Notas iniciais
E aí galerinha linda! Tudo bom? Bem esse é o segundo capítulo da fic e espero que estejam gostando :) Por favor comentem e favoritem para incentivar. Espalhem pros amigos até pra Dilma se puderem (rs, nem tanto).

Acordei com uma forte dor de cabeça que logo foi anestesiada pelo torpor que os analgésicos me causavam. Não devia ter bebido tanto ontem.

Desde que a Guerra da Honra começou, os países estão em completo caos. Não só os Estados Unidos e a Rússia, mas todos os seus aliados! Pais como o meu são levados de suas famílias, e jovens como eu são trazidos para suas casas em simples caixões de madeira com o mesmo discurso de sempre: "Ele morreu com honra". Mas, de que vale a honra se estivermos mortos?

Ultimamente com a falta de alistamento dos homens, pois é claro estão matando todos, muitas mulheres estão tendo que se alistar. Hoje é a minha vez.

Tomei o simples café da manhã que consistia em apenas um pão duro com queijo e o meu café preto de sempre e saí de meu apartamento. Não para me alistar é claro, para isso não tenho nenhuma pressa, mas para cumprir pelo menos uma única vez o que me recomendaram: ir a uma psicóloga. Sempre acharam que a razão de eu ter me tornado tão fechada e fria era a saudade de minha família. Eles estão errados.

Peguei um caminho por uma rua estreita perto de um beco e parei, olhei o endereço em meu bolso e comecei a procurar pelo local indicado. O encontrei a alguns metros dali. Uma casa pequena, quase aconchegante, com um formato que mais parecia uma cabana na floresta. Gostei disso. Toquei a campainha e uma mulher de mais ou menos trinta e cinco anos me atendeu. Ela tinha olhos verdes e um cabelo loiro acinzentado, era alguns centímetros maior do que eu e seu rosto dava uma impressão de paz e tranquilidade. Nunca serei igual ela.

Entrei num cômodo que se parecia com uma sala principal e me deitei em uma cadeira que me lembrava as dos dentistas, apesar de não ter nenhuma broca gigante ao meu lado. O lugar tinha duas janelas que davam para as ruas sujas que agora possuíamos, as cortinas assim como todo o resto do apartamento pareciam mais do período monarca e clássico. Tudo parecia muito limpo e organizado, ri ao comparar aquela casa ao meu apartamento.

– Você se lembra de algo depois disso? — Perguntou-me ela. O leve aroma de hortelã circundava o ambiente, isso me relaxou por alguns instantes.

– Não — Respondi. — Apenas das sirenes, explosões e chamas. Não consigo me lembra deles. Apenas do fogo.

Aquele borrão iria me perseguir até o fim de minha vida. O ataque aos bairros menores foi uma forma dos texanos mostrarem que queriam o fim da guerra, mas como sempre, isso apenas a inflamou. Casas destruídas, famílias carbonizadas, esperanças despedaçadas. Foi isso que nos trouxeram. Morte.

– Srta. Adler, já faz três anos desde que isso aconteceu, por que apenas agora resolveu pedir ajuda? — Ela me perguntou tirando-me de meu devaneio.

– Porque só agora eu vou ficar realmente cara a cara com a morte — Respondi.

Notas finais
Bem, o capítulo acaba aqui =D Espero que estejam gostando tanto quanto eu! Por favor favoritem e comentem para me incentivar a continuar
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.