Notas iniciais
Demorei para postar devidos aos mesmos motivos de antes, mas dessa vez já tenho alguns capítulos quase prontos então não vou demorar tanto para postar outro ;3
A imagem que tinha daquela garota não se permite sumir da minha mente. Foi diferente com Karine. Foi diferente com Annie. Ela exala algo que não encontro em ambas, mas não sei expor em palavras ou resumir em caracteres o que à de ser. Depois do filme com Karine, fomos na livraria e passamos um tempo separados e sem sincronia. Depois que avistei aquela moça, meus pensamentos embaralharam de tal forma que não conseguia concentrar-me nas breves leituras que estava fazendo. Uma questão pairou em minha mente naquele instante. Todas as garotas que sempre avistei sozinha, eu ousara pensar em me aproximar da mesma, afim de poder criar um laço de afeto, porém, não demora tanto para avistar alguém a seu lado roubando meu lugar. Foi ali que percebi uma coisa no mínimo interessante. Ninguém está sozinho no mundo, e os que pensam estar sozinhos não conseguem tal façanha, pois sempre virá alguém afim de se aproximar desta pessoa. Isso me causara desconforto de certo modo, pois uma fadiga egoísta dentro de mim se alastrava a ponto de querer que todas fossem minhas. Um ser de pensamento tão tolo nunca terá alguém ao seu lado. Era o que eu achava, antes de me aproximar novamente de Karine. Pensei que com ela eu finalmente poderia descobrir um Roy até então desconhecido por mim. Fui no momento de que ela seria a pessoa certa, mas encontro uma desconhecida que me faz abalar dessa maneira. Então, o que eu quero pra mim? Eu não sei, não sei mesmo e não faço mínima noção. Avistava Karine com um semblante vazio e preocupado, enquanto segurava em suas mãos e percorria em seus olhos, trechos de "O Pequeno Príncipe" segurando o livro com firmeza e apreensiva a leitura. Minha mente não parava de vagar nem um instante, me deixando mais incômodo ainda. Já havia anoitecido do lado de fora do shopping e parte de mim clamava para que eu fosse para casa, porem, pus meus pensamentos em ordem e enfim havia decidido o que eu faria nesse momento. Porém, havia algo que me deixava em dúvida, que era o fato de eu ter tido a impressão de que aquela garota olhou de volta para mim, mesmo que por uma fração de segundo. Enquanto vago em pensamentos, sou puxado por Karine que não parava de me chamar. Ela parecia estar irritada
– Estou te chamando há tempos! Preciso ir embora agora — Ela olha para o chão e larga o meu braço. Eu aceno concordante e seguro sua mão
– Vou te levar até sua casa — Ela aperta minha mão com força e sussurra
– Não precisa. Vou sozinha — Ela solta minha mão e se dirige até a saída da livraria, mas a seguro pelo braço. Já havia percebido que ela estava incomodada com algo e tento amenizar a situação
– Vamos conversar em outro lugar? — Ela olha pra mim e balança a cabeça afirmativamente. Levo ela até uma espécie de pracinha que tinha dentro do shopping. Havia alguns bancos ocupados por casais e outros por um grupo de jovens. Somente um estava desocupado, onde ficava em frente à uma loja de jóias. Nos acomodamos no banco e depois de um tempo em silêncio mútuo, decido falar, mas sou interrompido por Karine. Ela repuxa bem forte sua calça e seus braços não paravam de tremer
