A Missão de uma Estrela Solitária

2 Capítulo 2 - Incertezas e Expectativas


E então um silêncio toma o lugar, só se escutava os prantos de Oliver. Bryan e Sophia não podiam fazer nada, ou melhor, não conseguiam fazer nada. E junto ao Oliver, Sophia começa a chorar também.

— É ela, com certeza é ela. Olhe pra ela, É IDÊNTICA A MINHA IRMÃ! É a ESTER- espantado com a situação, chorando e soluçando, olhava para Bryan e Sophia.

— Oliver... A sua irmã... Ela não tinha morrido 5 anos atrás?... — Dizia Sophia.

Oliver estava confuso, não sabia o que estava acontecendo e como a sua possível irmã poderia estar lá, mas algo era certo, o que eles acabaram de presenciar não era normal.

— Mas deve ser ela! Olhe pra esse rosto, pra esses cabelos... — Enquanto Oliver chorava, passava a mão no rosto da jovem inconsciente alegando ser sua irmã.

Sophia tentava acalmar Oliver que estava surpreso com esta situação.

— Não Oliver, ela não deve ser a sua irmã, você precisa aceitar que a Ester morreu naquele dia em que...

— EU NUNCA ACEITEI QUE A ESTER PODERIA ESTAR MORTA!!! — responde Oliver enfurecido roendo os dentes e olhando fixamente para Sophia.

— De... Desculpa, não foi minha intenção.

— Eu... Eu nunca... Jamais poderia...

—Vamos com calma, primeiro precisamos saber quem ela é ou o que ela é — Bryan tenta controlar a situação fazendo Oliver se acalmar.

— Ei, acorde Ester, eu sei que é você, por que você não consegue me ouvir?!

Os 3 olham para a loira caída e tentam acorda-la, só que a jovem desmaiada não esboçava movimento ou algum sinal de vida. Então eles decidem levar ela até o orfanato, já que não poderiam deixa-la sozinha.

— Calma Oliver, vamos levar ela até o orfanato por enquanto e depois vemos o que fazer.

— Mas Bryan você acha que devemos levar ela? — Perguntava Sophia mostrando estar preocupada.

— Sophy, acredite em mim, é melhor levarmos ela, espera-la acordar para decidir o que vamos fazer. Olhe para ela, com essas feridas e dese jeito, não parece que vai acordar tão cedo.

— Está bem, vamos revezar pra carregar, assim ninguém se cansa.

— É uma boa ideia Sophy, ela não parece ser pesada.

— Eu.. Eu carrego ela — Respondeu Oliver com seriedade.

— Sim, você pode começar que depois revezamos e...

— Deixem me carrega-lá.

— Mas Oliver, assim você...

— ME DEIXEM CARREGAR ELA!!

— T... Tá. — respondia Sophia com medo.

— Oliver eu sei que você está espantado com tudo isso e também confuso, mas não tente descontar na Sophy.

Novamente Bryan tentava controlar a situação e tomava a frente nas decisões.

— É, realmente não posso ficar descontando nos outros, me desculpe Sophia...

— Não tem problema, eu entendo.

— Então vamos que já está tarde. Oliver, vamos revezando para carregar ela.

Chegando no orfanato, os três à botaram em um quarto que ninguém desocupado. Indecisos e sem saber por onde começar a decidir sobre o que precisaria ser feito, tentam entrar em algum acordo conversavam. Oliver estava quieto, seu rosto estava abaixado sendo apoiado pelos braços, refletia tanto que parecia estar em transe.

— Acho que só teremos as respostas das nossas perguntas quando ela acordar.

— Também acho Bryan, afinal só podemos fazer no momento é esperar. — Afirma Sophia.

— Não dá pra deixar ela sozinha, não sabemos do que ela pode ser capaz de fazer quando acordar.

— Nesse caso eu cuido dela. — Oliver levantava-se da mesa e ia em direção ao quarto em que estava a moça.

— Mas Oliv...

Sophia tentava impedir Oliver, contudo Bryan à puxou pelo braço e acenava um sinal de "não", e deixa-lo fazer o que bem entender.

— Deixe ele ir, ele sabe o que está fazendo... Assim eu espero.

Sophia parecia triste com tudo isso, estava com uma cara desanimada, parecendo que estava guardando algo para si mesma.

