A Missão de uma Estrela Solitária

7 Capítulo 7 - Ninguém está sozinho


DE MANHÃ ÀS 8:00AM DE UM DIA DE SEMANA QUALQUER

Mais um dia começa e a rotina de todos voltam ao normal, Serena e Sophia acordam cedo para arrumar as coisas e preparar o café da manhã para as crianças. Bryan ia para a escola e... Na verdade não era um dia normal, Oliver acordou cedo.

— O que aconteceu Oliver, caiu da cama? — Perguntava Sophia surpreendida.

— Não, só não estou com sono.

— Que incomum hein.

— Onde estão os outros?

— O Bryan já foi para a escola e a Serena está cuidando das crianças.

— Ah sim. Sabe, eu estava pensando em sair hoje pra procurar um emprego.

— Você arrumar um emprego Oliver? Por que?

Oliver era muito folgado, sempre ficava sem fazer nada e sem se importar com nada. Não gostava de fazer nada em que fosse dar trabalho para ele, mas ao que parece, ele se diz determinado para arrumar um emprego. E uma voz da outra sala ecoa até eles.

— O PREGUIÇOSO VAI ARRUMAR UM EMPREGO?! — Gritava, Serena vindo do outro lado da sala.

— É, o preguiçoso aqui vai arrumar um emprego sim. Eu Achei que você estava cuidando das crianças.

— Mas estou.

— Por que tão de repente Oliver? — Questionava a Sophia.

— Não é de repente, alguém precisa trazer dinheiro pra casa, não?

Neste momento, Sophia realmente percebeu que não estava sozinha e que poderia contar com a ajuda de seus amigos.

— Eu também vou arrumar um emprego então! — Serena se empolgou tanto com a decisão de Oliver que até se voluntariou para arrumar um emprego.

— Não, você não.

— Por que não? Acha que não dou conta?

— Não é isso, no momento a Sophia precisa de mais gente pra ajudar ela a cuidar do orfanato, ter que fazer tudo sozinho é um peso muito grande pra ser carregado, por isso eu gostaria que você continuasse a ajudar ela com os afazeres aqui do orfanato.

— Não tem problema Oliver, eu dou um jeito aqui no orfanato. — Afirmava Sophia, mesmo sabendo que seria difícil e trabalhoso ter que cuidar de tudo sozinha.

— Tudo bem Sophia, o Oliver tem razão. Vamos deixar essa parte com o Oliver e eu te ajudarei aqui no orfanato.

— Você tem certeza Serena?

— Claro!

Sendo assim, Oliver saiu a procura de um emprego. Como ainda não tem experiência de serviço decidiu pegar um trabalho de meio período no Mc. Donalds. Não pagava muito, mas já era um bom começo. Deste modo Oliver volta para o orfanato.

— Como foi Oliver, conseguiu? — Perguntava Serena que estava curiosa.

— Sim, peguei um emprego de meio período lá no Mc. Donalds aqui perto.

— Que bom! Começa quando?

— Começo amanhã mesmo.

— Então descanse bem hoje.

DE TARDE ÀS 16:20

— Você por acaso não viu o Bryan por aí Serena? — Perguntava Sophia que queria lhe pedir um favor.

— Ahnn... Na verdade ele saiu agora pouco depois que voltou da escola.

— Hoje também?!

— Parece que sim, a propósito, o Bryan parecia muito exausto antes de sair, será que ele não está se esforçando além do limite?

— Nem sei mais. Ele nunca me diz nada, parece até que não confia na gente.

— Ele deve ter algum motivo para isso.

— Bom, já que o Bryan não está, você poderia fazer um favor pra mim?

— Claro, o que seria?

— Preciso que compre alguns ingredientes que está faltando para a janta de hoje.

— Compro sim, me passa a lista que eu vou lá.

— E também, vê se o Oliver não quer alguma coisa.

— Pode deixar!

— Obrigada.

Serena procurou por Oliver para saber se ele queria algo do mercado e neste exato momento, ele ia sair para comprar algumas coisas que estavam faltando para o seu trabalho que começaria amanhã. Deste modo Oliver aproveitou a deixa e acabou acompanhando Serena até o mercado.

— Pronto? Pegou tudo o que a Sophia pediu?

— Deixa eu ver. Ahn... Falta só o limão, aonde tem limão aqui Oliver?

— Eu também não sei, geralmente quem vem às compras é o Bryan e a Sophia.

— Bom, vamos perguntar para aquele atendente ali na frente

Ao chegar no atendente, os dois se deparam com nada mais e nada menos que Bryan, mas o que raios ele estaria fazendo ali como um atendente de super mercado?

— Br... Bryan?! — Se assustou, Serena, ao ver que Bryan estava de balconista.

— Serena, Oliver? O que estão fazendo aqui?

— Essa é a nossa fala... — Oliver retrucava com uma cara de confuso.

— Sabe, eu estou trabalhando aqui na parte da tarde.

— Você, mas por quê? — questionava Oliver.

— Eu não posso dizer o porquê...

Mesmo Bryan dizendo que não podia contar o motivo, Serena suspeitava o motivo do Bryan estar trabalhando.

— É pela Sophia não é?

— Nã... Não, claro que não, por que seria? — Bryan tentava disfarçar por ter sido descoberto.

