A Minha Vida Em Mystic Falls - Season 2
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Posso não ter mais um relacionamento contigo, mas ainda te amo, Demi falei, sendo sincero. Eu amo-te. Sempre te amarei. E não deixarei a tua doppelganger vermelha aproximar-se de ti ou causar qualquer coisa que te possa colocar em causa.
***
Vicky, ela sabia sobre vampiros e eu - ele parou de andar de um lado para o outro e olhou-me nos olhos. O que lhe fizeste?
O quê? Nada. Nada, Matt!
***
Olá. Deve ser a Jenna. Eu sou a mãe da Elena.
Olhei para trás, onde Elena estava, estática, no meio do corredor.
Isobel disse Elena e eu voltei a olhar para o rosto da mulher que estava na minha porta, sem saber como reagir.
Capítulo 25
POV Elena Gilbert
-Olá, Elena. É bom ver-te outra vez – disse Isobel.
-Outra vez? – indagou Jenna, com lágrimas nos olhos.
-Então tu és a mulher que namora o meu marido – afirmou Isobel. – Preciso de falar com a Elena. Posso entrar?
-Não. Não a convides a entrar – falei.
-Preciso de falar contigo, Elena – disse a minha mãe biológica.
-Não! – exclamei, fechando a porta.
Olhei para Jenna.
-Tu sabias que ela estava viva? – não respondi. – Ric? John? Eles sabiam?
-Eu posso explicar tudo, Jenna.
-Não – disse ela, subindo as escadas a correr.
-Não, Jenna, por favor. Não, Jenna, espera!
Ela entrou no quarto e trancou a porta.
-Jenna, tens que falar comigo. Preciso de te explicar o que se passa!
Ouvia-a do outro lado de porta a chorar. Aquilo quebrava-me o coração, ela não merecia isto.
POV Caroline Forbes
Abri a porta de casa e saí, trancando-a.
-Não o encontro em lado nenhum. Ele não está em casa, não atende o telemóvel…
-Como podes tê-lo deixado ir? – indagou Demi.
-A minha mãe apareceu e ele saiu. Não sei o que fazer.
-A tua mãe ouviu alguma coisa?
-Não. Ela achou que nós estávamos a discutir. Mas ele sabe sobre mim e está a passar-se por causa da Vicky.
-Ouve, tens que encontrá-lo, acalmá-lo e se necessário hipnotizá-lo. Ele está a usar verbena?
Entrei no carro e coloquei o cinto de segurança.
-Coloco na bebida dele quando está a trabalhar, mas ontem não fiz isso, por isso a verbena já saiu do organismo dele. Ele vai estar hoje a trabalhar no bufê. Vou tentar encontrá-lo lá. Podes ir lá ter comigo?
-Lamento, mas já tenho planos com a Bonnie. Ela precisa da minha ajuda a encontrar a casa onde as bruxas foram queimadas. É necessário para ela canalizar todo o poder possível.
-Oh, está bem. Boa sorte para as duas.
-Para ti também. Liga-me se o encontrares.
Sorri. Demi preocupava-se sempre com os meus problemas. Ela era uma querida.
-Está bem. Até logo.
-Até logo – disse ela, e desligou o telemóvel.
E eu vou a caminho da casa do Lockwood.
POV Demi Gilbert
Damon abriu a porta e passou uma mão pela parede invisível.
-Sim! Estão todos mortos!
Havia um corpo queimado, Luka, no chão.
-Devemos pegar nos Grimónios. Eles passaram anos a colecioná-los – disse Bonnie. – Quero ter a certeza que estão a salvo.
-Sabes que podíamos acender outro fósforo e cremá-lo.
Bonnie sorriu cínica.
-Não sejas desrespeitoso. Não com ele.
-Tudo bem, vou enterrá-lo – falou Damon e colocou uma manta por cima do corpo.
-O que estamos a procurar exatamente? – perguntou Jeremy. Sim, ele também estava na nossa expedição já que era o mais recente namorado da Bonnie.
-De acordo com o pai do Luka, um destes Grimónios tem o feitiço que me permitirá absorver o poder das bruxas que foram violentamente queimadas.
-Não sabia que vocês eram tão íntimos – notou Damon, que me fez revirar os olhos, enquanto olhava para todos aqueles Grimónios na estante.
-Não éramos. Mas quando ele me deu os meus poderes de volta, deu-me um recado: se encontrar o local onde as bruxas foram queimadas, posso absorver a energia que preciso.
