A Mystical Love
10 Capítulo 10 - Segredo revelado
Notas iniciais
Mas aí está. Espero que ao contrário de mim, vocês gostem.
Beijos lindas!
Estava tudo perfeito. Aquele seria o nosso momento. Depois de tanto tempo escondendo de si mesmo e um do outro, havíamos nos declarados. Éramos amantes escondidos.
Jasmine abriu a porta, em questão de segundo, Dexter me soltou. Olhei para o chão, estou totalmente envergonhada. Ela fez cara de assustada, mas rapidamente montou todo o quebra-cabeça sozinha.
– Hm... Preciso de ajuda na cozinha. A Anne está no quarto arrumando as coisas dela. Será que poderia me ajudar?
– Claro! Está lavando?
– Não, o chão estava limpo. Estou limpando o armário e os utensílios.
– Ajudo. Vamos, me diga do que precisa... – Sai do quarto do Dexter e fui em direção à cozinha puxando a Jasmine junto comigo.
Chegando à cozinha, Jasmine me deu um pano e me mandou terminar de limpar os armários, enquanto ela lavava as coisas.
Terminei tudo rapidamente, não estava tão sujo.
– Acho que já terminei por aqui, Jass. Precisa que limpe a sala?
– Não. A Anne já fez isso, pode ir arrumar suas coisas. – Depois de escutar isso fui saindo. – Espere antes eu preciso lhe perguntar uma coisa.
– Diga. – Encostei-me ao portal.
– Estava acontecendo alguma coisa entre você o Dexter na hora que eu cheguei? – Fiz cara de desentendida.
– Não. Por quê?
– Primeiro você faz aquele escândalo batendo na porta do quarto, dizendo que queria conversar com ele. Depois eu chego e vocês dois ficam com cara de assustados. Pareciam até que estavam fazendo algo de errado.
– Não. Nada disso. Na verdade, estávamos conversando um assunto bem sério. Coisa dos pais dele. Minha mãe me contou e eu quis tirar a história a limpo, só isso.
– Sério? É algo sério?
– Um pouco. Mas não tanto. Só não te conto, pois envolve os pais do Dex, e não sei se posso fazer isso. Desculpe.
– Eu entendo. É um segredo. Certo. Não vou incomodar, mas precisando de qualquer coisa, eu existo.
– Obrigada amiga. – Fui até ela e lhe dei um beijo rosto.
O nosso quarto estava uma TOTAL bagunça! Encarregar a Anne de arruma-lo não foi uma boa ideia. Eu nunca havia entrado ali. Era bem bonito. As paredes dão cremes da metade para cima e da metade para baixo tem um papel de parede com estampa de flores. Tem uma cama de solteiro e um beliche. Graças a Deus o beliche vai ficar com a Jass e a Anne. Elas o escolheram, acharam divertido. E eu amei a ideia delas.
Não tem necessariamente um armário. Na verdade, temos um closet. Perto da porta de entrada o lado esquerdo, se encontra porta dele. E ele é de tamanho médio, dará perfeitamente para nossas roupas.
– Você está arrumando ou bagunçando?
– Ah, oi. Eu estou tentando arrumar, mas não está sendo fácil. Preciso de sua ajuda.
– Eu ajudo. Já escolheu qual vai ser a sua parte no closet?
– Sim, é a parte da direita. Escolhe a sua e a outra fica pra Jass.
– Eu fico com a parte dos fundos, tenho certeza que a Jasmine vai querer ficar com a parte da esquerda.
– Pode arrumar as suas coisas aí então.
Fiz o que ela pediu. Desfiz a minha mala e arrumei minhas roupas no closet. Assim que terminei com as roupas. Coloquei os lençóis que eu trouxe na cama.
Toda essa arrumação em cansou muito. E até agora eu ainda não terminei o meu assunto com o Dexter. Não sei se espero ele vir me perguntar alguma coisa ou se eu mesma pergunto. Não sei...
Vou fingir que nada aconteceu. É isso. Se ele perguntar, puxar o assunto, a gente conversa. Mas caso ao contrário, fingirei que nada aconteceu. E começarei agora.
– Está precisando de ajuda? Já terminei no meu quarto... – Fui empurrando a porta e encontrei a visão do paraíso. O Dexter havia acabado de sair do banho e estava de toalha, passando desodorante.
Ele percebeu a cara que eu fiz. Não sei bem qual era, mas devia estar mordendo os lábios com os olhos cheios de luxúria.
– Alie! Dá licença! – Ele me despertou dos meus pensamentos idiotas.
– Aí desculpa, eu estou saindo. – Coloquei a mão no rosto e fechei a porta.
Um pequeno susto. Mas um susto muito lindo e perfeitamente malhado. Chega desses pensamentos!
Estou cansada. Muito. Resolvi tomar banho. Fui ao meu quarto, peguei uma muda de roupa confortável, iria ficar o resto da noite no apartamento, não estou muito com vontade de sair.
Hoje a noite está bem frio. Inclusive aqui no apartamento. Coloquei uma calça de moletom larga, uma blusa de manga e um casaco e minhas botas acolchoadas.
Arrumei-me dentro do banheiro mesmo. Não queria ser surpreendida pelo Dexter.
– Meninas, onde que nós podemos lavar as roupas?
– Estamos na sala! – Escutei a Anne gritando.
– Onde nós podemos lavar as roupas. – Estava com as minhas roupas sujas na mão.
