A Minha Vida Mudou novamente

29 Terceira Fase: Changes and surprises


Notas iniciais
Um pequeno aviso: O começo dessa fanfic vai ser modificado, pois não está muito bem escrito e contém alguns erros ortográficos, ok? Mas isso não vai mudar o andamento da fic ou o contexto. (:
Começa outro capítulo e outra fase, espero que gostem!
Capítulo nove: Tudo novo, de novo.

Capítulo nove: Tudo novo, de novo.

New York, aproximadamente um ano e meio depois.

Natal.

- Você está bem? – a pergunta veio do homem sentado ao lado do rapaz de cabelos bagunçados. Ele tinha as mãos na cabeça e se encontrava ao lado do telefone há mais de três horas. Não sabia se ligava ou se deixava todos em paz.

- Estou... Quer dizer... Não estou não.

- Liga logo, meu filho. Só assim vai acabar com essa angustia.

- Mas e se desligarem na minha cara, ou falarem coisas? –

- E se.. E se... As pessoas sempre ficam pensando no que pode vir a acontecer, elas não arriscam e só arriscando nós poderemos saber, filho. E se eu coração manda você ligar, então ligue!!

- Tudo bem, eu vou ligar, pai. Obrigado.

O homem mais velho passou a mão na cabeça do filho e saiu da sala. O mais novo pegou o telefone e discou, sua mão tremeu quando o primeiro toque soou.

- Alô – a voz de uma mulher soou ao telefone. A voz do homem não saiu, ele até tentou falar, mas não conseguiu. – Alô? — novamente ela perguntou.

Ele sabia quem era, sabia e seu coração acelerava mais a cada palavra que ela dizia, ele a amava, mas nem ele mesmo entendia porque tinha ido embora sem ela, sem nem falar com ela.

Ao fundo, ele pode escutar várias vozes, inclusive a de crianças e também de Alice gritando. Ele sorriu ao telefone, como queria estar lá.

- Não vai falar? – ela questionou brava – vou desligar então!

E sem mais nem menos, ela desligou. Um suspiro saiu pesado do peito dele, que colocou o telefone no gancho. É... – pensou – eu fiz minhas escolhas.

Naquele mesmo ano...

Forks, casa dos Cullen’s e Swan’s.

Natal

A felicidade era plena para mim, quer dizer, nem tão plena assim, ainda pensava nele todos os dias, mas tentava afastar esses pensamentos.

Era uma noite fria, as nuvens estavam carregadas e do céu caiam pequenos floquinhos de neve. Era uma noite muito especial para mim e toda minha família, afinal, era natal, o primeiro natal que passaríamos juntos com minha filha e o filho de Rose.

Emmett e Rosalie, após seis meses do meu parto, descobriu que também estava grávida, e foi uma alegria só. Claro que Esme e Carlisle ficaram assustados, tanto porque viria mais uma criança para a família, mas mesmo assim foi recebido com muito amor.

Lembro até hoje, eu com minha filha no colo, quando Emmett caiu nas lágrimas igual uma criança, ele ficou mais do que feliz e todos também ficamos por eles, é claro.

Oficialmente eu tinha 21 anos e depois de passar um ano inteirinho só me dedicando ao meu bebê, eu finalmente voltei a estudar. Faculdade. Algo que sempre tinha sonhado e estava sendo realizado agora. Me formaria dali dois anos e meio, primeiro pelo curso ser mais intenso e rápido do que os outros; a única coisa que me frustrava era que eu tinha que ficar o dia todo fora e quando voltava, eu já estava morrendo de saudades daquela gorduchinha linda.

A nossa casa estava toda iluminada e claro que era provavelmente a casa mais grande e decorada de Forks e fora Alice que tivera a proeza de arrumar tudo para nosso natal.

