A Mystical Love
12 Capítulo 12 - Brigas à parte
Notas iniciais
Estou me viciando em Cappuccino. Tomo no café, no lanche e antes de dormir. Às vezes até dois copos grandes em cada refeição.
E do nada, quando estou assistindo televisão, lavando a louça ou arrumando o quarto. Ideias para o próximo capítulo de AML vem à minha mente e eu escrevo na primeiro folha que eu achar.
Uma parte de um capítulo, não me lembro qual, eu escrevi em um guardanapo, numa festa de aniversário infantil.
Me sinto uma louca, mas estou fazendo o que gosto e me sinto feliz com isso.
Quem sabe no futuro, vire uma escritora.
Mudando totalmente de assunto...
Os comentários de vocês a cada dia me deixam mais feliz. Se hoje em dia tenho sido uma pessoa mais alegre, sorridente, festiva e super animada, devo isso a todas vocês.
Sinto que estou sendo reconhecida, mas não sei exatamente pelo o que. Confesso que não me sinto uma escritora tão boa. Sempre tive muita dificuldade nas aulas de redação e agora estou resolvendo virar uma autora, tudo culpa da minha fértil imaginação.
Conversarei mais com vocês lá embaixo. Os amo muito. Boa leitura!
Como assim a Lesley está estudando no mesmo colégio que eu? Quando que essa desclassificada fez o concurso? Ela mesma disse no começo do ano passado que não iria fazer, pois era “boa demais para estudar em um colégio onde só se pode sair no final de semana”. Escrota, como sempre.
Assim que eu e Dexter gritamos, ela olhou para trás e nos deu um olhar malicioso. Como quem estivesse mostrando que iria aprontar. E no resto dos dois tempos de aula do Sr. H., não pronunciou uma só palavra.
Não demorou muito e a aula de história acabou. Agora teríamos o nosso horário de almoço. Todos os alunos saíram de suas salas e foram ao Bloco E.
Eu precisava pelo menos ter uma conversa, mesmo que fosse civilizada com ela. Ela ficou arrumando o material que estava todo espalhado em sua mesa, enquanto o resto dos alunos saia. Dei qualquer desculpa para as meninas e Dexter. Esperei que ficássemos sozinhas, para então, conversarmos.
– O que você está fazendo aqui? – Ela se virou e riu.
– Guardando as minhas coisas, não está vendo?
– Não, digo aqui no L.L.
– Ah, você fala de eu estar estudando aqui. – Fechou sua mochila e a colocou no ombro — Sou sobrinha dos diretores. Meu pai era um dos três irmãos. Um dos diretores. Mas depois de sua morte, ficou somente o tio Henrique e a tia Catharine. Mais alguma coisa que queira saber da minha vida? – Percebi que havia sido grossa demais, mas ainda continuava querendo tirar satisfações sobre o caso Jason.
– Desculpe, não sabia disso. Mas, quero conversar com você.
– Sobre?
– Jason.
– Pode falar. – Ela estava na defensiva, o que mostrava que não ia falar nada além do necessário.
– Porque você ficou com ele, sabendo que ele tinha namorada?
– Porque gosto dele. Sempre gostei. E se não sabe, antes de você entrar naquele colégio, eu e Jason tínhamos um caso. O qual, por sua causa, foi pros ares. Você é a culpada de tudo Alícia. – Como assim? Ela tinha um caso com o Jason? E gosta dele?
– Mas ele estava namorando comigo! E como assim você gosta dele?
– Querida, se ele estava pouco ligando para você, por que eu, que não tinha nada a ver com você, teria de ligar?! Gostando ué. Assim como você sempre disse que o amava e de uma hora para a outra o largou. – Ela não estava falando isso. Disse como se os meus sentimentos por ele fossem falsos, ou que eu estivesse fingindo. Eu realmente o amei, mas ele destruiu tudo o que eu sentia por ele. Se o meu amor acabou, a culpa foi dele.
– Você é uma vadia!
– Ache o quiser. Não ligo para o que você pensa ou fala. – E foi saindo, mas antes de sumir no corredor, virou-se – Só digo mais uma coisa. Cuidado quando for à cidade. Podes ter uma bela surpresa. – Piscou e sumiu no mar de alunos que estava no corredor.
Como? Que surpresa eu poderia ter se fosse à cidade? Essa garota é maluca, com certeza. E está me deixando também. A cada dia que passa, tenho mais nojo dela. Como ela pode ser tão... Vadia?
Resolvi abstrair de todos esses pensamentos em relação a ela. Ela me irrita e me faz desfocar das coisas que tenho de fazer. Só me restam mais vinte minutos de almoço e meus amigos estão me esperando no refeitório.
Eles estavam sentados em uma mesa ao lado direito, bem perto das bandejas. Fui em direção a eles e parei do lado do Dexter.
– Podemos conversar?
– Como?- Ele olhou um pouco assustado para mim.
– Eu disse que quero conversar com você. – Ele se levantou e me encarou.