— Pela Sophia, Serena? O que quer dizer com isso?

— Pense Oliver, Bryan teve a mesma ideia que você. Ao saber que Sophia estava passando por apuros, ele deve ter pensado que teria de fazer algo. Assim ele resolveu arranjar um emprego de meio período para ajudar nas despesas.

— Foi isso mesmo, Bryan?

— ...A Serena está certa, na verdade não estou trabalhando somente aqui. De terça eu trabalho no posto de gasolina e no sábado eu tenho expediente em uma loja de conveniência.

— Por que tantos empregos assim?

— Você acha que só com um emprego de um dia por semana vou conseguir dinheiro o suficiente?

— Realmente, se for ver por esse lado.

— Me digam uma coisa, como vocês dois sabem sobre a Sophia?

Oliver achou não teria problema dizer que Sophia havia contado tudo para os dois e que eles iriam ajudar a sustentar o orfanato, porém a reação de Bryan não foi a mais das esperadas.

— Espera! Sophia contou para vocês e não contou pra mim?

— É que ela ia contar para você Bryan, mas você nunca parava em casa pois estava sempre apressado para ir a algum lugar. — Serena tentava explicar para Bryan o motivo de Sophia não ter lhe contado.

— Mesmo assim, ela deveria ter me contado.

— Não seja egocêntrico Bryan, você não está tentando enxergar o lado dela.

— Isso... Isso não é verdade.

— Tanto eu quanto o Oliver sabemos que você entende o ponto de vista dela, só que você não pode culpá-la.

— De fato eu não devo culpar ela, eu a perdoo já que vocês me disseram que iam me contar depois.

A parte entre esses três foram resolvidas, agora eles teriam de ver o que iam fazer a respeito do Bryan em relação a Sophia. Será que ela ficaria brava se escondessem dela que o Bryan estava trabalhando em segredo para ajudar a manter o orfanato?

— Aliás Bryan! Volte cedo para casa hoje. — Alertava Oliver antes de sair do super mercado.

— Ahn, mas por quê?

— Bom, eu arrumei um emprego também, então você pode parar de se esforçar tanto.

— O que?! Você arrumou um emprego?

— Claro, achou que eu ia ficar de braços cruzados enquanto o meu subalterno se mata de trabalhar?

— Desde quando eu sou seu subalterno?!

— você me parece muito cansado e não é de hoje que eu sinto isso, tente sair mais cedo hoje e descanse. Agora Oliver também poderá ajudar a Sophia nas despesas, então procure não passar do seu limite. Serena havia percebido que Bryan estava no seu limite e queria aconselhá-lo para evitar um acidente.

— Obrigado pela preocupação, mas isso aqui não é problema nenhum para mim.

— Não diga que não te avisamos em. — Serena já não tinha mais como convencê-lo então deixou que ele fizesse o que bem entendesse.

Na volta para o orfanato com as compras, Serena e Oliver discutem a respeito do Bryan, afinal eles iriam contar ou não para a Sophia?

Após algum tempo, decidem não contar para a Sophia, contudo quando a Sophia revelar para ele, os dois fariam com que Bryan mesmo contasse que estava trabalhando escondido, desta forma não teriam problema.

Já no final da tarde para noite às 19:00PM

— Nossa, vocês demoraram, aconteceu alguma coisa? — Perguntava Serena preocupada com os dois que voltavam tarde do mercado.

— Na verdade eu acompanhei o Oliver à umas comprinhas para o trabalho que ele precisava fazer.

— Ah sim! Aproposito, onde está o Oliver?

— Disse que iria tomar banho.

— Então tá. Eu preciso dar um pulo no banco, você cuida das coisas aqui rapidinho?

— Cuido sim, vai fazer o que no banco?

— Vou deposi... Na... Nada não, vou só checar o saldo.

Um pouco duvidoso, Sophia saiu no meio da noite para ir até o banco. Faz um tempo que Serena já estava desconfiada de algo da Sophia, porém manteve-se na sua.

Logo após Sophia sair, Bryan chegou em casa e pra variar, todo morto de cansaço novamente. Ao chegar, se estende na cadeira da cozinha e fica um tempo na brisa, até que Serena chega.

— Olha só, parece que o mocinho voltou mais cedo mesmo né.

— Pois é, eu estava me sentindo um pouco cansado.

— Um pouco? Pra mim parece que um trem te atropelou. Vou pegar um copo d'água pra você.

— Pode deixar que eu mesmo pego.

— Fica sentado aí!

— Não, tudo bem, eu mesmo pe...

Ao se levantar, Bryan da dois passos e acaba caindo desmaiado que nem pedra no chão da cozinha, parece que ele se estendeu mais do que o seu limite aguentaria.

— BRYANNNN!!!! — Ecoava o grito de Serena por todo orfanato.

Por mais que Serena tentasse acordar Bryan, ele não se levantava. A ambulância chegou e Serena acabou acompanhando Bryan até o hospital. Sem delongas, Sophia que já se encontrava no orfanato, foi avisada pela Serena que Bryan teve uma queda e acabou indo para o hospital.

Sabendo disso, Sophia largou tudo o que estava fazendo e foi direto para o hospital pegando um taxi.