A Minha Vida Em Mystic Falls - Season 2
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Bem vindos à feira de Carnavel de Mystic Falls...
-Elena, eu não sei como hei-de dizer isto mas eu descobri uma coisa que nos pode mudar ás duas.
Bonnie colocou os peluches em cima da mesa e olhou para mim. Elena fez o mesmo, e eu fitei apenas Elena.
-Tu e eu somos parentes.
Houve um grande silêncio entre nós as três e foi Bonnie que o interrompeu.
-Como assim parentes?
-John Gilbert é teu pai comecei. E ele também é meu pai.
Virás pelas revelações...
Segui o som e encontrei imensas pessoas a ver um braço de ferro. Damon estava de costas para mim, também a observar o seu irmão a fazer braço de ferro com Mason Lockwood. Aproximei-me dele e Stefan perdeu. Arregalei os olhos surpreendida por ele ter perdido.
Mas ficarás para ver o desenlace...
Encontrei Damon abraçado a Caroline e com uma estaca pronta para desferir o golpe que seria fatal para ela.
-Não!- gritei e ao mesmo tempo Stefan apareceu do nada e empurrou Damon para fora do alcance de Caroline.
Capítulo 4
POV Demi Gilbert
-Elena, podemos falar? – perguntei-lhe. Ela e Bonnie já estavam a tratar das coisas para a feira e Bonnie tinha nas mãos um saco cheio de peluches.
-Sim, claro – falou ela e nós fomos andando para a cabana do jogo das argolas. Bonnie vinha ao meu lado, meio a correr para acompanhar o nosso passo. Sim, ela era mesmo pequenina.
-Elena, eu não sei como hei-de dizer isto mas… eu descobri uma coisa que nos pode mudar ás duas.
Bonnie colocou os peluches em cima da mesa e olhou para mim. Elena fez o mesmo, e eu fitei apenas Elena.
-Tu e eu… somos parentes.
Houve um grande silêncio entre nós as três e foi Bonnie que o interrompeu.
-Como assim parentes?
-John Gilbert é teu pai – comecei. – E ele também é meu pai.
-Ele traiu o teu pai? – perguntou Bonnie, completamente chocada e eu neguei com a cabeça.
-Essa é outra parte do que eu tinha para te contar, Elena. A minha mãe biológica não morreu. Ela é a minha tia.
Elena ofegou e Bonnie arregalou os olhos.
-Estou confusa, Elena. Eu pensei que a minha família tinha morrido naquele estúpido acidente de carro – disse com lágrimas nos olhos –, e afinal eu tenho um pai e uma mãe e… uma meia irmã.
-Oh, Demi, lamento muito – disse Elena e abraçou-me. – Eu sei exatamente como te sentes.
Bonnie olhou para mim com pena no olhar e as lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto.
-Queres falar sobre isso? – perguntou Elena.
-Ainda não sei. Só sei é que neste momento estou confusa. Tudo o que conhecia acabou de se desmoronar!
Bonnie esfregou o meu braço levemente e eu fechei os olhos.
-Lamento muito, Demi – falou Bonnie e eu abri os olhos.
-Hoje vamos fazer uma festa do pijama. O que acham? – sugeriu Elena. – A Caroline não pode ainda estar connosco, mas nós faremos na mesma. Só nós as três.
Bonnie sorriu e eu desfiz o abraço.
-A sério? – perguntei-lhes.
-Oh, acredita em mim, a minha família também não é perfeita.
Sorri para Bonnie e depois para Elena.
-Mas agora, vamos deixar os problemas para trás – disse Elena sorrindo triunfante. – Todas temos problemas com vampiros e com a família, por isso, hoje o dia vai ser só nosso. Eu já avisei o Stefan que ele hoje só se pode aproximar de mim para dizer que me ama muito.
Gargalhámos as três e eu limpei as lágrimas.
-Vocês são as melhores amigas que alguém pode ter – afirmei.
-Abraço de grupo! – exclamou Bonnie e abraçámo-nos as três ao mesmo tempo enquanto gargalhávamos.
