Notas iniciais
Oi! Obrigada pelos vossos comentários no capítulo anterior! (que foi o prólogo).
E aqui está o primeiro capítulo! Espero que gostem!

Capítulo 1

POV Klaus Mikaelson

A mulher loira saiu de casa, chamando pelo cão:

-Rudy! Rudy? Vá lá! Está demasiado calor para ir à tua procura.

Ela baixou-se para pegar na trela do cão e eu coloquei-me atrás dela. Ergueu-se e deu um salto para trás, assustada.

-Peço imensa desculpa, não tinha intenção de a assustar – menti, sorrindo.

-Posso ajudá-lo? – perguntou.

-Sim, o meu carro ficou sem gasolina a alguns quilómetros daqui. Sinto que estou a andar há imenso tempo e esta é a primeira casa que eu encontro. Esperava que pudesse usar o seu telefone.

-Não tem um telemóvel?

-Sim – tirei o meu telemóvel do bolso das calças. – A bateria acabou. Prometo que não sou nenhum assassino em série, só quero usar o seu telefone.

-Claro – disse ela.

-Então, posso entrar?

-Não – respondeu. – Eu pego o telefone e trago-o até aqui.

-Pensei que as pessoas daqui não fossem tão desconfiadas.

-Sou da Flórida – afirmou ela.

-Isso explica – peguei no seu pescoço e hipnotizei-a. – Agora mostre um pouco da hospitalidade sulista, docinho.

-Por favor, entre – disse ela, começando a chorar. Subimos as escadas e entrámos na cozinha.

-Aposto mil dólares em como aquele cão fugiu para uma casa com ar condicionado – falou a outra mulher, que vivia com a loira. Virou-se para nós, e ficou logo alarmada. – O que se passa?

-Por favor, não fique alarmada. Fiquei a saber que Ray Sutton vive aqui.

-Ele quase nunca cá está. Passa maior parte do tempo na estrada.

-Mas aposto que ele vem a casa pelo menos uma vez por mês.

Nenhuma delas respondeu e eu sorri.

-Foi o que pensei. Onde está ele agora? – a mulher não respondeu e eu apertei a minha mão na nuca da loira. – Se eu tiver que te fazer falar, será extremamente doloroso.

Ela correu para fora da cozinha e eu segui-a devagar. Abriu a porta de casa, mas gritou quando viu Stefan à porta.

-Adoro quando elas correm! – disse para Stefan.

-Ele está em Tully, perto da fronteira – respondeu a mulher que tinha cabelos negros e encaracolados. – Um bar chamado Southern Confort, é na Highway 41.

-Obrigado, meu amor – falei e afastei o cabelo da loira, deixando-o atrás da orelha. – Agora, o meu amigo pode entrar?

-S-sim – disse ela e Stefan entrou em casa.

-Mata esta rápido – empurrei-a gentilmente para o Stefan e olhei para a outra mulher. – Faz aquela sofrer. Estarei no carro.

Saí de casa e os gritos começaram logo. Sorri. Stefan Estripador estava a sair-se melhor do que pensava e ainda não tinha percebido como ele aguentava com tanto ressentimento. Sim, eu sabia quando é que o Estripador estava com as emoções ligadas ou não.

Entrei no carro.

-Então? Como correu? – indagou Demi.

-Ele está em Tully – respondi e ela assentiu. – Stefan está a tratar de apagar o nosso rasto.

Ela revirou os olhos.

-Tu queres dizer: matar pessoas.

-É outra forma de colocares as coisas – falei e olhei-a pelo espelho retrovisor, atento à sua expressão. Ela tinha retomado a sua leitura para um livro que a tia dela lhe tinha dado. – Algum dia vais contar-me a importância desse livro?

Ela levantou os olhos para mim, sem qualquer dúvida no olhar.

-Não.

Revirei os olhos, suspirando.

-Ninfas e os seus segredos – cantarolei.

-Híbridos e a sua impaciência – respondeu ela, cantarolando também, fazendo-me sorrir.

POV Elena Gilbert

Entrei em casa dos Salvatore, ajeitando o meu rabo-de-cavalo.

-Bom dia – disse Damon.

-Oi, eu ia… — virei-me e vi que ele estava nu. Todo nu. O meu olhar prendeu-se no seu membro e engoli em seco. – Oh!

Virei-lhe as costas.

-Ouviste-me! Sabias que eu estava aqui.

-Sabes, devias de bater à porta para o caso de estar indecente – brincou ele, com aquele tom sarcástico.

