A Missão

77 Capítulo 53


Notas iniciais
Por favor! Não me matem, não me xinguem, não me denunciem e não parem de ler a história! E não me responsabilizo pelos danos que este capítulo pode causar em vocês. Estejam preparados!

Combinamos todos os detalhes daquela minha ideia e partimos para a ação. Me deitei no chão e fechei os olhos. Já estava preparada para ouvir Júlio gritando desesperado quando senti sua boca tocando a minha.

– Boa sorte! — ele murmurou – Eu te amo.

– Eu também te amo. E vai dar certo – murmurei de volta.

Júlio começou a gritar desesperado batendo nas grades. Ele pedia ajuda, chamava os guardas, dava gritos sem sentido. Estava atuando muito bem. Realmente parecia desesperado.

Ouvi um barulho e fiquei o mais imóvel possível. Tentando quase prender a respiração também.

– O que está acontecendo aqui? — perguntou uma voz que parecia mal-humorada.

– É a Liss! Ela desmaiou. Eu acho que ela pode estar morrendo! Por favor, ajude! Faça alguma coisa, chame um médico! — Júlio parecia até estar chorando.

– Vou ver o que posso fazer – ouvi barulhos de passos. O guarda parecia ter se afastado.

Mesmo assim não me mexi. Como Júlio não disse nada, achei melhor permanecer em meu papel. Alguns minutos depois ouvi novamente alguns barulhos e umas conversas baixas se aproximando.

– Vá pro canto da cela – era a mesma voz de antes. Provavelmente falando com Júlio.

Ouvi um barulho de chave e um clique. Deviam estar abrindo a cela e entrando. Eu queria poder espiar o que estava acontecendo. Mas me contive. Eu teria que me guiar pela minha audição e rezar para que tivesse um número pequeno de soldados ali.

Senti que alguém se aproximava de mim. A pessoa se abaixou e tocou em meu pescoço. No mesmo momento ouvi a ordem de Júlio:

– Agora! — esse era o sinal para que eu atacasse.

Sem pensar duas vezes parti pra cima da pessoa que estava abaixada na minha frente. Era um soldado louro e sardento, na casa dos 30 anos. Empurrei-o para frente e derrubei no chão, me jogando para cima dele e soqueando seu rosto.

Não sentia mais dificuldade em bater em um soldado inocente. Era a única maneira de conseguirmos fugir.

– Liss, corra! — a voz de Júlio interrompeu meus golpes. Olhei para ele que já tinha jogado um soldado contra a parede e segurava o outro pelo pescoço.

Obedeci e sai correndo da cela, Júlio saiu correndo atrás e fechou o cadeado da cela. Prendendo os soldados lá dentro.

– Vamos – ele agarrou minha mão e me puxou para fora dali.

– Espere. Temos que levar Margareth conosco – pedi. Eu não havia me esquecido do que tinha dito, que se fugíssemos ela iria junto.

–Não podemos. Não temos a chave da cela dela. E não podemos perder tempo. Vamos Liss! Depois a gente volta para buscá-la, eu prometo.

Sem pensar direito, na adrenalina do momento, resolvi ceder e segui com Júlio. Saímos correndo da prisão, subindo as escadas. Um alarme começou a tocar alto e estridente. Ouvi Júlio praguejar baixo em minha frente, sem diminuir o ritmo da sua corrida.

Estávamos seguindo para a única saída do palácio. A que ficava na área da recepção. Era a única maneira de sairmos dali. No início do corredor vimos soldados armados vindo em nossa direção do outro lado do corredor.

Viramos de costas e voltamos, subindo para o segundo andar e escutando os tiros zunindo atrás de nós. No segundo andar também havia alguns soldados armados vindo em nossa direção. Provavelmente o alarme que havia tocado alertava sobre nossa fuga.

Sem pensar, segui Júlio que correu para o elevador. Entramos e a porta fechou, subindo para o próximo piso.

– Estamos encurralados! — Júlio gemeu, respirando forte para recuperar o fôlego.

Meu coração estava batendo a mil por hora. A adrenalina invadia todo o meu corpo e a minha mente. Eu conseguia pensar tudo com muita rapidez e lógica.

