A Minha Salvação
10 Capitulo Dez.
Notas iniciais
Capitulo Dez.
Acordei com o despertador tocando as 05h45min. Não ia hoje por causa da suspensão, mas Gaara ainda tinha aula.
Ontem chegamos e assistimos televisão, estava cansada e fui dormir cedo. Me levantei com preguiça e fui ate o quarto de Gaara, batendo na porta.
Como não obtive resposta, entrei e acendi a luz. O vi deitado e de olhos fechados e fui ate a cama dele, começando a cutuca-lo.
– Acorda Gaara, você tem aula. – Falei e depois bocejei.
Ele nem se mexeu e eu voltei a cutucar ele. De repente, ele segurou minha mão e me puxou, me fazendo cair em cima dele e depois rolou na cama, ficando por cima de mim. O olhei surpresa.
– Você não estava dormindo?
Ele sorriu.
– Já estou acordado há muito tempo, estava só esperando para ver o que você ia fazer.
– Então pode me soltar? Você tem que se arrumar para o colégio e eu vou voltar a dormir. – Falei.
Ele balançou a cabeça negativamente.
– Já falei que não vou hoje, e você pode dormir aqui.
– Vai tirar nota baixa se não for. – Falei ignorando o que ele disse depois.
Ele deu uma risadinha e meu coração acelerou. Porque ele era tão perfeito?
– Anjo, eu nunca tiro nota baixa. Sempre tiro 10,00 em todas as matérias. E porque seu coração acelerou?
Corei.
– Pode ouvi-lo?
– Esqueceu-se do que eu disse? Meu ouvido é mais sensível que o normal. – Ele levou os lábios ate meu ouvido e sussurrou. – Posso te ouvir tomando banho e cantando baixinho uma musica.
Corei mais ainda.
– Me ouvindo tomar banho?
Ele riu baixinho, ainda no meu ouvido e eu arrepiei.
– Sim, sei exatamente a hora em que pega o sabonete, que passa pelo seu corpo, que lava seu cabelo e também posso sentir o cheiro dele de longe. – Sussurrou.
Meu rosto estava pegando fogo.
– Me lembre de pedir para a vizinha me deixar tomar banho na casa dela. – Falei envergonhada.
Ele se afastou, me olhando com um sorriso malicioso.
– Posso escutar do mesmo jeito.
O olhei espantada.
– Você fica ouvindo minha vizinha tomar banho?
Ele riu.
– É impossível não ouvir, não posso controlar o que escuto ou deixo de escutar e ela tem um cheiro ruim.
– Você sente cheiros? Você é o que? Algum tipo de vampiro? – Perguntei rindo.
Ele riu também.
– Não, não sou nada sobrenatural, não se preocupe.
– Se não é nada sobrenatural, o que você é? – Perguntei.
O sorriso sumiu do rosto dele e eu quis me bater por causar isso, ele estava tão tranquilo e risonho.
– É complicado explicar. – Falou sério.
Sorri para ele.
– Você esta tentando me enrolar para não ir para a aula, né? – Mudei de assunto.
Ele deu um pequeno sorriso.
– Na verdade, não. Eu não ia de qualquer jeito.
– Me explica como assim sempre tira10, 00 em todas as matérias?
Ele sorriu mais.
– Diz a Tsunade que meu QI é no mesmo nível ou mais alto do que o do namorado da Temari.
O olhei surpresa e depois ri.
– Já sei quem vai me ajudar a estudar para as provas de matemática. – Falei.
Ele deu um sorriso safado.
– Posso te dar aulas particulares.
– Aé? E quanto vai cobrar por elas? – Perguntei entrando no jogo dele.
Ele foi se aproximando.
– Quem sabe um beijo por palavra? Eu vou falar demais.
Ele foi se aproximando e quando ia me beijar, o parei, o vendo fazer uma careta.
– Vamos a um lugar comigo?
– Onde? – Resmungou.
– Ao hospital. Quero que conheça uma pessoa.
Isso era perfeito, como não pensei nisso antes? Yume pode me ajudar a fazer o Gaara se abrir ainda mais para as pessoas.
Ele me olhou curioso e assentiu.
– Então vá se arrumar. – Falei.
