A Modern Myth

6 Capítulo 6 – A different day, a new feeling!


Notas iniciais
Oiiie! Beleza?! Cada capítulo que eu posto fico mais feliz! Tudo bem que o número de pessoas que leem essa fic não chega nem aos pés da história que eu postei com minha amiga, mas eu estou ficando feliz de ganhar leitores pelos meus próprios méritos! É muito emocionante! Então, obrigada a todos vocês que estão lendo! Sou realmente agradecida! Mas agora, boa leitura!

Que a minha segunda-feira seria totalmente diferente, eu já sabia. Só não imaginava que as mudanças começariam tão cedo... em plena estação de metrô.

Assim que desci as escadas para o metrô, logo fui vendo aquele corpo alto, os cabelos escuros, a calça jeans e os coturnos. Jason Howard já estava preparado para a aula. E esperando o mesmo meio de transporte que eu, no mesmo lugar. Como nunca havia o visto por aqui?

Caminhei até ele e parei bem ao seu lado. Ele nem pareceu perceber. Dei um passo a frente e me virei para ele, que levou um susto.

— Olá. – sorri para o garoto.

— Bom dia. – sorriu de volta.

E fomos em silêncio até a escola. Cada um em seu mundinho, ouvindo música e trocando olhares. Mas a calmaria acabou quando a tempestade Kath apareceu na nossa frente.

— Melanie! – chegou me abraçando e olhou para Jason. – O que está acontecendo aqui?

— Kath, Jason. – apresentei-os. – Jason, essa é Katherine Duncan, minha melhor amiga.

Jason estendeu a mão e sorrindo, disse: — É um prazer conhecer a amiga da Melanie.

Kath logo se arrumou e se recompôs da incredulidade estampada no rosto pouco maquiado. E respondeu: — O prazer é meu. Vamos entrar?

Então Katherine grudou no meu braço e me puxou pelos corredores do colégio. Jason apenas foi ao nosso lado.

— Jason. – Kath começou. – Conte-me o que está acontecendo aqui. Por que vocês estão andando juntos do nada?

— Eu... – Jason analisava as palavras que diria a seguir, mas eu não o deixei terminar a frase.

— Depois eu te conto, Kath. Depois. – troquei um olhar com minha amiga e ela pareceu entender.

— Ok. Vou aceitar isso. Mas só porque tenho aula de matemática agora. – a loira apenas saiu.

— Desculpa. Ele é assim mesmo. Acho que caiu do berço quando era bebê, entretanto nunca consegui confirmar. – confessei em tom irônico.

— Tudo bem. Ela parece engraçada e animada. E é sua amiga. – deu de ombros.

— Vamos? Temos aula de biologia agora. – fui andando em direção ao laboratório.

— Você já decorou meu horário? – falou achando graça.

— Eu precisava saber a hora que era obrigada a conviver com você e quando eu podia evitar. – disse direta, mas sem muita seriedade. Ele colocou a mão no coração, como se o que eu tinha dito, machucasse.

~*~

Durante as três primeiras aulas, senti vários olhares sobre mim. Principalmente quando estava com Jason. Eu sabia que isso poderia acontecer, mas estava rezando para não ser o assunto do momento. Por que o Howard tinha que ser tão popular?

Aquilo já estava me irritando e me deixando estressada. Queria gritar para todos pararem. Só que por obra divina, eu não precisei. No almoço, o principal tópico entre as conversas dos adolescentes já não era mais a minha nova amizade.

Os cartazes nas paredes dos corredores eram bem chamativos. As cores claras das paredes contrastavam com o azul escuro do papel. E nele estava escrito em letras enfeitadas e chamativas: Baile de Formatura. Acho que esses adolescentes não tem imaginação. Como tema do baile escolheram “contos de fadas”.

— Que clichê! – resmunguei e revirei os olhos. Jason nem demonstrou reação, enquanto Kath pulava de alegria com a novidade.

— Que sonho! O baile já está chegando! Falta apenas um mês! Nem me lembrava mais com todo esse assunto de provas finais e faculdade... Fala sério! – e continuou falando coisas sem nexo e sem para pra respirar.

— Jason?! Vamos indo na frente? Ela não vai parar de falar até perceber que está sozinha. – disse o puxando pelo braço e ele não ofereceu resistência.

— Ei vocês dois! – Katherine gritou. – Onde pensam que estão indo sem mim? Eu estou com fome! Esperem por mim!

E correu atrás da gente, pelo corredor cheio de pessoas. Chegamos até o refeitório e nos sentamos em uma mesa após pegar nosso almoço. Kath olhou para Jason, que se sentou ao meu lado, e perguntou:

— Quem você está pensando em chamar? Por que eu não vi você interagindo muito com as garotas da escola. Na verdade, com exceção de nós duas, só vi você conversando com uma garota. A nojenta da Emma. – ela olhava profundamente para o garoto que logo respondeu, sem gaguejar.

— Não sei que eu vou convidar para esse baile, nem sei se eu vou ao baile! – deu de ombros e completou: — Mas definitivamente não chamaria essa tal de Emma. Ela tem uma voz irritante.

Eu e Kath nos olhamos e soltamos uma risada. Mais alguém nesse lugar concorda conosco! Emma era a garota mais popular do colégio. Eu não entendo o porquê, mas deve ser aquele ar de líder de torcida ou de Barbie, sei lá! Mas se tem uma coisa que a garota faz é ser irritante, então eu e a Kath não ficamos no caminho dela.

— Com licença, preciso usar o banheiro. Já volto. – Jason saiu da mesa, deixando suas coisas ali mesmo.