A sala já estava cheia quando desci logo após um longo banho. Nessie e Jake também vieram passar o natal conosco naquele ano, eles tinham chegado duas noites atrás cheios de beijinhos e agarramento, tentavam fazer com que aquele relacionamento desse certo e eu torcia imensamente pelos dois, eles haviam ido para a faculdade logo após que o filho de Rose nasceu.

Quem também estava ali era Ângela e Rodrigo Weber, eles foram convidados por Carlisle, meu pai ainda insistia que eu devia sair de casa e que eles eram uma boa companhia, porém eu sempre dizia a ele que agora eu tinha mais coisas com que se preocupar, como por exemplo, aquela gatinha linda que vinha em minha direção entrelaçando as perninhas gordinhas e gargalhando para mim. Minha filha, eu nunca cansaria de dizer isto.

- Mã... Mamãe! – gritou estendendo os bracinhos também gordinhos para mim, eu a peguei, enquanto beijava sua bochecha já suja de chocolate.

- comendo doce antes do jantar, querida? – indaguei enquanto a beliscava delicadamente sua bochecha rosada e suja, ela riu ainda mais, jogando a cabecinha bronze para trás. Fios que sempre me lembravam ele.

Eram tão parecidos, Sophie tinha os cabelos da mesma cor que ele, a pela era como a dele também, bem clarinha, ela corava fácil, como eu, as bochechas naquele tão conhecido rosa e os cabelos continham lindos caxinhos.

- Ti, ti! – apontou para Alice que andava pra lá e pra cá como uma bailarina, coloquei minha menina no chão e vi quando ela andou até Alice, imitando seus passos graciosos.

- Como ela é linda, Bells. – ouvi o sussurro de Rodrigo ao meu lado.

- Obrigada, Ro. Você sabe o quanto sofri durante a gravidez e depois né? – ele assentiu, eu não gostava de relembrar daquela fase, mas era preciso.

Primeiro que foram tempos difíceis demais, depois do parto, ela não ganhava peso, foram feitos todos os exames, mas nunca sabia o porque. E depois percebemos que era eu, e tive que colocá-la na mamadeira para que ela ganhasse peso.

Todos da minha família me ajudaram com ela, todos mesmo e hoje eu vejo o quanto importante eles são e o quanto eles ajudaram.

Shopia foi o nome que eu havia escolhido, minha filha era calma, alegre e muito sossegada e era meu tesouro, meu mais precioso tesouro.

- Ela já tá com quase dois anos, como o tempo passa!

- Eu sei, nem me fale, eu mesma quase nem acredito que ela já anda, fala. Daqui a pouco vai estar na faculdade. – ele gargalhou.

- Você é tão exagerada – Rodrigo me abraçou beijando meu rosto.

Quando ele foi falar mais alguma coisa, o telefone ao nosso lado tocou alto, pulei de susto saltando de seus braços.

- Eu atendo, Marcie – Marcie era a nova empregada que papai tinha contratado pra dar conta da casa e toda nossa bagunça.

- Alô? – ouvi uma respiração do outro lado, algo fez com que meu coração se acelerasse e eu nem sabia o porque. Olhei direto para Shopie que brincava no chão com Bryan e Alice. – Alô? – perguntei de novo ficando com raiva agora, — Não vai falar? Eu vou desligar então! – Como não veio resposta eu bati o telefone no gancho o mais forte que eu pude.

-O que foi, Bella? – meu pai me perguntou com Esme ao seu lado.

- Você parecia tão nervosa. – Esme veio até mim e deu-me um abraço de lado.

- Nada, eu perguntei quem era e só pude escutar uma respiração do outro lado, e nem sei porque fiquei tão brava.

- Tudo bem. – sussurrou. – se for importante liga de novo.

Eu assenti com a cabeça e então nós fomos para a sala de jantar, para nossa ceia.

Quase um ano depois.

- Isabella Swan, — Rodrigo falou se ajoelhando com os olhos cheios de lágrimas com minha filha sentada ao seu lado com um vestido rodado na cor azul claro, minha Shopie sorriu para mim com seus dentinhos de dois anos crescendo ainda, eu sorri de volta para minha pequena.