Peguei na toalha vermelha que estava numa cadeira e atirei-lha, virando-me para ele com uma mão nos meus olhos. Ele suspirou e eu espreitei pelos dedos. Ele já estava com a toalha á volta da cintura e eu tirei a mão dos meus olhos.

-A Xerife Forbes deu-nos uma nova localização para verificar: Memphis.

Tirei o papel com a morada do meu bolso.

-Outra pista falsa, queres tu dizer.

-Não sabes disso – afirmei.

-Estás certa, Elena, pode ser esta. Quase dois meses depois esta pode ser a pista de que Stefan está vivo e bem e a viver em Graceland.

-Está bem, eu vou sozinha – disse e passei por ele, furiosa.

Ele parou de frente para mim, fazendo-me parar. Maldita velocidade vampírica.

-E deixar Klaus saber que estás há procura deles, nem pensar?! Vamos deixar dessa maneira – falou ele, arrancando a pista das minhas mãos.

-É uma nova pista, Damon. Há muito tempo que não temos uma.

-Está bem, eu vou ver. Se encontrar alguma coisa, telefono-te.

POV Caroline Forbes

-Tem algo de errado com a tua mãe – afirmei.

-Como o quê? – perguntou Tyler.

-Quando eu passei por lá no outro dia, ela ficou a olhar para mim.

-Olá, pessoal – falou Jeremy, trazendo o menu.

-O Matt pediu para vocês trocarem de secções? – indaguei, sabendo que aquela era a mesa que ele servia.

Jeremy inclinou a cabeça para o lado, colocando água no meu copo.

-Ele acha que estamos a namorar – afirmei para Tyler.

-Assim como a minha mãe.

-O quê?

-Estamos juntos o tempo todo. Não é ao acaso.

-Isso é de loucos! – exclamei, nervosa.

-Não é? – disse Tyler, concordando comigo.

POV Demi Gilbert

Entrámos no bar e Stefan foi começando a hipnotizar as pessoas do bar.

-Já sabes as regras – avisou Klaus e eu acenei.

-Nunca sair do teu campo de visão.

Ele sorriu.

-Isso mesmo.

Caminhou até um homem que estava no bar e eu sentei-me num dos bancos, pedindo um ice tea.

-Ray? Ray Sutton? – indagou Klaus.

-Quem quer saber? – o homem com cabelo loiro desgrenhado e com barba por fazer perguntou.

-Tenho andando há tua procura por todo o lado! Comecei na Flórida, em Pensacola. Conheci um rapaz com quem trabalhaste antes de ires para Memphis, e ele levou-me ao encontro de duas lindas jovens. E elas trouxeram-me aqui, até ti.

-É melhor eu ir – falou Ray, não gostando nada da conversa. Revirei os olhos. Era sempre assim, Klaus tinha uma maneira de abrir o jogo que assustava os interrogados.

Stefan estava mesmo atrás dele e empurrou-o contra o balcão.

-Não tão rápido – comentou Klaus. – Acabámos de cá chegar e nem imaginas como é difícil encontrar alguém como tu.

Ele voltou a tentar fugir, mas Stefan empurrou-o de volta ao lugar.

-Não faria isso – disse Stefan.

-Vampiros – falou Ray.

-Sim, o meu amigo aqui é um vampiro, e ele hipnotizou todos os que estão aqui dentro, por isso não vale a pena pedir-lhes ajuda. Entretanto, eu sou outra coisa, um tipo diferente de monstro. Tenho um pouco de vampiro, tenho um pouco de lobisomem…

-Tu o quê? – perguntou Ray, visivelmente chocado.

-Um híbrido, Ray. Eu sou ambos. E quero criar outros iguais a mim e sendo tu o primeiro híbrido que encontro em muitas luas cheias, preciso que me leves até ao teu bando.

Ray não respondeu, e começou a ver por onde podia fugir.

-Então? Onde posso encontrá-los, Ray? – indagou Klaus, não tendo muita paciência para jogos. Ele estava desesperado para encontrar lobisomens.

-Não me podes hipnotizar, não vai funcionar.

Stefan coçou a cabeça, e Klaus assentiu, sentando-se no banco ao meu lado com uma cerveja na mão.

-Um whisky com gelo, por favor – pediu Stefan e o empregado do balcão entregou-lhe logo um. – Certo Ray, vamos jogar um pequeno jogo que se chama: verdade ou wolfsbane.

-Isto vai ser divertido – comentou Klaus.

©AnaTheresaC

Notas finais
Espero que tenham gostado! Eu não vou focar muito a tortura do Ray, vou focar outras coisas...
XOXO, até domingo!