A Morada Da Felicidade
1 O Ninho da Serpente
Notas iniciais
Não curti muito esse titulo então se tiverem sugestões eu aceito. hauhua
Sakura estava nervosa. Havia aceitado aquele emprego por pura necessidade. Precisava de um teto para morar. A gerente da agencia de empregos que a contratou disse que ninguém havia aceitado o emprego por se tratar de um lugar remoto e isolado. Além do, mas a pessoa contratada teria que dormir no emprego o que fez muitas pessoas o rejeitarem, mas Sakura não podia se dar a esse luxo. Ela precisava do emprego assim como precisava de um lugar para viver.
Sakura era órfã. Sua mãe morreu quando ela tinha 5 anos e depois disso ela Passou toda a sua vida indo e vindo de lares adotivos. Nunca teve um lar para chamar de seu. Começou a trabalhar desde cedo e vivia entre um quarto alugado e outro. Levantava as mãos para o céu sempre que conseguia um emprego em que precisasse dormir no local.
...
Sakura andava pela pequena rua do pequeno vilarejo localizado ao litoral da Inglaterra. Era inverno e fazia muito frio então ela se agasalhou o Maximo que pode com as poucas roupas que tinha. Carregava apenas uma pequena mala com os poucos pertences que possuía. Nunca teve muitas coisas, até porque se mudava com freqüência então não era conveniente ter muitos pertences. Parou na praça e pediu informação a uma senhora que estava sentada no banco.
- Bom dia senhora. A Senhora poderia me informar onde fica o Ninho da serpente? – A senhora pareceu analisá-la por alguns segundos e disse:
- É um pouco longe para ir a pé. Fica ao sul da vila no alto do penhasco a beira mar.
- E como faço para chegar lá?
- Sugiro que pegue um carro. Do outro lado da praça você pode pegar um taxi. É só dizer para onde quer ir que todos conhecem o local.
- Obrigada.
- Não há de que menina, e boa sorte... Vai precisar.
Sakura foi até onde haviam poucos carros parados, se aproximou de um senhor que a olhou de cima a baixo e disse:
- O Senhor poderia me levar ao Ninho da serpente.
- Claro Senhorita. – disse o homem. E ela entrou no carro. Ele dirigiu por uma meia hora. Sakura ficou apenas observando a paisagem so sul da Inglaterra, como era inverno tudo parecia morto e sem vida, as arvores estavam secas e sem folham dando um ar fantasmagórico ao caminho. Sakura se assustou quando o carro parou. – Aqui estamo Senhorita. Meu carro só pode ir até aqui. O Senhor destas terras não permite que outras pessoas vão além destes portões. – Sakura observou os grandes portões de ferro ainda havia um longo caminho a seguir até a mansão. Olhou para cima da colina e pode ver a grande casa. Era muito antiga e imponente. Sakura pagou o taxista e tocou o interfone.
- Quem é? – a voz de uma mulher surgiu.
- Me chamo Sakura Haruno, a agencia de empregos me mandou. – ouviu-se um barulho metálico e os portões se abriram. Sakura entrou e foi caminhando pela estrada que levava a mansão. Observou o caminho, tudo ali era tão sombrio e escuro. Será que suportaria viver naquela casa? Mas ela não tinha escolha, precisava de dinheiro e de um teto sobre sua cabeça. E com esses pensamentos ela foi andando até chegar a escadaria que levava a porta principal da casa.
Parada na porta estava uma mulher que aparentava ter uns 50 anos. Ela era seria mas mesmo assim aparentava ser gentil.
- Por Deus, você é uma criança. – foi a primeira coisa que a senhora disse. – Quantos anos tem menina?
- 18 Senhora.
- Uma criança, como puderam mandar uma criança.
- Estou acostumada a trabalhar. Não vou decepcionar.
- Tudo bem criança, agora entre. Você deve está com frio. – e Sakura assim o fez. – hoooo que modos os meus, Me chamo Tsunade e você?
- Sakura Senhora.
- Japonesa?
- Sim.
- E o que faz tão longe de sua terra?
- Preciso do emprego.
- Entendo.
- Onde está o patrão?
- Ele saiu, mas logo estará de volta. O Senhor Uchiha gosta de passear a cavalo. Acho que ele se surpreenderá com alguém tão jovem.
- Tenho experiência como secretaria.
- venha, vou te mostrar seu quarto e depois você pode comer alguma coisa. – Sakura sorriu, na verdade estava morta de fome.
...
Sakura entrou no quarto e ficou encantada. Era maior de que todos os lugares que ela havia morado inclusive as casas das famílias adotivas. A casa inteira era incrível, já havia trabalho para gente rica antes mas nunca tinha estado numa casa tão esplendida como aquela.
- Vou deixá-la a vontade. – disse tsunade e se retirou.
Sakura olhou pela janela e pode ver o mar La em baixo. Aquele lugar era lindo apensar de parecer morto... Foi até o banheiro e tomou o banho mais rápido de sua vida pois estava com muito frio. Onde morava fazia frio, mas nem se comparava a aquele país. Após mais ou menos uma hora Tsunade bateu na porta.
- Senhorita, o Patrão deseja conhecê-la. Ele a espera na biblioteca. Siga-me. – Tsunade a conduziu até a biblioteca que para Sakura era maravilhosa. Sempre gostou muito de ler e se imaginou passando tardes e mais tarde ali perdida naqueles livros.