POV Damon Salvatore
Depois de conversar com Caroll sobre o Concelho dos Fundadores, ao qual eu tinha acabado de ser promovido, voltei para casa para pensar um pouco sobre o que tinha acontecido. Eu quase a tinha perdido. Ela iria voltar para NY e provavelmente eu nunca mais a voltaria a ver.
Peguei numa bolsa de sangue. Estava com sede. Hoje tinham acontecido muitas coisas e o dia ainda nem sequer tinha acabado. Despejei o líquido para dentro de um copo e Stefan apareceu.
-Gostarias de um? – ofereci.
-Não, obrigado – disse ele. – Não estou com fome. Acabei de comer.
-Não ficas preocupado que um dia todos os animais juntem as suas forças e revidem? Quero dizer, de certeza que eles falam.
-Apenas fico contente que isso seja uma bolsa de sangue e não uma rapariga a fornecer o teu jantar.
Hum, então ele queria jogar o meu jogo, não era? Pois então que joguemos.
-Eu gosto disto. Tu, todo cuidadoso à minha volta porque achas que eu vou explodir. É muita tensão. A Elena também está preocupada? Aposto que sou tema de todas as conversas.
-Tens alguma notícia da Katherine? – perguntou ele, desviando o assunto da conversa. Bem, se ele podia desviar, eu também.
-Acho que os Lockwood têm um segredo de família porque o dispositivo dos Gilbert afetou-os mas a verbena não, logo eles não são vampiros. São algo diferente.
-Essa é a tua nova obsessão?
-Se estás de acordo com seres sobrenaturais não identificados infiltrando-se na nossa cidade, tudo bem por mim.
-Não temos notícias da Katherine. Sabes disso, certo? Não temos ideia do que ela está a tramar.
Ri.
-Claro que temos. Ela voltou para declarar o seu amor imortal por ti. Portanto, eu vou deixar tu lidares com ela porque eu tenho coisas mais importantes a fazer como… explodir.
-E a Demi? Já sabes de alguma coisa? – perguntou ele.
-Sim. Provavelmente Katherine envenenou-a com beladona que é uma erva que quase mata as ninfas. Os pais dela não morreram porque são a tia dela e John Gilbert, o que faz da Elena meia irmã.
Stefan arregalou os olhos.
-Espera, ela é uma ninfa?
-Oh, ainda não sabias? – perguntei surpreso. Pensei que ela já tinha contado á Elena e por consequência o Stefan já saberia.
-Não. E ela é filha do John Gilbert?
-Aparentemente, sim. Quero dizer, não tenho motivos para desconfiar da veracidade da tia dela.
-E como é que ela está?
-Mal. Tentou fugir de Mystic Falls e agora está a tentar ser simplesmente a Demi Adams. Ou Gilbert. Tanto faz. Neste momento só está a tentar ser humana e não ligar aos problemas familiares ou sobrenaturais.
-E a Lilliane?
-Nada dela. Provavelmente deve de estar com a Katherine, a desenvolver um plano para acabar com a Elena e a Demi.
-Avisa-me se souberes de alguma coisa.
-Por agora irmão, estou mais interessado nos Lockwood – disse e levantei o copo. – Saúde!
Bebi tudo de um gole e pousei o copo na mesa.
POV Demi Gilbert
Eu, Elena e Bonnie andávamos pela festa à procura de problemas de maneira a resolvê-los.
-O jogo das argolas está sem peluches e camisas Team Jacob – disse Bonnie quando nos encontrámos todas.
-OK. Vou pegar algumas do laboratório de Ciências.
-Também perdemos um altifalante na tenda karaoke – disse Elena.
-Está tudo bem, Elena. Tira uma pausa, olha à tua volta. Isto é um enorme sucesso.
-Queres dizer, que conseguimos fazer algo melhor que metermo-nos em problemas de vampiros? – perguntou Elena.
-Vamos descobrir – disse Bonnie e gargalhámos.
Olhei em volta e havia um rapaz a arranjar uma caixa de metal na tenda do algodão doce.
-Ei, Carter, certo? – chamei-o. – Tu estás como ajudante do festival, certo?
