melhor. Eu além de ter passado, fique em 2º lugar entre os homens e no geral em 4º lugar? Não, você está brincando! Eu nem estudei! Como assim? Você tem certeza que tá falando com a pessoa certa? Podem existir várias outras pessoas com o mesmo nome...
– Tenho certeza de que é o senhor sim. Só existe você com esse nome em nosso concurso. E gostaria de confirmar algumas informações, como seu endereço, identidade, telefones e preciso também que seu responsável assine os documentos para a sua matrícula.
– Então, eu vou confirmar tudo direitinho sim. Mas tem como mandar a documentação toda por correio? Minha avó tem a minha guarda, e ela não tem como ir para Londres...
(...)
Quando o meu celular começou a tocar, Alie estava falando alguma coisa...
– Alie o que você estava falando mesmo? — Perguntei.
– Espera aí, eu ouvi direito? Você passou no concurso? E ainda por cima em 2º lugar na classifcação dos homens e 4º na geral?
– Ham... Sim, sim e sim?! — Disse rindo da expressão engraçada que ela estava fazendo.
– NÃO ACREEDITO! VOCÊ VAI MORAR EM LONDRES COMIGO, JASMINE E ANNABETH! UHUUUUUL! — ela pulou em cima de mim, e alguns pombos que estavam no chão perto da gente, voaram.
– HEEEE!!! VOU SIIM!!! UHUUUUUUL!!! — Disse retribuindo o abraço e pulando junto com ela. – Espera. Você, Anne e Jass passaram?
– Ha, esqueci-me completamente. Me impolguei tanto. É, sim, nós passamos. — Disse ela saindo do meu abraço.
– Hm... Entendi. Quer dizer então que eu vou morar em Londres com a minha melhor amiga e com as melhores amigas dela? — Disse com um sorriso de orelha a orelha. Só de saber que eu não iria me separar dela... meu coração começou a bater tão rápido quanto uma máquina de lavar na centrifuga!
Ela riu e corou. Eu a envergonhei? Sério isso? Que incrível. A Alie nunca foi de se envergonhar, ainda mais comigo — que sou o melhor amigo dela e sei todos os seus piores segredos.
◄►
Sim eu corei. Eu não sei muito bem o porquê, mas corei com o que o Dex disse. Sei lá, acho que deve ser por que eu estava imaginando a minha vida em Londres só com as minhas amigas mesmo. Dexter não havia estudado para o concurso e eu sabia bem disso, não fazia ideia de que ele conseguiria tirar uma nota tão boa, só com o conhecimento que ele tinha. Então, todos esse tempo, imaginei, que só o "trio parada dura" — como a gente costumava dizer – iria ficar junto. Só eu, Jass e Anne.
Mas todos os meus planos acabaram de mudar. O Dex passou. Ele iria com a gente. E bom, ele teria que voltar dois anos. Afinal, o concurso era pro 1º ano do ensino médio.
– Dex, você sabe que vai ter que voltar pro 1º ano, né?
– Sério? Nossa, eu não sabia! Putz... — Disse ele coçado a nuca, pensativo.
– É. O concurso era pra passar pro 1º ano. Eles não aceitam que alunos entrem e passem direto pro 3º. — Fui ao seu encontro e olhei para sua cara de preocupado.
– Então, acho que é isso. Vou voltar pro 1º ano mesmo. Sem problemas. Vou perder dois anos da minha vida, mas vale a pena. Afinal, e do Lady Lebouski que estamos falando. — levantou o rosto e olhou para mim dando um belo sorriso.
Não sei por que, mas nunca parei para reparar em seu sorriso. Como era lindo. E ele fica com covinhas. Que coisa mais fofa, dá vontade de apertar! E acabou que eu apertei mesmo.
– Ai, Alie! Nossa! Você quer arrancar as minhas bochechas fora? — ele passando a mão em suas bochechas — que estavam vermelhas – tentando aliviar a dor. Acabei apertando forte demais.
– Desculpa Dex. Você sabe, eu sempre fui bruta demais, acabou que apertei com muita força. Mas você fica tão fofinho rindo, você fica com covinhas. –Fiz uma cara estranha, como se fosse uma "maníaca por bochechas".
