A Missão De Cinco Anos, Volte Logo Lucy

3 O colar, o dragão renegado e o terror.


Notas iniciais
eu decidi postar este capitulo antes do previsto, pois está tendo uma ótima receptividade, se vocês continuarem a mandar comentarios assim eu irei postar os caps três vezes por semana, então, bjus até lá embaixo.

Lucy olhava para Natsu que estava de olhos arregalados ao ouvir as palavras da loira, como ela conseguira algo assim? O garoto se perguntava, afinal de contas ele nunca tinha ouvido falar de algo assim nos últimos anos em que esteve procurando pelo seu dragão.

– Nani? — o garoto se pronunciou olhando para o colar que estava novamente nas mãos da loira, este agora voltara a ser o dragão azul, a loira mais uma vez estendeu a mão no intuito de entregar o colar para o rosado, mas este recuou como se aquele objeto fosse explodir a qualquer instante – Como assim Luce? — o rosado perguntou olhando do colar para Lucy e de Lucy para o colar.

– É uma longa historia Natsu, mas resumindo a mais ou menos três anos atrás eu encontrei este colar, não irei lhe contar como, pois essa é uma historia para outro dia, enfim eu só descobri suas propriedades mágicas há um ano ou menos, mas como estava em missão não pude retornar para lhe entregar — falou a loira olhando para o colar de uma forma afetuosa, o rosado percebeu que abrir mão daquela peça era muito complicado para Lucy, mas como ela mesma dissera, não queria contar aquela historia, pelo menos não agora, ele não se cansaria até saber como Lucy obtivera o colar — O colar só funciona em dragões e Dragon Slayer, resumindo, eu poderia usar este colar para encontrar você ou Igneel — falou a loira novamente estendendo a mão para que o rosado pegasse o colar.

O rosado pegou o colar, o pingente rapidamente tomou a forma de Igneel, o rosado abriu um sorriso de orelha a orelha, Lucy ficou feliz ao ver a expressão no rosto do amigo – O que estamos esperando então? — o rosado fez questão de perguntar já correndo para o outro lado da casa para pegar sua bolsa e arrumar suas coisas — Já esperei tempo de mais, tenho que encontrar Igneel — Lucy deixou o sorriso morrer.

– Espere Natsu — falou a loira rapidamente, Natsu não deu ouvidos a maga atrás dele e junto de Happy se colocou á arrumar suas coisas — Espere Natsu, não é tão fácil assim — a loira tentava chamar a atenção do rosado, mas este não dava ouvidos para a mesma, Lucy desesperada para ter a atenção do rosado, vasculhou a casa com o olhar para ver se encontrava algo que pudesse atrair a atenção do rosado.

Seus olhos pousaram em um balde de água suja, provavelmente tinha sido usado para a limpeza, mas a loira não tinha certeza, afinal de contas o rosado não tinha o habito de limpar a casa, um sorriso brincalhão se formou em seus lábios ao ver o rosado correndo para perto dela, a loira correu rapidamente para perto do balde o pegando em seguida, se virou para Natsu e atacou todo o conteúdo do balde em cima do rosado.

– Lucyyyyyyyyyyyyy! — o rosado falou raivoso vindo em direção da loira que estava caída no chão da casa rolando de tanto rir — Por que você fez isso? — ele perguntou com ódio na voz, depois olhou para si mesmo e se permitiu dar uma leve risada.

– Era a única forma para que você parasse — ela falou se recuperando — O colar não pode ser usado a todo o momento — ela falou atraindo a atenção do rosado e do gatinho — Existe regras para usá-lo — o rosado passou a prestar atenção em cada palavra da loira — Para ele te mostrar o caminho para Igneel primeiro você deve fazer o ritual, caso não o faça vai acarretar a revolta dos espíritos contidos no colar — falou a loira deixando assim o rosado apreensivo e sem entender nada.

– Como assim espíritos? — o gatinho perguntou, o rosado concordou querendo saber a resposta.