-Sou eu – disse e aproximou-se de nós.
-OK, ótimo – disse.
-Uau – disse ele olhando para Bonnie. – Do que precisas, linda?
Bonnie riu nervosa e olhou para nós.
-O que sabes sobre altifalantes de karaoke?
-Porque não me mostras o problema?
-Sim, Bonnie – concordou Elena. – Mostra-lhe o problema.
-OK. Vamos – disse Bonnie e os dois desapareceram da nossa vista.
-Acho que a Bonnie vai ter muito que nos contar logo à noite – comentei com Elena.
-Acho que sim – concordou ela.
-Eu vou buscar as camisolas Team Jacob – prontifiquei-me e entrei dentro do edifício da escola.
Entrei dentro do laboratório e peguei numa caixa de cartão gigante que dizia a tinta permanente “T-shirt Team Jacob”. Saí do laboratório e percebi que havia um grande alvoroço algures. Segui o som e encontrei imensas pessoas a ver um braço de ferro. Damon estava de costas para mim, também a observar o seu irmão a fazer braço de ferro com Mason Lockwood. Aproximei-me dele e Stefan perdeu. Arregalei os olhos surpreendida por ele ter perdido.
-Oi, linda – disse Damon e sorriu para mim de lado. Não tive tempo de lhe dizer nada porque ele mudou o tom de voz para Stefan. – Tu nem sequer te esforçaste!
-Na verdade, esforcei-me sim.
Damon olhou para mim e falou:
-Dia normal, lembras-te? É melhor ajudares a Elena.
Acenei com a cabeça, ainda curiosa com o que eles iam falar. Quero dizer, Mason venceu o Stefan e se ele se esforçou, significava que Mason Lockwood não era humano de todo.
Dia normal, Demi Adams, pensei para mim mesma e fui levar as camisolas Team Jacob para o jogo das argolas.
POV Damon Salvatore
Eu ainda não acreditava que Caroline se tinha transformado em vampira. Era impossível acreditar nisso. Contudo, Demi e Elena gostariam de saber. Encontrei primeiro a Elena e convenci-a a vir comigo. Depois encontrei a Demi e os três entrámos numa sala onde Stefan já lá estava.
-Caroline é uma vampira e ela trouxe uma mensagem de Katherine – disparei.
-Que mensagem? – indagou Demi.
-O jogo começou.
-Como é que isso aconteceu? – perguntou Stefan.
-Bem, eu dei-lhe sangue e Katherine obviamente, matou-a. A+B=…
-Mas porquê? – questionou Elena em choque. Os seus olhos estavam muito brilhantes e a voz estava rouca.
-Porque Katherine é uma vadia nojenta manipuladora.
-E ela disse «o jogo começou»? O que quer isso dizer? – perguntou Stefan.
-Significa que ela está a jogar sujo. Ela quer que nós saibamos disso.
-Mas porquê a Caroline? – voltou a perguntar Elena.
-Não sei – respondi-lhe.
-Caroline deve de estar completamente fora de si, ela não sabe o que se está a passar.
-Oh, eu acho que sei. Toda a hipnose que realizei nela começou a desaparecer a partir do momento em que ela entrou em transição.
-Temos que a encontrar – afirmou Stefan.
-Yap. E matá-la.
-Tu não vais matar a Caroline – falou Elena.
-Não, Damon, tu não vais matar a Caroline – corroborou Demi.
-Ela sabe quem nós somos, é perigosa, temos que nos livrar dela.
-Não, não temos! – exclamou Demi e aproximou-se de mim. – Por favor, Damon, não faças isso.
-Damon, de maneira nenhuma – disse Stefan. Será que sou o único com uma ponta de senso que sabe que Caroline não se vai adaptar a esta nova vida?
-Preciso lembrar-vos de uma pequena história trágica chamada Vicky Donovan? Sim, Caroline não vai sobreviver como vampira. A mãe dela é uma caçadora de vampiros! Vamos lá, todos nós sabemos como é que tudo vai acontecer, voamos para o último capítulo e…
-Não é uma opção, Damon – disse Demi determinada e com o queixo erguido. – Ela terá o nosso apoio e irá adaptar-se.