-Bem, vamos colocar isso na lista de tarefas hoje: absorver o poder uma bruxa morta.
Parei de olhar para os Grimónios e virei-me para ele.
-Tu sabes onde as bruxas foram queimadas?
-Esqueci-me de mencionar isso? – ele fez aquele olhar que fazia-me esquecer de como respirar.
-Temos que ler estes livros todos para encontrar o feitiço? – indagou Jeremy.
-Não exatamente – respondeu Bonnie e colocou-se de frente para a estante. Começou a falar algo na língua dela e alguns livros caíram aos meus pés. Um dele abriu-se especificamente na página que tinha o feitiço.
Bonnie pegou nele e sorriu.
-É este.
-Ótimo. Vamos pegar o resto e depois vamos embora – mandou Damon, sorrindo de lado.
POV Bonnie Bennett
Começámos a andar pela floresta.
-Foi aqui onde a Emily Bennett também foi morta? – indagou Demi.
-Os Fundadores acharam que seria poético matá-la onde as outras bruxas foram mortas.
-Como sabes onde é que as bruxas tinham sido queimadas?
-Porque tentei salvá-las – arregalei os olhos perante a sua resposta, mas ele continuou: — Precisava dela para trazer Katherine de volta, antes de saber o quão cabra Katherine podia ser.
Uma casa enorme, branca e abandonada apareceu à nossa frente. Fez-me lembrar do dia em que eu e Demi nos tínhamos metido numa casa destas. Ou teria sido um sonho? Já tinha sido há tanto e Demi nunca mais tinha tocado no assunto.
-Tens a certeza que este é o lugar certo? – perguntou Jeremy e continuámos a caminhar até lá.
Damon abriu a porta e deparei-me com imensas camadas de pó.
Jeremy pisou em falso e arfou ao ouvir o chão ceder sobre ele. Damon virou-se para nós, sorrindo.
-Vá lá! – exclamou Jeremy e ele virou-se, continuando a andar.
Espreitou por uma fresta e depois virou-se para nós.
-Qualquer que seja a bruxaria que estás a fazer, não tem piada.
-Não estou a fazer nada – afirmei.
-Não consigo mexer-me – retrucou ele e a pele dele começou a ficar avermelhada. – O meu anel não está a funcionar! Faz alguma coisa!
Demi colocou-se entre ele e o sol, tentando fazer-lhe sombra, mas não estava a resultar. Fechei os olhos e concentrei-me. Precisava de tirar Damon daquele feitiço, afinal, precisava dele para derrotar Klaus.
Ele conseguiu sair e respirou fundo.
-Acho que as bruxas não gostam de te ter aqui – comentei.
-Acho que este é o lugar certo – completou Jeremy, tentando esconder o riso.
-Vou esperar lá fora – afirmou Damon e saiu porta fora, com as costas direitas como se fosse um galo orgulhoso.
Troquei um olhar com Demi, tentando controlar o riso como ela estava a fazer.
POV Alaric Saltzman
Coloquei a mala no banco de trás do carro, e assim que fechei a porta, Isobel apareceu.
-Olá, Ric.
-Isobel. O que queres?
-Resolver alguns assuntos mal resolvidos.
-Nós não temos assuntos mal resolvidos – retorqui.
-Tu talvez não, mas eu tenho. Preciso de me desculpar para ti.
-É tarde demais para isso – tentei abrir a porta do meu carro, mas ela deu um passo em frente, impedindo-me de a abrir, meter-me no carro e ir-me embora dali.
Eu não queria vê-la. Nunca mais.
-Não em relação ao que fiz no passado, estamos além disso, mas desculpa por ter aparecido à porta da casa da tua namorada, foi egoísta da minha parte.
-Olha, não sei que estás a tentar fazer, mas não estou interessado.
-Claro que não, porque eu hipnotizei-te a deixares-me ir – parei de tentar avançar para o carro. – Percebi que não quero fazer o que eu tenho que fazer sem que tu tenhas a noção do quanto eu te amei. E amei. Amei-te tanto.
Estava hipnotizado por ela, não conseguia deixar de fixar o rosto da mulher por quem já fui loucamente apaixonado.
-Ele é todo teu – disse ela e logo de seguida uma dor de cabeça atingiu-me, deixando-me impotente. Caí no chão e apaguei.
©AnaTheresaC
Notas finais
XOXO
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