Ela olhou no fundo da biblioteca e pode vê um homem sentada atrás de uma grande mesa. Não podia ver seu rosto porque estava encoberto pela escuridão do local. Tsunade se retirou do local e deixou Sakura sozinha.
- Aproxime-se. – ele disse e assim ela o fez. Ao estar perto o suficiente ela pode vê-lo. Era um homem grande, tinha o dobro da sua altura, cabelos e olhos tão negros que ela se perguntou se havia alguém por trás daqueles olhos. Ele tinha um olhar vazio. Ele a intimidou. – Sakura não é?
- Sim Senhor. – quando ela estava perto o suficiente ele pode ver o rosto dela. – Por Kami. – ao ouvir isso ela constatou que ele também era japonês. – Me mandaram uma criança. Quantos anos tem menina?
- 18 Senhor.
- Que inferno. Vou ligar para aquela agencia agora mesmo. Eu pedi uma secretario e me mandaram uma criança.
- Me desculpe senhor, mas posso lhe garantir que estou apta para o trabalho. Tenho experiência na área e o Senhor não irá se decepcionar. – ela disse calma mas por dentro estava desesperada. Ela precisava muito desse emprego. Ele a analisou por um tempo. Ela era estranha, nunca tinha visto alguém assim, cabelos rosas, olhos estranhamente grandes e de um verde profundo. – Espero para o seu próprio bem que não. – Sakura estremeceu ao ouvir essas palavras.
- O senhor tem minha palavra. – ele sorriu sarcástico.
- Ok Senhorita?
- Haruno Sakura senhor.
- Muito prazer Sakura. – ele disse seco. – Eu sou Uchiha Sasuke e a partir de agora você será minha nova assistente espero que realmente seja competente para o trabalho como disse.
- Sim senhor. E o que o Senhor quer que eu faça?
- Estou escrevendo um livro. E você vai digitá-lo para mim. – ele contratou uma secretaria para isso? Para uma coisa que ele mesmo poderia fazer. Vendo a expressão dela ele disse: — Prefiro escrever minhas histórias a mão. Acho que flui mais.
- Sim Senhor. – ela disse. – Quando podemos começar?
- A partir de amanhã. Creio de a senhorita deve estar cansada da longa viagem.
- Sim senhor, eu estou.
- Como pensei. Pode se retirar agora.
- Sim Senhor. – Sakura olhou para ele uma ultima vez antes de sair da sala. Quantos anos ele tinha? Na saberia dizer, apesar do belo rosto ele tinha a face cansada. Parecia exausto.
...
- Senhorita Sakura, o jantar estar pronto. O patrão a espera. – disse Tsunade.
- Já estou indo. – e foi até a porta. Durante o caminho até a sala de jantar tsunade explicou a sakura algumas coisas que seriam o dever dela de agora em diante. – E a Senhora não dorme aqui?
- Não. O patrão gosta de privacidade para escrever seus livros. Venho aqui dia sim dia não. Deixo a comida pronta e será seu dever esquentá-la.
- Certo... Que tipo de livros o patrão escreve?
- Nunca leu um livro escrito por ele?
- Não. – Sakura havia lido alguns livros, mas não se lembrava de nenhum escrito por Sasuke Uchiha. Pensou que talvez ela não tivesse lido tanto livros assim. Ela quase não tinha tempo porque desde muito nova sempre trabalhou muito.
- Estranho, os livros do Sasuke são famosos em todo mundo. – Sakura se sentiu a pessoa menos culta do mundo. – haaa acho que sei o porque. Ele não assina com seu nome verdadeiro. Ele uma um tal de... de...
- Pseudônimo? – disse Sakura.
- Isso.
- E que tipo de livros ele escreve?
- Terror.
- Não curto muito esse tipo de livros. Ele sempre foi escritor?
- Não. Antes ele serviu o exercito. Esteve na guerra. Ele não era homem frio que é hoje mas a guerra o transformou.
- Entendo. – chegaram a sala de jantar e Sasuke já estava sentado a mesa.
- Finalmente. – ele disse seco. – Não tolero atrasos, espero que isso não aconteça na hora do expediente.
- Não acontecerá Senhor.
- ótimo. Agora vamos comer. – Sakura se serviu de tudo que havia na mesa. Nunca havia visto tanta comida boa junta. Queria provar tudo. – Você tem um apetite enorme para o seu tamanho.
- Me desculpe. – ela disse sem jeito.
- Não se desculpe menina. Não deve se desculpar por isso, muitas pessoas não tem o que comer, então aproveite, pode comer a vontade.
- Obrigada Senhor.
- Por favor não me Chame de Senhor. Sei que sou muito mais velho que você mas quando me chama assim me sinto um idoso diante de um bebe.
- Eu não sou um bebe.
- Eu sei menina, mas depois que se passa dos 35 uma pessoa da sua idade é um bebe para mim.
- Se o senhor diz.
- Sasuke, me chame de Sasuke.
- OK Sasuke. – ela olhou nos olhos dele e ele deu um breve sorriso de canto.
- Acho melhor você ir dormir agora. Deve estar cansada.
- Sim.
...
Sakura estava deitada na enorme cama, mas não conseguia dormir. Tudo que tinha acontecido era muito repentino para ela. Ouviu passos pelo corredor, no começo se assustou, mas depois pensou que poderia ser seu novo patrão. Os passos ecoaram durante horas e quando finalmente cessarão o dia estava clareando e Sakura pode finalmente fechar os olhos e descansar um pouco.
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