-Irá? – perguntei-lhe e virei-me para Stefan. – O teu silêncio é ensurdecedor, Stefan. Sabes que eu estou certo.
Stefan levantou-se e passou por mim.
-Não vamos matá-la.
Elena passou por nós e eu ainda acrescentei:
-É a única maneira.
-Não, não é e tu sabes disso – disse Demi olhando-me nos olhos. – Tu sobreviveste e não querias isto! Ela terá amigos que a vão ajudar. Não vou deixar a minha amiga morrer, Damon.
Demi saiu da sala furiosa comigo, mas eu não me importava. Eu tinha que matar a Caroline, era a única maneira de a manter em segurança. Para além disso, quem me diria que Caroline não estava do lado da Katherine? Ou da Lilliane?
POV Demi Gilbert
Encontrei Damon abraçado a Caroline e com uma estaca pronta para desferir o golpe que seria fatal para ela.
-Não! – gritei e ao mesmo tempo Stefan apareceu do nada e empurrou Damon para fora do alcance de Caroline.
-Stefan! – exclamou Damon furioso. Aproximei-me de Caroline que desatou aos berros com Elena.
-Fica longe de mim! Tu mataste-me!
-Não, não, não Caroline, não fui eu, tu sabes disso. Foi Katherine.
-Não! Então porque é que ela se parece contigo? E porquê? Porque é que ela fez isto comigo?
-Caroline, anda, nós vamos explicar-te tudo – disse-lhe e peguei-lhe no braço.
-Stefan temos que a levar lá para dentro – disse Elena para Stefan.
-Anda Caroline, anda comigo – disse Stefan e pegou no outro braço dela.
-Ela vai morrer. É só uma questão de tempo – disse Damon, olhando para nós os quatro com um sorriso no rosto.
-Sim, talvez, mas não vai acontecer hoje – disse Stefan e começámos a empurrar Caroline para trás.
-Oh, sim, vai – disse Damon e pegou na estaca de madeira que tinha caído no chão. Correu para nós e eu só tive tempo de me meter entre a Caroline e ele, e entretanto Elena também se meteu à frente.
-Damon, ela é minha amiga – falou Elena assustada por ter uma estaca tão perto dela. Eu também estava aterrorizada, nunca tinha visto Damon assim.
-Damon, por favor – pedi-lhe e ele focou-se em mim.
-O que quer que aconteça, a culpa será só vossa – disse ele e afastou-se.
-Temos que limpá-la – disse Elena e eu virei-me para Caroline. Ela realmente estava horrível, com a cara toda cheia de sangue e o cabelo frisado.
-Caroline? – interrompeu Bonnie, olhando para Caroline com lágrimas nos olhos. – Não. Não és. Não podes… não podes… Não pode ser.
Aproximou-se de nós de maneira determinada e pegou no braço de Caroline. Os seus olhos arregalaram-se de deceção.
-Bonnie? – disse Caroline numa voz doce e incerta.
Bonnie negou com a cabeça e depois os seus olhos prenderam-se no que estava atrás de mim. Um corpo inerte, morto. Dei um salto para trás e vi que era Carter. Bonnie não lhe ia perdoar.
-Oh my God! – exclamou Bonnie e aproximou-se de Carter.
-Bonnie?
Elena pegou num braço de Caroline e obrigou-a a ir ter com Stefan. Segui-os. Caroline era minha amiga e ela tinha que perceber que eu não me importava se ela era vampira ou humana. Eu iria continuar a gostar dela, porque é isso que as amigas fazem: não importa o que elas são, nós estamos sempre lá para as apoiar.
Entrámos na primeira casa de banho que vimos e Stefan tirou algum papel de secar as mãos e molhou-os na água. Enquanto isso, eu fiz Caroline virar-se para mim e não ver o seu aspeto no espelho. Ela estava a chorar, completamente desamparada e eu não sabia o que fazer.
-Ela odeia-me. Bonnie odeia-me – disse ela e Stefan começou a limpar-lhe o sangue da cara.
