A Missão de uma Estrela Solitária

6 Capítulo 6 - As Estrelas Começam a se Mover


Notas iniciais
Estarei postando 1 vez a cada 3 dias a partir de hoje! Tenham uma boa leitura! ^^/

— Eu não sei vocês, mas estou achando que a torre Midgar é a chave para todas as respostas, a do desaparecimento da minha irmã, do brilho dela e também de quem é você, Serena...

— Também acho que seja algo assim Oliver, mas no momento não temos ideia de como começar a desvendar estes enigmas. — Ressaltava Bryan.

— A gente precisa tirar alguma informação daqui, é muito desconfortante não saber sobre mim mesma ou até o passado que carrego comigo.

— Imaginamos como deve deve ser ruim sentir-se assim, no entanto acho que essas coisas só o tempo irá nos dizer. Sophia acalmava a impaciência de Serena para que não ficasse perturbada.

— Sophia tem razão Serena, por enquanto vamos deixar como está, ficar pensando nisso só vai nos dar dor de cabeça.

Oliver pretendia não tentar se importar tanto com essa história e passaria a viver como sempre ao lado de seus amigos, e claro, com a Serena também apesar dos apesares.

Seguindo adiante, nossos jovens voltam para o orfanato e já que era o horário do almoço acabam considerando almoçar, com exceção do Bryan.

— O que temos de almoço Sophia? — Perguntava Oliver.

— Bom, temos Curry de ontem!

— Ah, serve.

— Como assim serve, hein?

— Na... Nada não!

— Bom mesmo!... E você Bryan, me ajude a pegar os pratos por favor.

— Erhh sabe, eu tenho que fazer umas coisas e então... Eu vejo vocês depois!

— Ei! Não vai almoçar?

— NÃO ESTOU COM FOME! — Já de longe, Bryan gritava correndo para sair rapidamente do orfanato.

— ESTÁ BEM, TOME CUIDADO E VÊ SE NÃO VOLTA TARDE DE NOVO!

Toda semana é assim, pelo menos 3 vezes na semana, Bryan some no almoço e volta só de noite. ninguém sabe aonde ele vai ou o que ele frequenta, sempre quando tentam perguntar para ele, logo muda de assunto.

— Aonde vai o Bryan com tanta pressa pra nem almoçar?

— Não sei Serena, ele nunca nos fala...

— Que estranho.

— Vamos comer então, só nós três?

— Uau! Parece estar uma delícia Sophia, você quem cozinhou? — Espantava-se Serena.

— Sim, geralmente quem cozinha aqui no orfanato é o Bryan e eu, o curry é a minha especialidade. Coma bastante.

— Pode deixar!

— Eu acho melhor você não repetir não em Serena. — Oliver fazia uma cara de sofrimento ao olhar para o prato enquanto falava com Serena.

— Por que diz isso Oliver? Parece tão bom!

— Então prove por si mesmo.

...

— É gostoso! Qual o problema do curry dela?

— ELA BOTA BRÓCOLIS NO CURRY!!!

— Você não come brócolis?

— Deixa ele, Oliver é fresco mesmo.

— O que? Eu não sou fresco!

E a confusão para discutir se o brócolis era bom ou não continuava enquanto eles almoçavam, Oliver não era muito chegado em brócolis, mas Sophia sempre botava no curry pra ter a esperança de que um dia ele fosse comer, por enquanto esse milagre não aconteceu.

— É mesmo, eu estava pensando agora, por que você é a dona deste orfanato? Aonde estão os adultos?

— Ahnn, isso é complicado de explicar, digamos que eu fui a única da minha família que sobrou e então eu tomei a frente o orfanato.

— Como assim a única que sobrou?

— Serena, vamos terminar de comer, depois conversamos sobre isso. — Respondia Oliver seriamente.

— Okay... Me desculpe.

— Não não, não se preocupe Serena, está tudo bem, vamos almoçar primeiro. — Reagia Sophia às desculpas de Serena.

JÁ DE NOITE ÀS 19:50PM

— Hey Sophia, sabe... Na verdade é melhor deixar pra lá.

— Ué, achei que queria saber o porque de eu ter virado a dona deste orfanato.

— É que eu não quero me intrometer mais nas vidas das pessoas, as vezes eu acho que me deixo levar pelo meu forte sentimento de querer ajudar as pessoas.

— Nááá, que isso, não é nada de tão grave ou que deva tomar toda essa atenção.

Há 3 anos, quando Sophia ainda tinha 15 anos, os pais de Sophia ainda eram os donos do orfanato junto com alguns de seus tios e tias. Eram boas pessoas, sempre atenciosos e a prioridade deles eram sempre as crianças que de baixo do teto deles viviam.

Ainda assim nem sempre tudo era um mar de rosas, para sustentar tantas crianças no orfanato, era exigida uma grande quantidade de verbas para pagar todas as despesas. A solução que a família de Sophia encontrou para arranjar dinheiro era o contrabando de armas. Como era algo perigoso e que praticamente não existia na cidade, o contrabando dava muito dinheiro. Assim eles resolveram apostar na sorte, até que por através de uma denúncia suspeita eles foram pegos e acabaram em cana.