– A única saída que temos é achar Thomas. — eu disse — Ele deve estar em seu escritório.

No mesmo instante a porta do elevador se abriu e saímos correndo, dando de cara com um grande número de soldados. Todos com suas armas apontadas para nós. Tentamos correr, mas não adiantava. Eram mais de 10 soldados nos mirando.

Era o fim! Não tínhamos o que fazer. Estávamos encurralado e o elevador que havíamos usado antes não estava mais naquele andar.

De repente dois soldados caíram no chão. E um outro apareceu, vindo de trás deles. Era Danilo. Ele passou correndo pelos oito soldados, jogando uma arma para Júlio que parecia uma metralhadora.

– Liss. — chamou ele em seguida me jogou uma arma menor.

Peguei e junto com os outros dois começamos a mirar nos soldados e atirar. Conseguimos derrubar todos.

– Precisamos achar Thomas – Júlio disse para seu irmão.

No mesmo instante Danilo saiu correndo sem dizer nada, e começou a subir as escadas. Segui atrás dele. E Júlio atrás de mim, cuidando nossa retaguarda. Outros militares também estavam subindo as escadas, nos seguindo. Júlio começou a atirar para trás, sem enxergar nada, e em resposta, algumas balas também começaram a ser mandadas em nossa direção. Preferi poupar a minha munição para quando pudesse mirar e apenas continuei correndo, pulando de degrau em degrau. Estávamos quase chegando no fim quando escutei um barulho. Me virei para trás a tempo de ver Júlio cair no chão. Voltei correndo e gritei para Danilo.

Cheguei até onde Júlio estava. Ele tinha sido baleado em uma das pernas, que começava a ficar vermelha de sangue. Mas mesmo caído no chão ele continuava atirando em direção aos outros soldados.

Ele percebeu que eu estava ao seu lado ajoelhada:

– O que está fazendo aqui? Vá Liss! Continue. Ache o Thomas. — ele gritou sem olhar para mim, mirando o escuro.

Como eu poderia abandoná-lo ali? Nunca conseguiria fazer aquilo. Ele iria conosco. Eramos uma dupla, não podíamos ser separados.

Os outros caras começaram a aparecer na escadaria. Mas era só podermos enxergar o corpo deles, que os víamos caindo, sendo atingidos por Júlio. Quando as balas pararam de serem atiradas em nossa direção por um minuto, Júlio olhou para mim e para Danilo, que naquele momento já estava do meu lado:

– Danilo, tire-a daqui! Não consigo seguir adiante. Mas eu vou detê-los. Encontrem Thomas e façam o que tem que ser feito. — ele deu uma longa olhada para mim, seus olhos transmitindo toda a ternura e o amor que sentia.

Danilo começou a me puxar para longe. Mas eu não me deixava levar. Não abandonaria Júlio.

Os guardas e os tiros voltaram a aparecer e Júlio voltou a atenção para a escada, mas, mesmo assim, conseguiu dizer:

– Por favor, Liss. Se você me ama faça isso por mim.

Por que fazer aquilo comigo? Me dar uma escolha daquelas? Era claro que eu o amava. E ele me faria abandoná-lo por esse amor.

Não tive outra escolha. Parti correndo. Tentando me convencer que Júlio era bom e conseguiria deter todos os guardas. Mas quando coloquei o pé no quarto andar, ouvi um grito. Imediatamente olhei para trás e já vi Júlio caído no chão de olhos fechados. Uma moldura vermelha de sangue ao seu redor. Ele estava morto.

– Não! — eu gritei. Me jogando para as escadas de novo.

Danilo havia visto seu irmão caído também, e segurando meu braço, não deixou que eu saltasse correndo até Júlio.

Júlio não podia estar morto! Não! Ele não estava morto! Não podia! Ele não podia fazer aquilo comigo! Eu não conseguia acreditar. Júlio era capaz de fazer qualquer coisa. Uma bala não iria conseguir tirar sua vida.

