A Minha Salvação
2 primeiro dia
Notas iniciais
Em um quarto qualquer da casa uma jovem de longos cabelos rosados estava deitada em uma cama, os cabelos levemente bagunçados e soltos pelo travesseiro o que dava ainda mais beleza a garota, os orbes castanhos da menina estavam focados na parede ou pelo menos era isso que todos pensariam ao ver a cena, mas a menina estava tão imersa em pensamentos que nem sabia para onde olhava.
O quarto em que se encontrava era verde, com os detalhes em lilás, a colcha que cobria a cama era azulada e lilás, o travesseiro beirava ao rosado, uma completa mistura de cores, mas a menina que até hoje não definira uma cor favorita gostava, podia não ser muito combinada, mas era do seu gosto.
A porta do quarto da garota foi aberta rapidamente e ela olhou por esta para se deparar com duas crianças de cabelos rosados, uma menina de nove anos e um menino de sete, ambos vinha sorrindo e pulando de alegria – Onee-chan – ambos gritaram felizes.
– O que foi Hiki-kun e Niki-chan? – a mais velha perguntou enquanto se levantava e derrubava a coberta que a cobria, revelando assim um corpo escultural e suas belas vestimentas, uma saia rosa que ai até a metade da cocha e uma camisa solta, parecia mais ser de um menino o que de fato era.
– O onii-san vai vir nos visitar – ambos exclamaram juntos – Por que você está com uma camisa do Fuyuki-kun? – a menina completou com sua voz de criança, a mais velha corou violentamente diante as palavras da irmã mais nova.
– Isso não importa – ela exclamou rapidamente – Eu não fui informada que o chato do meu irmão gêmeo está vindo nos visitar – ela parou para pensar um pouco e sorriu – A mamãe também vem não é? O otou-san abelha também vem? – a menina perguntou animada.
– Sim – o garoto falou – E parece que boa parte dos filhos da tia Lucy vem também, ao que parece o otou-san os convidou – o menino explicou – Assim eu vou poder lutar contra a Ai-chan – ele disse sorrindo.
– Vai sim baixinho – a mais velha falou enquanto se levantava e passava a mão na cabeça do mais novo bagunçando os cabelos bem arrumados, o mesmo deixou que um bico aparecesse em seus lábios, com os cabelos desarrumados ele parecia muito mais com o pai – Onde está o Ig-kun? – ela perguntou.
– Ele foi treinar com a Amaya-san – a garota disse – Eu acho que foram se pegar isso sim – ela disse enquanto se sentava na cama da mais velha e balançava as perninhas, ela mais parecia uma criança de cinco anos do que uma de nove.
– Olha a sua idade pra falar esse tipo de coisa – a mais velha disse enquanto pegava na ultima gaveta de seu armário as luvas pretas de treino – Eu ainda acho que ele goste da Reira – a outra murmurou, mas tinha se esquecido do pequeno fato dos irmãos terem boa audição.
– Não, tenho certeza que ele gosta da Amaya, ele só finge gostar da Reira-senpai para poder incomodar o Kaoru-nii – ela disse para a outra que parou para pensar por alguns minutos e depois concordou.
– Pelo que eu saiba o Kaoru não é seu irmão pequena – alguém falou da porta. Os três se viraram e se depararam com uma mulher de longos cabelos verdes que trajava um vestido rodado azul, com a parte de cima com um espartilho – Devia se lembrar disso, mesmo que eu goste de vocês tendo uma boa convivência com os filhos da Lucy e do Sting não gosto muito que os trate como irmãos – a mais velha advertiu.
– O que é isso mãe? – a mais velha das rosadas perguntou com um sorriso zombeteiro antes de abraçar a esverdeada – Com medo de perder os filhos para a mama Lucy? – a rosada perguntou sorrindo, o sorriso aumentou ainda mais ao ver o biquinho da mais velha – Não se preocupe, tenho certeza que eles podem o chamar assim, não a nenhum problema.
– Eu sei, mas não posso negar que sinto ciúmes – ela disse com o bico ainda maior, os três deram risada. A rosada mais velha se soltou da outra e correu pegar uma bota qualquer no armário – Ela é sempre linda e tudo, além de ter aquele corpão, eu tenho certeza que o pai de vocês ainda gosta dela.
– O que é isso meu amor? – alguém perguntou atrás da esverdeada, ele entrelaçou os braços na cintura da outra e deu beijo estalado na bochecha da mesma – Já disse que amo você e que a Luce é parte do meu passado.
– Kawai – os três jovens falaram em uníssono – Otou-san você é o melhor como sempre – o menino disse, ele era quem adorava puxar o saco do pai – Muito melhor o tio Sting, não sei por que a tia Lucy escolheu aquela abelha – o mais novo disse sorrindo.
