A Misteriosa Caixa De Pandora - Percabeth
1 De volta para minha casa
Notas iniciais
Então pessoal eu estou nessa fic pois me deu muita vontade de escrever , já que, eu finalmente consegui terminar de ler meus livros de Percy e os Olimpianos e confesso que amei. Eu estou no momento em outra fic , então acabarei por ser um pouco mais lentinha. Perdoem-me.Tenho uma parte da história em mente , já avisando UEHEUHEUEHU. ' ;3
Allons-y.
Eu caminhava pela escura caverna, dava-se para ouvir as gotas que vinham do teto e caiam em seguida no chão de pedra. Estava muito cansado, devo admitir. De minha testa escorria muito suor minha espada a Contracorrente pesava em minha mão e eu caminhava com dificuldade devido minhas energias totalmente gastas. Meus cabelos negros estavam totalmente bagunçados e meus olhos tentavam procurar o meu alvo, o motivo de eu estar em aquele lugar não muito agradável.
Depois de tanto caminhar acabei vendo adiante uma enorme caixa feito de um material no qual eu não conseguia destinguir, haviam figuras de deuses que lutavam contra os monstros mais estranhos que eu já vi ( e olha que eu já vi diversos.) , corri até o objeto e observei-o com mais atenção e acabei por dizer algo muito inteligente como:
_Hãn...
Vi que havia algo escrito e intrigado comecei a ler: “ A caixa de Pandora.”
Havia algo errado. Eu me lembro de ter dado a caixa de Pandora para Héstia como ela havia parado ali? Senti-me intrigado e ao mesmo tempo decepcionado , já que, eu havia confiado o objeto a deusa Héstia com o intuito da caixa estar em segurança.
Não sei o que deu em mim, mas eu pousei minha mão na caixa e assim por um tempo permaneci. Do nada, a caixa se abriu em duas partes como se alguém a tivesse cortado ao meio, afastei-me e ergui minha Contracorrente que pareceu ainda mais pesada do que nunca.
“Não me deixe na mão” – implorei.
Muitos devem imaginar: “Qual o problema? Isso daí é só uma caixa.” Mas depois de um tempo lutanto contra monstros psicóticos você acaba achando que qualquer coisa anormal é uma ameaça. Quem sabe de dentro daquela caixa não saísse um montro de dezenove cabeças? Ou um monstro com uma roupa de garçom que se alimenta de carne humana?
Mas quando a caixa abriu-se por completo não consegui deixar de soltar uma exclamação. Deixei minha espada cair e minha boca abriu-se em um perfeito “O”. Pois dentro da caixa não havia um monstro, na verdade havia uma pessoa, ou melhor, uma meio-sangue.
_Nossa, isso é uma história complicada de explicar , Cabeça de Alga. – disse Annabeth presumindo que eu fosse perguntar algo a respeito do que eu estava presenciando.
* * *
Meu nome é Percy Jackson e eu tenho 16 anos. Após a brava luta de meio-sangues e deuses contra Cronos finalmente o derrotamos. O Olimpo foi reconstruído e como se diz “ A paz foi restaurada.” Por mais que tudo tenha se resolvido eu não estava muito feliz com a idéia de voltar para casa. Eu sabia que, eu teria de voltar para o Colégio e toda vez que isso acontecia eu acabava sendo expulso. Mas, o lado bom era que eu poderia ver minha mãe denovo e Paul Balofice, ops, quero dizer Blofis. Ao chegar em casa fui recebido com um abraço de urso e um apetitoso bolo azul. Ah, porque azul? Minha mãe e eu tínhamos uma brincadeira de fazer o máximo de coisas serem azuis e era muito divertido. Ao devorar o bolo que minha mãe fez eu fui incapaz de não elogiar, estava delicioso e em agradecimento dei-lhe um beijo.
_Ah , você não sabe quanto orgulho eu sinto de você.
_Não precisa mãe. – disse-lhe com um sorrisinho torto, típico dos irmãos Stoll. – Lutar com monstros psicopatas e salvar o mundo inteiro não é grande coisa. – em seguida soltei uma gargalhada, uma gargalhada que eu não soltava a séculos.
Minha mãe acompanhou-me seguido de uns tapinhas carinhosos em minha buchecha.
_Veja só, como meu menino está crescendo. – disse ela olhando para mim como se temesse que minha pele enrugasse. – cada vez mais percebo o quanto está perto o dia que você não precisará de sua velha mãe.
_Mamãe, eu nunca vou ficar longe de você. – disse-lhe lealmente. – Amo-te demais , mamãe.
