A Morte Vive
1 A morte vive
Pessoas como eu não tem sentimentos. Pessoas como eu não se emocionam, não sentem pena, não se preocupam, não tem sentimentos. É como eu disse, não tem sentimentos. Eu sou a morte.
Bem, esse não é o melhor trabalho da vida, mas é o melhor trabalho da morte. Meu trabalho é levar pessoas aos lugares depois da morte, céu ou inferno.
Na idade humana eu tenho 16 anos, mas no meu mundo, tenho muito mais que isso! Meu nome não é MORTE, não soa bem, é Zachary, ou Zach.
Como eu disse, a morte não tem sentimentos, pelo menos não deveria. Isso se comprovou quando eu conheçi Audy, a pessoa pela qual eu me apaixonei, isso seria bom, mas se não fosse o fato de Audy ser a minha próxima vítima.
Tudo começou quando, me mostraram a minha próxima missão. Levar Audy para o mundo dos mortos. Uma menina de 16 anos, por causa da idade dela me escolheram para a missão. O motivo? A minha originalidade permite me disfarçar de humano, um humano com 16 anos. Assim, eu ficaria por um tempo avaliando Audy e diria para onde ela iria: céu ou inferno.
Eu estava indo pro meu primeiro dia de aula, na escola Carlly Foster; escola e Audy, estava na secretaria, até que a secretária disse:
- Você não vai poder se matricular! Está sem alguns documentos, sem algumas vacinas, sinto muito!
Tenho ordens de usar os meus poderes só em último caso, esse era um último caso!
Olhei nos olhos daquela atendente e a hipnotisei. Afinal, esse era o único jeito de entrar na escola de Audy.
Até então, nunca tinhja visto Audy. Via muitas pessoas me olhando, principalmente as meninas, afinal, não é porque eu sou a morte que os meus disfarçer não podem ser bonitos! E dessa vez eu caprichei no disfarçe!
Estava entrando na aula de inglês, até que uma pessoa me chamou a atenção. Era uma menina feliz, mas ao mesmo tempo triste. Com muitos amigos, mas ao mesmo tempo solitária. Era Audy!
Quando eu a vi, pareçe que os nossos olhares se chocaram, era como se eu sentisse que Audy sempre esteve comigo, mas estava escondida, e agora ela aparecia dentro de mim. Em tantos séculos de vida, nunca tinha sentido isso antes.
Meu coração bateria forte, se eu tivesse um, parecia que eu sentia o pulsar do coração dela, afinal, eu sentia! Eu sou a morte!
Quando o profesor Jerry chegou, foi como se eu acordasse de um sono profundo, estava em trânse quando vi Audy.
Mas, como? como eu poderia amar uma pessoa? Como eu poderia me apaixonar por uma humana? E o pior, a humana que eu devo levar pro mundo dos mortos? Como amar sendo que nem um coração eu tenho? Audy era diferente, eu era diefente. E a nossa relação era diferente...
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