Notas iniciais
A principio seria uma one shot mas depois do tanto que a Aline Maria Bulla esperou ela merece mais.

"As palavras “eu te amo” são desperdiçadas"

A cada passo que passo que dava sua mente se inundava de mais e mais pensamentos, sentia-se confuso a ponto de sentir-se afogado em sua própria mente, mas ao longo das horas, dias e meses vinha conseguindo pequenas vitorias, quanto a isso uma a qual se recordara foi sua primeira noite de sono profundo, sem nenhum pesadelo.

Fazia diversos trabalhos, ajudava em concertos, pintava cercas, pegava gatos.

-Depois de tudo eu ainda sou um gennin. — Sempre sorria ao se lembrar desse fato. –Mas tudo bem... Naruto deve ser um gennin ainda. —

Aos poucos vinha observando detalhes que nunca tinha reparado com sua nova maneira de ver o mundo, com a dor, esperança e amor de seus pais e seu irmão fluindo dentro dele algumas coisas ficaram mais claras, mais obvias.

Sabia que todos estavam bem, Naruto estava prestes a conquistar todos seus sonhos, ser reconhecido, ter alguém que o amasse, e ser Hokage. E quanto e ele próprio, quais sonhos teria agora? Desde cedo tinha seus objetivos traçados, mas os viu um a um borrados e apagados até que tudo se tornou inelegível por isso ele teria que conseguir sua redenção, ver o mundo da maneira que nunca viu antes até que seus objetivos estivessem em branco e ele pudesse reinscrevê-los.

Tinha voltado de Konoha há poucos dias, ajudou seu sensei a proteger a vila a qual pertenceu ou pertencia? Ainda não tinha respostas pra essas pequenas questões que lhe vinham não raramente à cabeça, mas ainda assim mantinha sua lealdade para com aqueles que queria proteger e as descobertas de suas investigações eram sempre reportadas ao Hokague.

Aos poucos tinha a impressão que tudo se tornava como o amanhecer, aos poucos a escuridão se dissipa e dá lugar ao colorido das luzes e por fim o sol ilumina tudo a sua volta, mas ainda não sabia o que fazer agora que via com clareza não sabia por qual caminho seguir e então já não era mais inverno, o gelo se derretera e a temperatura e o cantar dos pássaros anunciavam a primavera e enquanto ele ajudava as pessoas na vila em que estava com a preparação do festival de primavera a lembrança dele próprio como criança chegavam uma após outra, sorrisos, discussões, boa comida, discursões, treinamento, discussões, atrasos, discursões, frustações.

-Salvamos o mundo ninja, mas nunca vimos o rosto do Kakashi.- Essa poderia ser uma de suas grandes frustrações mas na verdade era mais um fato divertido.

Dentre todas as peças que juntava e todas as respostas que conseguia um recorria todos os dias, -Eu te amo- Por que desperdiçava não só aquelas palavras mais aquele sentimento com ele, alguém tão imerecido dela que era tão intocável e brilhante como uma estrela no céu.

Sakura manteve seu amor e agora Sasuke o aceitava porém não achava que tinha direito de tê-la, por isso a cada dia percorria passos de sua estrada de redenção e sentia estar cada vez mais perto.

Naquele pequeno vilarejo em que estava atualmente as pessoas eram modestas porem amigáveis nunca lhe faltava nada e ele pagava tudo com trabalho mas algo vinha lhe preocupando, não raras vezes ele era chamado pra ajudar crianças e alguns jovens a serem levadas ao pequeno centro medico que tinha ali, pessoas que de uma hora pra outra nem conseguiam fazer nem pequenos movimentos, ajudava crianças e mesmo alguns homens e mulheres outrora muito saudáveis estavam padecendo no começo todos achavam se um surto forte de gripe devido a mudança de temperatura mas nenhum dos tratamentos usuais surtiam afeito e isso tornou-se algo extremante alarmante quando os primeiros acamados começaram a morrer, o festival de primavera foi cancelado e o líder do vilarejo decretou emergência, todos estavam apavorados e Sasuke ajudava como podia, nem sequer lhe passou pela mente abandonar aquele lugar em uma situação como aquela.

Naquela manhã as flores já cobriam a paisagem e ele acordou com o canto de alguns pássaros, o que era estranho já que ele costumava acordar sem ajuda antes mesmo do sol, ele estava atrasado, levantou-se rápido e sua vista escureceu um pouco, mas logo tudo se normalizou , comeu algo e foi ajudar as pessoas que devido à superlotação do centro médico estavam sendo atendidas em casa, ele levava suprimentos e água fresca todos os dias ao fim daquele dia estava extremamente cansado e mesmo com a temperatura agradável ele estava com frio, verificou e estava com febre, nem se lembrava da ultima vez que esteve doente mas sabia que não era uma simples gripe.

Talvez por sua condição física ele tenha demorado a demostrar sintomas, mas agora era inegável, sua cabeça doía como cada um dos músculos do seu corpo, ele pouco conseguia se mexer e até que descobrissem que doença era aquela estava vulnerável.