– O colar possui vários tipos de magias impregnadas nele para que seja capaz de encontrar os dragões, entre elas a magia dos espíritos de busca — falou a loira olhando para o colar na mão do rosado — Esses espíritos são as únicas formas de procurar os dragões, se você não fizer o ritual direito eles vão se revoltar e lutar contra você, eu não sei como, mas sei que é quase impossível de vencê-los — a loira disse enquanto se sentava no sofá da sala do rosado, batendo a mão no sofá para que o rosado se juntasse a ela — O ritual é bem simples você não precisa se preocupar com ele, a única coisa importante nele é a parte inicial, onde você deve colocar uma enorme quantia de poder mágico para que este se abre e assim permita que os espíritos escapem por alguns minutos para o mundo humano e encontrem o dragão.

– Espera — falou o rosado — Essa quantia de poder, quanto exatamente? — o rosado perguntou cauteloso, algo lhe dizia que não gostaria muito da resposta.

– A força de um mago santo — falou a loira, o rosado ficou espantado, era uma quantia gigantesca de poder mágico apenas para liberar alguns espíritos — Mas tem uma parte boa nisso tudo — falou a loira — Com a força de um dragon slayer ele se abre, ao que parece ele tem capacidade para isso, ou melhor, ele é compatível — o rosado abriu um sorriso novamente — Ele só pode ser aberto em noite de lua cheia.

– Por que apenas em noite de lua cheia? — perguntou o rosado, ainda faltavam duas semanas para a noite de lua cheia, ele não queria ter de esperar todo esse tempo.

– Assim como os espíritos são compatíveis com os dragon slayer eles têm a mesma coisa com a lua, para eles a noite de lua cheia é sagrada por isso apenas em noite de lua cheia — explicou à loira — Ele também só pode ser usado uma vez por ano, e falta um mês para que ele possa ser usado mais uma vez — a loira falou deixando assim o rosado cabisbaixo — De toda forma teria que esperar por este tempo para termos dinheiro para a viagem, ela não vai ser rápida — falou a loira.

– Eu entendo — falou o rosado triste — Eu vou encontrar Igneel logo, eu sei disso — falou o rosado empolgado, mas seu sorriso morreu ao ver a expressão da loira — O que foi Luce?

– Não é tão fácil — falou a loira — Talvez Igneel não queira ser encontrado, se esse for o caso ele pode ter trancado a capacidade de ser encontrado, isso geralmente acontece com dragões renegados — falou a loira, o rosado não queria acreditar nas palavras da loira, Igneel não era um dragão renegado.

– Isso é impossível Lucy, Igneel não é um dragão renegado — falou o rosado confiante de que estava certo, mal sabia ele que estava muito enganado.

– Natsu — Lucy começou a falar cautelosamente, suas palavras seriam como facadas no peito do rosado — Todo dragão que tem um filho dragon slayer é renegado — a loira falou, o rosado olhou para ela espantado, como assim? Igneel não podia ser um dragão renegado, Natsu não entendia isso, Happy vendo a confusão do amigo fez a pergunta que estava tanto em sua cabeça quanto na do rosado.

– Como assim Lucy? — ele perguntou, a loira se jogou para trás encostando a cabeça no sofá.

– O rei dos dragões odeia os humanos, por motivos que não vou contar agora, mas por isso ele decretou que todo dragão que tivesse um dragon slayer ou mantivesse contato com os humanos seria um renegado, na época muitos dragões abandonaram suas crias humanas para tentar o perdão do rei, mas nenhum esperava pela ordem do rei, ele decretou que qualquer dragon slayer devia ser morto pelo próprio dragão, é claro que todos se recusaram e assim foram banidos do reino dos dragões e também impossibilitados de ter contato com seus filhos — a loira falou, se virou para Natsu que estava de olhos arregalados, seus olhos estavam marejados, ele estava juntando os pontos.

– Isso quer dizer que no dia sete... — o rosado começou a falar, mas não conseguiu terminar a frase, aquilo era muito absurdo para ele.

– Isso mesmo Natsu, no dia sete o rei dos dragões decretou a ordem de afastamento — a loira falou, ela abraçou ao rosado quando viu as lagrimas caindo de seus olhos, o rosado tinha percebido que de certa forma a culpa era sua pelo dragão ter sido banido de sua própria casa.