– Eu vi como você estava olhando para aquela garota mais cedo. Desde então, você está com o pensamento distante de mim — Pausa por um instante para me encarar — Seja sincero. Você a conhece? Ela é sua ex ou algo assim? — Respondo rapidamente negando com a cabeça e desvio o olhar. Karine sorri e indaga novamente — Foi algo como amor a primeira vista? Você viu que ela estava acompanhada, não é? — Eu permaneço olhando para o chão sem saber responder, enquanto ela continuava me encarando. Ela suspira e sorri novamente — Esqueça o que eu disse. Não mereço sua satisfação — Conclui se levantando do banco e indo embora. Me sinto impontente e não possuo força para correr atrás dela. Sinto que será melhor deixar ela ir. Ainda é cedo pra mim. Não me sinto preparado para uma relação. Deixo passar alguns minutos, mas na verdade, vejo que se psssaram quase uma hora que estou sentado neste banco. Os casais que aqui estavam já se foram, dando lugar à outros casais. Não me sinto bem. Fiz a escolha errada em deixar ela ir. Me levanto em desespero e começo a correr até a saída do shopping na esperança de ainda encontra-lá. Era noite e está muito frio. Olho de um lado a outro e não a encontro em lugar algum. Penso em ligar, mas não há garantia que irá atender. Entro novamente no shopping, onde ela ainda pode estar, mas acabo ouvindo xingamentos vindo de uma lanchonete ao lado da saída. Um homen gordo e barbudo que aparentava ser o gerente não parava de berrar com um de seus empregados. Me aproximo mais um pouco e vejo o mesmo desferindo um golpe no garoto. Me aproximo para socorrê-lo quando me surpreendo. Era o Kayo
– Ei! Está tudo bem? O que houve? — Ele olha pra mim com um sorriso forçado e se apoia no meu ombro para se levantar
– Ah, é você? Esquece o que você acabou de ver. Finge que não aconteceu — Diz limpando o sangue da boca e em seguida ajeita o penteado. As pessoas que estavam na saída do shopping não paravam de nos encarar. Kayo segue andando até uma árvore e se encosta nela. Vou até ele e tento descobrir a razão da agressão que ele sofreu
– Você fez algo para deixá-lo tão irritado a ponto? — Kayo sorri de forma irônica e esconde o rosto por trás da franja. Arrasta as costas no tronco da árvore até chegar ao chão e se acomodar nele. Ele me encara e decide enfim responder
– Aquele cara é amigo do meu pai. Ele recebeu "ordens" no caso de eu não obedecer no serviço — Suspira levemente e acena com a mão como se não quisesse mais tocar no assunto. Volta a me encarar e pergunta — O que faz aqui? — Passo a mão no queixo e digo
– Estou... Estava em um encontro com a Karine — Ele se levanta e se aproxima de mim
– E porquê não está mais? — Pergunta com um tom irritado
– Não sei bem explicar... Eu vi uma garota hoje e não parei de pensar nela — Kayo exclama ainda mais irritado
– Como é? No meio de um encontro você estava olhando pra outra? — Levanta o dedo indicador e pressiona minha testa, impulsionando-me para trás — Qual o seu problema? Você é idiota? — Ele agarra meu ombro e grita — Vai atrás dela agora! — Termina me empurrando, quando no mesmo instante ouço uma voz feminina atrás de mim
– Não precisa. Estou aqui — Diz Karine com os olhos vermelhos e inchados, enquanto cruzava os braços tentando se aquecer do frio daquela noite. Me aproximo lentamente, até que Kayo me empurra novamente me fazendo chegar mais depressa. Faço um sinal para que ele nos deixe a sós, mas finge que não percebeu e volta a se sentar no chão. Cubro minha nuca com a mão e tento me desculpar
– Me perdoa, Karine — Me aproximo mais um pouco e seguro suas mãos — Eu deveria ter olhos apenas para você neste dia, mas eu não sei explicar. Sinto que conheço aquela menina de algum lugar — Ela põe a mão em minha boca, calando-me enquanto acenava negativa com a cabeça
– Não precisa explicar algo que não tem explicação. Vim até aqui pois quero ouvir da sua boca o que eu represento para você — Ela remove seus dedos dos meus lábios e apoia as mãos a frente do corpo. Fecho meus olhos e ergo a cabeça para avistar as estrelas. Estão lindas nesta noite, assim como Karine. Alternava o olhar entre o céu e ela, procurando uma resposta que a satisfaça. Seguro sua mão carinhosamente e agacho-me ao chão dizendo tudo que vinha a cabeça
