A Minha Salvação
13 Capitulo Treze.
Notas iniciais
Capitulo Treze.
Eu e Gaara entramos no carro dele e saímos do prédio. Ele foi dirigindo para a parte mais perigosa da cidade, onde eu o segui daquela vez. Passamos pelos mesmos lugares e chegamos naquela rua onde eu o perdera de vista.
Ele parou o carro e o olhei apreensiva.
– Não se preocupe, eu to com você. Aqueles homens não vão te perturbar, anjo.
Saímos do carro e paramos de frente a um armazém abandonado. Bom, parecia um armazém. A tintura por fora estava toda descascava e tinha varias pichações no muro. Senti Gaara segurar minha mão e começamos a entrar no local.
Se eu achei assustador por fora, por dentro era ainda pior. Havia vários tubos de ensaio, capsulas transparentes, pedaços de vidros quebrados, e o que mais me assustou, manchas de sangue pelo chão. Aqui parecia o laboratório do Frankenstein.
– Amor, onde estamos? – Perguntei.
Gaara abriu um sorriso triste.
– Lembra-se de quando discutimos e eu disse que tinha sido criado em um laboratório? – Perguntou e eu assenti. – Bom, é aqui.
O olhei surpresa. Ele realmente tinha sido criado em um laboratório?
– Não estou entendendo, Gaara. – Eu disse confusa.
Ele apertou minha mão.
– Meu pai era geneticista. Ele queria fazer uma nova descoberta sobre o gene humano. Ele queria provar que o ser humano não era uma simples espécie. Então, ele começou a fazer experimentos. E como todo experimento precisa ser testado, ele precisava de uma cobaia. – Explicou.
O olhei incrédula.
– Não me diga que...
Não consegui terminar a frase e Gaara sorriu tristemente de novo.
– Eu era a cobaia. Como acha que posso ouvir coisas a longa distancia? Ou sentir cheiros que os humanos normais não conseguem? Eu fui usado. – Ele tinha lagrimas nos olhos. — Meu pai misturava o meu DNA com DNA de animais, cachorro, gato, panteras, leões, tudo o que imaginar e depois, injetava em mim. Eu não passava de um instrumento de trabalho dele.
Eu estava mais do que surpresa. Eu ainda não conseguia processar a informação.
– O seu pai... Fazia experiências em você? – Perguntei ainda não acreditando.
Ele assentiu.
– Foi assim que consegui o Shukaku. Ele é como se fosse uma reação negativa que meu corpo teve com os experimentos, toda a raiva que eu sentia do meu pai por fazer isso comigo, toda a tristeza, todo o medo, foi se acumulando e quando vi, Shukaku já existia.
Meus olhos marejaram ao imaginar o que ele sentia todas às vezes.
– Gaara... Eu não sei nem o que dizer...
Ele passou a mão no meu rosto, enxugando uma lagrima que escorreu.
– Não chore por isso, anjo. Eu ainda nem te contei a pior parte. – Ele disse tristemente.
Ainda não chegou a pior parte?
Gaara... O que aconteceu com você?
– Ainda não contou a pior parte? O que quer dizer? – Perguntei.
Ele suspirou.
– Anjo... Agora vou te contar o que não queria. Essa é a parte em que eu tenho medo de que você fuja de mim, que não queira mais me ver. – Ele disse com a voz falha.
– Eu não vou ir a lugar nenhum sem você. – Garanti.
Ele sorriu melancólico e demos alguns passos para frente.
– Esta vendo aquela mancha de sangue ali? – Perguntou apontando e eu assenti. – É o sangue da minha mãe. Sabe aquela outra dali? – Apontou para a outra macha um pouco mais afastada da primeira e eu assenti novamente. – É o sangue do Kankurou.
– Eles morreram aqui? Como assim? – Perguntei.
Gaara me olhou seriamente e com olhos cheios de lagrimas.
– Eu os matei. – Disse firmemente.
Arregalei os olhos e soltei a mão dele, dando alguns passos para trás. Gaara matou sua mãe e seu irmão?
Não podia ser.
– Por favor, não me olhe assim. – Pediu ele com a voz tremula por causa das lagrimas.
– Co... Como assim você os matou, Gaara? – Perguntei em choque.
– Eu tinha acabado de chegar do colégio e fui ver a Temari, ela era a única que não sabia que meu pai fazia experiências comigo, minha mãe e Kankurou sabiam. Depois que falei com ela, meu pai me chamou para vir para cá. Enquanto ele testava a nova experiência em mim, minha mãe e Kankurou chegaram aqui, pedindo para que ele parasse de fazer aquilo comigo. – Ele parou de falar.
– E o que aconteceu depois? – Perguntei.
Ele pareceu frustrado.
