A Missão De Cinco Anos, Volte Logo Lucy
15 Pesadelo
Notas iniciais
Lucy abriu os olhos e se deparou com o completo negro, não sabia onde estava à única coisa que sabia era que o lugar era medonho, era um completo breu, onde nada podia ser visto e nada podia ser tocado, não havia chão não havia nada, aquilo era o que definia muito bem o lugar, nada.
A loira não conseguia se mover, os braços estavam paralisados assim como a perna. Ela se desesperou cada vez mais, ao sentir que não podia se mover como se estivesse trancada em uma cela escura, como se jamais fosse ver a luz novamente.
E como se obedecesse aos seus pedidos uma luz apareceu, mas não era uma simples luz aquela, ela se diferenciava das outras por ter um leve brilho azul, e com o passar dos segundos ela foi dando forma a algo enquanto Lucy olhava a cena, ao fim daquele brilho um corpo se formou.
Lucy arregalou os olhos ao perceber de quem era a luz. O irmão de Lucy se erguia imponente das sombras, com seu típico sorriso e seus cabelos loiros bagunçados, dando ainda mais charme ao jovem que continha os olhos mais lindos do mundo, ele sorria de forma encantadora para a irmã.
Lucy ao perceber que seu corpo voltara a ter movimentos se jogou nos braços do mais alto gritando seu nome – Haru – ela gritou feliz – Não tem ideia do quanto eu senti a sua falta seu paspalho – a loira disse ainda sorridente, enquanto puxava o irmão para mais um de seus abraços esmagadores.
– Eu também senti a sua, eu também está bem? – o loiro disse com um sorriso bobo no rosto, atraindo ainda mais a atenção para seus olhos e rosto. Eles se afastaram mais um pouco para poder olhar para o outro, Lucy admirou o irmão, para ter certeza de que ele não havia mudado muito.
– Meu deus, como eu senti sua falta, você não tem ideia do quanto eu precisei de você – ela disse. Olhando novamente para o irmão, ele não tinha mudado nada, nem sequer um milímetro, sua altura era a mesma, só um pouco mais alto que a irmã.
Os cabelos loiros levemente bagunçados, com alguns fios escapando do penteado e caindo sobre a testa do rapaz, cobrindo parcialmente os olhos castanhos do jovem, olhos estes que continham o brilho mais sedutor e encantador do mundo. Ele usava uma camiseta preta e um short vermelho, seu típico visual.
– Mas isso tudo é sua culpa – ele falou com o mesmo sorriso, mas Lucy fraquejou diante as palavras do maior – Se você não tivesse me matado eu ainda estaria com você – ele falou calmamente. Lucy levou as mãos à boca em sinal de espanto, como seu irmão poderia dizer uma coisa dessas para ela? – É tudo sua culpa – ele disse.
O ar ficou frio, o vento passou a bater em Lucy, a luz boa e calma que o irmão emanava, agora se tornava fria e repulsiva. A loira conteve a vontade de se encolher, estava com frio, estava com medo e com raiva, raiva de si mesma e de tudo que já fizera na vida.
– Assassina – alguém disse atrás da loira, ela se virou em direção à voz e se deparou com a amiga. Erza estava como sempre com os cabelos soltos e com a sua armadura, mas seu rosto estava completamente sombrio, medonho. Lucy tremeu diante o rosto da amiga, jamais imaginou ver isso no rosto da amiga, quase irmã.
Então a loira se lembrou de já ter visto isso no rosto dela, se lembrou do dia em que seu irmão e pai morreram, a forma como a ruiva a olhara depois de contar a verdade era exatamente igual à forma como ela estava a olhando agora.
– Monstro – mais uma vez alguém falou a voz ecoando pelo lugar, que não tinha definição – Monstro – mais uma vez o dono da voz disse. A loira se virou com medo de ver quem era o dono da voz – Eu não consigo acreditar que você seja minha filha – a pessoa era nada mais nada menos que seu próprio pai Ryu.
– Papai? – a loira perguntou surpresa para o pai, os olhos já nublando diante as palavras do pai – O que está acontecendo aqui? – ela perguntou com medo da resposta, mas esta nunca chegou, pois mais e mais pessoas começaram a aparecer, cada uma com um novo insulto para a loira.
