A Missão De Cinco Anos, Volte Logo Lucy
9 A ponte desaba
Notas iniciais
– Nãoooooooooooooooooooooo! — a loira falou enquanto era puxada por Erza — Eu não entro nesse monstro de jeito nenhum — a loira argumentavam, seus braços estavam segurando um poste qualquer da estação de trem, Erza puxava os pés de Lucy com uma força quase sobre humana.
– Vamos lá Lucy, com o Natsu foi tão fácil — a ruiva exclamou muito brava, Natsu estava caído desmaiado no chão da estação, Gray já estava pronto para pegar ele, mas com Lucy a historia era muito diferente, pelo fato de ela ter uma força incrível causava um grande problema para a ruiva.
Erza não se deu por vencida e falou algo que sabia que atrairia a mais nova para dentro do trem – Tem três potes de sorvete te esperando no trem — o efeito foi imediato, Lucy entrou correndo no trem — Isso sempre funciona — Erza falou com sua cara mais sapeca, Gray e Wendy deram longas risadas — Cadê o Happy e Charles?
– Já entraram Erza-san — falou a azulada — É melhor nós também entrarmos — assim o grupo entrou no trem, este logo entrou em movimento, fazendo assim tanto Lucy quanto Natsu começarem a passar mal.
Os dois jovens enjoados foram colocados no mesmo banco enquanto os outros se sentavam no outro, Lucy e Natsu estavam verdes, Wendy foi até Lucy e usou a magia de enjoou, logo a menina estava normal.
– Arigato Wendy — falou a loira — Quem dera minha magia de cura pudesse me curar — falou a loira, então ela se deu conta que Natsu ainda passava mal do seu lado, se virou para o garoto e usou a mesma magia que Wendy usara nela só que mais forte, o rosado voltou a ter sua coloração normal — Agora sim — a loira falou.
– Lucy-san — Wendy chamou a loira que se virou imediatamente — Essa magia é só dos dragon slayer dos céus, como você pode usá-la? — a azulada perguntou, foi então que Lucy se lembrou que não podia ficar contando esse tipo de coisas para eles.
– Falando nisso Luce — Natsu se pronunciou — Quando você tocou no colar um dragão diferente apareceu, quando eu toco nele o Igneel aparece, quando a Wendy toca a Grandine aparece e quando o Gajeel toca o Metalicana aparece, por quê? — o rosado perguntou, Lucy enrijeceu já fora difícil ter de vivenciar o seu passado, outra muito diferente era ter de contá-lo.
– Bem... É que eu meio que sou uma dragon slayer — a loira falou com uma mão na cabeça, em sinal de culpa, as três pessoas que não sabiam e os exceeds arregalaram os olhos, olharam para Lucy sem acreditar nas palavras da loira.
– Como a-ssim Luce? — Natsu perguntou, mesmo que fizesse o máximo para que a voz saísse firme ele não conseguiu.
– Nós encontramos um dragão na nossa missão, ele me ensinou a magia dragon slayer — a loira falou com a cabeça virada para o lado tentando esconder o nervosismo. Wendy olhava para Lucy com admiração, seus orbes brilhavam em excitação, ela queria ouvir tudo que a outra tinha para dizer sobre aquilo.
– Que dragão te ensinou? — a azulada perguntou curiosa, aquela historia ficava cada vez mais interessante ao ver de Wendy.
– Ryu — a loira falou feliz com a empolgação da mais nova — O dragão da água — a loira levantou uma de suas mãos, dela apareceu uma bola de água — É uma magia muito linda vocês não acham? — a loira perguntou enquanto com a água que estava em sua mão ela formava o logo da Fairy Tail.
– É sim Lucy, uma magia muito linda — Gray se pronunciou pela primeira vez, um sorriso estava estampado em seus lábios, os exceeds concordaram com ele.
– Para de dizer bobagens Luce — Natsu falou, sua voz estava irritada — Eu conheço o dragon slayer da água, tenho certeza absoluta que você não é ele — o rosado levantou o rosto, estava irritado pela loira contar tamanha barbaridade.
– Você conheceu o Haru-nii-chan? — a loira perguntou surpresa, seus olhos estavam levemente arregalados. Erza que segurava um bolo, que se sabe lá de onde ela tirou o maldito, deixou cair no assoalho limpo. O rosado confirmou com a cabeça — Quando? — a loira quis saber.
– A mais ou menos um ano — o rosado falou. Os olhos de Lucy arregalaram ainda mais. Erza levou ambas as mãos à boca no intuído de impedir que um grito escapasse por eles. O grupo olhava a reação das garotas, todos estavam surpresos.