— Eu sei que temos tanto problemas, e que as coisas nunca foram fáceis para nós e que provavelmente você pode me achar louco...

- Vai logo, homem!! – falou Rose rindo alto sendo acompanhado por todos da minha família que também olhavam a cena.

- Não estou entendo nadinha de nada viu. – Eu murmurei

Ele pegou na minha mão e continuou.

- Me deixa falar, porque se eu parar agora, acho que nunca mais consigo terminar.

- Tudo bem, vai lá.

- Eu te amo e você sabe disso, e eu amo tanto você a ponto de... – ele colocou a mão no bolso da calça. Minha cabeça trabalhou rapidamente. Não podia ser.

- Não... Rô, eu não.... – dei um passo para trás, mas ele continuou segurando minha mão me impedindo de afastar dele.

- Por favor, me deixe apenas continuar... – Shopia ao lado dele tocou em seu braço.

- Papai, papai. – foi assim que as lágrimas saíram dos olhos dele.

Ele ainda não havia escutado Sophia falando isso a ele, porém, ela sempre me perguntava onde o papai estava.

Eu, sempre sem saber o que dizer, falava que ele já, já voltava, e horas depois, Rodrigo chegava, provavelmente ela havia associado uma coisa a outra, mesmo assim era sem explicação. Da onde ela havia tirado que Rodrigo era o pai dela?

Rodrigo soltou minha mão devagar, chorando ele abraçou Shopia que havia levantado.

- Poique tá cholando, papai?

- Eu te amo, eu te amo – ele beijou a bochecha rosada dela, meus olhos arderam enquanto eu vi a cena. – O papai te ama, muito, muito querida.

Me agachei devagar em frente aos dois, minhas lágrimas escorrendo agora. Ele me olhou sorrindo e depois senti seus lábios nos meus. Quando nos afastamos eu abracei minha filha junto com ele. Ela gargalhou beijando cada um no rosto.

- Eu tinha feito um discurso e até ensaiado, mas eu acabei de esquecer então... Casa comigo, querida? Vamos formar a nossa família, eu você e nossa pequena Shopia.

Alguns meses depois...

- Então... – eu sorri para meus pais – ainda não temos certeza da onde, mas acho que pode ser algum lugar da Europa.

- E não vamos ficar muito tempo lá, é claro. Primeiro por causa da Shopie e depois pelo trabalho. Ainda mais agora que a nossa Isabella aqui se formou e estamos dando inicio a empresa dela e que nós temos certeza de que vai ser a melhor empresa dos Eua inteiro.

Meu pai riu e passou a mão na minha cabeça. Esme ao seu lado sorriu também ainda mais largo.

- Estou muito feliz por vocês dois. E quero muito que dê certo. A vida de vocês vai se ajeitando, pode ter certeza.

- Mas vocês então não vão casar de entrar na igreja, festa e essas coisas todas? – Ricardo que estava no outro sofá murmurou para nós, Rebecca dormia em seu colo, eles haviam chegado naquela manhã da faculdade e estavam mortos de cansaço.

- Não – eu disse corando enquanto acariciava a cabeça da minha filha, que a cada dia me lembrava mais ELE... – nós conversamos e achamos melhor só ter a nossa aliança e nossa casa, fazer uma viagem só nós dois para comemorar e pronto. – ele assentiu.

- Alguém em casa? – a voz chegou até nós quando a porta da sala de estar foi aberta. Todo mundo sorriu largo.

- Tio EMMM!! – gritou minha menina e saiu correndo em direção a ele. Emmett abriu os abraços para acolhê-la. Ela riu gostoso quando ele a girou no ar. – Cadê o Bibi?

- Eu mal chego e você já bem perguntando do Bryan? Que coisa feia, assim eu fico morrendo de ciúmes. – ele colocou a mão no coração e abaixou a cabeça fingindo chorar.

