A Mystical Love
9 Capítulo 9 - Chegada no L.L.
Notas iniciais
E nesse capítulo eu vou explicar um pouquinho da história do colégio, pra vocês entenderem melhor.
Boa leitura =)
O Colégio Lady Lebouski é simplesmente perfeito. É o colégio dos sonhos de qualquer um.
O Phellip mostrou todo o campus para nós e nos explicou a organização e como são as coisas aqui.
O campus do colégio é divido em Blocos, e cada Bloco é representado por uma letra. Os Blocos na verdade são prédios. Mas pra facilitar a organização, são chamados de Blocos.
O Bloco A é onde ficam as salas dos diretores, Sr. Henrique Lebouski e sua irmã Sra. Catharine Lebouski — verdadeiros descendentes da verdadeira Lady Lebouski — e as salas dos inspetores — que são muitos, pois cada Bloco tem o seu inspetor. Esse Bloco é frequentado o dia inteiro pelos alunos. Lá podemos tirar dúvidas, marcar data de festas – que só podem ser feitas em sextas, sábados e domingos -, se quebrarmos as regras também vamos para lá — mas ou invés de ir pra sala do inspetor do seu Bloco, vai para a sala dos diretores –, e coisas desse tipo. Esse Bloco tem expediente, que vai somente até às 19 horas.
O Bloco B é onde ficam os apartamentos dos diretores e inspetores. Esse Bloco quase não é frequentado pelos alunos. A não ser que alguém apronte algo e já tenha acabado o expediente no Bloco A. Mas fora a isso, esse Bloco só é frequentado pelos diretores e inspetores.
Os Blocos C e D são onde temos aulas. Cada andar tem aula de uma matéria. E os alunos passam cerca de quase 7 horas nesse Bloco. Mas nem todas as aulas são uma tortura. Temos as aulas normais, como: matemática, português, história, geografia, biologia, física, química, inglês e redação. E temos as aulas extracurriculares: história do Egito, culinária, línguas estrangeiras, eletrônica, informática e desenho.
O Bloco E na verdade, não é exatamente um Bloco. Pois ele não é um prédio como os outros, ele só tem um andar. Nele fica o nosso refeitório. Onde tomamos café da manhã, almoçamos, lanchamos e jantamos. A qualquer horário do dia você pode vir aqui comer alguma coisa. Contando, que não coma dentro das salas de aula, claro. Aqui, isso é considerado falta de respeito, mas somente pelos professores.
O Bloco F é onde ficam as quadras/campos de: futebol, futsal, vôlei, basquete e tênis. Tem um andar só, mas eu o considero um Bloco, porque não tem só um ambiente.
Do Bloco G ao J é onde ficam os apartamentos masculinos. Nós estamos no Bloco G por causa do Dexter. Íamos ficar no Bloco L, mas ficaríamos separadas em quartos diferentes, de acordo com as vagas que existissem. Mas como queríamos ficar juntos, convencemos a Sra. Catharine de que o Dexter era gay e podemos ficar com um apartamento só para nós. Por isso, estamos em um dos Blocos masculinos.
Do Bloco K ao N é onde ficam os apartamentos femininos. Não conheço muito de lá, afinal, nem entramos lá. Afinal, o Dexter estava com a gente e os meninos não são autorizados a ir aos Blocos femininos e vice-versa.
Somente eu, Jasmine e Annebeth – além dos inspetores — somos autorizada a entrar nos Blocos masculinos, ou melhor, no Bloco G. Pois nos outros também temos passagem restrita. Mas por compensação, podemos entrar nos Blocos femininos, caso conheçamos alguma das meninas e elas nos chamem pra ir lá.
O Bloco O nada mais é do o local da nossa diversão! No primeiro andar tem uma espécie de Cyber Café. Onde tem computadores e uma lanchonete. Infelizmente temos horas pra ficar no computador. Durante a semana, podemos ficar 2 horas no computador, mas sem ser no horário das aulas. E nos finais de semana 4 horas. No segundo andar tem uma academia. E no terceiro, um lugar super divertido, que me apaixonei! É uma sala de jogos, mas não uma sala de jogos normal. Tem geladeiras com refrigerante, puff’s por toda parte, e maquinas com biscoitos e outras porcarias. É o paraíso! Tem Xbox, Playstation, Guittar Hero, Nintendo Wii e outros jogos. Vou viver nesse lugar!