Foi então que um estalo ecoou pelo vagão de trem. Gray, Wendy, Erza e os exceeds olhavam a cena a sua frente atônitos, a mão de Lucy estava levemente erguida, enquanto o rosto do rosado estava virado, a marca de mão já se formava na bochecha direita.
– Nunca mais — a loira falou — Nunca mais fala do Haru — a loira deixou sua mão cair ao seu lado, se virou para a janela e ficou olhando a paisagem. Natsu finalmente virou seu rosto e olhou para Lucy, seus orbes ônix apenas focados na loira, ele não sabia o porquê de ela ter batido nele, mas logo teria sua resposta.
– Natsu — Erza se pronunciou, sua voz estava assombrosamente fria e a raiva estava estampada na mesma — O Haru está morto há três anos — com está sentença o silêncio reinou no vagão. Natsu olhou para Lucy ao ouvir tais palavras, seu coração fraquejou ao ver leves filetes de lágrimas correrem pelo rosto da loira.
Lucy rapidamente secou suas lágrimas, odiava ser fraca, mas havia momentos que ela não podia conter. O rosado se sentiu mal por fazer a loira chorar, mas nada falou, tentaria falar com ela mais tarde.
Depois do ocorrido todos acabaram por pegar no sono, menos Lucy e Happy. O Gatinho estava extremamente mal pelo amigo, sabia que para ele ter feito Lucy chorar era muito difícil, então ele falou – Lucy — a loira olhou para ele — Perdoa o Natsu, ele não fez por mal — a loira ao ouvir tais palavras deixou um sorriso brotar em seus lábios, estendeu os braços para o gatinho que pulou rapidamente para o colo da mulher.
– Não se preocupe Happy — ela falou para confortar o gato, o deitou em sua perna esquerda e começou a acariciá-lo, o gato não demorou a dormir. A loira se virou para Natsu e o puxou até que ele repousasse a cabeça em sua cocha esquerda, começou a fazer carinho nos sedosos cabelos do rosado — O que eu faço com você?
Enquanto a loira olhava para Natsu ela deixou uma lágrima solitária escapar por seus olhos, ver o rosado assim tão perto dela era muito bom, mas ao mesmo tempo era doloroso, pois eles jamais estariam juntos.
Lucy passava a mão naqueles cabelos que ela tanto gostava, Lucy se permitiu admitir que tudo em Natsu lhe agradava, dês do seu jeito de entrar em uma luta ao seu jeito de olhar para ela, não havia nada que a loira pudesse dizer que não gostasse no rosado, até suas brincadeiras agradavam. Aquilo era a parte que a loira mais gostava nele, o jeito com que ele levava a vida.
Lucy começou a pensar no que sentia quando estava próxima do rosado, a forma como seu coração acelerava quando ele chegava perto, como seu rosto ganhava um tom rubro ao ser tocado por ele, como seu estomago parecia revirar quando ele sorria em sua direção, como seu coração apertava quando ele ficava perto de outra garota.
Com estes pensamentos a loira se permitiu ter certeza de que estava apaixonada, só em pensar em viver longe dele era impossível agüentar a dor. Ali naquele vagão de trem Lucy percebeu algo muito importante em sua vida, percebeu o motivo de Natsu ser tão importante para ela.
O rosado que tanto lhe incomodava era seu parceiro, era a pessoa destinada a ela dês do dia em que ela veio a este mundo. Lucy sabia que não podia ficar juntos, por isso ela implorava interiormente para que Natsu jamais a amasse da forma que ela o amava, pois nunca poderiam ficar juntos. Eram ainda mais doloroso ter de ter esses pensamentos, mas a loira não podia negar que ambos eram incompatíveis.
– Por que tudo tem que ser tão complicado em minha vida? — ela disse deixando que mais uma lágrima escorresse.
– Lucy — Erza falou assim que acordou — Finalmente percebeu não é? — a ruiva perguntou enquanto se ajeitava no banco, a loira confirmou em resposta — Eu sinto muito — a ruiva deixou que aquelas palavras escapassem, sabia o quanto a loira odiava ser motivo de pena, mas diferente do que imaginara a loira não se importou.
– Vai tudo ficar bem — a loira falou. Aquela frase era mais para si do que para Erza, a loira tentava se convencer de suas próprias palavras. Foi então que um som quase ensurdecedor foi ouvido, as duas mulheres olharam para fora e avistou o lugar onde devia estar à ponte com os trilhos, tudo estava desabando por causa de uma explosão na parte inferior da ponte.
– Que droga — Erza exclamou enquanto se colocava de pé, já pronta para pular pela janela, sendo seguida de Lucy.
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Dois homens estavam ao lado de um precipício, de onde eles estavam podia se ver um trem vindo em alta velocidade para o que antes fora os trilhos e agora só havia destroços, eles estavam sentados na beira do precipício olhando para a água que corria muito lá embaixo, o homem de cabelos pretos estava impaciente.