– Eu perdi o controle, ok? Shukaku se apoderou do meu corpo. A raiva que eu sentia, fez com que Shukaku se tornasse um assassino sem escrúpulos. Eu não pude fazer nada. Shukaku simplesmente pegou um pedaço de vidro quebrado e foi para cima da minha mãe, cortando a garganta dela e a “esfaqueando” varias vezes. Kankurou tentou me parar, mas Shukaku acabou fazendo o mesmo com ele. Eu só voltei a ser eu, quando escutei um choro perto do meu pai.
Arregalei os olhos.
– Temari... – Eu disse chocada.
– É por isso que Temari me odeia. Para ela, foi eu, Sabaku No Gaara, que matou nossa mãe e nosso irmão. Mas eu NUNCA faria qualquer mal para eles. Ela assistiu tudo e entendeu tudo errado. – Ele concluiu.
– E porque você a odeia? – Perguntei chorando.
– Porque ela não me deixou explicar. Naquele dia, mais cedo quando fui ver ela, ela me prometeu que seriamos os melhores irmãos para sempre, ela disse que me amava. Quando vi o sangue de minha mãe e de Kankurou em mim, nas minhas roupas, comecei a chorar, não consegui fazer mais nada. Depois, quando fui explicar para Temari o que tinha acontecido, já que meu pai não o fizera por mim, ela me mandou ir embora. Disse que me odiava, que nunca mais queria me ver em sua frente, que eu era uma aberração, que eu devia morrer. – Terminou de falar me olhando.
Eu não sabia o que fazer, não sabia se abraçava o Gaara por tudo o que ele passou, por tudo o que ele sofreu ou se dava gargalhadas e dizia que ele estava louco.
– Pode fugir de mim se quiser, na verdade, eu acho que essa vai ser sua reação assim que conseguir se mexer. – Ele disse.
Ele estava certo apenas em uma coisa, eu não conseguia me mexer, eu estava em estado de choque ainda.
– Eu não vou fugir de você. – Forcei um sorriso. – Não foi sua culpa, não foi você quem os matou, foi o Shukaku, você não tem culpa de nada.
– Então por que esse sorriso? — Perguntou.
– É só que é difícil sorrir em um momento desses, mas eu quero te mostrar que esta tudo bem, mas isso foi o máximo que consegui.
Ele se aproximou de mim e me abraçou. O abracei de volta.
– Porque Temari te culpa da morte do pai de vocês? – Perguntei.
Ele se afastou apenas o suficiente para me olhar nos olhos.
– A policia investigou a morte deles e claro, chegou à conclusão de que foi assassinato. Para não acontecer nada comigo, meu pai assumiu ser o culpado. Ele morreu na cadeia. Ao descobrir o motivo dele estar lá, os outros presidiários o espancou ate a morte. – Disse.
– Eu sinto muito, Gaara. – Eu disse. – Eu vou conseguir fazer a Temari ver que ela esta errada, que você não tem culpa de nada.
Ele balançou a cabeça negativamente.
– Não precisa fazer isso. – Ele sorriu. – Vamos embora.
Ele segurou minha mão, entrelaçando nossos dedos e voltamos para o carro.
Quando chegamos em casa, ele ainda não tinha parado de chorar, então, fui para o quarto dele com ele e ficamos deitados na cama, com ele mexendo no meu cabelo.
– O que você acha de tudo isso que te contei? – Perguntou.
– Que você é a vitima da historia e seu pai é culpado de tudo. – Afirmei.
Ele virou na cama, ficando deitado por cima de mim.
– Não ficou com medo de mim? – Perguntou.
Sorri e passei a mão em seu rosto, em um carinho.
– Não... Confesso que sua historia é um pouco macabra, mas não é algo para se ficar com muito medo.
Ele sorriu.
– Fico feliz por não ter fugido de mim. – Disse ele.
– Eu já te disse, eu nunca vou te abandonar.
Terminando de dizer isso, eu o beijei. E esse não foi diferente dos outros beijos que ele já tinha me dado, foi quente, exigente e muito bom. Senti sua mão entrando por minha blusa e dessa vez, não o impedi. Sua mão parou pouco antes de chegar aos meus seios e não subiu mais. Separamo-nos por falta de ar e ficamos com nossas testas coladas.
– Se me beijar de novo agora, vou acabar fazendo algo precipitado. – Disse ele.
Sorri maliciosamente.
– E se eu quiser que você faça?
O beijei novamente e ele me apertou em seus braços, deixando o beijo mais selvagem, sua mão subiu mais um pouco e o senti apertar um de meus seios. Ofeguei e ele passou a beijar e morder meu pescoço, me fazendo arrepiar.
– Você não devia brincar comigo, anjo. – Ele sussurrou e depois mordeu minha orelha, me fazendo arrepiar mais.
– E porque não? – Coloquei minhas mãos dentro da camisa dele, a puxando para cima e logo após, a retirando.