-Não não não, ela só está em choque. Todos nós estamos.
-E o Matt? O que é suposto eu fazer? – disse ela, mas a voz sumiu e ela baixou o olhar para o chão.
-Uma coisa de cada vez – disse Stefan e eu fui tirar mais papéis e molhá-los. Ela tinha realmente muito sangue no rosto. – Primeiro vamos tratar de tirar este sangue.
Stefan atirou com os papéis para o lixo e foi tirar mais. Limpei o seu rosto, obrigando-a a fitar-me e fui dizendo:
-Todos nós estamos em choque, Caroline. Ninguém sabia que isto te ia acontecer.
-Eu sou… eu sou uma assassina – disse ela, tirando das minhas mãos o papel e limpando as mãos agressivamente. – Eu sou um monstro.
Stefan afastou-me dela e continuou a tirar-lhe o sangue
-Ouve-me. As tuas emoções estão aumentadas agora. É parte da transformação. É completamente normal, prometo, está bem?
Caroline virou-se para o espelho e eu tentei impedi-la porque ela estava a começar a ficar com as veias debaixo dos olhos salientes.
-Ah! – gritou ela e virou-se. – Porque é que isto continua a acontecer com o meu rosto?
Caroline colocou as mãos no rosto e eu dei um passo em frente, mas Stefan colocou um braço entre eu e Caroline e negou com a cabeça para mim.
-Caroline, olha para mim – pediu ele. – Caroline! Caroline, olha para mim!
Caroline chorava compulsivamente e aquilo estava a custar-me imenso. Eu não gostava de a ver naquele sofrimento e apesar de saber que Stefan a podia ajudar, eu também queria.
-Olha para o meu rosto! Olha para o meu rosto! – disse ele. – Olha, olha.
As suas veias debaixo dos olhos ficaram salientes e voltaram a desaparecer.
-Vês? Vês isto? – perguntou ele e Caroline acenou com a cabeça. Os soluços dela pararam e ela focou-se em Stefan. – Quando sentires o sangue a pulsar diz a ti mesma que consegues ultrapassar, que és forte o suficiente.
Ela começou a negar com a cabeça e recomeçou a soluçar.
-Sim, sim. Não importa o quão bom isso é, terás que superar, terás que lutar. Olha para mim – pediu ele e ela voltou a olhar para Stefan. – É a única maneira para sobreviveres. Tenta.
Caroline começou a respirar fundo e Stefan acompanhou-a. As veias de Caroline começaram a desaparecer e só depois percebi que tinha estado a suster o fôlego. Respirei fundo.
-Pronto, isso é bom – sussurrou Stefan.
Caroline parecia exausta, prestes a desmaiar, completamente imunda e com o rímel a manchar-lhe a cara.
-Porque é que a Katherine fez isto comigo? – perguntou ela muito baixinho. Pisquei os olhos muitas vezes e olhei para cima, tentando suster um soluço. Aquela Katherine iria morrer. Ela não tinha o direito de fazer isto com Caroline, ela era apenas uma inocente!
-Não sei. Quem me dera saber. Eu prometo que não te vou deixar nada acontecer – Caroline acenou com a cabeça. – Anda cá.
Os dois abraçaram-se e eu dei outro passo em frente. Toquei no ombro de Caroline e ela desfez o abraço.
-Não me odeias? – perguntou ela.
Neguei com a cabeça e deixei algumas lágrimas escaparem dos meus olhos.
-Como é que te podia odiar, Caroline?
-Não sei. A Bonnie odeia-me.
-Ela vai cair à terra – disse-lhe e só esperava que isso fosse verdade.
-Vais ajudar-me com isso? – pediu ela e eu acenei com a cabeça.
-Claro que sim – disse e sorri para ela.
-Então porque é que estás a chorar?
Ri e limpei as lágrimas do meu rosto.
-Porque não gosto de te ver assim.
Desta vez foi ela que riu.
-Eu também não.
Sorrimos as duas uma para a outra e por momentos senti que se realmente nós a apoiássemos, tudo iria correr bem.