– Porque está se referindo a mim nesse tom? Aconteceu alguma coisa que eu não sei? – Parecia estar calmo, mas eu não estava.
– Muitas coisas, senhor Dexter De La Fontan. – As meninas perceberam o que estava acontecendo e se levantaram.
– Vamos pegar o nosso almoço. – Nós nem sequer olhamos para elas.
– Porque me chamou assim?
– Porque depois de saber que você vem mentindo há décadas para mim, não tenho mais como lhe chamar de Dex.
– Eu? Mentindo para você? Está louca?
– Acabei de ter uma pequena discussão com a Lesley. E ela me disse que antes de eu entrar no colégio, ela e o Jason tinham um caso. E você, que se dizia melhor amigo do Jason, com certeza sabia disso e nunca me contou!
– ELES TINHAM UM CASO? – Dexter arregalou os olhos. Todo o refeitório estava nos olhando. Claro, depois do grito do Dexter, quem não iria olhar?
– Fala baixo!
– Desculpa. Vamos senta,r assim eles param de nos olhar. – Nos sentamos.
– Você não sabia que eles tinham um caso?
– Eu nem imaginava. Jason nunca me disse isso. Sei de todas as garotas que ele ficou antes de você, mas, de ele ter um caso com a Lesley eu não sabia. – Fiquei totalmente sem graça. Gritei com ele, o chamei pelo nome completo e ainda fui uma grossa. Por causa da Lesley e do Jason. O que está havendo comigo? Essa não sou eu.
– Desculpa. Não queria ter gritado com você. – Olhei para o chão e corei.
– Está desculpada. Mas nunca mais venha discutir comigo por causa desses dois. Eles já fizeram mal demais para você. Não quero que eles estraguem mais a sua vida. – Colocou a mão no meu queixo, levantando meu rosto. E ficou olhando em meus olhos.
– Eu te amo. – Disse sem pensar e corei.
– Também te amo. Queria muito poder lhe dar um beijo agora, mas estamos no refeitório. – Ele deu uma risada. Que risada mais linda. Dentes lindos, boca perfeita... É. Estou apaixonada pelo meu melhor amigo.
As meninas chegaram com suas bandejas, paramos de nos olhar.
– O que aconteceu aqui? – Perguntou Jasmine se sentando.
– Alícia discutiu com a Lesley dentro da sala. Ela disse para Alie que antes dela e Jason se conhecerem, eles tiveram um caso. Ela achou que eu soubesse e veio tirar satisfação.
– Alie, achei que você já tivesse superado esse amor pelo Jason. – Anne se pronunciou. Eu e Dexter nos entreolhamos e rimos. Foi inevitável, mas elas perceberam.
– Mas superei. Só queria saber a verdade.
O assunto Jason acabou. Percebo que Phellip está vindo em nossa direção, e ao seu lado está Merli. Tudo bem, Merli não é o cara mais legal do mundo, mas ainda nem conversei com ele direito, quem sabe ele seja um cara legal. Abro um sorriso de boas vindas para os dois.
– Podemos sentar aqui? – Diz Phellip com um sorriso Colgate.
E para melhorar o nosso dia, me aparece a Lesley.
– Phellip, estava te procurando. Posso sentar com você? – Pronto. A santíssima vai acabar sentando na nossa mesa. Perfeito. Que coisa linda.
– Bom Lesley, eu vou me sentar aqui com o Merli, mas a mesa não é nossa, é deles. Pergunte se pode. – Ele a respondeu e sentou na cadeira que estava vaga ao meu lado, e ao seu lado ficou Merli.
Infelizmente ainda havia uma cadeira vaga, ao lado do Dexter. Sim, a santíssima da Lesley, que faz voto de castidade, não olha para meninos e não os seduz, sentará ao lado do Dexter. Lindo isso. Vou adorar a cena. Tenho que parar de tão sarcástica...
– Posso sentar... Não acredito! Dexter, Anne, Jass e Alie? Nossa que surpresa! – E quando terminou de falar, já estava sentada.
O clima durante o almoço foi péssimo. O Dexter ficou totalmente sem jeito, pois ela não parava de puxar assuntos. Phellip e Merli ficaram focados em seus almoços. Eu fiquei quieta, pois estava totalmente possuída pela raiva e não queria acabar brigando com ela, no meio do refeitório. E as meninas, pareciam estar incomodadas com a presença dela assim como eu.
Para a nossa alegria, o horário de almoço passou rapidamente. Depois que nos levantamos fizemos de tudo para ficarmos longe dela. Deu certo, mas nem tanto. Estava longe dela, mas me perdi do Dexter e as meninas.
Tentei achar o caminho para a próxima aula sozinha. Infelizmente fiquei perdida. Por sorte avistei Phellip no corredor com o Merli.
– Meninos, eu me perdi, onde é a sala? – Falei chegando perto deles e segurando no braço de Phellip.
– É no final do corredor. Eu também vou para lá, só me acompanha. – Ele se despediu de Merli que entrou numa sala ao lado.
– Por qual motivo vocês ficaram tão quietos na hora do almoço? – Ele indagou.
