A Mystical Love
1 Capítulo 1 - O começo de tudo.
Notas iniciais
Cinco anos trás...
Começo de dezembro. Inverno. Era uma sexta-feira. Último dia de aula no colégio. Estava no 9º ano. E ainda morava em Liverpool. Há alguns meses atrás havia feito um concurso, para entrar em um colégio de ensino médio em Londres. O resultado tinha saído ontem. Ela havia passado.
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Seria então o meu último ano no St. Augustine. Último dia na verdade. Era sexta-feira. E estava bem frio, por sinal. Hoje, eu iria me despedir de todos os meus amigos. Menos Annabeth e Jasmine. Elas fizeram o concurso comigo, e nós três passamos.
Acordei e me arrumei correndo. Estava muito atrasada, então teria que tomar café no Starbucks perto do colégio. Desci as escadas correndo e fui em direção ao colégio. Perto do Starbucks, encontro Dex.
– Desculpa, mas eu preciso falar com você, tem que ser agora! — Disse Dexter agarrando o meu braço e me levando pra dentro da cafeteria.
Ele sentou-se à mesa mais próxima que tinha da entrada e eu fiz o mesmo.
– Olha, eu não sei como te dizer isso, mas... Ele te traiu.
Essa simples frase, "Ele te traiu". Meus olhos se encheram de lágrimas. Só bastou uma única frase e o meu mundo havia desabado.
Não! Ele não podia! Não tinha o direito! Trair-me? Como assim? Ele dizia que me amava, que não conseguia viver sem mim! E agora me trai? Eu confiei nele nesses últimos quatro meses em que namoramos, como ele podia estar fazendo isso comigo?! Eu não tinha mais forças para viver. Naquele momento só conseguia chorar e chorar. E Dexter, nem me consolar podia. Mas eu tinha que ser forte, ou melhor, eu sou, sabia disso.
Sequei minhas lágrimas na minha blusa de frio. E olhei pra Dex determinada. Teria que passar por aquilo, querendo ou não. Tinha de permanecer forte. E eu já sabia o que fazer.
Era o meu último dia de aula no colégio. Achei que não conseguiria olhar na cara do Jason. Pelo menos não hoje. Eu tinha nojo, raiva, desgosto.
Eu não iria para o colégio. Ficaria zanzando pela cidade, pensando na vida. Mas antes, havia uma última coisa que eu queria saber.
– Só me diga, foi com quem? — Levantei-me da cadeira em que estava e bati com força o punho fechado na mesa. Mas foi forte demais, algumas pessoas estavam nos olhando, querendo saber o que estava acontecendo.
– Com a pessoa mais óbvia. — Respondeu. Encostou as costas no encosto da cadeira em que estava sentado e deu um sorriso estranho.
– Obrigada por me avisar. — Disse e fui saindo da cafeteria.
Assim que saí, dei de cara com a neve. Estava bem frio. A brisa gelada bateu em meu rosto e algumas mechas do meu cabelo loiro a acompanharam. Levei um pequeno choque térmico. Dentro do Starbucks estava quente, afinal, eles tinham aquecedor.
Tomei coragem e segui em frente. Indo em rumo aleatório, aonde meus pés me levassem...
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Era uma manhã bem fria de dezembro. Eu estava no 2º ano do ensino médio.
Não aguentava mais ver o Jason traindo a Alie, e não poder contar nada pra ela. Estava totalmente determinado a conta-la tudo o que vinha acontecendo há algum tempo, e ela não sabia.
Ela o amava. E ele não tinha o direito de fazer isso. Alie era doce, calma, educada, divertida, tinha uma piada certa pra cada hora, é uma menina preciosa. Daquelas pra casar, sabe?! Eu gosto dela, tenho-a como minha melhor-amiga e me vi na obrigação de contá-la.
Saí do meu quarto e desci as escadas correndo. Peguei minha toca e minha jaqueta. E fui saindo de casa. Não fazia café-da-manhã, ia tomar café sempre no Starbucks antes de ir para o colégio, e para mim, estava perfeito.
Moro sozinho desde que meus pais faleceram. Eles morreram em um acidente de avião há dois anos. Desde então, minha guarda ficou com a minha avó materna, Catarian. Ela é uma senhora de idade, e não ia dar muito certo ela cuidar de um adolescente rebelde, como eu. Depois de muita conversa e com o conssentimento dela, ela me emancipou e eu moro sozinho na antiga casa dos meus pais.
Já estava na esquina do quarteirão onde ficava o Starbucks e avistei Alie. Linda como sempre. Estava com uma touca verde, seus cabelos estavam enrolados como o natural. Um casaco preto e seu tênis Vans de sempre.
Era agora. Precisava contá-la. Não sabia como ela ia reagir, como ia ficar, mas precisava fazer isso.
(...)
Foi instantâneo. Eu falei e os olhos dela se encheram de lágrimas. Eu não sabia o que fazer, que atitudes tomar. Comecei a entrar em desespero, mas procurei não esbocei isso.
Então, do nada, ela pareceu levar um choque de realidade, secou suas lágrimas na blusa de frio e levantou.
– Só me diga com quem.
Eu não tinha coragem de dizer com quem era. Não mesmo. Como eu poderia contar pra ela que o Jason havia traído-a com a Lesley? Não havia garota mais vadia do que ela. Todos detestavam aquela menina, e com a Alícia não era diferente, ela tinha até mais ódio dela do que as outras pessoas. Mas eu não podia dizer o nome dela. Não tinha coragem o suficiente para isso. Mas era óbvio demais. Se ele a traiu, tinha de ser com uma vadia de categoria. Uma que soubesse fazer a cabeça dele pra isso. E estava na cara que era a Lesley.
– Com a pessoa mais óbvia. — Foi tudo que eu consegui pensar. Foi a única maneira que eu podia dizer que foi com ela, sem citar o seu nome, de um modo que a Alie entendesse.
Na hora soltei até um riso. Não sei por que, mas lembrei do dia em que Jason foi lá à minha casa me pedindo ajuda, pois ele estava apaixonado por Alie e queria pedi-la em namoro. Boas lembranças...
– Obrigada por me avisar. — E foi saindo.
Eu não pude fazer mais nada. Ela saiu da cafeteria, sem me dar qualquer satisfação. Eu mataria a aula de hoje pra ficar com ela, se ela quisesse. Mas acho que a resposta já era não. Ela precisava ficar sozinha, eu sei, entendo até. Colocar os pensamentos no lugar. Eu sabia o quanto ela tava sofrendo.
Mas eu não permitiria isso. Se ela ficasse sozinha, poderia fazer alguma burrada. E não queria ser o culpado disso. Afinal, se eu podia estar com ela, mas a deixei sozinha, se e ela se machucasse, a culpa seria minha.
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