– Como você sabe essas coisas Lucy? — Happy perguntou, o rosado levantou a cabeça, também queria saber, Lucy ficou um tanto preocupada ao ver os olhares dos amigos, no fundo ela não queria ter de contar aquele passado para eles.

– Eu não posso contar, sinto muito — ela falou, sabia que os amigos não iriam desistir tão cedo então complementou — Não adiante falar nada, eu não vou contar de forma alguma — os dois vendo que a loira estava decidida, não reclamaram, mas uma hora ou outra ela teria de contar.

– Lucy, isso que eu estou vendo no seu braço é sangue? — o gato perguntou, a loira olhou para seus braços que estavam segurando Natsu, ambos estavam com sangue espalhado, o rosado levantou o olhar para ver e depois ele cheirou o ar, tinha sentido cheiro de sangue no ar antes, mas não tinha se preocupado.

– isso? Não é nada — falou a loira com um sorriso de vergonha — A nossa ultima parte da missão era bem perto daqui, então quando a terminamos viemos direto para casa, não tive tempo de me limpar — falou a loira, o rosado ficou surpreso.

– E você não se importa com isso? — o rosado perguntou, já tinha se esquecido dos acontecimentos anteriores, ou fingia isso pelo menos.

– Não mais — ela falou — Mas um banho não mata não é? Vou para o meu apartamento, eu quero tomar um banho relaxante e depois ir à guilda, você está convidado — a loira falou sorrindo.

Levantou-se e estendeu a mão para que o rosado a pegasse, ele assim fez e juntos caminharam em direção do apartamento da loira, ela agradecia mentalmente pelo rosado não ter percebido a mudança de dragões que só acontecia quando um dragon slayer tocava o pingente, aquele era um segredo que ela preferia deixar guardado no fundo do baú, só Erza, Mira e Laxus poderiam saber, e mesmo assim nem eles sabiam de tudo.

Não muito distante dali um grupo caminhava em direção da guilda, todos sorriam e brincavam.

– Isso é serio Wendy? Não acredito que meu irmão conseguiu fazer isso — falou a albina dando risada da expressão de desespero que Elfman tinha feito na memória que Wendy lhe enviar, isso mesmo, Wendy passou muito tempo com Warren, então sabia muito bem usar a magia da mente, o que não era muito difícil.

– Ele fez sim — falou a azulada dando risada, logo eles param na frente da guilda que estava uma festa como sempre, as três figuras sorriram ao ver sua casa mais uma vez, eles abriram rapidamente a porta da guilda chamando a atenção de todos para eles.

– Tadaima — as três figuras falaram com sorrisos e lágrimas nos olhos, a principio a guilda ficou em silencio e depois pode ser ouvido um sonoro:

– Okaeri! — todos os membros sorriram e correu abraçar as três figuras, a guilda entrou em festa mais uma vez, todos se divertindo e bebendo, até que a loira e o rosado chegaram causando uma loucura ainda maior.

Não muito distante dali olhando a cena uma figura encapuzada olhava a cena com nojo e ódio, a pessoa estava acompanhada de outras duas, todos tinham uma aura maligna em volta de seus corpos, à figura do meio abriu um sorriso sombrio e falou.

– Erza, Laxus, Mirajane e Lucy — falou os nomes com desprezo na voz — Se divirtam enquanto ainda podem, seu fim está próximo — rapidamente as três figuras deixaram o local.

Enquanto lá dentro uma loira de olhos castanhos colocava a mão na boca em choque, o terror estava novamente assombrando suas casas.

Notas finais
espero que tenham gostado, no final vocês viram que eu deixei uma pequena questão, quem será por trás daqueles capuzes? só nos próximos para saber, também deixei muitas questões no ar, como por exemplo o que realmente aconteceu com Lucy Erza mira e laxus nestes últimos cinco anos, a lucy está muito misteriosa, isso pessoal é só por hoje bjus nos vemos no proximo cap amo vcs meus amores