O senti puxar minha blusa também, a jogando para não sei aonde depois de tira-la, deixando-me apenas de sutiã.
– Eu posso ser perigoso, anjo. – Disse e depois desceu os beijos para o colo.
Minhas mãos foram ate o cos de sua calça e a desabotoei. Sorri maliciosamente quando ele me olhou por eu ter feito isso.
– E se eu quiser ver o quanto você é perigoso? – eu disse e ele abriu novamente aquele sorriso que só faltava pingar de tanta malicia.
Suas mãos foram para o fecho de meu sutiã, o desabotoando e o jogando longe depois, assim como fez com a blusa.
– Eu te mostro então. – Ao terminar de dizer, ele colocou meu seio direito na boca e eu reprimi um gemido.
Senti a língua dele passar pela minha pele e a outra mão dele desceu, para o botão do meu short. Depois, ele passou para o meu seio esquerdo e ele desabotoou meu short, depois, o tirando de mim, me deixando apenas de calcinha.
Achei injusto. Ele ainda estava de calça.
Abaixei o zíper da calça dele e depois a tirei, vendo uma boxer preta com um volume dentro dela. Corei.
– Não vai me dizer que ficou envergonhada logo agora... – Ouvi a voz dele em meu ouvido novamente.
A mão dele puxava minha calcinha para baixo e ele voltou a me beijar. Ele teve um pouco de dificuldade para retirar minha calcinha, então, apenas ouvi o som do pano se rasgando. Parei o beijo e o olhei.
– Eu gostava daquela calcinha. – Eu disse.
Ele riu.
– Gosto mais da vermelha. – Ele disse e voltou a me beijar.
Correspondi o beijo dele, sentindo a mão dele descer para minha intimidade e depois me tocar lá. Gemi entre o beijo e o senti sorrir. Senti um dos dedos dele entrar em mim e gemi novamente. Os beijos dele desceram para o meu pescoço novamente e eu voltei a gemer. Ele chegou pertinho do meu ouvido e sussurrou.
– Vou te fazer implorar por mim.
Dizendo isso, saiu de cima de mim, indo para o meio de minhas pernas.
– Gaara, o que você vai...
Não pude terminar minha pergunta, pois um gemido alto saiu pela minha boca. Senti a língua dele em minha intimidade e segurei no cabelo dele, puxando levemente enquanto gemia. Logo senti meu corpo estremecer e um calor passar por ele, Gaara parou e olhou para mim, lambendo os lábios com um sorriso.
– Deliciosa.
Ele disse e voltou para cima de mim, tirando sua cueca, me fazendo corar ao ver o tamanho daquilo e abriu minhas pernas delicadamente. Ele se esticou um pouco e abriu a gaveta da cômoda que tinha ao lado da cômoda, tirando de lá uma camisinha.
Porque ele tem uma camisinha na cômoda do quarto da minha casa? Ele colocou a camisinha e chegou perto do meu ouvido.
– Vai doer um pouco. – Ele disse e entrou.
Senti uma dor enorme e o apertei, abraçando ele. Sempre ouvi dizer que doía quando deixávamos de ser virgem, mas não sabia que era tanto.
– Já vai passar, anjo.
Ele ficou parado um tempo e quando a dor diminuiu, parei de aperta-lo, o sentindo se movimentar dentro de mim. Alguns gemidos escapavam pelos meus lábios e pelo dele também. Depois de mais alguns movimentos, senti aquele mesmo calor e meu corpo ficou mole. Depois de alguns segundos, Gaara também sentiu.
Eu estava ofegante e suada. Gaara saiu de dentro de mim, tirando a camisinha e se levantando da cama, indo ate o banheiro e a jogando fora, voltando para a cama logo após.
– Eu te amo, meu anjo. – Ele disse e eu sorri, me aninhando nele.
Uma duvida se passou pela minha cabeça e eu o olhei.
– Você já teve outras namoradas? – Perguntei.
Ele sorriu para mim.
– Não, já tive alguns casos, nada serio. Você é a minha primeira namorada. – Respondeu.
Fiz cara feia.
– Alguns casos, sei.
Ele riu.
– Esta com ciúmes? – Perguntou.
– Você é só meu.
Ele sorriu.
– E você é só minha.
Ele me deu um selinho e logo depois, adormecemos.
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Agradecimentos especiais para Rousi Somerhalder (adorei seu nome, Ian pedaço de mau caminho *u* kkk) pela linda recomendação. Fico muito feliz que tenha visto a minha fanfic dessa maneira, mostrando que não devemos abandonar nosso único familiar, fiquei muito feliz ao ver o que você escreveu. A melhor GaaIno que já leu? Omg, to demais kkkk, obrigada, pode deixar, darei o meu melhor para arrasar... õ/ kkk
Continua....
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