Finalmente depois de ter jantado, ajudado Elsa com as lições dela, tomo banho e me preparo para dormir.

No sonho, nós estamos no mesmo chalé na beira da praia de sempre, uma praia deserta e muito linda.

Ela esta deitada ao meu lado, dormindo, parece um bebê dormindo, faço carinho na cabeça dela, que lentamente vai acordando com um sorriso bobo no rosto

– bom dia querido – diz ela com a voz fraca

– bom dia bebê, dormiu bem? – continuo fazendo carinho nela

– dormi sim e você?

–sim – sinto meu estomago roncar

–faz tempo que você esta acordado? – ela se senta ao meu lado

– Não muito – pressiono a região do meu estomago

– você deve estar com fome, vou preparar o café – ela procura seus chinelos roxos em baixo da cama, e desce para a cozinha, e a propósito ela esta com minha camisa branca

– amor eu vou com você – desço atrás dela, estou com uma bermuda azul

– pega para mim aquela frigideira vermelha por favor? – pede ela batendo os ovos em uma tigela de alumínio

– pego sim – entrego á panela á ela e a abraço por trás beijando sua bochecha direita

– quer ajuda? – pergunto ainda abraçado com ela

– faz suco? – diz ela me dando um beijo

–pode deixar – pego a jarra encho com água depois pego o saquinho com o pó do suco, e o açúcar e misturo tudo dentro da jarra – mais alguma coisa?

– me ajuda á arrumar a mesa? – agora ela esta com dois pratos na mão indo em direção á uma mesa de madeira pequena

– esta bem – pegos os talheres e os copos, ela pega a frigideira e a jarra

– então, o que vamos fazer hoje?

– que tal irmos aquela cachoeira que fica aqui perto? – respondo dando uma garfada no prato dela

– pode ser, ei você tem o seu – ela sorri e faz o mesmo com meu prato.

– vamos almoçar por lá, ou voltamos para casa? – pergunto terminando meu café

– voltamos para casa, lá é ruim de almoçar – ela se levanta e vai para a pia com os pratos e talheres sujos, eu vou com os copos

– pode ser, você lava e eu seco? – pego um pano de prato branco

– sim – ela liga a torneira – seca direitinho

– tenta fazer isso com o pano de prato molhado assim – jogo o pano nela

– ei, isso não tem graça – diz ela brava, amo quando ela fica brava, ela coloca as mãos na cintura e se inclina para frente, me fulminando com os olhos

– tem sim – digo rindo

– então tá – ela pega a mangueira da torneira e joga água em mim

– isso não vale – colo minha mão na frente do jato d’água

– vale sim – agora quem ri é ela, tento desviar do jato, mas ela me segue mesmo assim

– você não vai parar? – pergunto com sarcasmo

– não – ela continua rindo, muito bem, você quem pediu

– vai sim – me aproximo, tiro a mangueira de sua mão e a beijo, uns tempos depois percebemos que encharcamos a cozinha.