– No subsolo tem uma lavanderia. Fica aberta 24 horas. Vai lá!
– Obrigada. Acho que vou lá agora. Tchau gente, vou levar o celular, qualquer coisa, é só ligar. – Fui indo em direção à porta principal.
– Alie, eu vou com você, tenho umas roupas para lavar também. Trouxe umas sujas de Liverpool. Espera-me?
– Sim. Só não demora muito. – Logo ele saiu da sala.
– Acho que vocês precisam conversar. – Disse Anne, olhando para mim e dando uma piscadela.
– Como?
– Conversar, se entender. Esse assunto dos pais dele parece ter atormentado ele.
A Annebeth é meio irresponsável, louca, bagunceira e lerda. Mas ela capita coisas que nem mesmo a Jass, esperta do jeito que é, entende. Não me pergunte como. Pois nem eu mesma sei. E ela entendeu tudo, ou eu acho que entendeu. Deixa pra lá...
– Vamos? – Dexter já estava na sala, e com uma pilha grane de roupa, dentro de uma cesta.
– Temos uma cesta para roupas sujas?
– Temos. Fica no banheiro, você não viu?
– Não... Coloca as minhas aí, por favor. – Entreguei-as a ele. Abri a porta e chamei o elevador.
Os Blocos com os dormitórios têm mais de oito andares, então eles colocaram elevadores.
No elevador o silêncio predominou. Nenhum dos dois puxava qualquer assunto. De certo modo isso estava me incomodando demais. Resolvi falar, qualquer coisa.
– Já falou com sua avó hoje?
– Ainda não. Disse que só ligaria para ela quando tivesse tempo. E para ser sincero, não tivemos muito tempo.
– É. Nem eu liguei para a minha mãe. Também não tive tempo. – O elevador chegou à lavanderia. Saímos.
Separei a minhas roupas. Separei-as por brancas e coloridas e o Dexter pediu que eu fizesse o mesmo com as dele.
Coloquei nossas roupas em máquinas diferentes e resolvi conversar.
– O que tem achado do L.L?
– Eu gostei. Mas acho que um dos motivos é que ainda não tivemos aulas. – E automaticamente rimos. – Mas eu estou gostando, muito, por sinal. E você?
– Eu estou amando esse lugar! É tudo muito perfeito. E estou apaixonada pelo segundo andar do Bloco O!
– Está apaixonada só por esse lugar?
– Não, estou apaixonada pela escola inteira! – Disse rindo.
– Só pela escola? – Ele me olhou maliciosamente e foi chegando mais perto de mim.
Eu entendi o que ele estava fazendo. Permiti que ele chegasse mais perto. Ele colocou uma de suas mãos em minha cintura e colou nossos corpos. Meu coração ficou acelerado.
Foi se aproximando. Colou nossas testas e ficou olhando em meus olhos.
– Te amo. – Ele sussurrou.
E foi se aproximando mais. Depois da interrupção da Jasmine mais cedo, finalmente nossos lábios se encontrariam. Teríamos nosso tão desejado beijo. Nossos lábios estavam quase se tocando...
Phellip saiu do elevador. Levamos um susto e rapidamente nos soltamos.
– Atrapalhei algo?
– Não, imagina. – Disse o Dex sem jeito.
– Hm, sei. – Phellip estava desconfiado. – Achei que você era gay, Dexter.
– Como? – Ele se assustou. – Quem te falou isso?
– Sou filho da Catharine. Mas uso o sobrenome do meu pai. Não gosto que me tratem diferente. Minha mãe me contou, na verdade, fui eu quem a convenceu a deixa-lo ficar no mesmo apartamento em que elas. Mas pra mim você era gay.
– Eu sei que as meninas inventaram essa história de que eu era gay. Mas não sou. Sou hetero. Gosto de meninas. Entendeu?
– Claro. Depois do que acabei de ver, percebi isso.
– Bem, como assim o que você acabou de ver?
– Vocês estavam quase se beijando, ou acham que não percebi. – Ele colocou suas roupas na máquina de lavar e sentou em cima dela.
– Llip, posse te chamar assim?
– Claro que pode. Já lhe tenho como uma ótima amiga. – Ele deu ênfase à “amiga”.
– Bom, se não for pedir muito, pode guardar o nosso segredo? Faremos assim. Para você, o Dexter é totalmente gay e até acabou de dar em cima de você. E eu e Dexter quase nos beijando, nunca aconteceu. Na verdade, ele estava pegando no tecido da minha blusa. Perguntando se é lã de maquina ou se foi feito a mão.
– Tudo certo. – Levantou da máquina. E ela já havia terminado de secar suas roupas. Pegou-as e foi em direção ao elevador. – E pare de olhar para a minha bunda, Dex. – Rimos e o elevador se fechou.
Tirei nossas roupas da máquina, coloquei-as na cesta e apertei o botão para chamar o elevador. Depois desse incidente permanecemos calados. Subimos. Entramos no apartamento e ele foi direto para o seu quarto e trancou a porta.
Annebeth e Jasmine já estavam dormindo. Elas devem estar mais cansadas do que eu. Fizeram muita coisa. Tinha a casa só para mim e meus pensamentos agora, que por sinal, estavam bem bagunçados.
Estava com fome. Fui à cozinha, fiz um chocolate quente para mim, assisti alguns episódios de “The Big Ban Theory” e fui dormir.
Notas finais
Até o próximo capítulo! =)
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