Notas iniciais
Décimo capítulo! YAY!
Desculpem não ter postado ontem, mas não pude.
Boa leitura!

Capítulo 10

POV Elena Gilbert

O relógio não parava.

-O pai da Caroline! – a ideia surgiu-me do nada. – Ele é capaz de resistir á compulsão, talvez tu também consigas.

-Sim, claro. Talvez seja só controlo da mente, não é? Talvez leve apenas algum foco, algumas décadas de treino, nada de especial – disse ele, irónico.

-Stefan, tu consegues controlar. Quando o relógio parar, bebe de mim – afirmei.

-Tu não percebes; eu não consigo parar, Elena! Sou um Estripador! Um Estripador não para! – exclamou ele, exasperado, quase a gritar. – Oiço as palavras que saem da tua boca e tudo o que consigo ouvir é o som do teu coração a bombear sangue para o teu corpo. E quando aquele relógio ficar no zero, vou ter que me alimentar de ti. E sabes o que é pior? Não vou conseguir parar.

Eu não conseguia ouvir isso. Era demasiado mau. Ver a falta de esperança dele

-Não acredito nisso. Tu consegues lutar contra isso. Só precisas de querer.

-Porque eu amo-te?

-Isso mesmo, Stefan, porque tu amas-me! – respondi. – Porque depois pelo que passámos juntos tu deves-me isso!

-Sabes que mais? Estás certa. Eu devo-te tudo. Porque ao longo disto tudo, tu és o motivo por que me impediu de desistir, de desligar. Mas não posso ser quem eu sou, Elena. Quanto mais sangue bebo mais eu quero e se eu chegar perto do teu… tu estarás morta.

POV Stefan Salvatore

Faltavam 16 segundos para o nosso prazo acabar.

-Elena, tens que ir.

-Mas o Klaus disse que se eu fugir…

-Eu sei o que ele disse, mas se ficares será muito pior.

Tique taque. Tique taque. O relógio não parava, não dava tréguas.

-Elena, por favor, por favor, por favor – implorei. – Não há outra maneira.

-Há outra maneira: é tu lutares – disse ela.

O relógio apitou, assinalando o final dos nossos vinte minutos.

-Stefan, eu amo-te – falou ela, o que não facilitou muito. Eu estava a resistir ao máximo, tanto que até doía. – Luta, Stefan! Não desistas!

-Não consigo – avancei para ela, sem a intenção, o meu corpo estava a fazer tudo. Consegui desviar-me e embati contra o corrimão de metal. – Elena, corre! – gritei e ela finalmente fez o que lhe pedi.

Mas não conseguia parar. Tinha que ir atrás dela, era uma ordem bastante específica de Klaus. Saí do ginásio e embati contra um bloco de cacifos. Mais alguns passos e obriguei-me a bater contra outro bloco.

Entrei na cafetaria e vi uma vassoura. Parti o cabo e desferi-o bem no meu estômago. Era a única forma: enfraquecer-me para não a magoar.

-Isto é fascinante! – Klaus apareceu atrás de mim e eu virei-me para eles.

POV Demi Gilbert

-Nunca vi isto antes – continuou Klaus. – A única coisa mais forte do que a tua sede de sangue é o amor por esta rapariga. Porque não desligas?

-Não.

-Oh, vá lá! Toda a culpa deve ser esgotante. Desliga.

-Não! – voltou a dizer Stefan e eu aproximei-me de Elena, colocando uma mão por cima do seu ombro. Ela olhou para mim, com os olhos marejados de lágrimas.

-Stefan… — murmurou ela.

-Tu és forte, mas não és assim tão forte – Klaus tirou a estaca improvisada do abdómen de Stefan e ele suspirou de alívio. – Des-li-ga.

Parecia que Stefan estava a tentar procurar ar para encher os pulmões e quando o fez, gritou com toda a dor e determinação que tinha, empurrando Klaus:

-NÃO!

-Desliga! – gritou Klaus de volta, encostando-o a uma parede. Elena avançou para eles, mas eu parei-a e abracei-a com força.