— Bryan...

— Que foi Sophy? Vamos dormir também, já está tarde e...

— Você acha que o Oliver ainda me odeia?

— O que você está falando Sophy, é claro que ele não te odeia. Se você está preocupado por causa da Ester, lembre-se, não foi sua culpa.

— Foi sim Bryan, você estava naquele dia quando a Ester...

Bryan abraça Sophy, fazendo ela se sentir confortável e explica que não foi culpa dela.

— Sophy, escuta, não foi sua culpa, ninguém aqui te culpa pelo o que aconteceu, nem eu e nem o Oliver. E ele já superou isso, só está tendo uma recaída.

— Assim eu espero... O que você acha dessa mulher Bryan?

— É bonita.

— Não disso, besta! Estou falando dela ser parecida com a Ester.

— Ahhh sim! Realmente não dá pra negar que ela parece com a Ester quando pequenininha, no entanto 5 anos se passaram e eu não acho que mesmo se ela estivesse viva, estaria deste tamanho e tão mais... mais... qual é a palavra mesmo?

— Evoluída?

— Eu acho que não é assim que se usa essa palabra Sophy...

*Sinal da meia noite*

O relógio toca ao som da meia noite, Bryan e Sophia decidem ir dormir, hoje foi um dia muito conturbado e cheio de mistérios. Sophia preocupada com Oliver, decide ir até o quarto em que a loira estava.

Sophia abre a porta com cuidado, ao dar uma espiada pelo vão da porta, vê que Oliver caiu no sono segurando a mão de quem achava ser a irmã dele, então a mesma acaba por ir cobrir ele com um cobertor para que não se resfrie.

— Boa noite Oliver e... me desculpe por tudo que aconteceu, eu espero que ela seja mesmo sua irmã, assim você poderá ter paz finalmente. — Ao cobrir Oliver, Sophia cochicha em seu ouvido e sai do quarto.

*De Manhã*

Logo a noite se passou e uma manhã de novas turbulências chegou. O dia no orfanato começava como sempre, Sophia acordava cedo para preparar o café da manhã para as crianças antes de levarem eles a escola e Bryan tratava de acordar as crianças, bom... Oliver era meio preguiçoso quanto acordar cedo.

— Vamos crianças, comam logo se não vão atrasar pro colégio! E Caique, senta direito pra comer!

Bryan chegava na cozinha

— Bom dia Sophy, prepara o meu lanche sem ovo hoje.

— Ok Bryan, já foi dar uma olhada no Oliver e na mulher?

— Ahn, ainda não. O Oliver deve estar dormindo lá ainda, vamos dar uma olhada depois que comermos. — Respondia Bryan abrindo a geladeira e olhando atentamente para o nada.

— Bryan! Não fique ai parado com a geladeira aberta, aproveite e pegue um ovo pra mim.

Pois é, Sophia esqueceu que Bryan não queria ovo no seu lanche e Bryan nem percebeu no que acabou e entregar para Sophia.

— Aqui o ovo.

...

— Ahn? Espera Sophy, o que você acabou de me pedir mesmo? — ele fecha a geladeira e corre até a frigideira para ver o que tinha entregado.

— Ops! eu esqueci Bryan, desculpa!!!

— Meu deus, onde você estava com a cabeça para me pedir o ovo?

— E onde VOCÊ estava com a cabeça para me entregar o ovo?!

— Deixa pra lá.

— Agora vai sair com ovo mesmo

Bryan e Sophia se sentaram para comer após as crianças terem saído para a escola. Sophia comia rapidamente para ir ver como estava o Oliver, pois sentia que algo poderia ter acontecido. Já Bryan, não comeu muito, ele não gostava muito de ovos.

— O que pensa em fazer quando ela acordar?

— Acho que essa pergunta não foi feita para a pessoa correta Sophy.

— Por que não vamos dar uma olhada lá no quarto dela?

— Por que não? Vamos.

Ao abrir a porta do quarto em que Oliver e a jovem estavam, Bryan e Sophia encontraram Oliver dormindo e nenhum sinal da loira. Será que ela fugiu, desapareceu ou se escondeu?

— NÃO PODE SER, ELA ESTAVA BEM AQUI, COMO PODE TER SUMIDO?!

