Notas iniciais
Essa história foca em romance colegial. Espero que gostem!!

O calor da manhã era gritante. Andando a caminho da estação me pergunto: Será que existe a pessoa da minha vida neste mundo? Dentre diversos países, continentes, estados, planetas, galáxias e tudo mais, onde ela se esconde? Onde está essa garota? O mundo se habita de muitas pessoas. Não sei quantas, pois não sou muito inteligente. Sempre pensei que deve existe pelo menos uma metade para mim. Aquela que me deixaria deitar em seu colo e me fazer esquecer todos os problemas. Que entendesse minhas dores e que pudesse me arrancar sorrisos por dizer qualquer besteira. Essa pessoa deve existir em algum lugar. Seja em Istambul, Acapulco, Moscou, Salvador, Santiago, Texas, Caribe, onde quer que seja. Ela deve estar lá, mas eu nunca irei encontra-la. Hoje é aniversário de um amigo meu e não pretendo ir comemorar com ele, pois não curto festas e celebrações. Egoísmo meu, eu sei, mas ele vai entender. Eu sou um garoto muito calado e que se socializo pouco. Deve ser por isso que nunca namorei, mas já beijei duas garotas há muitos anos atrás. Muitos mesmo! Desde lá, sempre vivi no anonimato, me preocupando com os estudos apenas e ter uma juventude normal. Estou aqui no trem, pensando em tudo isso enquanto ouço minhas musicas melancólicas. Agradeço pelo ar-condicionado estar funcionando, pois o calor era tanto que pela primeira vez estava indo com camisa sem manga. Peguei meu celular para ver as novidades das redes sociais e me deparo com uma publicação de uma page. As postagens de um certo ADM sempre me chamavam atenção, pois tudo que ele ou ela, não sei ao certo, dizia, eu também vivenciava. Na publicação dizia: “Aquele momento em que você começa a fixar o olhar ao longe e se desliga do mundo ao redor para se adentrar ao seu mundo.”.

Isso acontecia comigo o tempo todo, e havia algumas pessoas comentando que ocorriam o mesmo com elas, mas eu não acredito. Eu sou o tipo que dificilmente acredita em alguém, pois sei quando alguém esta mentindo. É algo que eu tenho desde pequeno. Um dom talvez? Quem sabe... Tive a sorte de ir sentado no trem hoje, o que é bem difícil pelo horário que eu pego. Tomara que eu continue com sorte hoje. Desço do trem e vou a caminho do colégio neste calor infernal. Ao chegar, sou bombardeado por perguntas relacionadas à festa:

—Você vai?

— Não, não vou. — Respondo solenemente.

—Como não? Todo mundo vai, cara! — Diz Sado, um amigo meu desde o primeiro ano.

— Não estou com vontade agora. Tenho que fazer uns trabalhos e estou sem dinheiro. — Minha clássica desculpa.

—Bah! Mas o quê isso? Sem você não tem graça! Tem certeza? — Do jeito que ele dizia, estava quase aceitando, mas tem um lado tsundere em mim que dificilmente cede a isso.

— Desculpa mesmo. Outro dia vamos todos no shopping para me redimir.

—Hm, tudo bem então, eu acho. — Diz Sado, com melancolia em sua voz. Depois olha para mim e completa.

— Vou comprar um sanduba pra você lá, viu? -

—Haha, valeu. — Respondo. Após isso, vou até Smith, o aniversariante, para deseja-lo "Parabéns". Ele me olhou e acenou com a cabeça e foi com o pessoal para a sala de aula. O resto do dia até o horário do almoço foi bem normal. Nada muito relevante e as aulas estavam bem tediosas. O sinal do intervalo bate, e meus amigos se foram para o aniversário de Smith. Eu estava quase querendo ir quando vejo "aquela" garota. Eu já reparava nela desde o inicio do ano e percebi que ela estava sempre sozinha sentada na pilastra do pátio ouvindo música. Pensei em muitas vezes chama-la para conversar, mas não obtinha qualquer assunto com ela, mas dessa vez era diferente. Ela estava lendo um livro que eu adorava e essa seria a ocasião perfeita, porém, não desejo interromper sua concentração durante a leitura. O livro contava a história de um garoto e uma garota que se conheceram na infância e foram separados pelo tempo, porém, alguns anos depois se reencontraram ambos caminhando sua própria vida, mas o amor que um tinha pelo outro floresceu novamente. O livro é muito interessante e demonstra um relacionamento realista, onde mostra que nem sempre pode se combater a distância. Enquanto eu pensava em que parte do livro ela poderia estar, não havia percebido que ela estava me observando por um breve segundo. Quando ela viu que eu havia percebido, olhou novamente para o livro e ajeitou os óculos que haviam escorregado um pouco do seu rosto devido ao movimento recluso. Eu estava realmente obstinado a conversar com ela.

Notas finais
Obrigado por ler até aqui!!