A Modern Myth

5 Capítulo 5 – Thank you for save me!


Notas iniciais
Hey pessoas! Estou muito feliz em postar AMM aqui! Já tive um comentário e mais visualizações no último capítulo! Ebaaa! Mas não gosto de enrolar... então lá vai o capítulo! Boa leitura!

Nunca pensei que essa cena de filme aconteceria comigo. Sério mesmo? Eu sou abordada por dois caras bêbados e um cara maravilhoso me salva. Isso nunca aconteceria comigo, a não ser que estejamos em um universo paralelo onde eu sou a mocinha de um filme clichê. Mas como tenho quase certeza de que não é isso o que está acontecendo, apenas continuo parada onde estou com uma expressão no mínimo surpresa e fico encarando Jason Howard tentando me socorrer.

— Soltem a minha garota! – a voz do garoto ressoou pela calçada milagrosamente vazia. Jason demonstrava o quão estava zangado com os homens por tentarem me agarrar. O que era assustador e romântico ao mesmo tempo. – Vocês não ouviram? Soltem-na!

Os dois gordos me largaram e eu esfreguei o meu braço. Eles se viraram para ir embora, mas Jason os impediu. O que ele pensa que está fazendo?

— Não vão se desculpar com a menina que acabaram de atormentar? – Ele quer nos matar? Jason Howard definitivamente não conhece os Nova-Iorquinos. E eu só podia rezar para que saíssemos vivos de lá.

— Não acho necessário. – O Homer respondeu e virou as costas novamente.

Jason balançou a cabeça e avançou na direção dos homens. E, tenho a impressão de que se eu não o impedisse ele mataria os bêbados. E não seria uma morte muito bonita.

— Jason, por favor, pare. – falei olhando bem fundo naqueles olhos cinza. Eles ainda me desconcertavam, mas nesse momento eles estão tão raivosos que quase sinto medo da tempestade.

— Melanie, eles não deviam fazer isso com nenhuma mulher, principalmente com você. – lentamente ele mudou a expressão nos olhos e na face. – Você não faz ideia do quão importante você é.

— Obrigada por me salvar, mas da próxima vez tenta não comprar briga. Por favor! – abri um pequeno sorriso. – Vamos, vou comprar sorvete em agradecimento.

Puxei-o pela mão até o primeiro carrinho de sorvete que encontramos. Eu pedi um de chocolate pra mim e um de baunilha pra ele. Pegamos as casquinhas e nos sentamos no banco mais próximo. Olhei-o meio constrangida (ele tem esse poder sobre mim), como sempre.

— Obrigada por me salvar. Meu herói! – brinquei com ele.

Jason abriu um sorriso e devolveu: — Não foi nada, princesa. – Nos encaramos e rimos da cara um do outro.

Nunca imaginei que um dia fosse tomar sorvete com Jason Howard, muito menos que estaríamos rindo feito dois idiotas. Mas tenho o sentimento que eu poderia me acostumar.

~*~

— Jason? – chamei-o depois de um tempinho.

— Sim? – respondeu.

— Você poderia me contar sobre aquela mulher? – pedi delicadamente.

— O que você quer saber? – isso queria dizer sim?

— Como você conheceu-a? – queria muito saber isso.

— Eu já disse, ela ajudou a me criar. Minha mãe morreu quando nasci e meu pai não sabia cuidar de crianças e vendo o desespero do meu pai, ela cuidou de mim como se fosse o próprio filho dela. Embora ela não devesse ter feito isso.

Acho que o fato de saber que minha mãe está viva e que ela cuidou de outra criança que não fosse eu, me encheu de ciúme.

— E como ela é? – perguntei.