Fiquei em choque. Em um estado indescritível. Não conseguia pensar, não conseguia agir, não conseguia entender. A única coisa que conseguia era olhar. Olhar para o amor da minha vida e não conseguir entender o que aquela cena toda significava.

O mundo girava ao meu redor. Nada mais fazia sentido. Eu não me lembrava de onde estava ou do que tinha que fazer. Somente via aquele último olhar de Júlio para mim. Sua últimas palavras: " Se você me ama faça isso por mim."

Eu o havia abandonado. Eu tinha deixado ele sozinho, e ele tinha sido morto por uma bala. Era minha culpa. Eu queria morrer também.

– Ele queria que seguíssemos. — Danilo disse baixo e triste, chorando. Como se tivesse lendo meus pensamentos. – Não jogue sua vida no lixo, Liss.

Entendi o que Danilo estava dizendo. Ele tinha razão. Júlio não iria querer que eu me matasse. Ele queria que eu achasse Thomas e fizesse o que tinha que ser feito. Sei lá o que isso significava. Voltei a correr.

Eu lidaria com aquela perda e aquele buraco em meu peito mais tarde. Naquele momento tinha que honrar a vida de Júlio. Fazer o que ele queria ter feito. Agir por mais um tempo com a razão. Depois a culpa e a tristeza poderiam me pegar, eu não me importaria.

Chegamos ao quarto onde Thomas ficava. Danilo arrombou a porta e entramos correndo, com os soldados já atrás de nós. Como o esperado Thomas estava ali. E foi pego desprevenido com a nossa entrada. Ele saltou da cadeira em que estava sentado, em frente a uma escrivaninha, me olhando assustado como se não acreditasse que eu estivesse ali:

– O que... -começou ele.

– Cale a boca! — interrompi. E fui correndo em direção a ele.

Toda a raiva e a adrenalina me faziam ainda melhor em combates do que eu era realmente. Consegui acertar um belo chute em sua barriga e vários socos, me desviando de todos os golpes dele.

Peguei a arma que eu tinha. Eu queria usá-la. Queria atirar em Thomas e ver ele morrendo ali na minha frente. Tudo era culpa dele. Tudo! E ele iria pagar. Mas ainda não era a hora certa. Precisava fazer algumas outras coisas antes. Me controlei e apenas bati com a arma em sua testa, fazendo um corte enorme, que esguichou sangue pra todo lado e manchou todo o seu rosto de vermelho.

Os guardas já estavam na porta, todos parados, olhando a cena. Danilo tinha a arma apontada para eles. E eu tinha a minha apontada para Thomas. Percebi o porque da hesitação dos soldados. Eles estavam com medo que qualquer movimento que fizessem eu reagisse atirando em Thomas.

Decidi levar aquilo a meu favor:

– Se afastem! — gritei. Os militares imediatamente se afastaram. Sorri. Eles estavam na minha mão.

Mas para minha surpresa, quando os outros se afastaram alguém pulou para frente. Era Eric, desesperado:

– Liss. Liss. Por favor, não machuque ele. Por favor. — suplicava.

Nada mais me surpreendia e eu mantive a postura:

– Danilo pegue Eric, e feche a porta. Vamos conversar a sós. — pedi. Tinha uma ideia se formando em minha cabeça. Mas eu tinha que tirar os guardas da jogada.

Mantive meu dedo no gatilho olhando atentamente os soldados, e prestando atenção em Danilo. Com agilidade ele pegou Eric e o deixou na mira de sua arma também, e em seguida fechou a porta com o pé. Não podendo a trancar já que a tinha arrombado.

Joguei Thomas contra a parede e falei a Danilo:

– Qualquer movimento dele, você atira em Eric. Sem dó e sem piedade.

Parti e comecei a empurrar todas os móveis que encontrava para manter a porta o mais fechada possível. Quando terminei, Thomas ainda estava jogado no chão caído e sangrando.

Olhei para ele e não consegui controlar minha raiva. Comecei a chutá-lo, no rosto, na barriga, nas costas, em toda a parte. Ele só gemia de dor, e Eric implorava para que eu parasse.

