A Missão
1 Prólogo
Notas iniciais
Me olhei pela última vez no espelho de um dos quartos da agência. Os cabelos loiros caídos em cascata em meu ombro, as lentes de contato verde,a blusinha azul com a saia branca, as sapatilhas e a pouca maquiagem em meu rosto. Ele não poderia me reconhecer e por mais que doesse mentir mais uma vez para ele, era necessário. Por fim, tirei do meu dedo a ultima coisa que me tornava Isabella Cullen, a aliança. Agora sou Marie Stewart, a babá.
[ ... ]
– Tem certeza que quer fazer isso ? — perguntou Jasper, meu melhor amigo.
– Tenho Jas, é pelo bem da minha família. Tenho que desmascarar a vadia da Denali! — disse torcendo a bolsa em minhas mãos.
– Ok, mais tome cuidado e .. desligue seus sentimentos — A tristeza me tomou com esse conselho. Eu estaria de frente para as duas pessoas que eu mais amava nesse mundo após seis meses em coma e mais 6 meses de recuperação, ou seja, um ano sem vê-los, seria difícil não correr para beija-lo ou abraçar forte minha menina.
– Eu ... vou tomar cuidado Jas — disse e olhei pela janela vendo a rua familiar.
Meu coração batia acelerado em meu peito e eu tinha que me controlar, era preciso, pelo bem deles. Quando Jasper estacionou o carro em frente a minha casa, meu coração se apertou e as lágrimas insistiram em vim porém não deixei.
– Boa sorte Bells, estamos te monitorando pelo bip em sua roupa e você tem o outro que é necessário que coloque no quarto, ok ? — disse me olhando
– Ok Jasper, obrigada. — ele sorriu e sorri também. Suspirei pela última vez saindo do carro e andei em direção a porta da .. minha casa.
A encarei por breves segundos até tocar a campainha. Não demorou muito até que minha menininha abrisse a porta com seu sorriso doce e seus cabelos cor de bronze iguais o do pai balançando.
– Oi, quem é você ? — perguntou. Tive que conter de novo as lágrimas. Me abaixei para ficar em sua altura e disse — Eu sou .. Marie, a babá — sorri e ela sorriu em resposta.
– Renesmee, já disse para não abrir a porta para estranhos! — estremeci com sua voz rouca e levantei encarando aqueles olhos verdes que eu tanto amava. Ele continuava lindo e másculo como sempre . Meu coração reconheceu seu dono e acelerou da mesma forma que acontecia sempre. — Você deve ser Marie Stewart, não é ?
– Sim, sou eu. Muito prazer Senhor Cullen — estendi a mão e ele apertou. Tive vontade de puxa-lo para mim e nunca mais sair de seus braços, porém me contive.
– Entre, sinta-se em casa — disse e abriu mais a porta para mim.
Estou em casa, com certeza ...
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