– Tomara que elas não consigam passar, caso contrario você está morto — o homem de cabelos castanhos falou para os de cabelos pretos — A mestra vai te matar se elas se machucarem.
– Eu sei, mas se elas pegarem o livro eu vou ser torturado — o homem falou — Depois ela me mata — o cara deu uma risada forçada, era visto à tensão no ar.
– Você tem sorte de eu ter te ajudado a destruir a ponte, mas se a mestra descobrir você vai pagar por tudo — o moreno falou já bravo.
– Eu sei, eu sei, só espero que elas não encontrem aquela maldita menina — o moreno falou raivoso.
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– Rápido Erza — a loira exclamou enquanto chegava à beirada da ponte, o trem estava chegando muito rápido, a loira olhou para baixo e avistou água, aquilo era a única coisa de que precisava — Eu vou fazer uma ponte com a água — ela falou enquanto chamava a água para lhe obedecer.
– Vai rápido — a ruiva exclamou, mas o progresso da água estava muito lento, era água demais e muito percurso para percorrer — Que droga — a ruiva exclamou enquanto corria pelos trilhos, indo à alta velocidade em direção do trem, ela rapidamente reequipou uma armadura negra, era uma armadura qualquer a primeira vista, se ferro era negro como a noite, os lindos cabelos escarlates de Erza estavam presos em um coque mal feito enquanto boa parte deles escapava.
A ruiva foi de encontro ao trem, quanto ela entrou em contato com o trem este sofreu uma queda drástica de velocidade, Erza segurava com ambas as mãos fazendo o maior possível de força, somada a resistência de sua maravilhosa armadura ela se agüentou fortemente.
– O que está acontecendo? — Gray perguntou assim que se juntou a Lucy, a loira estava fazendo de tudo para que a água fosse mais rápida, mas era impossível na distancia que estavam — O que aconteceu com a ponte? — Gray perguntou novamente, estava aflito demais. Natsu, Wendy e os exceeds também estavam olhando para a beira do precipício sem entender muita coisa, suas mentes ainda nubladas pelo sono.
– Happy — a loira exclamou ao ver o gatinho voando ali — Preciso de sua ajuda — a loira chamou, o gatinho rapidamente veio em sua direção — Preciso que você me leve até lá embaixo para que eu possa controlar a água mais rápida — o gato assentiu e já pegou Lucy, antes que os dois desaparecessem a loira gritou para os magos que estavam ali em cima — Ajudem a Erza a diminuir a velocidade do trem.
Obedecendo as ordens de Lucy o grupo correu para ajudar a diminuir a velocidade. Wendy soltou um de seus poderosos rugidos que ajudou em muito a desacelerar o trem. Gray e Natsu se juntaram e combinaram uma forma de diminuir completamente a velocidade do trem ao ponto de fazê-lo parar, mas precisariam da ajuda de Erza.
– Erza — os dois gritaram juntos. A ruiva virou levemente a rosto em sinal de que estava vindo — Nós precisamos que você mantenha o trem nos trilhos — a ruiva não entendeu a principio, mas logo um sorriso de canto apareceu em seus lábios e com um aceno de cabeça ela confirmou.
– Charles — Gray chamou pela gatinha, que apenas olhava tudo de cima — Preciso que você me leve voando para o lado do trem, e depois pegue o Natsu e o leve até o outro lado da ponte, entendeu? — a gata prontamente fez o que lhe fora pedido, pegou Gray e o levou em direção do lado do trem em alta velocidade.
Gray juntou suas mãos e uma onda de frio passou por eles, quase congelando as asas da gatinha, que já começou a reclamar, Gray mirou ambas as mãos em direção às rodas do trem, elas começaram a congelar, quando as rodas estavam completamente congeladas, fizeram o trem dar quase uma parada, mas as rodas do outro lado ainda estavam funcionando, e por isso ainda não parava.
– Outro lado — o mago gritou, a gata entendeu e levou o mago para o outro lado, ele fez o mesmo processo com as rodas daquele lado, o trem parou de rodar, mas não de andar pelo gelo que se formara também nos trilhos, ele deslizava rapidamente, ia de um lado para o outro sendo apenas segurado por Erza lá na frente por causa da força de sua armadura — Pegue o Natsu e o leve para o outro lado — o garoto ordenou.
A gatinha deixou Gray no chão e voou rapidamente em direção do rosado que já estava pronto a sua espera. Erza estava tendo sérias dificuldades em manter o trem nos trilhos, o trem ia de um lado para o outro e sua velocidade só tinha diminuído um pouco, aquele plano só daria certo se Lucy conseguisse criar a ponte de água, o que estava sendo muito complicado.