– Isso é por tudo que você fez! — eu gritava, fora de mim. — Por nos manter trancados. E pela morte de Júlio. Seu covarde! Traíra! — e eu continuava chutando e xingando.

– Chega Liss! Chega! Faça o que tem que ser feito.. — Danilo gritou ainda segurando a arma contra Eric. Aquelas palavras eram as de Júlio e me fizeram voltar a razão.

Puxei Thomas pelo pescoço, o erguendo:

– Você vai passar o governo para mim agora, se quiser que seu amado Eric continue vivo! E qualquer gracinha vai pagar com a vida dele e com a sua. — Levei ele em direção a uns papéis e uma caneta – Escreva aí em duas vias que você renuncia o governo e o passa a mim. Abdicando-se de qualquer direito e prometendo nunca mais tornar se governante novamente. Vamos escreva. Quero isso escrito perfeitamente.

Thomas tremia e se segurava para não cair no chão. Mas estava fazendo o que eu ordenava. Estava escrevendo em duas folhas que eu era a governante agora.

Quando ele terminou peguei os papéis de sua mão e o joguei no chão. Agora estava terminado. Era a hora de matá-lo e fazê-lo pagar por tudo.

Se Júlio estava morto, Thomas também deveria ficar.

Apontei a arma para sua cabeça. Ele parecia um ratinho todo encolhido no canto, apenas esperando pelo tiro.

– Não, Liss! — gritou Danilo – Não faça bobagem. Você está com a cabeça quente.

– Sei muito bem o que estou fazendo e não é bobagem. Vou fazê-lo pagar por tudo que fez. Ele vai ver como é bom. — gritei de volta sem tirar os olhos de Thomas.

– Vingança não se faz com as próprias mãos. — Danilo tentou argumentar – Liss, Júlio não ia querer isso. — ele sabia exatamente o argumento para me convencer. Mas daquela vez não iria funcionar. — Pense que a morte vai ser muito fácil. Eles merecem ficar presos e sofrendo. O que acha? Não seria uma forma melhor deles pagarem pelo que fizeram?

Ele tinha razão. A morte seria rápida e sem dor. Eu queria vê-los sendo torturados, implorando pela morte. Sem comida, água e o mínimo de dignidade.

Abaixei a arma convencida com aquilo. Danilo no mesmo instante soltou Eric e saiu correndo para a porta, empurrando tudo que eu tinha colocado para trancá-la e ordenando que os soldados entrassem:

–Agora Liss é a governante e vocês devem servi-la. Prendam Thomas e Eric imediatamente.

Sem pensar duas vezes os soldados foram em direção aos dois e sem dificuldades os seguraram e começaram aos arrastar para fora. Danilo seguiu eles, me deixando sozinha naquele quarto.

Tinha acabado. Estava resolvido. Agora eu podia desabar.

Sentei em um canto do quarto, encolhida, abraçando meus joelhos e me balançando para a frente e para trás, com os olhos fechados.

Não! Não. Aquilo não podia ser verdade. O Júlio, o meu Júlio não podia estar morto. Eu não conseguia acreditar. Aquilo estava errado.

Júlio ficaria bem. Ele iria aparecer daqui a alguns instantes chamando pelo meu nome e me puxando para um abraço. Diria que tudo estava bem agora e que ele estava comigo, que eu não tinha com o que me preocupar.

E eu iria olhar nos seus olhos negros e além de ver toda aquela paixão refletida neles, perceberia que tudo que ele estava dizendo era verdade. Que eu estaria segura agora, que ele me protegeria. Eu tocaria seu rosto, seus traços fortes e diria que o amava, e em resposta ele abriria aquele seu sorriso perfeito, me deixando tonta.

Júlio César Anthoni, o sargento, o governante, o professor, o amigo, o companheiro, o gentil, o namorado, o carinhoso Júlio, não podia morrer! Não, não podia! Ninguém tinha o direito de fazer isso com ele.

Ele tinha uma vida toda pela frente. Uma vida toda ao meu lado! Não era justo que essa vida não acontecesse! Não!