– Isso não ajudou muito moleque – a mais velha disse ao ver a mãe de consideração engolir o choro – Espera ai, você chamou a minha mãe de burra? – a garota estava com uma aura maligna em volta do corpo – Você vai virar churrasco – o menininho colocou ambas as mãos em frente ao rosto quando viu a irmã partindo pra cima de si.
– Se acalme filha – o rosado falou enquanto segurava o punho da garota, esta olhou surpresa para ele e se perguntou quando o pai tinha chegado ali, mas logo desistiu, entender a sua família era impossível.
– Esta bem, eu vou ir falar com Kyoko – a mais velha disse assim logo se retirou do recinto.
– Essas crianças – o rosado disse sorrindo – Elas ainda vão causar uma loucura na guilda.
Já muito longe dali a mais velha dos rosados corria a toda em direção à casa da família Fernandes, assim que chegou já bateu na porta e foi recebida pela tia – Yoo tia, a Kya-chan está em casa? – com um aceno positivo da mais velha ela invadiu a casa e correu em direção do quarto da azulada – Yoo Kya-chan – a rosada gritou assim que via a azulada saindo do banheiro, essa se tapou o máximo possível quando viu a outra de tão assustada que estava.
– Yoo Al-chan – a azulada disse sorridente – O que faz aqui? – ela perguntou assim que se trocou e se deitou ao lado da rosada que estava deitada na cama de casal da azulada.
– Vim te avisar – a rosada respondeu – O meu irmão está voltando pra casa, ou melhor, ele está vindo nos visitar – ela esclareceu.
– Bom saber – a outra disse um pouco corada – Vamos treinar? Quero estar forte quando ele chegar – a azulada disse sorridentes e assim ambas correram em direção ao centro de treinamento, como elas chamavam a clareira que ficava atrás da guilda.
Muito distante dali uma garota de cabelos brancos fez que não com a cabeça e em seguida gritou – Eu não vou de jeito nenhum – ela disse com raiva para o pai – Eu não vou passar três anos da minha vida na casa de um Stripper, de uma maníaca que fala o tempo inteiro em terceira pessoa e muito menos na casa de uma pirralha insuportável – a garota gritou em raiva – Isso é inaceitável pai, eu gosto um pouco do tio Gray, mas passar três anos com aquela família estranha e absurda é lamentável, não vou de forma alguma – ela disse mais uma vez.
– A você vai sim – a mulher que estava ao lado de seu marido – Nem pense em fugir de casa, ou se não eu e o seu pai vamos ficar mais que três anos nessa missão e você fadada a ficar com seus padrinhos – a mulher estava irritada, odiava quando a filha agia de forma mimada por causa do pai, que sempre deu tudo que ela queria.
– Mas mãe – a menina disse em desespero enquanto puxava os cabelos, jamais pensara em passar três longos na casa dos padrinhos e quase irmãos do pai – Isso é inaceitável.
– Se contente filha, é assim que será, ou você vai ou vai – o pai disse já bravo – Pense pelo lado bom, a sua amiga Yuki pediu para te acompanhar – ele disse – Afinal de contas a mãe dela vem com agente.
– Isso não é motivo pra comemorar, a Yuki é loca que não a mãe dela – a outra disse em raiva – Eu estou perdida – ela falou assim que subiu as escadas, mas antes de sair de vista ela gritou para o pai – Nunca vou te perdoar por isso Lyon – ela disse e assim se trancou no quarto. O pai ficou surpreso e um pouco triste ao ouvir a própria filha lhe tratar pelo nome, mas depois de uma boa conversa eles se acalmaram.
Nem tão distante dali uma garota arrumava suas malas – Yuki, lembre-se de levar de tudo um pouco – a mãe da jovem garota gritou – Você vai poder voltar para casa às vezes para pegar algumas missões, mas não vai ser muito frequente – a mais velha advertiu.
– Eu sei mãe, mas do jeito que a Akemi é isso não vai funcionar, ela vai querer voltar o tempo inteiro – a garota disse um tanto brava, depois de arrumar as malas ela se jogou na cama e se perguntou – Fairy Tail, vou passar muito tempo por lá, como será que eles são? – a pergunta pairou no ar antes que a menina descesse as escadas para a cozinha e começasse a almoçar.
Ainda mais distante um grupo gigantesco se arrumava para fazer um percurso enorme – Vamos todos que o trem já vai partir – a loira gritou para todos na casa, pode ser ouvido um suspiro e reclamações de muitos, mas ela nada fez para mudar – Ryu corra seu desengonçado, sua irmã deve estar muito mais forte que você – a mulher ironizou – E você Sting trate de não fugir com eles, vocês vão de toda forma comigo no trem – a loira disse com um sorriso diabólico, o que ninguém resolveu contestar.
– Isso vai ser uma piada – o loiro mais velho dos jovens exclamou assim que entrou no trem logo começando a enjoar e a mulher apenas suspirou ao ver quase toda a sua família entrar em desespero por causa do transporte.
– Finalmente estou voltando para casa – ela murmurou.
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