Nos dias que se seguiram foram MUITO estranhos. Não, sério mesmo. Estranhos até demais. Pelo simples fato de eu não ter sido expulso de meu colégio ou o fato de eu não ter lutado com nenhum monstro ou talvez não ter incendiado nenhum outro lugar. E esses dias foram tão diferentes e tão aconchegantes que eu nem percebi quando chegou o dia de eu voltar para o acampamento meio-sangue. Sentia-me triste , já que, finalmente eu estava conseguindo viver uma vida normal como qualquer outra pessoa. Mas feliz pelo fato de eu poder ver novas pessoas no acampamento ( sendo comprovado que estaria mais cheio de meio-sangues já que os deuses iriam admitir quais são seus filhos e nenhum seria esquecido.) e também pelo fato de eu rever Annabeth. Des daquele beijo que tivemos, digamos, o melhor beijo subaquático ( sou filho de Poseidon, consigo fazer coisas desse tipo.) não tenho certeza se estamos namorando. Chegava a ser uma situação engraçada, tinha uma época que eu me preocupava com a Grande Profecia e naquele momento eu estava preocupado se eu estava namorando com a garota que eu gostava. Minha mãe (Sally.) levou-me de carro até perto da barreira do acampamento e atravessei-a , mas não antes de eu dar um beijo nela. Caminhei em direção ao meu chalé após passar por um monte de campistas que conversavam animadamente, a maioria calouros. Entrei em meu chalé que estava do jeito que eu havia deixado antes de partir. Deixei minha Contracorrente apoiada na parede perto do meu chifre de Minotauro e em seguida sentei-me na cama com a minha mala aberta em minha de meu colo. Eu estava prestes a arrumar minhas coisas quando ouço alguém entrar em meu chalé e acabo por ver um rapaz de cabelos cacheadinhos com chifres saindo na parte de cima de sua cabeça. O garoto usava uma camisa escrita “Amo Enchiladas” e abaixo havia um desenho de um coração. Suas pernas eram idênticas a de um bode e no lugar onde deviam haver pés, haviam cascos. Sem hesitar levantei-me de minha cama e fui dar um abraço bem apertado no garoto, pois este era meu amigão Grover.
_Peeeeercy. – baliu ele contente. – Que bom vê-lo.
_Muito bom vê-lo também cara.
_Então, como vão as coisas? – perguntou ele contente.
_Vão bem. – respondi mordendo o lábio inferior. – Hm, você viu Annabeth?
Grover ergueu uma sombrancelha devido minha pergunta repentina, o menino-bode começou a raspar os cascos no chão distraídamente e levou quase um minuto para responder a minha pergunta.
_Ela está treinando umas campistas do chalé de Afrodite. Não queira procurá-la Percy, o cheiro de perfume lá está totalmente enlouquecedor.
Caminhei para fora do chalé do momento em que ouvi Grover dizer onde Annabeth estava, o resto do que me foi dito nem me importei em saber. Fui direto para a arena de treinamento com Grover trotando em meu encalço. Eu estava totalmente ansioso para ver Annabeth, precisava vê-la, minha saudade era totalmente incontrolável , precisava ver seus cabelos loiros, aqueles olhos cinzas como as nuvens antes da chuva, precisava ouvir o modo que ela “Cabeça de Alga.”, era como se ela tivesse feito ficar totalmente dependente da presença dela, e eu não era o tipo de cara que era dependente de algo quanto mais de alguém, mas Annabeth conseguia mudar-me nesse caso. Quando cheguei na arena de treinamento vi Annabeth lutando com uma campista do chalé de Afrodite. Era uma cena um tanto estranha, Annabeth tinha seus cabelos bagunçados e molhados devido o suor, seu rosto esboçava fúria e determinação, seus movimentos eram ágeis e ela parecia naquele momento , mais poderosa do que nunca. Mas, a campista do chalé de Afrodite era totalmente o inverso dela, seus cabelos estavam presos em um coque, com um nó no topo de sua cabeça, a garota tentava se mover o mínimo possível pois reclamava o tempo todo , que, borraria sua maquiagem e que começaria a cheirar mal. Aproximei-me das duas devagarzinho enquanto a minha volta outras campistas lutavam um tanto hesitantes e receosas de que tudo que contribuía para que elas ficassem mais belas fosse totalmente arruinado devido aquele treinamento “ desgastante.” Annabeth ao ver-me lançou-me um sorriso que fez meu coração sair do meu peito. Eu devia ter parecido um bobo quando isso ocorreu pois em seguida a garota acabou deixando escapar uma risada um pouco contida.
_Você foi... hm... muito bem. – disse Annabeth para a campista com quem estava lutando. – Por hoje é só.
Em seguida Annabeth aproximou-se de mim e deu-me um abraço, pensei ter ouvido nesta hora umas garotas do chalé de Afrodite dizerem “ Ahn, como são bonitinhos.” Nessa hora que eu percebi como a arena estava cheirando ao perfume Paloma Picasso, eu não tinha nada contra esse perfume mas sinceramente estava sendo nauseante de tão forte que o cheiro estava. Mas o cheiro de Annabeth era muito gostoso, não era um cheiro vindo de algum perfume ou colônia era o cheiro de... Annabeth.
_Então como você está Cabeça de Alga? – perguntou ela. A garota estava muito mais bonita , seus cabelos estavam mais compridos , seu rosto era de uma garota mais madura , seu corpo estava totalmente esbelto porém nada exagerado. Ela era do meu tamanho, mas seu corpo parecia frágil. Era meio difícil admitir isso , pois , quem já viu Annabeth na arena sabe que de frágil ela não tem nada.
_Estou bem. – respondi-lhe. — E você?
_Ah, você sabe... – disse ela tomando um ar um pouco mais sério. – Você sabe que eu voltei a conviver com meu pai.
_Claro...
_Está um pouco difícil. Mas por um lado eu fico contente de ter voltado para casa.
Nos encaramos por um breve momento , meus olhos estavam fixos nos olhos cinzas,mas logo, meus olhos voltaram-se para a boca da garota e dei-lhe displicentemente um beijo. Adorava entrar em contato com a boca de Annabeth, era húmida e quente , tão macia que me deixava totalmente extasiado. A garota lançou-me um sorriso e retribuiu o beijo que lhe fora dado e logo nosso beijo tornou-se mais ávido. Mas acabamos por interromper este momento , pois, Grover começou a pigarrear como se informasse que ele não agüentava mais segurar vela.
Mas eu nunca iria imaginar... que não tardaria o momento em que eu a perderia.
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