– Eu detesto fazer rodeios na hora de falar, então serei bem claro: Eu quero você comigo, porquê eu gosto de você. Nada mais que isso. Esqueça as outras em volta, pois não tenho os mesmo olhos como tenho contigo. Eu já me encontro perdido em você há muito tempo. Fique do meu lado, Karine. Só isso que te peço — Ela repuxa sua mão da minha e põe sobre o rosto com um olhar de emoção, tentando segurar as lágrimas. Kayo ao fundo faz um grunhido como se tivesse tentando esconder o sorriso. Ela pula sobre meu corpo e me abraça muito forte a ponto de me sufocar. Retribuo na mesma medida e ficamos daquela forma por longos segundos. Sem minha permissão, lágrimas percorrem pelo meu rosto que acaba molhando a roupa dela e ao perceber acabo me desculpando. Ela apenas balança a cabeça dizendo para não me perocupar, pois também estava chorando. Solto-me de seus braços relutante, pois precisava levá- la até a estação, devido ao horário. Me viro para encontrar Kayo, mas ele não estava mais no parque. Agarro a mão gélida de Karine e encaro seu olhar envergonhado para mim com um sorriso no rosto e digo:
– Vou te deixar na estação, tá? — Ela aperta minha mão e acena com a cabeça
– Tudo bem! — E assim fomos juntos até a estação de trem. No caminho, comprei uma rosa pra ela e pus em seu cabelo. Ficou tão linda... Fiquei triste e desapontado por ter sido tão rápido chegar até a estação e o momento de me despedir havia chegado. Seguro suas duas mãos e dou um beijo em sua testa e despeço-me
–Boa noite, Karine. Toma cuidado no caminho — Respiro fundo, tentando fingir um sorriso e termino — Nos vemos depois? — Ela puxa meu corpo pra si e me abraça forte como fez antes e responde sorrindo após me soltar
– Claro que sim. Toma cuidado e boa noite! — Ela solta minhas mãos, deixando- me em completo desanparo diante das estrelas que iluminavam aquele solitário céu noturno. Eu queria ter a beijado, mas não tive coragem para tal feito. Talvez ela acharia que estou apressando as coisas. Vejo ela entrar na estação, na espera que ela olhasse para trás uma única vez, até que desisto e sigo meu caminho. Não foram nem dois passos e me viro novamente, me encontrando nos olhos dela e acabo sorrindo e aceno com o braço. Ela retruca e some diante da multidão de pessoas. Sigo meu caminho até o ponto de ônibus, que não demora muito para chegar. Nesse horário não havia trem do ramal que eu costumo pegar. Enfim, chego em casa e me preparo para o banho. Queria que minha mãe estivesse aqui para me perguntar sobre o encontro, mas no lugar estava meu pai no seu quarto organizando papeladas. Passo direto pelo quarto dele e me dirigo até o meu para pegar minhas roupas. Em nenhum momento cheguei a falar para Karine sobre o que houve com minha mãe hoje e ela também não perguntou sobre o motivo de eu ter saído no meio do filme. Ela disse apenas que sabia que eu voltaria, então esperou e era só isso que importava pra ela. Após o banho, me jogo na cama e adormeço. Acordo pela manhã, com diversas chamadas perdidas do meu irmão. Retorno a ligação e descubro que era minha mãe que já havia recebido alta e à tarde já poderia voltar para casa. Eram dez e alguma coisa da manhã de domingo e o que penso a fazer é voltar a dormir, mas não consigo. A tarde chega, minha mãe volta para casa e me pergunta sobre o encontro. Faço um breve resumo e fica por isso mesmo. Mais um dia se passa e acordo pela manhã, ansioso para me encontrar com Karine no colégio. Trocamos algumas mensagens no domingo, onde todas significavam que sentíamos falta um do outro. Assim que chego, vou direto até minha sala de aula e lá fico sozinho, como sempre. Ultimamente, meus colegas de turma tem se afastado cada vez mais de mim sem razão alguma. Acabo pegando no sono sentado na cadeira do canto da parede, quando sou levemente acordado por um garoto da minha turma.