E o último Bloco, mas não menos importante. O Bloco P é onde fica o salão de festas. Onde podemos fazer festas nos finais de semana e onde tem os bailes.
O L.L. tem a tradição de ter três bailes por ano. O Baile de máscaras, que é logo no começo do ano, é como se fosse uma recepção para os alunos novos conhecerem os outros alunos. O Baile da primavera, que o próprio nome já diz, ocorre na primavera e é pra marcar que estamos perto do verão e das férias. E O Baile de Princesas e Cavaleiros, que é o último baile do ano e acontece sempre no último final de semana que passamos aqui no colégio antes de começar as férias. Nesse baile, quatro meninas competem pelo posto de Rainha do Lady Lebouski. E quatro meninos competem pelo posto de Rei do Lady Lebouski.
Confesso que adorei essa ideia de ter bailes. Sempre gostei e acho lindo. E já estou super ansiosa para o “Baile de máscaras”, que será no próximo sábado.
Por causa do baile, não teremos aula na sexta. Pois é o dia em que eles vão nos liberar para ir a cidade comprar nossas roupas.
Estou pensando o quão serão perfeitos esses anos que irei passar no L.L. Ficarei a semana inteira morando com esses loucos que eu amo. Será maravilhoso!
– Ei, não vai nos ajudar a limpar isso aqui não? – Disse o Dexter passando a mão em frente aos meus olhos para ver se estava acordada.
– Oi? Ah, vou ajudar sim. Desculpa, estava pensando... – Me levantei e fui em direção à cozinha, ver o que as meninas precisavam em que eu ajudasse.
– Pensando em que?
– Em como será perfeito esse tempo que vamos morar juntos. Se tudo der certo, quero continuar morando com vocês até terminar a faculdade!
– Com certeza! Mas depois da faculdade infelizmente vamos seguir nossas vidas. A Jasmine vai encontrar o médico sarado com quem ela sempre sonha. A Anne vai encontrar alguém tão aventureiro quanto ela, e os dois vão viajar o mundo. E eu e você vamos casar! – Ele me abraçou de lado, passando o braço em minha cintura e riu.
– Como?
Depois que o Dexter percebeu o que tinha dito, fechou a cara e foi correndo em direção ao seu quarto.
– Desculpa, tenho que arrumar as minhas coisas... – E bateu a porta.
Sério que ele falou que íamos casar? Deu um futuro com qualquer homem para Jass e Anne. E quando foi falar de mim, falou a nós dois... Eu e ele. Ele e eu. Alícia e Dexter, iríamos casar!
Esses pensamentos me arrepiaram. E eu involuntariamente senti aquele maldito frio na barriga. Aquele que a gente sente quando está planejando o futuro antes de dormir, com o cara que se está apaixonada e fica-se pensando quantos filhinhos terão.
Merda. Tudo isso de novo. Depois daquela conversa que eu tive com as meninas na casa da Jass, e elas tentaram me convencer de que eu estava apaixonada eu nunca mais pensei nesse assunto. E pretendia nunca mais pensar. Mas parece que isso me persegue.
Será que... Não! Recuso-me a tentar confirmar isso. É totalmente impossível eu estar apaixonada pelo Dexter.
Faremos quase três anos de amizade. Ele sempre foi um cara super atencioso, calmo, carinhoso, amigo, me dava conselhos, quando eu precisava de apoio, lá estava o Dexter.
– Dexter, abre essa porta! – Disse batendo com força na porta.
– Alie, aqui está um bagunça. Deixa que eu arrumo isso sozinho.
– Eu quero falar contigo. Abre logo essa porta! – Comecei a gritar.
– Não Alie. Está tudo jogado! – Ele também começou a gritar.
– Eu não quero saber se tem bagunça ou não. Não quero saber se tem coisa jogada. Eu quero falar com você. Dá pra abrir essa porta?!
– Ok, já vou abrir. – Escutei o trinco voltando e a porta foi se abrindo lentamente. Não estava com calma pra isso. Empurrei-a com toda a força e saí entrando. Parei, não havia mais lugar no chão para pisar, era roupa para todos os lados.
– Quando você disse que aqui estava uma bagunça, você não estava brincando.
– É. Realmente não estava, mas o que você quer falar comigo?
– Tem uma coisa que tem me intrigado há muito tempo. Na verdade, desde o dia do parque, quando você contou pra mim a merda que o Jason fez.
– Fala o que você quer saber?
– Dexter, o que você sente por mim?
– Eu? Eu te amo Alie, assim como você também me ama.