— Calma Sophy, vamos pensar...

Impaciente, Sophia acorda Oliver e lhe pergunta sobre a moça que havia sumido enquanto ele dormia, lógico, Oliver não escutou nada pois estava com muito sono.

— Ei Oliver, a sua irmã sumiu. — Bryan leva para o lado apelativo e desperta o sono de Oliver rapidamente.

— O QUE?! MINHA IRMÃ? ONDE ELA ESTÁ?!

— Calma, deixa a gente te explicar, acontece que ela su...

Sophia tentava explicar, contudo Oliver desesperado, corria pelo quarto todo procurando pela sua suposta "irmã". Ao tentar tocar na maçaneta da porta, alguém do lado de fora abre a porta e Oliver bate a cabeça caindo no chão.

— Ai caramba! Quem abriu a porta?

— Eu! — vinha da voz de trás da porta.

Era de quem? Dela mesmo, da loira, ao que parece ela havia acordado e dado um passeio.

— Quando que você acordou e por onde esteve? — Perguntava Sophia.

— ESTER!!! — Sem pensar duas vezes, Oliver pula nos braços da loira gritando o nome de sua irmã.

— O que você pensa que está fazendo Oliver?! Me abraçando assim. — Respondia a loira.

No momento em que a jovem citou o nome de Oliver, todos ficaram quietos e com um olhar esbugalhados. Estavam ao ponto de dizer que realmente a loira era a Ester, irmã de Oliver.

— Espera, espera, espera! Então você é realmente a Ester? — Perguntou Sophia, confusa com a situação sem querer acreditar que realmente fosse a irmã de seu amigo.

— O que vocês estão falando, eu sou a Serena.

— Que? você não é a minha irmã?

— Eu realmente ainda não estou entendendo o que você quer dizer com isso Oliver. A propósito, quem são esses dois que estão com você?

Aparentemente a loira que se intitulava como Serena, sabia o nome de Oliver mas desconhecia Sophia e Bryan. Algo estava muito errado nesta história.

— Err, Serena o seu nome né, temos muitas perguntas pra você, será que... — Bryan tentava perguntar a Serena mas ela interrompe sua fala.

— Eu estou com fome, o que tem de comida aí?

...

— Vamos conversar lá na cozinha, eu vou preparar algo pra você comer.

— Obrigada e... Ahn, quem são vocês dois?

— Sou Sophia, a dona deste orfanato.

— E eu sou o Bryan.

— Muito prazer!

Serena mostrava ter uma disposição alegre, em contrapartida o resto do pessoal não entendiam muito bem o que estava acontecendo.

E então, enquanto comiam, os três jovens tentaram tirar alguma informação sobre Serena mas tudo que ela parecia lembrar era de seu nome.

— Mas você realmente não lembra quem é ou de onde veio? — questionava Bryan.

— Sim, tudo o que consigo me lembrar é que me chamo Serena e que ele é o Oliver. — Apontava Serena para Oliver enquanto explicava sobre sua situação.

Oliver parecia revoltado e um pouco inquieto com a cena em que se encontrava, descontrolado, partiu para cima de Serena.

— Isso quer dizer que você não é a minha irmã?!!!

— E.. Eu acho que não sou quem você chama de irmã... — Responde Serena tentando se afastar de Oliver.

— Sendo assim como você sabe do meu nome, sendo que eu nunca teria visto você?

— Isso... eu não sei...

— O nome Ester não te lembra nada?! Você tem certeza de que não é a minha irmã?! Ou então de que já viu ela em algum lugar?! Por favor tente lembrar de algo.

— Calma Oliver, não adianta a gente ficar pressionando assim, tem muitas outras coisas que precisamos saber ainda. — Dizia Sophia tentando acalmar Oliver.

Oliver parecia não se importar com o que Sophia falava e ignorava todo o resto de informação que não era sobre sua irmã.

— Pra mim a úncia coisa que importa é descobrir onde a minha irmã está!

— Relaxa Oliver, tudo no seu tempo, vamos com calma. — Dizia Bryan pondo a mão no ombro de Oliver.

— Mas o que aconteceu com a sua irmã? — Questionava Serena, já que Oliver o confundia muito com ela.

— Se você não é a Ester, não é algo que precise saber.