– Deu para perceber que estávamos forçando alguma coisa?
– Claro que sim. Conheço você há um dia, mas sei que és uma pessoa agita e feliz. Não quieta daquele jeito.
– Sua dupla na aula de história. Ela é o problema!
– A tal de Lesley?
– É. No final do ano passado, eu estava namorando o Jason. Só que ele me traiu, com ela, e esse foi o motivo do nosso término. Hoje depois aula, fui tirar satisfações com ela. Ela me disse que antes mesmo de eu conhecê-lo eles tinham um caso. Fui perguntar ao Dexter se ele sabia disso e acabamos discutindo. História longa... Quem sabe um dia você entenda.
– Depois de ficar sabendo isso, fiquei até com medo dela. – Entramos na nossa sala. A professora já esta lá dentro. No quadro estava escrito o seu nome e a matéria.
Sra. Fritz, professora de matemática.
Sentei-me ao lado do Dexter, como na aula anterior. Anne estava sentada com o Merli? E Jass estava sozinha, o que fez com que Phellip ocupasse a cadeira ao seu lado.
– O que está fazendo aqui Merli? – Perguntou Phellip, surpreso.
– Quando cheguei à minha sala recebi um comunicado por escrito do professor. Era de sua mãe. Vou ter que voltar para o primeiro ano, graças a Sra. Fritz que retirou os décimos que havia me dado para passar de ano na matéria dela.
– Triste sua história, amigo. – Phellip bateu no ombro de Merli, que só balançou a cabeça.
A aula foi divertida e engraçada. A Sra. Fritz interage muito bem com os alunos. Logo no primeiro dia de aula ela já contou a sua história de vida para os alunos. E nós nos divertimos muito com as histórias, que eram super engraçadas.
A aula de matemática era de um tempo só. Que acabou rapidinho e fomos liberados para ir para os apartamentos. Como era o primeiro dia de aula e acordamos tarde, acabamos tendo somente três tempos de aula.
Os quatro mosqueteiros se juntaram, Phellip sumiu no corredor, então fomos para o apartamento.
– Por que você se sentou com o Merli na aula de matemática, Anne? – Dei uma risada. O que acabou me condenando, pois ela percebeu que estava falando com malícia.
– Ele entrou na sala e me viu sentada com a Jass. Perguntou se eu poderia me sentar com ele, pois não conhecia mais ninguém na turma e estava devendo uma ao amigo dele.
– Então quer dizer que além de estar tentando lhe seduzir ele quer colocar a Jass na fita do Phellip?
– Vejo que sim. – Nós duas rimos da cara que a Jass fez.
– Vocês podem ir parando com isso. Não vou ficar com ninguém aqui. Muito menos com o Phellip. Tenho-o como um ótimo amigo, assim como Dexter. – Ela realmente se irritou com nossa brincadeira, então permanecemos caladas até chegar ao apartamento.
Assim que Jass abriu a posta, saí correndo para o meu quarto, pegar uma roupa. Queria ser a primeira a entrar no banheiro, e consegui. Depois que tranquei a porta, Anne ficou batendo, se queixando que era ela quem deveria entrar.
Saí do banheiro e Anne me atropelou. Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ela bateu a porta. Dexter estava sem camisa encostado-se à parede marrom claro em frente ao banheiro, com uma muda de roupa nas mãos.
– Ela parece estar com pressa. O que deu nela?
– O Merli acabou de vir nos chamar para uma sessão cinema no apartamento deles. Preciso terminar?
– Não. Eu já entendi tudo. Mas ele só a chamou?
– Todos nós. Inclusive eu e você. – Ele começou a se aproximar. Colocou uma de suas mãos em minha cintura, e me puxou. Fazendo com que nossos corpos se colassem.
Minha respiração começou a ficar entrecortada. Ele estava fazendo aquilo de novo. Agora, daríamos o beijo que queríamos no refeitório. Levantei meu olhar, para que pudesse ver seus olhos verdes. Dava para ver a gota de desejo o fundo deles.
Coloquei uma mão em seu pescoço. Comecei a me aproximar, ele fez o mesmo. Ele encostou nossas testas.
– Esperei tanto por isso. – Sussurrou.
– Não fale. Só faça. – Também sussurrei.
Ele se aproximou mais ainda. Nossos narizes se encostaram, agora podia sentir sua respiração em minha pele. Ele parou. Esperava que eu aproximasse os próximos centímetros. Uma onda de arrepios percorreu meu corpo. Finalmente, depois de duas tentativas frustradas, iriamos nos beijar. Aproximei-me.
Notas finais
Tenho de parar de fazer isso. Daqui a pouco vocês terão ataques cardia, e as matarei.
Também estou curiosíssima, tanto é, que já estou escrevendo o próximo capítulo e talvez o postarei hoje de madrugada. Quem sabe...
Amanhã talvez eu não entre. Irei estudar para a prova da IFRJ, ainda não estudei até hoje e a prova é domingo.
Estou com medo de não conseguir passar. =/
Até o próximo capítulo!
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