Revivi todos os momentos que passei com ele. Como se fosse um filme de sua vida. Ele se apresentando para mim em Crytur. Sua postura rígida durante o voo me mandando parar de bancar a filhinha de papai. Ele me mostrando o quartel. Me levando para o meu primeiro dia de treinamento. Me apresentando à turma. Me ajudando a melhorar meu desempenho. Tocando em mim para me colocar nas posições certas de luta. Jogando futebol e comemorando o gol com Danilo. Os dois se abraçando felizes. Ele nos dando aulas. Nos levando para a floresta, permitindo que todos parássemos para descansar e conversando com Danilo. Nos ensinando a fazer fogueira. Seu sofrimento ao me ver depois das seções de tortura. Seu estado fora de si quando teve que me bater em um desses dias. Ele no dia da formatura, perfeitamente alinhado, lindo, maravilhoso! O dia em que me contou sobre a missão. A forma como fazia para me passar algum bilhete. Sua determinação em nos salvar quando nosso avião caiu. Seus olhos confusos quando acordou depois do acidente. A maneira como me protegeu na noite na floresta. O pedido de desculpas que havia feito por ter me beijado. O fora que deu em Margareth. A maneira como me tratava quando fingíamos que estávamos namorando. Os beijos carinhosos em minha testa. Sua irritação quando um soldado havia feito um comentário infeliz sobre nós dois. O dia em que me apresentou a sua família. Quando mostrou seu quarto. O dia que foi preso. O dia em que o encontrei quase morrendo na prisão. A maneira como mesmo mal, não quis sair do meu lado, enquanto uma bala era retirada de mim. A maneira como ficou comigo quando assumimos o governo. O dia em que me contou que havia conseguido a viagem para que eu pudesse ver meus pais. A sua empolgação e felicidade quando eu disse que queria ficar com ele. Sua maneira respeitosa de tratar minha família. O pedido oficial de namoro para meu pai. Os beijos. Tudo! A maneira como sempre me protegia. Como sempre estava do meu lado. Como sempre me apoiava. Seu jeito divertido que ele revelava somente quando estávamos a sós. A personalidade séria e arrogante quando estava no quartel. O jeito de pensar sempre em todos, de querer que todos ficassem bem.

Não! A vida não podia ter um fim assim. Uma hora a pessoa está te olhando com carinho e na outra não te enxerga mais. Isso não está certo! Eu preciso do Júlio. Eu preciso. Não conseguirei viver sem ele. Ele era meu alicerce, meu porto seguro. O mundo parecia estar vazio agora. Eu estava vazia, sozinha nesse mundo.

O que eu não daria por apenas mais um toque dele, um abraço, um beijo. Poder ver mais uma vez aqueles seus olhos escuros, seu sorriso de me tirar o fôlego. Sentir seu corpo contra o meu, seus músculos, seu calor. Tudo isso que agora estava perdido. Que nunca mais aconteceria.

Era um sonho. Tudo era um sonho. Eu iria acordar em minha cama no quartel.

Eu tremia, soluçava, e continuava me balançando para a frente e para trás. O choro parecia estar entalado na minha garganta. Eu sentia um aperto no peito, um peso nos ombros. Como se nada mais fizesse sentido. Como se meu mundo realmente tivesse acabado.

Algumas vozes ao fundo começaram a aparecer. Mas nem me dei ao trabalho de olhar quem era. Estava perdida de mais em minha tristeza, minha escuridão.

Só me preocupei quando uma pessoa se aproximou de mim e eu senti uma picada em meu braço. Não consegui ver quem foi que fez aquilo. Mas o líquido que parecia ter sido injetado em mim, começou a fazer efeito e eu fui ficando mole, perdendo os sentidos. Até que cai e não vi mais nada.

Notas finais
:'( :'( Desculpem por isso! Desculpem mesmo! E por favor entendam meu lado. Isso era necessário. A vida não é um conto de fadas. Garanto que escrever esse capítulo foi infinitamente doloroso para mim, e eu posso entender o que vocês devem estar sentindo agora. Não fiquem com muita raiva e continuem acompanhando os próximos capítulos. A história esta quase no fim mais ainda temos 3 capítulos.