A loira com auxílio de Happy tinha conseguido elevar a água até ali em cima, mas dar forma para a ponte antiga estava sendo complicado. A base era fácil de criar, mas os trilhos eram muito complicados. A loira tinha que segurar o resto da água, e ainda tentar criar uns trilhos decentes para que o trem não caísse dali de cima, ela criou com cuidado cada mínima parte daquele trilho que era mais complicado do que deveria ser.
– Vai rápido Lucy — a ruiva gritou desesperada, o trem já estava chegando, e a ponte não estava pronta.
– Se eu for mais rápido não vai sair perfeito — a loira gritou em resposta, como algo tão banal podia estar causando tanto cansaço na maga que era uma das mais poderosas do mundo? Simples, alem de ter que controlar a água, criar a forma perfeita da ponte, ela também tinha que manter seus poderes estabilizados para não se descontrolar.
– Que se dane a perfeição, faz a merda da ponte logo — a ruiva gritou, a loira se permitiu dar uma olhada para a amiga, seu rosto estava completamente vermelho pela força que estava fazendo. Aquela era uma cena cômica, a loira quase perdeu o controle de sua própria água enquanto dava longas risadas — Sua loira vagabunda — a ruiva exclamou brava quando ouviu os risos da amiga.
Lucy deixou as risadas para depois e rapidamente terminou os trilhos, não ficaram perfeitos, mas era o melhor que ela podia fazer no momento. O trem começou a chegar perto e entrou na ponte feita de água, Lucy e Happy ainda se mantinham no ar, a loira usava sua magia para manter a ponte estável, mas o trem não colaborou, começou a pender para o lado direito, justamente o lado que Lucy estava.
Erza fez força, mas ficou impossível controlar o trem, ele estava saindo dos trilhos pelo fato de eles não serem perfeitos. Eles se viram em uma enrascada, o trem iria cair no precipício. Foi então que uma idéia passou na cabeça de Lucy.
– Charles — a loira gritou para a gatinha que se mantinha do outro lado da ponte ao lado de Natsu – Deixe o Natsu do outro lado e pegue a Wendy, rápido — a gata obedeceu ao pedido, e logo estava com Wendy em sua pose — Wendy solte um rugido do outro lado — a garota ordenou.
Assim quando ela estava pronta do outro lado, a loira soltou um potente rugido de água em direção do trem, ele bambeou, mas logo estava caindo do outro lado, pela força do rugido que ainda o atingia, vendo sua oportunidade a azulada também soltou seu rugido, assim os dois se uniram e colocaram o trem nos trilhos.
Erza apenas controlava o trem para que ele não caísse novamente. Natsu estava do outro lado e quando o trem passou por completo pela ponte a garota gritou para Happy – Happy, leve-me para a terra, eu e Natsu vamos descongelar as rodas — o gatinho obedeceu, e assim quando ela estava no chão gritou para que Natsu descongelasse as rodas.
Juntos eles descongelaram as rodas, o trem parou logo depois, o maquinista saiu e agradeceu ao grupo.
– Faz tempo que eu não me canso assim — a loira exclamou enquanto se deitava no chão, seus amigos imitaram o gesto, até os exceeds cansaram pela enorme quantia de poder gasta — Como aquela maldita ponte foi cair? — a loira perguntou.
– Eu não sei, mas é melhor nós darmos uma olhada — a ruiva exclamou enquanto se levantava. A loira soltou um suspiro e também se levantou já os outros pareciam indispostos para tal coisa — Eu e a Lucy vamos dar uma olhada lá embaixo, os exceeds venham conosco para nos levar até lá embaixo.
Os pobres gatos se levantaram e pegaram as meninas e as levaram até lá embaixo, ambas ficaram um tempo examinando o lugar até que Lucy constatou — A base foi explodida — a ruiva confirmou, os gatinhos estavam muito acima e não ouviram o relato — Foi ele não foi? — a loira perguntou, tinha suas duvidas, mas era Erza quem tinha mais certeza.
– Sim, foi ele — ela falou com a voz embriagada de preocupação — O que ela quer agora? — a ruiva se perguntou.
– Eu não sei, mas é melhor nós voltarmos lá pra cima — a loira falou — Não vamos contar a eles, não precisamos dar preocupações a eles.
Assim elas subiram com ajuda dos exceeds, mas não muito distante dali dois homens olhavam a cena, um deles tremia de ódio, teriam que roubar o livro da menina e matá-la.
Notas finais
bem espero que tenham gostado deste cap, como eu ja disse eu sou movida a musica entao se puderem me enviar qual musica vcs gostam mais eu agradeço.
minha vida está uma loucura, muita prova, muitos trabalhos mas tudo fica bem. bjus minna e nos vemos no proximo cap.
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