A Sophia foi a única da família que sobrou, o governo sabendo que o orfanato não teria condições de se sustentar, resolveram ajudar enviando uma renda todo mês para que pudessem sobreviver. O problema é que o prazo final dessa ajuda era até o mês em que Sophia fizesse 18 anos, quando chegasse essa data, o governo pararia de enviar dinheiro já que ela seria de maior e poderia arranjar um trabalho para sustentar o orfanato.

— E foi isso o que aconteceu.

— Mas... Mas espera, você tem 18 anos agora, não é Sophia.

— Sim, eu tenho.

— Isso quer dizer que o governo já não manda mais dinheiro para este orfanato!

— Sim também, Serena.

— E como tem sustentado este lugar?!

— Bom, eu tenho um pouco de dinheiro sobrando ainda dos que eram da minha família, assim que eles foram presos eu nunca usei o dinheiro que tinha no banco da família, então ainda tenho como nos sustentar por mais uns dois meses.

— Espera!!! — Espantado, Oliver se levanta e deixa o copo de refrigerante que estava bebendo cair no chão.

— O que foi Oliver? Olha só, você sujou tudo o chão! — Dizia brava, a Serena.

— Quer dizer que você esteve sustentando a gente em segredo com o seu próprio dinheiro durante esses últimos três meses?

— Ei, Sophia, você manteve isso em segredo de Oliver até agora?

Sophia não queria precisar dizer isso, mas estava no seu limite, em dois meses seu dinheiro todo ia acabar e todos do orfanato não teriam mais como viver ali.

— Não tem problema gente, eu vou dar algum jeito, temos mais dois meses até que o meu dinheiro todo acabe.

— Como assim você vai dar um jeito Sophia?! Você não pode nem sair pra trabalhar pois está sempre muito ocupada cuidando das crianças... E o pior, POR QUE NUNCA ME DISSE NADA QUE ESTÁVAMOS PASSANDO APERTADO?!!!

— Eu... Eu não queria preocupar vocês, então achei que poderia acabar dando um jeito nisso.

— SE VOCÊ TIVESSE ME CONTADO ANTES, EU PODERIA TER TE AJUDADO!

— Calma Oliver! Não é culpa da Sophia, ela já disse que não queria preocupar vocês, não precisa gritar com ela.

— Você tem razão, me desculpe Sophia, não foi minha intenção gritar com você.

— Eu entendo o motivo de você ter ficado bravo comigo, eu deveria ter contado antes.

— Não, não é isso, é que nós todos somos amigos, você tem o Bryan e a mim, agora também tem a Serena, se você estiver com algum problema, pode vim falar com nós.

— Oliver tem razão, eu conheço vocês faz muito pouco tempo e acabei me tornando mais uma boca pra ser alimentada aqui, portanto me deixe ajudar também. — Serena abraça Sophia e lhe incentiva com belas palavras.

— Sério mesmo gente? Muito obrigada — Emocionada, se sente mais tranquila e leve.

— É claro que pode contar com a gente, não é mesmo Oliver?

— Aham, sempre conte com a gente. E o Bryan sabe disso Sophia?

— Não, eu vou contá-lo, mas estou esperando o momento certo.

— Falando nele, cadê esse moleque? — Murmurava Serena.

Na porta, voltava Bryan todo destruído, cansado e ofegante. os três que estavam conversando, foram ver o que tinha acontecido com ele.

— Que isso, foi atropelado?

— Que atropelado o que Sophy, tá maluca?

— Então o que houve que está todo acabado?

— Eu estava treinando...

— Treinando o que?

— Boxe!

— Mas você nem gosta de boxe, Bryan, o que você está escondendo da gente?

— Não estou escondendo nada, agora deixa eu tomar um banho porque estou cansado... E o que tem pra comer?

— Curry de novo.

— Bota um pouco pra mim Sophy, eu vou tomar um banho e já venho.

Era certeza que Bryan estava escondendo algo de seus amigos, mas ele era teimoso e não falava pra ninguém o que fazia ou onde ia.

— Ei Sophia, eu não conheço o Bryan a muito tempo, mas meu instinto diz que ele está aprontando alguma.

— Eu também acho Serena, o instinto feminino nunca falha.

— Eita, que medo dessas duas...

NA MADRUGADA DAQUELA NOITE ÀS 2:30AM

Serena acorda no meio da noite com sede e vai até a cozinha pegar um copo d'água. Enquanto caminhava até a cozinha, ela vê Sophia no lado de fora pegando um envelope cheio na caixa postal. À vista disso, Serena surpreende Sophia ao vê-la voltando pra dentro.

— O que estava fazendo há essa hora lá fora?

— Na... Nada!!! — Ao ser surpreendida pela Sophia, acaba derrubando o envelope pesado.

— O que é isso que você está carregando, parece...

— Não é nada não, foi só uma coisa que eu tinha esquecido.

— Hummm... Entendi.

O que aguardará os nossos jovens? O que estará aprontando Bryan? E o que estava fazendo Sophia do lado de fora naquela hora da noite?

Continuamos no próximo capítulo!