– Credo, Alie! Saí pra lá. Nem pensa em encostar-se às minhas bochechas de novo! Está doendo mesmo. Elas vão cair! – ele fez uma cara de desespero.
Foi inevitável, eu caí na gargalhada. Nunca ri tanto. Como o Dexter era bobo a ponto de achar que suas bochechas iriam cair por causa de um simples apertão?
– Finalmente consegui tirar um sorriso lindo de você. Não aguentava mais te ver triste por causa daquele idiota. – Veio à meu encontro e passou seu braço em volta de meus ombros.
Não sei para que o Dexter foi falar dele. De "ataque de risos" passei a "triste sem paçoca". É, sem paçoca, foi a primeira coisa que veio a minha mente. Mas eu estava triste de novo. Lembrei-me de tudo.
Eu ainda não tinha terminado definitivamente com ele. Não sabia o que fazer. Que atitudes tomar. Meu telefone tocou.
"A hundred days have made me older, since the last time that I saw your pretty face".
Liggação on:
– Quem é?
– Gostaria de falar com a senhora minha namorada, por favor?!
– Jay? Ou melhor, Jason?
– Sim minha linda. Quem mais seria? Ha. Seu outro namorado, é isso? Está me traindo, é?
– Acho que se alguém traiu aqui, foi você Jason! Eu tenho caráter e sou muito bem resolvida, se não estivesse mais gostando de você e quisesse ficar com outro, eu terminaria, não acha?
– Merda! Quem te contou da Lesley?
– Espera aí, eu sabia que você estava me traindo, mas quem me contou não quis dizer exatamente com quem. Mas com a Lesley?
– Merda! Falei demais! Puta que pariu! QUEM TE CONTOU ESSA PORRA?
– Já parou de gritar? Já abaixou o tom de voz para falar comigo? Se não falar direito vou desligar o telefone.
– Naão! Não! Não desliga! Fica conversando comigo! Desculpa! Eu não queria fazer isso, Alie.
– Não me chama de Alie. Só o Dex, e as minhas amigas tem esse direito. Só os meus fieis amigos, para os traidores, é Alícia.
– Foi o Dexter não foi?
– Não, não foi ele. Não foi ninguém, você acha mesmo que eu nunca iria descobrir sozinha?! Eu não sou burra, Jason, não mesmo. Eu que vi, hoje de manhã.
– Mentira! Eu parei de ficar com a Lesley ontem. Eu a mandei ir pastar, por você, Alie. Por você.
– Quantas vezes eu vou ter que falar pra você me chamar de Alícia? Que saco, Jason.
– Me desculpa! Vamo conversar melhor, pessoalmente, onde você está?!
– Não te enteressa, e... Tchau!
Desliguei o telefone antes mesmo que ele perguntasse qualquer outra coisa. Eu "terminei com ele" — eu acho. Mas não estou muito bem para conversar pessoalmente com ele. Ainda não sei muito bem o que vou fazer. Não sei o que falar. Que atitudes tomar; Preciso conversar com alguém. Dexter.
– Dex. Preciso conversar com alguém. Disposto a me ouvir?
– Sempre. – pegou minha mão levou-me para ponte que cortava o lago. Ele se debruçou na grade, fiz o mesmo.
– Sabe...eu não faço ideia do que fazer. Se pudesse, nunca mais olharia para ele. Mas não tenho como fazer isso. Sei que uma hora ou outra a gente vai se encontrar nas ruas de Liverpool.
– Alie. Acho que você tem uma solução sim. – Dexter estava com o olhar longe. Seus olhos estavam nos peixes do lago, mas sua mente estava em outro lugar, muito longe dali — Se eu não me engano, quando li o edital do concurso, teríamos de ir lá à semana seguinte das festas de final de ano. Acho que consigo te ajudar nisso. Sei aonde o Jason vai sempre. É só fazer com que vocês dois se evitem, e bem, quando for a data de irmos para Londres, nós vamos. E vocês nunca mais irão se ver.
– Você tem certeza que consegue fazer isso? – olhei diretamente em seus olhos.
– Não sei. Mas vou me esforçar. Mas quem sabe dá certo...
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