- Não tio Emm, eu te amo tá bom? Mas o Bryan é meu companheiro – ela enrolou para falar algumas palavrinhas, mas todos entendemos. Emmett gargalhou.

- Shopiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa – escutamos a voz de um menininho chamando lá do jardim e depois passinhos rápidos entraram na sala onde Emm estava com Shopie, minha filha quase pulou do colo do tio e quando estava no chão, apertou beeem o primo e melhor amigo.

Rodrigo sorriu pra mim apertando minha mão e depois beijando a aliança de ouro que se encontrava no meu dedo. Eu sorri de volta, pensando no quanto minha vida estava tomando os caminhos certo, mas minha mente vacilou e mudou para o pensamento de como seria se Edward nunca houvesse ido embora;

Semanas depois...

- Tchau meu amor – eu disse pela milésima vez abraçando forte minha filha. Era a primeira vez que eu iria ficar um final de semana inteiro sem vê-la.

- Eu te amo mamãe. – ela disse beijando minha bochecha.

Rodrigo abaixou e deu um abraço apertado nela também, depois beijou-a.

- Sem dar trabalho pra vovó, está bem? – ela assentiu e me jogou um beijinho indo de encontro com Bryan – filho de Emm e Rose.

Assim que entramos no carro — depois de todas as despedidas – acenamos e deixamos para trás nossa casa e nossa família naquele fim de semana, indo em busca da nossa “lua de mel”.

Após chegar ao aeroporto, fazer check-in, sentarmos no nosso lugarzinho no avião, ele virou-se para mim.

- Tudo bem? – desde da saída de casa até agora, nós tínhamos conversado muito pouco, mas o silencio não nos incomodava.

- Tudo. – sorri aproximando mais dele. Rodrigo havia me mostrado a luz novamente e pelo que eu via, minha vida tinha ficado muito melhor com ele – só... nervosa.

- Você sabe que estamos indo lá para curtir, não é? Fugir um pouco da rotina, dar um descanso para nós, eu não trouxe você pensando em outra coisa. Sei o quanto você sofreu na mão daquele... – ele cerrou o maxilar – idiota – o ódio era visível em sua voz – e eu não vou fazer o mesmo, eu juro.

- Não jure o que você não sabe se pode cumprir...

- Shiii, — colocou um dedo em minha boca – eu posso sim, eu vou cumprir, eu te amo. E sei que a gente pode ser feliz. – meus olhos encheram- se de lágrimas e pela milésima vez eu apaguei lentamente a imagem “dele” da minha mente.

E me deixei levar pelo calor dos braços de meu marido – falar essa palavra era estranho, porém eu me senti até bem pensandoo ela, primeiro porque agora eu me permiti mudar, permiti que minha vida tomasse outro rumo que eu tinha certeza que seria o melhor rumo para mim e minha filha — , agora era só curtir a viagem junto a ele. Rodrigo... meu amor.

Dois anos depois...

(POV Narrador)

- Amor, fique tranquilo, eu cuido de tudo. – Isabella disse sorrindo ao telefone para o marido. Rodrigo estava viajando a trabalho enquanto ela cuidava das duas empresas e de Sophie.

Ao longo dos anos, Bella Swan conseguira vencer na vida, nunca precisara de um centavo de seu pai, Carlisle, e se orgulhava disso. Assim como também terminara a faculdade rápida de administração/letras, ainda por cima fizera um tecnólogo de designer gráfico/fotografia de dois anos e alguns cursos. Não era Jornalismo nenhuma dessas coisas, mas ela amava livros e também revistas. Escrever já a fazia bem. E Isabella Swan... ah, ela se sentia realizada.