— Agora que ele deu um tempo, pode me contar como foi o seu final de semana e que história é essa de amizade com Jason Howard. – Kath nem deu tempo pra pensar.

Contei tudo. Quando ele me salvou daqueles bêbados, quando ele falou da mulher que criara ele, quando nos despedimos. Falei sem dar tempo de ela dizer alguma coisa. E só assim que eu terminei que ela fez as perguntas.

— Então você acha mesmo que ele conhece a sua mãe?! É isso mesmo que você está me falando? –perguntou incrédula. E concordei com a cabeça. – Isso é maravilhoso! Quanta coincidência!

— Nem me fala! Estou tão curiosa! – parei pra pensar. – Mas a parte engraçada foi quando ele começou a me chamar de princesa e me dizendo que não sei o quanto sou importante. Ele sabe ser um perfeito cavalheiro.

— Que coisa mais fofa! – ela disse apertando minhas bochechas. – Vocês deveriam ir juntos ao baile. Formam um belo casal.

— Cala a boca, Duncan. Você não sabe de nada. – fechei a cara. – Ele só foi gentil. Faria isso por qualquer garota.

— Tudo bem, vou fingir que acredito. – ela parou de falar e parecia pensar em alguma coisa. – Quer saber de uma coisa?! Eu queria ter um cara tão gentil quanto o Howard, bem que minha alma gêmea poderia me chamar para o baile, né?

Revirei meus olhos mais uma vez: — Quem você acha que vai te chamar para o baile? Kurt Cobain não está mais entre nós Kath! E ele sempre foi sua alma gêmea, certo?

— Kurt Cobain é a minha alma gêmea, mas não esse tipo de alma gêmea. Ele é o ídolo que mais me inspira, porque ele colocou todas aquelas palavras nas músicas e descreveu perfeitamente as coisas do jeito que são. Fala sério, Kurt é a alma gêmea de todas as garotas da face da Terra... E até de alguns garotos.

— Então de que tipo de almas gêmeas estamos falando? – perguntei, mesmo já sabendo a resposta.

— Aquele tipo que quando eles se encontram, se apaixonam. Aquele tipo que é amor verdadeiro, que um completa o outro com as diferenças. O tipo de almas que se reconhecem. Falo dessa alma gêmea que parece coisa de filme, mas que existe. – Kath disse toda sonhadora. – Mas que nem todo mundo tem a sorte de encontrar.

— Entendi. O tipo de amor que meus pais sentiam um pelo outro? Desse tipo de amor que estamos falando? – falei com uma sensação estranha dentro de mim.

— Exatamente! – Kath olhou em volta. – Vamos mudar de assunto, Jason está chagando. – E começou seu discurso sobre vestidos: — Mel, mesmo que ninguém convide você, a senhorita irá nesse baile. Por isso temos que comprar logo os vestidos.

— Tanto faz. – disse ainda distraída com a sensação no meu coração. – Quando você quiser.

Então Jason sentou-se ao meu lado e me olhou preocupado: — Tudo bem com você? Parece estar em outro mundo.

— Estou bem, por quê? – olhei pra ele tentando me concentrar, mas o calor dentro do meu coração só aumentou mais. Acho essa sensação familiar. É um sentimento acolhedor.

— Você não está bem. – disse Kath. – Você acabou de concordar em fazer compras comigo. Sem discutir ou reclamar.

— Só não estou com paciência pra ouvir a sua insistência. E eu sei que você não irá desistir. – dei de ombros. – Só estou poupando nosso tempo e nossos ouvidos.

Kath sorriu de orelha a orelha. Ela estava feliz. Jason parecia achar graça da situação e eu apenas aproveitei aquele calorzinho no meu coração. Sentia-me em casa.

~*~

Na volta para casa, Jason e eu voltamos no mesmo metrô novamente. Então quando saímos da estação, fomos andando lado a lado pelas ruas movimentadas de Nova York. E quando estávamos chegando perto da minha rua, Jason ofereceu para me levar até a porta do meu prédio.

— Para que lado você mora? – perguntei.

— Da esquina da sua rua, eu vou pela Quinta Avenida e viro à esquerda. Moro no prédio atrás do seu. – respondeu apontando as direções.

— Bem perto, hein?! – disse sem graça. – Você mora com alguém?

— Não, moro sozinho. Queria dar um tempo do meu pai, por isso vim para os Estados Unidos. – respondeu, como se não fosse importante.

— Legal. – lembrei-me de uma coisa que meu pai me disse. – Quando estiver com fome e preguiça de comer sozinho, passa lá em casa. Meu pai pediu pra te chamar pra jantar lá qualquer dia desses. Pode aparecer se quiser, é no décimo andar, apartamento 1002. Só pedir para o porteiro chamar.

— Obrigado pela oferta. Será um prazer conhecer o seu pai. – sorriu pra mim. – Agora tenho que ir. Vou fazer o dever de casa.

Disse indo na direção que havia me mostrado antes. Mas andava de costas e acenava pra mim. Retribuí o aceno com um sorriso. Sabia que aquela segunda-feira havia sido diferente e que a parti dali muita coisa mudaria. Eu queria essa pequena mudança. A mudança que Jason Howard fazia na minha vida. E todas aquelas sensações que ele trazia.

Notas finais
Obrigada por ler este capítulo! Mas gostaria de saber se realmente as pessoas que leem estão gostando da história... ou odiando! Sei lá, tudo é possível! Mas adoro responder comentário! Então, se quiserem me dar um oi, estou disponível, ok? Beijos da Lua!