– Mas um amor de amigo, ou um amor, como se fosse paixão?
– Como é?
– Você é apaixonado por mim, Dexter?
– Como? – Ele arregalou os olhos, parecia estar muito assustado com a pergunta.
– Eu perguntei se você está apaixonado por mim!
– Você quer saber se eu sou ou se eu estou?
– Ah, tanto faz! Responda logo!
– Para que você quer saber isso? E de onde você tirou essa ideia?
– Dexter, eu posso ser lerda. Mas uma hora eu ia acabar percebendo! Você é todo calmo comigo, carinhoso, companheiro, me respeita, é atencioso, me dá conselhos, quando eu preciso de apoio, você está comigo, sempre me liga para saber como estou e coisas estranhas vem acontecendo há bastante tempo.
– Coisas estranhas? Como assim?
– Você acha mesmo que eu não percebi? Ok. No dia do parque, os seus olhares; era um olhar apaixonada, como se você estivesse olhando para a menina dos seus sonhos. No dia em que você dormiu lá em casa, quando estávamos no sofá vendo filmes, você deitou sua cabeça em meu ombro e pegou na minha mão, ficou muito tempo de mãos dadas comigo. E eu nem sei quanto tempo foi, porque dormi. Você nunca foi de pegar na minha mão, Dexter. Hoje mais cedo, quando você chegou à minha casa e fomos para a sala, você pegou na minha mão de novo. Sentamo-nos e você continuou com a mão na minha. E agora pouco, disse que iriamos no casar! Dexter!
– Se eu pego na sua mão é por que você me dá liberdade para isso! Olhares Alícia? Olhares? Como assim olhares? Você está querendo me dizer que eu estava olhando para você com olhar de apaixonado?
– Não comece a me chamar de Alícia! Não é porque estamos discutindo isso que tens que parar de me chamar de Alie... – E não sei o porquê, meus olhos se encheram de lágrimas e comecei a chorar. – E sim, você estava olhando para mim como se estivesse apaixonado!
– Alie, não chore! – Ele me abraçou, colocou minha cabeça em seu peito. – Pra que você quer saber isso? Mudará algo?
– Mudará tudo, Dexter! Preciso saber dos seus sentimentos, agora!
– E para que? – Ele levantou o meu rosto, para que pudesse olhar em meus olhos.
– Para eu poder saber dos meus. – E evitei olha-lo diretamente nos olhos, então abaixei a cabeça e o puxei para mais um abraço.
– Certo. Se é isso que você quer saber... – Ele me apartou mais forte e começou a fazer carinhos em meu cabelo. E começou a falar baixinho, quase sussurrando. – Bom. Depois que nos conhecemos, naquele primeiro dia de aula, começamos a nos conhecer melhor e logo viramos melhores amigos. Não demorou muito para que eu percebesse a menina maravilhosa que você era e caísse em uma armadilha que minha própria mente montou. No começo me obrigava a não aceitar isso, mas com o tempo, fui obrigado a admitir. – Ele colocou suas mãos quentes e macias em meu rosto e levantou-o para que pudesse olhar em meus olhos e dizer a verdade. – Eu sou e sempre fui apaixonado por você Alícia. Pra ser mais sincero, lhe amo! Mais do que posso amar qualquer pessoa no mundo!
Depois de escutar essas palavras, passei a ter certeza do que estava sentindo. Era amor e sempre foi amor. Eu sempre o amei, mas nunca fui forte o bastante para admitir que não fosse um amor só de amigo. Mas agora, eu sei e admito, eu o amo.
Ficou um total silêncio entre nós dois. Dexter ainda estava com as mãos em meu rosto e olhava em meus olhos.
Ele começou a se aproximar. Estava olhando para a minha boca, como se quisesse beijá-la. E eu, também olhava para sua boca, delicada, quente, carnuda e perfeitamente desenhada.
Pela primeira vez, desejava de forma intensa e incontrolável aqueles lábios colados aos meus.
Ele se aproximava cada vez mais, e eu também. Eu já podia sentir sua respiração em minha pele. Agora, ele parou e olhava em meus olhos. Como se estivesse pedindo permissão para que me beijasse. Eu movimentei minha cabeça, dizendo sim. E ele se aproximou mais. Seria agora...
Notas finais
Haaaaaaaaaa, eu também!
Será que finalmente eles irão se beijar? Será que finalmente #Dexlie vai rolar?
Esperem o próximo capítulo! =)
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