Com quase vinte e cinco anos, construira sua própria editora de revistas e livros, mal percebendo quando a Swise (S — Swan — Wise por causa de Sábia, significado do nome de Shopia) se espalhou com suas fabricas filiais por todo EUA, fazendo com que ela e sua família se mudassem dois anos atrás para Jersey City, localizada no estado de New Jersey no condado de Hudson, para viverem perto das filiais da sua empresa e da empresa de Rodrigo a W&R de arquitetura e decoração.

Com a mudança para esta cidade, sua família toda a seguiu. Agora, Carlisle trabalhava no maior hospital de New Jersey, como médico chefe, Alice estava na empresa de Isabella ajudando-a com o setor da revista, mas mesmo assim ainda dava vários palpites não só na decoração mas como na arquitetação das grandes casas, apartamentos e outros na empresa de Rodrigo, juntamente com Esme, que estava a trabalhar na W&R com toda sua criatividade para cores e decorações de ambientes.

Jacob já era da família, quase um adotado por Carlisle que fez de tudo para que Jake fosse com eles nessa nova fase, quem mais insistiu foi Rodrigo, que dera um trabalho à ele, no setor de engenharia. E como faltava apenas um ano para sua faculdade terminar, o pai do musculoso, Senhor Billy aceitou que o filho viesse trabalhar. Ele ainda visitava o pai regurlarmente.

Nessie, que agora finalmente havia assumido o relacionamento com Jacob Black, estava trabalhando para Isabella na crição de novas capas para os livros. Rebecca e Ricardo, mais crescidos estavam ajudando na contabilidade tanto para a empresa de Bella quanto para a de Rodrigo.

Rose estava na área de logistica na W&R e sempre ajudava na Swine, e Emmett com sua faculdade de Designer gráfico estava no setor de designer da revista e sempre que era solicitado ajudava no designer dos livros também.

Todos haviam batalhado muito para chegar onde chegaram e agora aquelas duas empresas eram as mais conhecidas e requisitadas pelo país todo e pretendiam agora, abrir filiais por toda Europa. Talvez não tenha sido a faculdade ou o trabalho dos sonhos, mas todos eram muito felizes ali.

— Eu volto em uma semana, querida., eu prometo;

Agora eles estavam morando em um bairro calmo onde quase todos se conheciam e a família Cullen e Swan haviam se apossado da maior casa daquela região.

Menos Bella, Rodrigo e Shopie que viviam em uma casa em um outro bairro mais perto da empresa e da escola de Shopie. Assim como Emm, Rose e Bryan que também moravam em uma casa só deles.

Mesmo tendo suas próprias casas, eles não saiam da casa dos pais, que sempre estava cheia e aberta para seus filhos.

- Não se preocupe com nada, eu dou um jeito em tudo. – Isabella repetiu.

- Não se esqueça de quinta feira ir buscar o Sr. Senior no aeroporto às 10 da manhã e também deixar tudo preparado na empresa.

- Rodrigo, para, para, eu sei de tudo isso. Vai logo pra sua reunião porque se não, já, já o Win vai te buscar.

Win era não só o assistente de Rodrigo, mas também melhor amigo dele. Eles haviam se conhecido na faculdade e agora trabalhavam juntos.

- Seu filho da puta – Bella escutou quando Win entrou no quarto e riu. – Vamos logo, a reunião começa em cinco minutos e você tá aí de romantismo parecendo uma bixinha;

Win era assim, os palavrões eram constantemente mencionados, seu humor era peculiar.

- Ela tá ouvindo tudo idiota. – Bella riu do outro lado.

- Caralho, Bella. – Ele aproximou-se do telefone e Rodrigo colocou no viva voz – é feio ficar ouvindo a conversa dos outros.

- Win, você é que fala alto pra caramba!

- Cuida bem de tudo por aí branca de neve, quando eu voltar quero tudo limpo, principalmente minha sala. – Ela soltou uma outra sonora gargalhada.

- Virei empregada agora, Mestre dos magos?

- Vai tomar no cú – Win disse rindo alto.