– Ei! A aula vai começar! — Disse sussurrando. Levanto-me um pouco tonto de sono enquanto passo a mão pelo rosto tentando acordar. A aula era inútil como todas as outras, mas não é legal dormir no meio dela. Os períodos terminam e saio da sala rapidamente na esperança de encontrar Karine, quando sou chamado pelo mesmo garoto outra vez
– Esqueceu seu celular na sala! — Exclama, balançando o mesmo em sua mão. Vou até sua direção e o pego
– Nossa! Tinha esquecido! Muito obrigado! — Agradeço e depois me viro e sigo meu caminho. Vou até a cantina e avisto uma multidão de garotas rodeando alguém. Ao me aproximar, percebo que era ninguém menos que Kayo que, de alguma forma, entrou no colégio. Provavelmente deve ter pulado o muro. Quando me vê, sai empurrando as garotas e vem em minha direção me agarrando
– Você demorou! Estava te esperando! — Suspiro e me solto dele
– Sabia que você chama muita atenção aqui?
– E daí? Eu não ligo — Sem perceber, comecamos a discutir com as pessoas em volta olhando de forma aversa. Uma garota se aproxima da gente e pergunta meio envergonhada
– Vocês são namorados ou algo assim? — Fico sem reação, enquanto Kayo começa a rir incessantemente até conseguir recuperar o fôlego e responder a menina
– Não sou só eu que penso nisso, Roy — Provoca, deixando ela com mais vergonha ainda. Eu me mantenho calado para não piorar a situação. O povo se dispersa e enfim posso conversar em privado com Kayo, mas ele diz que veio até aqui apenas por vim
– Não tenho nada pra dizer, não! Só quero saber como está indo com a menina lá
– Está falando da Karine? Está tudo normal, creio eu. Porquê?
– Só pra saber mesmo. Eu vou dar uma volta por aí. Quando você sair, me manda uma mensagem pra gente ir junto?
– Tudo bem! — Após aquilo, ele se fora e o intervalo estava a ponto de terminar sem que eu sequer tenha avistado Karine. Desapontado, retorno para a classe e adormeço novamente, quando sinto algo mexendo meu cabelo, enquanto pressinto uma respiração ofegante se aproximando. Abro os olhos lentamente e encontro o rosto de Karine sorrindo, enquanto passava sua mão quente em meu cabelo e me observava dormir. Ergo levemente minha cabeça sem que isso faça com que ela pare e observo o redor da sala vazia. Pelo visto o intervalo não havia terminado ainda. Levanto meu braço em direção de Karine e aliso seu cabelo enquanto o entrelaço em meus dedos gélidos. Deslizo-os até seus lábios e os acaricio com ternura até ser reprimido por suas mãos que puxam meu corpo em sua direção. Nosso batimento cardíaco se encontra em sincronia neste exato momento, enquanto nossos lábios estavam prestes a se tocar. Ela se recusa por um instante de hesitação mas acaba cedendo ao dócil desejo. Foi meu primeiro beijo com ela, naquela manhã fria em temperatura porém quente em nossos corações. Um gesto singelo como esse havia nos tornado um só naquele momento. Afastamos um do outro depois de um longo tempo e mal conseguíamos olhar um para o outro. Será que ainda estou dormindo e me encontro em um sonho? Estou tão apaixonado a ponto de querer compor uma canção para essa menina. Ouço o sinal tocar, alertando que o intervalo havia terminado. Karine se levanta com rubor em seu rosto e se despede meio sem graça. Eu me levanto e a seguro para dar um abraço de despedida. Em seguida, sussuro em seu ouvido
– Nos vemos mais tarde? — Ela faz uma feição triste e responde melancólica
– Hoje não... Vou ter que participar de uma reunião do Conselho de Classe — Ela aperta bem forte meu braço e olha para mim tristonha — Cê me desculpa? — Nunca havia visto ela tão fofa como agora
– Não tem problema. Conversamos por mensagens hoje a noite então? — Ela balança a cabeça concordando. Beijo sua testa e me despeço novamente — Até mais... — Ela se solta de mim e segue andando até a porta da sala
– Até — Responde acenando com a mão e indo embora pela porta. Sento-me na minha carteira esperando a turma chegar, quando avisto o mesmo garoto de antes entrando na sala e sentando do meu lado, no mesmo instante que o resto dos alunos se acomodam em seus devidos assentos. Enquanto todos conversavam sobre coisas fúteis, lá estava eu pensando na garota que invadia meus sonhos constantemente. Como sempre, a aula passa sem quaisquer importância para mim, porém, dessa vez foi diferente. Podia observar que o tempo inteiro, aquele garoto me observava continuamente durante a aula. Era como se ele quiseres falar comigo, mas não tinha coragem para isso. Visto isso, puxo conversa com ele durante a resolução dos exercícios.