Irritado, Oliver se aquieta e vai para o seu quarto, estava deprimido, no mais, confuso e desequilibrado mentalmente. Para ele, tudo o que mais queria era encontrar possíveis pistas do paradeiro de sua irmã.

— Ei Oliver, espera! Vamos conversar mais... — Serena levantava pedindo para que Oliver ficasse.

— Deixe ele ir, no momento acho que devemos deixá-lo sozinho por um tempo.

— Você acha mesmo que devemos deixa-lo só Sophia?... Nessas horas é que as pessoas mais precisam uma das outras.

— Somente deixe como está, pelo menos por enquanto.

Serena não entendia o motivo de Oliver ficar desse jeito, mas sentia que tinha que ajuda-lo. Sophia e Bryan sentados na mesa, fazem um sinal para que ela entenda o lado de Oliver e então que se sente na mesa.

— Sinto pena dele por um lado de não poder ajudar...

— Na verdade, tem um jeito sim. — responde Bryan.

— Existe? Como posso ajuda-lo?!

Ao ver a determinação repentina de Serena em tentar descobrir e ajudar Oliver, Sophia se estranha, já que não fazem nem meia hora que os conhecem. Desconfiada de algo, tenta tirar a dúvida com Serena.

— Espera, mas por que tanta cisma em querer ajudar, será que você não está escondendo algo de nós?

— Não é isso, justamente por eu não lembrar nada de mim e saber o nome dele, me faz pensar que ao tentar me envolver com ele possa fazer eu descobrir algo.

— Justamente o que eu pensei também Sophy, por que não deixamos ela tentar ajudar o Oliver? Talvez ela possa ser a chave para todos os mistérios que acontecem neste lugar.

— Hmm, okay! Vamos ver no que dá, mas no que a Serena pode ajudar para desvendar esses mistérios dessa cidade e do caso da irmã de Oliver?

— É! Então, eu quero ajudar, só que não sei como. HAHAHA! — com uma gargalhada Serena responde coçando a cabeça.

— Justamente pela Serena ser parecida com a Ester que devemos conseguir tirar algo.

— E como exatamente faremos isso Bryan? Também não creio que exista alguém tão igual assim como a mim. — questiona Serena sem entender o que Bryan estava pensando.

— Isso que é o mais estranho para a gente Serena, você realmente não lembra de nada sobre seu passado e de como chegou aqui?

— Não Sophia, por mais que eu tente, não consigo me recordar sobre nada. Mas o que aconteceu com essa tal de Ester que é a irmã de Oliver, ela sumiu?

... Uma aquietação toma conta da sala e Serena continua confusa com a situação, logo Sophia com um suspiro longo quebra o silêncio e determinada decide contar o caso de Ester para Serena.

— Acontece que Ester, a irmã de Oliver...

— Espera Sophy, não devemos contar sobre a Ester!

— Tudo bem Bryan, se for pra ela acho que não tem problema, talvez até consigamos algo com isso.

— ... Está bem, vá em frente, se o Oliver ficar bravo eu não sei de nada.

— Esse é um risco que eu vou ter que apostar, alem do mais pro começo de conversa ele já deve estar bravo comigo faz tempo.

— Por que diz isso Sophia? O que você fez pra que ele ficasse bravo?

— É por causa do acidente com a irmã dele, Ester morreu há 5 anos atrás... E foi por minha culpa.

— O QUE?! Como assim? Você à matou?

— Não, eu não a matei, mas...

— Na verdade Serena, Ester foi dada como morta, só que o que exatamente aconteceu é que ela está como desaparecida, e já fazem 5 anos. — Bryan responde tentando amenizar o sufoco de Sophia ao contar o ocorrido.

— Então por que Sophia fala como se tivesse matado ela?

— Foi por causa de que...

Sophia, com uma lagrima escorrendo de seu olho interrompe Bryan, e com um paninho tirado do bouço começa a enxugar as lagrimas.

— Pode deixar que a partir daqui, eu mesma contarei. Afinal, foi eu quem tirou o tesouro mais precioso de Oliver... E tirei para sempre.

Notas finais
O que vocês acharam? Alguma crítica? Um ponto a ser explorado? O que mais gostou? Comente aqui em baixo e nos vemos no próximo capítulo