- Para de relinchar seu filho da puta.

- Ok, ok. Chega. – Rodrigo colocou ordem nas coisas – Win, vamos para a reunião. Amor um beijo, eu amo muito você e dê um abraço bem apertado na minha gorducha.

- Eu dou sim Rô, boa reunião. Te amo.

Assim que desligaram o telefone, Isabella se ajeitou melhor em sua cadeira e olhou ao redor. Ah se eles conseguissem essa parceria com o Sr. Senior... Mudaria tudo.

Se conseguissem, tanto a sua empresa, quanto a de Rodrigo teriam filiais abertas por grande parte da Europa. Isso era mais que a realização de um sonho. Muito mais.

E conseguira quase tudo sozinha – pensara — Tudo.

- Mãe, eu sei que é pedir muito e se você não puder, tudo bem.

- Desculpa, Bella – Esme se ajeitou melhor na cadeira no escritório da filha. – Não vou poder, tenho que ir ver um cliente. E ele é muito importante.

- Tudo bem. Eu acho que posso levar ela. Tomara que o Sr. Senior não se importe muito. Ele provavelmente sabe que somos uma empresa que preza a família e seu explicar ele não vai se importar muito.

- Querida ele mora em Londres. A Inglaterra preza muito a família.

- Vou ter que levar mesmo a Sophie comigo. Mas ela sempre fica quietinha. Mãe, nós temos que conseguir essa parceria, é tudo o que nós precisamos para termos filiais pela Europa. Esse novo sócio vai trazer muitos benefícios.

- Vocês vão conseguir, minha querida. – Esme passou o braço pela mesa e agarrou a mão gelada de Isabella, que sorriu com o gesto. Nós já tivemos muitas diferenças, mas desde quando você ficou grávida e nós nos aproximamos mais eu me pergunto se não era dura demais com você, afinal meu filho não é santo e...

- Esme. – Bella apertou os dedos da mulher a sua frente com o rosto em forma de coração – Não pensemos mais no passado. Já passou.

- Eu ainda acho que deveríamos falar com ele sobre a Sophia, sei que você não quer mas...

- Por favor...

Esme balançou a cabeça.

- Depois nós conversamos sobre isso então, você não pode mais escapar. Fazem quase cinco anos, querida.

- Ok, ok, senhorita. Depois de amanhã conversamos sobre isto então.

- Você não vai escapar, senhorita Swan.

Assim que Esme se despediu, Isabella pediu para sua secretária chamar todos os seus irmão para uma reunião de última hora. Eles já sabiam sobre o novo empresário que viria até a empresa no dia seguinte, mas ela queria que tudo saísse perfeito.

*---*

Quando saiu da empresa já era noite. O caminho até a casa dos pais foi feito rapidamente, ao chegar lá se deparou com a todos os seus parentes deitados em um colchão colocado no meio da sala e a TV ligada passando um filme qualquer. Assim que Isabella entrou e alguns rostos se viraram para ela, questionou-os sobre sua filha e foi informada que a mesma já estava dormindo em seu quarto

Esme quis que Isabella ficasse já que estava tão tarde para dirigir e levar Sophie para casa. Ela aceitou prontamente e pegou sua filha no colo a levando para seu quarto. Depois tomou um longo banho e foi dormir, sabia que o dia seguinte seria longo demais.

“Um dia nós dois iremos viajar pelo mundo todo” — diz ele acariciando as costas nuas de Isabella – “O mundo todo e teremos uma casa bem grande, o que acha?”

“Acho que estamos sonhando demais” – ela sorriu enquanto depositava um beijinho no queixo dele.

“ Isabella?” – chamou-a, o sonho mudando de uma hora para a outra, agora seu rosto era severo– “Isabella? Não acredito que você mentiu e...”

O sonho simplesmente se dissipou quando a imagem dele vinha em sua direção, ela acordou ofegante tentando esquecer aquele maldito sonho. Já faziam alguns meses que ela nem pensava nele, mas sempre que se encontrava sozinha, sua mente divagava.