A cada palavra e pessoa que aparecei à loira se encolhia mais, até estar sentada no chão, agarrando os joelhos e chorando compulsivamente, a cada palavra ela ficava mais desesperada, implorando que esta loucura tivesse seu fim o mais rápido possível, mas a cada pessoa que aparecia mais difícil ficava que esta desesperante loucura acabasse.
– Eu tenho nojo – mais alguém falou. Lucy arregalou os olhos implorando internamente para que não fosse ele – Eu tenho nojo de ser seu parceiro – Natsu disse olhando com desprezo para a loira – Se eu pudesse voltar no tempo e nunca ter te trazido para a Fairy Tail eu faria – o rosado disse. Lucy arregalou os olhos e com muito cuidado olhou para o rosado, mesmo com os olhos nublados ela podia saber muito bem que era ele.
– Parem – ela sussurrou – Parem, onegai – ela pediu um pouco mais alto – Parem – ela gritou em desespero, enquanto suas mãos iam em direção aos ouvidos e tentavam, em vão, abafar os sussurros e palavras venenosas dos amigos.
– Parem – a loira gritou enquanto se sentava ela olhou em volta de si e se deparou com uma floresta, com arvores espessas e grandes – Era só um sonho — ela murmurou para si mesma assim que se levantou com cuidado do lugar onde estava – olhou em volta de si e procurou pelo lugar onde deveria estar Amom, mas não o encontrou.
Ela olhou mais uma vez pelo lugar, mas não o avistou em nenhum lugar. Desistindo de procurar ela se levantou e caminhou em destino de um riacho ali perto, já fazia um dia que eles estavam a caminho da cidade onde Lucy morava, mas resolveram parar pelo cansaço.
A loira caminhou pelo lugar até finalmente se deparar com o riacho, Amom estava ali dando banho no seu pequeno gato – Isso é hilário – a loira disse sorrindo e depois entrando no riacho para incomodar o outro.
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Erza caminhava pela estrada que levaria até a casa do rosado, ela estava preocupada, sabia que a conversa que teria com Natsu não seria fácil. Ela não tinha certeza se estava pronta para o que viria a seguir, sabia que seria extremamente complicado convencer o rosado, mas ela não desistiria.
Ela caminhou mais um pouco até poder avistar a casa do rosado, depois de um longo suspiro ela tomou coragem e caminhou até a casa. Assim que chegou a frente da porta ela parou com medo de entrar, não havia barulho nenhum vindo de dentro da casa, depois de mais um suspiro ela bateu na porta.
Alguns minutos se passaram e nada de alguém vir abrir a porta, a ruiva irritada bateu mais uma vez na porta, mas assim como da outra vez ninguém veio atender. Com o estres nas alturas ela abriu a porta com raiva, se surpreendendo com o fato de ela estar aberta.
A casa de Natsu estava realmente suja, assim como todos os dias acontecia, como sempre ela entrou e olhou por tudo, mas nada do rosado foi em direção à cozinha e acabou por se deparar com Happy. O pequeno gato estava sentado sobre a mesa, com um peixe na boca e com uma expressão triste, a ruiva caminhou até ele rapidamente, mas o gato mal percebeu a sua presença.
– Happy – a ruiva chamou pelo gatinho. O azulado ao ouvir a voz da ruiva se levantou de imediato e jogou os espinhos do peixe em um prato qualquer e tratou de pular para os braços da ruiva – O que aconteceu Happy? – a ruiva perguntou alarmada diante as lágrimas do pequeno gato.
– Ele não me deixa sair de casa, não me deixa falar com ninguém – o gatinho disse entre os soluços que vinham – Eu fiquei esperando toda essa semana por alguém, por alguém que pudesse o fazer tomar juízo – mais uma vez o gatinho disse enquanto olhava para a ruiva que secava as suas lagrimas.
– Quem Happy? – a ruiva perguntou como se já não soubesse a resposta. Happy se soltou da ruiva e a levou para uma parte mais distante da casa, em seguida apontou para o canto do lugar, onde o rosado se encontrava com lágrimas escorrendo e todo sujo – O que aconteceu com o Natsu? – a ruiva perguntou em choque, afinal de contas, onde estava o rosado irritante que adorava destruir tudo por onde passava e que sempre estava sorrindo? Definitivamente, aquele não era o Natsu que a ruiva conhecia.
– É isso que acontece com um dragão que renuncia ao seu próprio parceiro – o gato explicou enquanto se sentava em uma cadeira qualquer que estava espalhada pelo lugar – Ele perde os motivos de viver e nada mais tem sentido – o gatinho disse cabisbaixo – O faça perdoar a Lucy, se ele não o fizer pode morrer.