— Ela é a pessoa mais doce que eu já conheci na minha vida. Kiera me deu mais amor que qualquer pessoa. Ela sabe a hora de ser adorável e a hora de ser simples. E ela também é uma ótima conselheira. E nunca vi ninguém mais poderosa ou inteligente do que ela. Tenho certeza que o homem que tiver o coração dessa mulher será o mais feliz do mundo, porque se eu tivesse a idade dela, com certeza me apaixonaria. Ela é linda, a mais linda de todo o Reino. E o mais incrível é que olhar pra você e olhar pra ela é quase a mesma coisa.

Quando Jason descreveu minha mão, seus olhos brilharam. E os meus olhos se encheram de lágrimas. Como eu queria ter conhecido essa pessoa tão incrível. Ela parece perfeita aos olhos dela. E agora aos meus também. E nesse misto de emoções, subitamente comecei a chorar.

— Tenho inveja de você, Howard. Eu não fui criada pela minha mãe. Você tem sorte de ter tido essa pessoa tão incrível na sua vida. – falei com a voz embargada.

De repente, Jason envolve seus braços ao meu redor, para me consolar: — Eu juro pra você, que um dia você irá conhecer Kiera. Okay?

Eu me desvencilhei dele, só pra olhar em seus olhos e ver verdade e determinação. E carinho. Então aquele sentimento que sempre vem acompanhado de Jason Howard encheu meu coração. Esperança.

~*~

Jason me acompanhou até a frente do meu prédio, pois ele insistiu. Quando chegamos lá, aquele silêncio incômodo surgiu. Até parecia que estávamos em um encontro e na despedida não sabíamos o que fazer. Mas sei que não era nada disso. Espero que não seja. Apaixonar-me por Jason seria perigoso pra mim. Mas eu sabia que não era indiferente também.

— Hmm, até amanhã? – perguntei timidamente.

— Até amanhã. – confirmou e se virou para ir embora. Deu três passos antes de eu chamá-lo de volta, em um impulso.

E nesse mesmo impulso, fui até ele e beijei sua bochecha: — Obrigada.

— Pelo quê? – ficou confuso.

— Por tudo. Inclusive pela camisa nova. – sorri marotamente.

— Camisa?!

— Não estava pensando que eu devolveria a sua camisa xadrez, né? – pisquei um olho pra ele.

— Nem por um segundo... – sorriu e foi embora.

~*~

Totalmente distraída, nem percebi quando cantarolava “Beside You”, música da banda 5 Seconds of Summer, enquanto fazia o jantar. Meu pai me pegou desprevenida quando adentrou a cozinha.

— Tudo bem por aqui, querida? – perguntou.

— Claro, papai. Por que não estaria? – retruquei.

— Hoje você está um pouco distraída, só isso.

— Está tudo muito bem. Foi só uma coisa que eu descobri hoje.

— E posso saber qual descoberta foi essa? – ficou curioso.

— Acho que você estava certo e eu devia ter dado uma chance para o Garoto Misterioso. Ele é muito gentil comigo e hoje me ajudou a escapar de um problema. Ele também não foi criado pela mãe. E ainda me trouxe até a porta do prédio. Foi um perfeito cavalheiro. – contei ao meu pai, que é meu melhor amigo também.

— Que bom que você está se dando bem com mais alguém que não seja a Kath. Chame-o para vir jantar aqui qualquer dia desses, quero agradecê-lo por me ajudar a cuidar de você. – piscou.

— Tudo bem. Agora vamos jantar nós dois que a comida está pronta. – coloquei a salada na mesa.

— Mas tem certeza de que vocês são apenas amigos? Não “rolou” mais nada entre vocês? – disse de maneira engraçada.

— Primeiro: nunca mais diga a palavra “rolou”, porque não combina com você. E, em segundo lugar, não sei nem se somos amigos, pra “rolar” mais alguma coisa entre nós ou vai demorar muito ou nem irá acontecer. – Encerrei o assunto.

E segunda-feira será um dia totalmente diferente dos últimos dias.

Notas finais
Obrigada por ler! É importante para mim! E se estiver acompanhando, gostando ou odiando, manda um oi! Adoro conversar com vocês! Beijos da Lua! Até o próximo!