A imagem de Rodrigo veio na mente dela, ela o amava, era uma amor... diferente, nunca poderia esquecer aquele homem de olhos verdes intensos que insistia – depois de tantos anos – permanecer na sua mente, mas sabia que ele havia ido embora e que isso significava que o amor que ele havia dito que sentia por ela não era verdadeiro.

- Mamãe? – a voz de anjo veio do seu lado, a mãozinha pousou em seu ombro e Isabella esqueceu por um momento de todos os seus fantasmas.

- Meu amor, ainda não está na hora de acordar.

- Quero colo – ela disse se arrastando até o colo de sua mãe. Que suspirou e beijou a testa da sua pequena.

- Eu te amo, meu pequeno anjo.

Ela viu ainda quando os olhos verdes da sua Sophie se fecharam e um biquinho lindo se formou nos lábios rosados.

- Estou indo para o aeroporto agora, amor.

- Tudo bem, querida. Me deixe falar com nossa bebê.

- É o papai, querida – Isabella colocou o telefone celular no ouvido da sua filha e sorriu enquanto via a pequena segurar o fome com a voz doce e um sorriso enorme falar com o Rodrigo.

- PAPAIIII, “tô” com uma saudade “gaandi”.

- Eu também filhota, como está a minha bebê mais linda do mundo? – a pequena gargalhou.

- "Tô" bem papai, e você só tem a mim de bebê. Quando você volta?

Bella se afastou e foi arrumar as coisas na sua sala do escritório e checar se tudo estava certo, parar ir até o aeroporto, foi até sua secretária e pediu que ela avisasse a todos sobre a reunião que aconteceria quando ela voltasse do aeroporto com Sophia e o Sr. Senior.

Assim que terminou tudo e colocou sua filha devidamente sentada na cadeirinha na parte de trás do carro e saiu para o aeroporto seu coração deu um salto, aquela parceria com aquele poderoso homem traria grandes benefícios para sua vida profissional.

Mas o que Isabella não sabia ainda, era que para sua vida pessoal, aquela parceria mudaria tudo.

No dia anterior, Isabella com a ajuda de sua secretária, haviam feito um cartaz com o nome do Senhor Senior, algo bem simples já que ela quase não teria tempo de algo mais elaborado.

Ao chegar ao grande aeroporto de NY, tirou Sophie da cadeirinha, pegou as bolsas e o grande cartaz e partiu para o saguão dando uma olhadela em seu relógio de pulso. Estava adiantada quase meia hora.

- Mamãe, podemos tomar um sorvete?

- Claro, meu amor, mas um só, ok? E só uma bola!

— Ahh – Sophie disse com a carinha triste. – duas, mamãe, por favor.

- Não, não, querida. – Isabella passou a mão sobre a cabeça da sua pequena e sorriu para ela. – Você ainda tem que jantar e você sabe como você é chatinha para comer.

Ela fez bico.

- Eu prometo que como tudinho no jantar mamãe.

Elas chegaram na praça de refeição e Bella já com a mão da pequena Sophie na sua a levou até a sorveteria.

- Sem se sujar, amor. – Pegou sua filha no colo e se dirigiu até a vidraça onde continha todos os sabores.

- Morango? – questionou.

- Não, quero de menta, mamãe.

- Menta?

- É, com chocolate.

- Mas quem te mostrou esse, meu amor? – Isabella perguntou já tremendo. Seu coração se afundando quando se lembrou que aquele era o sorvete preferido de... de...

A pequena TV interrompeu seus pensamentos quando começou a tagarelar.

- Senhores passageiros, o voo 192 vindo da Inglaterra está alguns minutos atrasado e é previsto sua chegada para às três e meia da tarde, agradecemos a compreensão de todos.

Notas finais
Assim que der, eu poosto mais!
beijosssssssssss