A ruiva já tinha imaginado que algo assim aconteceria, mas jamais imaginou que o caso estivesse tal agravado. Com cuidado ela caminhou em direção ao rosado, sem chamar a atenção do mesmo, quando estava ao lado dela pode se sentar ao seu lado e tocar levemente o seu braço para, enfim, chamar a atenção do mesmo para si.
– Natsu eu... – o rosado fez sinal com a mão para que a ruiva não falasse mais nada, o que prontamente foi concedido pela mesma, que de tão chocada que estava nada pode fazer.
– Me diga Erza, me diga o porquê de ela fazer isso – o rosado perguntou como se fosse a coisa mais obvia do mundo a ruiva saber – Ela sabe o quanto eu odeio os dragões gêmeos pelo o que eles fizeram, ela não podia ter feito o mesmo – ele disse cerrando as mãos. Um dos punhos foi em direção à parede, quebrando em seguida a madeira da casa.
– Sabe Natsu – a ruiva falou calmamente. Recostou-se melhor na parede e abaixou a cabeça, dobrando os joelhos e posicionando ambas as mãos sobre eles, e em seguida colocando a cabeça sobre as mãos – Não importa o que você diga, não importa o quanto você odeie a Lucy, não existe ninguém que a julgue mais do que ela mesma por seus feitos – a ruiva disse ainda de cabeça baixa, o que impediu de ver a expressão de surpresa do rosado.
– Como assim? – ele perguntou em choque. A cabeça de Natsu estava um turbilhão de pensamentos, a cada pensamento uma nova ideia e assim por diante, ele estava sério e preocupado, aquela conversa poderia mudar muita coisa em sua vida.
– Você pode pensar que a odeia muito, mas se comparar ao quanto ela mesma se odeia, nossa Natsu, eu não sei te explicar como tudo isso aconteceu, ela se nega a nos contar a historia inteira, acho que ela tem vergonha ou nojo de si mesma – a ruiva disse levantando os olhos para olhar para o rosado – Você sabe o que manteve a Lucy viva nesses últimos três anos? — a ruiva para o rosado.
– Como assim? Eu não tenho ideia do que você está falando – Natsu falou desviando os olhos do olhar de Erza, como se eles pudessem lhe machucar, como se os mistérios que estivessem escondidos naquele simples olhar pudessem o torturar até a morte.
– Você Natsu – Erza respondeu a própria pergunta – É você quem mantem a Lucy viva até hoje, todos os dias acredito eu, que ela queria se matar, acabar com a dor e a culpa que seu coração carregava, mas só na hipótese de te deixar sofrer ela recuava e não fazia nenhuma besteira – a ruiva declarou – Você é o único motivo de viver, o único motivo forte o suficiente para manter ela viva.
Natsu arregalou os olhos diante as palavras da mais velha, não conseguia acreditar no que estava ouvindo, parecia que uma loucura estava se instalando na vida dele – Se ela se culpa, então porque fez isso? – o rosado perguntou por fim. A pergunta pairou no ar por alguns instantes, ninguém tomando coragem para falar a resposta, até que mais um suspiro pode ser ouvido vindo de Erza.
– Eu não sei explicar, mas só sei que não é culpa da Lucy, você tem que acreditar em mim Natsu, ela não fez isso porque quis – a ruiva disse mais para si mesma do que para o rosado, querendo acreditar em suas próprias palavras, o que não passou despercebido pelo rosado que olhou para a ruiva inquisidoramente.
– Você não parece acreditar muito nisso – o rosado comentou brevemente enquanto se virava e olhava para um canto qualquer da sala assim como a ruiva que estava perdida em pensamentos.
– Sabe Natsu o... – a ruiva começou, mas antes de terminar o que ia dizer ela parou e pensou melhor com medo de dizer o que iria dizer, por fim, se levantou e puxou o rosado junto de si – Vamos logo, a Lucy está chegando, vamos lá rebela, e a Lisanna me disse que quer conversar com você – dita as palavras os dois saíram da casa.
Erza não sabia, mas naquele dia ela deu esperança para aquele casal, deu esperança para o futuro deles e para a vida que eles queriam ter juntos.
Notas finais
bjus e até o proximo cap: Vamoas divivdir tudo
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