Ele saiu de cima de mim e eu fui para o meu quarto tomar banho. Vesti uma roupa confortável e fofa, uma blusa rosa justa com um ursinho desenhado, uma saia preta e sapatilhas também pretas.
Desci e quando cheguei à sala, fui puxada pelo braço e logo senti os lábios de Gaara nos meus. Automaticamente correspondi ao beijo dele, coloquei uma mão no cabelo macio dele, o puxando mais para mim quando a língua dele invadiu minha boca, senti uma das mãos dele entrando pela minha blusa e segurei, não deixando que ele subisse mais. Quando o ar nos faltou, nos separamos ofegantes.
– É melhor a gente ir logo. – Ele disse.
– Foi você quem começou com isso agora, não me culpe. –Eu ri.
Ele deu de ombros com um sorriso e eu olhei no relógio, 07h00min. Peguei minha bolsa e fomos para o elevador. Eu ia apertar o botão do térreo, mas Gaara apertou o do estacionamento.
– Podíamos ir de ônibus. – Falei.
– Para que ir de ônibus se pode ir de carro?
Suspirei balançando a cabeça negativamente. Gaara sedentário. Saímos do elevador e entramos no carro dele.
O caminho ate o hospital foi silencioso, ele já sabia onde ficava o hospital, então eu não precisava ficar mostrando o caminho.
Chegamos ao hospital e entramos, indo direto na recepcionista.
– Bom dia, queremos visitar a Yamanaka Yume. – Falei.
Gaara me olhou confuso e a recepcionista me olhou.
– Oh, bom dia Ino, tem tempo que não vem aqui. – Sorriu. – Podem ir vê-la.
Exagerada. Venho aqui toda semana, só não vim nesses dias porque estava ocupada ajudando o Gaara a se abrir.
Fomos para a ala infantil do hospital e paramos em frente a uma porta. Dei duas batidas e entrei, sendo seguida por Gaara.
– Ino-nee-chan. – Ouve Yume me gritar.
Eu ri e a abracei.
– Bom dia meu amor, desculpe não ter vindo esses dias. – Falei.
– Tudo bem, te perdoo. E quem é ele? – Olhou para Gaara.
– Yume, esse é o Gaara, meu amigo e Gaara, essa é Yume, minha prima.
Gaara deu um pequeno sorriso para ela e ela olhou toda animada para ele.
– Nee-chan, me da uma peruca da cor do cabelo dele? É Gaara, certo? – Perguntou animada.
Dei um sorriso triste. Yume tem oito anos, minha tia morreu no parto e Yume ficou morando com o pai dela, um tempo depois, descobrimos que ela tinha câncer. Yume usa perucas porque o cabelo dela já caiu.
E ela é extremamente parecida comigo, o que nos faz falar que somos irmãs. Ela é branquinha, tinha o cabelo loiro e tem os olhos tão azuis quanto os meus.
– Claro que sim, isso é, se eu achar uma da cor igual. – Falei.
– Sim, meu nome é Gaara. – Gaara a respondeu.
– Né Gaara-nii-chan, promete que cuida da Nee-chan para mim quando eu me for? – Me surpreendi com essa pergunta dela e Gaara me olhou.
– Yume-chan, não viemos falar disso, vim te apresentar o Gaara porque ele é especial e tem que conhecer minha irmãzinha. – Falei e Gaara sorriu.
– Haaaa, é verdade. Eu te amo, Nee-chan, vamos ser as melhores irmãs para sempre. – Falou com sua voz de criança inocente.
Ouvi Gaara respirar fundo e o olhei. O sorriso dele tinha sumido, seu rosto estava serio, logo mudando para uma careta de dor. Ele saiu do quarto e corri atrás dele, segurando o braço dele.
– O que foi? – Perguntei preocupada.
Ele não se virou para mim.
– Vou embora. Pode ficar se quiser, eu te busco depois. – Falou extremamente frio.
– Me espere aqui, vou me despedir de Yume e vou com você.
Falei já voltando para o quarto de Yume, Gaara não estava bem.
– O que ele tem, Nee-chan? – Perguntou ela.
– Ele não esta muito bem, vou ir embora com ele e depois volto, ta? – A abracei.