– Está conseguindo resolver esta questão? — Ele olha pra mim em imediato e responde
– Mais ou menos... Você sabe fazer?
– Sim! Quer que eu lhe ensine? — Ele acena e responde
– Uhum — Naquele instante em diante, tive a impressão que a aula havia passado muito mais rápido. Pude perceber Sado e os outros me encarando de forma estranha por estar falando com o garoto que, ao que tudo indica, era excluído da turma. Nunca fui de perceber essas desavenças dentro da classe, pois passava a maior parte das aulas dormindo ou fazendo os exercícios e quando havia tempo vago na aula, procurava reforçar meus conhecimentos sobre a matéria. Conversei bastante com o rapaz e ele aparenta ser muito inteligente, talvez seja o mais esperto da turma, enquanto eu sou no mínimo o mais esforçado. Nem havia terminado o primeiro tempo de aula e já havíamos concluído todos os exercícios. Após isso, começamos a conversar sobre coisas do colégio. A aula enfim termina e era hora de ir embora. Me despeço do rapaz que nem sequer perguntei o nome diante do momento de descontração
– Ei, qual seu nome mesmo? — Ele sorri e estende a mão
– Me chamo Suho. O seu nome eu já sei. É Roy, né? — Eu aceno e aperto sua mão
– Isso aí. Estou indo agora, okay? — Ele se levanta e pega a mochila
– Sem problemas! Vou ficar mais um pouco pra estudar na biblioteca. Até amanhã — Diz sorrindo. Na saída do colégio, me encontro com Kayo sentado no muro conversando com o inspetor. Chamo pelo seu nome e cumprimento o inspetor antes de sair pelo portão. Kayo se vira e pula o muro aterrissando ao me lado e depois ajeita o cabelo. Vamos andando até a estação, quando o celular dele começa a tocar. Podia ouvir os berros da pessoa na ligação à alguns metros de distância.
– Já falei que não vou voltar! Me esquece e morre de uma vez! — Grita Kayo desligando o celular. Ele se vira em minha direção e se ajoelha, apoiando suas mãos nos meus ombros — Eu não tenho mais pra onde ir. Eu só consigo pensar que seria melhor para eles se eu morresse, assim não iriam pôr a culpa por seus fracassos em mim!
– Calma! Do que você está falando?
– Pra minha casa eu não irei mais voltar — Eu estando minha mão para que ele se levante e proponho
– Nesse caso, fique na minha casa por um tempo. O que acha? — Ele põe as mãos no rosto para esconder as lágrimas
– Posso mesmo? Eu quero! — Após isso, no caminho da estação eu ligo para minha mãe, pedindo permissão para que ele possa ficar em casa por um tempo. Tento explicar a situação, mas ela aceita tranquilamente. Depois da longa viagem de trem, chegamos até minha casa que estava vazia. Digo para que Kayo sinta-se a vontade.
– Pode me dizer onde fica o banheiro? — Diz ele, meio envergonhado e sem graça.
– Na segunda porta à direita — Ele acena e caminha até o local. Levo as mochilas até o quarto e desço novamente ao ouvir o celular do Kayo que estava encima estante tocar. Me aproximo para atender, quando reconheci a menina que estava na imagem. Era a mesma daquele dia.
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