POV Elena Gilbert
Depois do incidente com o Damon, Bonnie foi para casa e eu também fui andando, mas depois pensei em Demi. De certeza que ela hoje não iria querer passar a noite em casa e Damon estava com um mau humor péssimo.
Demi estava a ir para o carro dela, do outro lado do parque de estacionamento e eu chamei-a:
-Demi!
Ela olhou para trás e tinha os olhos inchados de ter estado a chorar. Deu dois passos na minha direção e depois parou.
-Queres dormir hoje na minha casa? Jenna não se vai importar desde que avises a tua tia.
Ela acenou e pegou no telemóvel. Entrei no carro e ela seguiu-me no dela. Entrámos em casa e Jeremy já estava a dormir, já tia Jenna estava na cozinha a comer gelado com uma colher de sopa.
-Olá meninas – disse ela e nós olhámos para ela. – Demi, vais dormir aqui?
Demi acenou.
-Se não houver problema.
-Claro que não há. Vou preparar a cama.
-Jenna, ela hoje vai dormir no meu quarto. Para não dar tanto trabalho.
Jenna acenou, compreendendo o nosso motivo: conversar. Subimos as escadas e emprestei a Demi um dos meus pijamas. Depois de nos vestir-nos enfiámo-nos dentro da cama e perguntei-lhe:
-Queres falar?
-Ainda está tudo muito confuso na minha cabeça – murmurou ela. – Como é que foi que te sentiste quando descobriste que afinal os teus pais estavam vivos?
-Eu na verdade não senti que eles fossem meus pais.
-Não?
-Não. Esses nomes não se adequam a eles. John é e será sempre o meu tio, ele não tem nada a ver com o meu verdadeiro pai, e o mesmo funciona para a Isobel.
-Hoje, mais cedo, eu não te contei a verdade toda. O Kellan, o meu irmão, ele era filho do Mason Lockwood.
-O quê?
-É. Pelos vistos a minha mãe também não era flor que se cheirasse – ela passou a mão pelo rosto. – Estou cansada e confusa. Apagas a luz?
-Claro – disse e deitámo-nos. Apaguei a luz e adormeci instantaneamente.
Acordei com um beijo frio na minha bochecha. Era Stefan.
-Oi, que horas são?
-Já é quase de manhã. Vem comigo.
Olhei para o lado e Demi dormia profundamente. Levantei-me e vesti as minhas jeans e uma camisola de manga comprida. Saltámos pela janela e depois ele levou-me de carro até á feira.
-Stefan, o que estamos a fazer aqui? Vamos ser apanhados – disse-lhe enquanto nos dirigíamos à roda gigante.
-Bem, eu hipnotizei o guarda para tirar uma folga para eu beijar a minha namorada no topo da roda gigante – disse ele e nós parámos.
-Stefan… — sorri e a roda iluminou-se toda.
-Elena, nós precisamos de tirar estes momentos. O que Katherine fez com a Caroline pode ser apenas o começo e ainda temos aquela coisa com a família do Tyler que nós ainda não entendemos, e há sempre a letra “D”, mas eu voltei para esta cidade para começar uma vida contigo. Não nos podemos esquecer de a viver – declarou ele e o meu coração derreteu todo como manteiga em alta temperatura.
Acenei com a cabeça e peguei a sua mão.
-Mas Stefan, como é que vamos chegar ao topo?
-Acho que só precisas de te segurar bem – disse ele e abraçou-me. Em dois segundos estávamos sentados no topo da roda. Comecei a gargalhar. Eu realmente precisava destes momentos com ele. Olhei para o chão e ele estava bem lá ao fundo, o que fez o meu batimento cardíaco acelerar. Olhei para Stefan e ele estava a colocar uma madeixa do meu cabelo para trás da orelha.
-O quê?
-É tão bom ver-te gargalhar.
Beijámo-nos como eu tanto tinha desejado quando a feira tinha começado. Mas a realidade bateu-me com força.
-As coisas não vão tornar mais fáceis, não é?
-Não, não vão – disse ele com sinceridade.
Notas finais
Bjs
Fale com o autor