– Tudo bem, mas volte com ele. – Pediu ela, sorrindo.
Sorri para ela e sai do quarto, vendo Gaara ainda parado no corredor. Quando cheguei perto, ele começou a andar.
Logo estávamos dentro do carro dele e ele dirigia como um louco. O olhei pelo canto do olho e ele estava sério. Chegamos ao prédio e ele estacionou o carro. Entramos no elevador e logo entramos em casa.
Gaara subiu direto para o seu quarto sem falar nada e eu resolvi dar alguns minutos para ele colocar a cabeça em ordem, depois o perturbaria com minhas perguntas.
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Autora Pov’s
Sentado em sua cama, olhando para o nada, estava Gaara. Sem que ele percebesse, duas lagrimas escorreram pelos seus olhos.
– Mentirosa.
Ele disse e automaticamente voltou em seu passado, voltou exatamente para aquele dia.
Flashback On.
Gaara entrava correndo em casa, tinha acabado de voltar da escolinha e estava louco para falar com sua querida irmã, já que não a vira no dia anterior.
– Oi mamãe. – Falou ao passar por Karura, sua mãe.
Esta apenas riu, vendo a animação do filho para com a irmã. Ele correu e parou na porta do quarto de Temari, batendo duas vezes na porta.
– Entre. – A ouviu falar.
Entrou e correu ate ela, a abraçando.
– Cheguei, Tema-nee-chan. – Falou ele, todo animado.
– Oi irmãozinho. Como foi a aula? – Ela perguntou sorridente.
– Há, foi um pouco chata, você não foi hoje. – Falou triste.
Ela riu.
– Mas não precisa se preocupar irmãozinho, mesmo que eu não esteja perto, a Nee-chan sempre vai te amar, viu? – Temari fez metade de um coração com a mão e Gaara o completou com a mão dele. – Vamos ser os melhores irmãos para sempre.
Gaara abriu um enorme sorriso e assentiu, abraçando novamente a irmã. Foi nesse momento que o pai dele o chamara, o chamara para...
Flashback Off.
Batidas na porta fizeram Gaara voltar à realidade e ele enxugou as lagrimas que tinham escorrido. Levantou-se, indo abrir a porta.
Ino Pov’s
Bati na porta do quarto dele e ele demorou a abrir, mas abriu a porta. Entrei e o encontrei com os olhos opacos e sérios.
Imediatamente o sentimento ruim que eu estava sentindo na volta da viagem voltou e meus olhos encheram-se de lagrimas.
– Sorri para mim. – Pedi.
Ele abaixou o olhar e eu senti meu coração doer.
– Você me prometeu.
O abracei, mas ele não me abraçou de volta.
– Por favor, Gaara.
Lentamente, senti os braços dele passando ao redor de minha cintura. Me afastei apenas o suficiente para olhar em seus olhos.
Eles estavam tristes.
Lentamente, fui aproximando minha boca da dele, ate que comecei um beijo, ele me correspondeu lentamente.
Esse foi um beijo diferente.
Foi frio, sem emoção e lento. Totalmente ao contrario dos beijos que ele costumava me dar. Totalmente ao contrario do beijo de hoje mais cedo.
Me afastei e olhei em seus olhos.
– Me desculpe por te levar lá. Por favor, Gaara, não se feche de novo, não comigo. – Pedi.
Ele deu um sorriso forçado.
– Desculpe por te preocupar, não vou fazer isso de novo.
– Pode me dar um beijo de verdade então? – Perguntei.
Ele rapidamente colou seus lábios nos meus, em um beijo selvagem, e exigente desde o inicio e eu senti que esse que me beijava, era o meu Gaara.
Ele me apertou contra ele e a língua dele pediu passagem, que logicamente foi concedida. Coloquei minha mão dentro de sua camisa, o arranhando e a outra mão no cabelo dele, o puxando para mim, enquanto ele me apertava mais e mais contra ele.
O ar nos faltou e nos afastamos. Ele deu um sorriso de canto malicioso e eu sorri.
– Esse sim é meu Gaara. – Falei sorrindo.
Ele colou nossas testas.
– Só seu, anjo.
Continua...
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