A Morte é Relativa
1 A MORTE É RELATIVA
A morte é relativa
A morte é relativa
Ato I — Reflections of reality
Cena I — Our illusive mind
A.E entra, senta-se ao lado de um divã e começa a falar:
[A.E] - A maravilhosa mente humana: cheia de corredores inóspitos, que guardam segredos inimagináveis. O que leva uma pessoa a viver uma vida presa em sua própria mente? Será que a mente humana tem algum padrão? não tenho respostas a essas perguntas, mas posso lhes contar a viagem que fiz ao interior de minha própria mente, quando sofri um acidente grave e fui parar numa cama de hospital entre a vida e a morte.
Cortinas se fecham, rapidamente.
Cena II — Blinding speed
Barulho de vento em alta velocidade, cortinas se abrem repentinamente, luz intensa do palco em direção a platéia, Voz de A.E narrando. A.E(adolescente) entra correndo, para no meio do palco:
[A.E] - Passei por um túnel, em alta velocidade, esperando que a luz no fim deste não fosse um outro trem. No fim deste encontro uma ampla sala de espelhos, alguns mais embaçados que outros, mas todos mostrando reflexos da realidade, ou melhor, de minha vida. Os mais embaçados mostram memórias apagadas, encobertas pelas areias do tempo. Os mais nítidos, por sua vez são as memórias mais recentes, como meu aniversário de quinze anos, por exemplo. O maior dos espelhos reflete um filme de minha vida, o escore final, e então o grand finale. O espelho embaça por completo.
Cortinas se fecham, lentamente.
Ato II — The Circle
Cena I — Many years have come and gone...
Cortinas se abrem lentamente, uma luz ilumina uma mesa redonda, onde estão sentados o Passado, o Presente e o Futuro. A despeito da luz, Passado e Futuro estão mal iluminados. A cada fala deve haver uma pequena pausa.
[Presente] - Que se inicie o julgamento, Passado tem a palavra.
[Passado] - Obrigado. O réu em questão sempre foi uma criança
problemática, voto pelo fim da vida do réu. Presente tem a palavra.
[Presente] - Sim, o réu foi uma criança problemática, mas qual criança não é? Levando em consideração seu amadurecimento, voto pela sobrevivência do réu. Passo a palavra ao Futuro, que deve dar o voto de minerva.
Futuro pega uma folha de papel negro, e com tinta dourada escreve, por linhas tortas: "A sobrevivência deste menino é indispensável para o futuro de toda a humanidade"
[Presente] — Isso encerra a audiência. Chegamos a um veredicto, mesmo que não tenha sido unânime.
Cortinas se fecham.
Cena II — A mind beside itself
Cortinas se abrem. A.E. deitado no divã, iluminado por uma luz que vem do topo.
[A.E.] - E isso é tudo. Tudo o que motivou a minha vida desde então. Uma pena é que tudo o que desenvolvi tenha sido usado de forma contrária do seu proprósito original, uma real pena. A mente humana é capaz de produzir coisas incríveis, mudar a natureza de forma incrível, mas tudo isso pode ser usado para o bem comum ou para o bem próprio, o que normalmente causa o mal do coletivo. E assim termina esse relato de uma cena de minha vida. Terá tudo isso sido delírio meu? Uma brincadeira da minha mente? Esse é mais um mistério, selado dentro de nossa mente, esperando para um dia ser revelado.
Cortinas se fecham lentamente ao som de violinos
Personagens:
A.E - Narrador da história, um senhor de bigode e cabelos desarrumados.
Passado - Uma criança que representa A.E. quando jovem.
Presente — Um adolescente que representa o estado de A.E. quando da época do acidente.
Futuro — Apesar de ficar escondido nas sombras, representa o estado futuro de A.E., quando este narra a história.
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