E foi horrível ver. Pude ver o Stefan a desligar toda a humanidade que tinha.

-O que fizeste? – falou Elena, num tom acusador para Klaus, desfazendo o meu abraço.

-Consertei-o – respondeu ele e eu neguei com a cabeça, não acreditando que ele acreditava veemente nisso. – Agora – ele aproximou-se de nós as duas e puxou Elena por um braço, forçando-me a largá-la. – Talvez gostasses de uma bebida, vinda do pescoço da doppelganger, Estripador.

Os olhos de Stefan escureceram e as veias debaixo deles apareceram sem qualquer hesitação.

-Não… — murmurei e Stefan correu para a minha meia-irmã.

Virei o rosto, mas consegui ouvir o grito de Elena.

As lágrimas apareceram e fugi da cafetaria, procurando por ar fresco, algo que não me fizesse lembrar do que eu acabei de assistir. Parecia que nunca mais encontrava a saída, estava tão perdida e as lágrimas toldavam-me de tal maneira a visão que eu não via um palmo à minha frente.

Consegui sair da escola e apoiei-me num poste de iluminação. A bílis veio-me à boca e inclinei-me para a frente. O almoço veio logo e não fui capaz de resistir. Depois de ficar com o estômago vazio, sentei-me na borda do passeio, esperando que, de alguma forma, algum carro me pudesse atropelar e assim acabar com o meu eterno sofrimento. Mas infelizmente, os minutos passavam e nada de carro. Na verdade, estava tudo demasiado quieto.

-Demi.

Definitivamente, uma das pessoas que eu não queria agora, mas tinha alguma hipótese.

-Estás bem?

Neguei com a cabeça e limpei o nariz com as costas da mão. Nhack, eu sei, mas eu não tinha lenços de papel.

-Não. O teu irmão é um híbrido maldito que me fez mal disposta. Literalmente.

-Ele consegue ser um pouco bastardo quando quer. O que fez ele?

As lágrimas voltaram a correr mais impiedosamente e Rebekah estendeu-me um lenço de papel. Peguei nele e tentei enxugar as lágrimas, mas não conseguia, então decidi assoar o nariz.

-Fez o Stefan desligar as emoções e obrigou-o a morder a Elena.

-Mas tu não tinhas raiva dela?

Olhei para ela, sério.

-Ela continua a ser a minha meia-irmã. Para além disso, se há alguém que a quer magoar, sou eu, mas não dessa forma. Elena… não merecia isso. Eu sei que ela ainda ama Stefan profundamente e ela não merece isso. Foi um golpe muito baixo, até mesmo para o Klaus.

-Lamento – arregalei os olhos e ela sentou-se ao meu lado. – Não por Elena, claro, mas por ti. Klaus contou-me que decidiste embarcar nesta viagem porque queres descobrir os teus antepassados. Aposto que voltar para Mystic Falls não era uma das coisas que tu querias.

Ri sem qualquer humor.

-Definitivamente não.

-Então e qual jogar o feitiço contra o feiticeiro? – sugeriu, mas eu não percebi onde é que ela queria chegar. – Klaus é um sacana, vamos admitir. Ele pensa que vir para cá vai deixar-te fraca. E que tal aproveitares esta estadia para te fortaleceres? Mostrares quem é que manda.

-Eu estou de mãos e pés atados. Se eu decidir abandonar Klaus, ele nunca irá ajudar-me sobre quem eu sou.

-Mas eu posso ajudar-te.

Enruguei a testa, não acreditando na simples boa vontade de Rebekah.

-Qual é o senão?

-Não há “senãos”. Apenas… divertir-te tanto como eu. Podemos ser aliadas.

Sorri.

-Isso parece-me bem.

POV Katherine Pierce

Abri o caixão, fazendo um esgar. Aquela pedra era pesada.

Um homem dissecado, acorrentado com mil correntes igualmente enferrujadas e sujas estava lá dentro. E de repente, ele abriu os olhos.

Mikael acordou.

©AnaTheresaC

Notas finais
Espero que tenham gostado!
O que acham de Demi/Rebekah como aliadas?
XOXO